CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

Endereço : Av. Nove de Julho. Nº4634/4644 - SP
  Contato : (11) 3068-0808

Todos os posts por Clinonco

Câncer de próstata – Fatores de risco

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens, perdendo apenas para os tumores de pele não melanoma.  Segundo dados do INCA estima se que em 2018 sejam diagnosticados 68220 casos novos de câncer de próstata, sendo o risco estimado de 66,12 casos novos para cada 100 mil homens.

Os principais fatores de risco relacionados ao câncer de próstata são: idade, etnia, fatores genéticos, historia familiar e hábitos de vida.

  • Idade: a idade é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento do câncer de próstata, sua incidência aumenta com o passar do anos e raramente ocorre antes dos 40 anos.
  • Etnia: o câncer de próstata é mais comum em homens negros quando comparados com homens brancos ou de outras etnia. Nesses indivíduos o câncer de próstata ocorre em idade mais precoce e com mais agressividade.
  • História Familiar: homens que tiveram pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos tem uma chance aumentada de desenvolver a doença quando comparado com a população geral.
  • Fatores Genéticos: algumas alterações genéticas como a mutação do BRCA2 ou síndrome de Lynch podem aumentar o risco de câncer de próstata em uma pequena porcentagem dos pacientes.
  • Hábitos de Vida: os estudos não são conclusivos ao relacionar o câncer de próstata a determinados hábitos de vida; porém acredita se que uma dieta com baixo índice de gordura animal e rica em vegetais e legumes seria um fator protetor. Outros estudos sugerem que homens obesos possuem maiores chances de desenvolver a doença.

 

Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM: 125.115

Leia Mais

O câncer de mama é  a principal causa de morte por câncer em mulheres  no Brasil

O câncer de mama é  a principal causa de morte por câncer em mulheres  no Brasil, quando diagnosticado precocemente as chances de cura ultrapassam 90% dos casos.

A  detecção da doença em suas fases iniciais propicia não só um aumento de sobrevida e possibilidade de cura, além de modalidades de tratamentos menos agressivas, minimizando os traumas físicos e psicológicos relacionados a terapêutica, e  um menor custo para o sistema de saúde.

A estratégia para o diagnostico do câncer de mama precoce é baseada nas recomendações do Ministério da Saude, de protocolos internacionais e de recomendações das sociedades médicas.

Primeiramente as mulheres devem estar atentas a qualquer alteração em seu corpo. Em relação ao câncer de mama os principais sinais são : aparecimento de nódulo ou caroço na mama ou axila,  mudança no formato do mamilo, pele avermelhada, irritada ou edemaciada e  saída de secreção pelo mamilo. Na presença de qualquer um desses sinais é importante procurar um médico para iniciar a investigação.

A recomendação de exames de rotina para o rastreamento do câncer de mama difere entre recomendações do ministério da saúde e das sociedades médicas e é baseado em fatores de risco para doença como idade, história pessoal e  familiar, presença de mutações genéticas.

A Sociedade Brasileira de Mastologia e a de Radiologia recomendam mamografia anual para todas as mulheres a partir dos 40 anos enquanto o Ministerio da Saude recomenda que a Mamografia seja realizada  na faixa etária dos  50 aos 69  e com periodicidade de 2 em 2 anos.

Mulheres com historia pessoal ou familiar de câncer de mama e ovário, predisposição genética como mutação do BRCA ou que realizaram radioterapia em região torácica devem realizar os exames mais precocemente .

A realização de exames não previne o aparecimento do câncer de mama;  porém é útil no diagnostico de um câncer em fase inicia reduzindo a morbimortalidade pela doença.

 

Fonte: Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM 125.115 SP

Leia Mais

Fertilidade, menopausa e mais: como o lado feminino é afetado pelo câncer

Ao receber um diagnóstico de câncer de mama, é absolutamente normal a cabeça da mulher dar um nó, tantas são as preocupações imediatas.

“Meu primeiro pavor foi se eu sobreviveria para continuar criando minha filha, que na época tinha 2 anos”, lembra a contadora Iris Steffen. “Depois pensei nos meus cabelos, que cairiam, e se eu conseguiria ficar grávida novamente, porque sempre quis ter uma segundinha”, lembra ela, que é mãe de Clara, hoje com 8 anos, e de Vitória, de 3, concebida e nascida depois do final do tratamento.

Além destas, muitas questões rondam os pensamentos das pacientes. Conversamos com um time de especialistas para esclarecer as principais dúvidas: Andrea Watanabe (mastologista do Salomão Zoppi Diagnósticos), André Mattar (mastologista do Alta Excelência Diagnóstica), Artur Malzyner (oncologista da Clinonco e do Hospital Israelita Albert Einstein), Carla Benetti (radiologista especializada em mamas do Salomão Zoppi Diagnósticos), Natalia Fernandes Garcia de Carvalho (mestre em ciências) e Ricardo Luba (ginecologista e obstetra).

É possível engravidar durante o tratamento de câncer de mama?

Possível é, e acidentes acontecem. Mas o recomendado é evitar ao máximo engravidar, pois quase todas as etapas do tratamento aumentam muito o risco de malformação fetal e de aborto – ou seja, acabam configurando uma gravidez de alto risco.

E, se as etapas forem puladas ou adiadas por causa da gravidez, podem comprometer as chances de sucesso do tratamento e da cura deste câncer. É por isso que o planejamento da abordagem adotada com a paciente de câncer de mama que já esteja grávida é tão meticulosa e coordenada entre muitos especialistas (oncologista, obstetra e radiologista, entre outros).

Vamos detalhas as possíveis etapas do tratamento de câncer de mama e como cada um deles se relaciona com uma gestação que possa surgir no meio do caminho:

– Cirurgia: indicada para a retirada de tumores descobertos em estágios bem iniciais. O risco é relacionado à anestesia, que no primeiro trimestre de gestação pode causar malformações fetais; logo, ela deve ficar para o segundo trimestre.

– Quimioterapia: deve ser evitada no primeiro trimestre, mas no segundo e no terceiro trimestres pode ser indicada, de acordo com a avaliação médica.

– Hormonioterapia: é uma fase em que se deve evitar de todas as maneiras uma gravidez – abstinência é uma ótima ideia –, uma vez que o tamoxifeno aumenta demais o risco de malformações fetais.

– Radioterapia: outra etapa em que a abstinência pode ser sua melhor amiga, já que os riscos de malformação fetal e de aborto são altíssimos; quando a paciente já está grávida e é diagnosticada com câncer de mama, a radioterapia deve ser adiada para depois do parto.

– Terapia alvo: também tem um risco elevado de malformações fetais, então não é recomendado que se engravide aqui.

É possível engravidar depois de um tratamento de câncer de mama?

Completamente possível. Se o tratamento tiver sido apenas cirúrgico, a gestação será igualzinha àquela de uma mulher que nunca tenha tido câncer de mama.

Mas, dependendo do tratamento a que a mulher tenha sido submetida, pode ser mais difícil engravidar. Algumas quimioterapias antecipam a menopausa, outras são altamente tóxicas para os ovários. Uma alternativa a se pensar quando o médico alertar para esses efeitos colaterais é o congelamento de óvulos para uma FIV posterior.

Outra questão importante é quanto tempo depois do fim do tratamento é recomendável engravidar. Em geral, os médicos pedem que se espere por dois anos, para verificar se não há uma recidiva, o que tornaria um novo tratamento algo muito complexo (devido ao que foi explicado no item anterior).

É possível amamentar durante o tratamento contra o câncer de mama?

A amamentação é contraindicada durante o tratamento de câncer de mama. Os medicamentos da quimioterapia (tamoxifeno e anastrozol, por exemplo) são excretados no leite materno, o que prejudica o bebê, e as lesões locais da radioterapia impedem a amamentação.

É possível amamentar depois do tratamento de câncer de mama sem mastectomia?

É possível, mas na mama em que há cirurgia normalmente há também radioterapia, e sua radiação pode diminuir muito a chance de conseguir amamentar. Na outra mama, porém, não há contraindicação nenhuma.

É possível amamentar depois de uma mastectomia?

A mastectomia é a remoção cirúrgica completa da mama, com todo o tecido responsável pela produção do leite, então a resposta aqui é não, não é possível. Na outra mama, porém, não há problema nenhum.

O tratamento contra o câncer de mama afeta a menopausa?

Dependendo do tipo de medicamento utilizado, as pacientes que fazem quimioterapia tendem a apresentar menopausa precoce – algumas drogas quimioterápicas agem nas células dos ovários.

As que não fazem quimioterapia não sentem nenhuma diferença nesse sentido.

 

Fonte: Artur Malzyner (oncologista da Clinonco e do Hospital Israelita Albert Einstein)

 

Acesse o link do Portal MdeMulher: https://mdemulher.abril.com.br/saude/fertilidade-menopausa-e-mais-como-o-lado-feminino-e-afetado-pelo-cancer/

Leia Mais

Câncer de pulmão: tosse com sangue, dor no tórax e falta de ar são sinais

Entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão é o mais frequente em todo o mundo, e também o que mais mata: são 1,76 milhão o número de vítimas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para 2018 mais de 31 mil novos casos, sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres. O tabagismo é a principal causa da doença: o hábito está envolvido em 90% de todos os casos.

Esse é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens e o quarto em mulheres no país, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o mais prevalente para ambos os sexos. Estão no grupo de maior risco indivíduos de 55 a 74 anos. Assim como em outros países, é o tumor maligno que causa mais mortes no Brasil, já que, infelizmente, costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados. Apesar de se tratar de uma doença grave e letal, muitos avanços foram conquistados nos últimos anos para aumentar a sobrevida dos pacientes, bem como melhorar sua qualidade de vida.

Como o câncer de pulmão aparece

Os pulmões são órgãos esponjosos que têm como principal função oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono do corpo. O lado direito é maior, e dividido em três lobos, enquanto o esquerdo é menor (por causa do coração) e possui apenas dois. Eles são formados por brônquios, que se ramificam a partir da traqueia, que fica entre os órgãos. Os brônquios se ramificam e se estreitam, formando os bronquíolos, que por sua vez chegam aos alvéolos, estruturas onde ocorre a troca gasosa. Os pulmões são cobertos por uma membrana fina, chamada pleura.

O câncer se desenvolve a partir do crescimento desordenado de células, deflagrado por mutações no DNA das células. Às vezes essas mutações são herdadas, mas, na maioria dos casos, são adquiridas ao longo da vida. Os diferentes tipos de tumores podem surgir em diferentes células do órgão.

Tipos de câncer de pulmão

O câncer de pulmão é uma doença bastante heterogênea, ou seja, há vários subtipos e cada um deles tem características e prognósticos distintos. Veja quais são:

Carcinoma de células não pequenas (CNPC), que representa de 80% a 85% dos casos e subdivide-se em:

. Adenocarcinoma Representa cerca de 50% dos casos e costuma se manifestar como nódulos isolados na periferia dos pulmões, que se iniciam nas células dos alvéolos. Tende a crescer mais lentamente, pode ocorrer em fumantes e não fumantes, mas é o tipo mais comum no segundo grupo;

. Carcinoma de células escamosas ou epidermoide Corresponde a 30% dos casos, frequentemente nas regiões centrais dos pulmões, como os brônquios maiores. Está relacionado ao tabagismo;

. Carcinomas de grandes células Pode surgir em qualquer célula grande do pulmão e tende a crescer de forma rápida.

Carcinoma de células pequenas (CPC), que representa de 10% a 15% de todos os cânceres de pulmão. Geralmente está associado ao tabagismo; quase sempre surge nos brônquios e costuma ter crescimento rápido. Um subtipo é o carcinoma neuroendócrino de grandes células.

Ainda há outros tipos mais raros, como tumores pulmonares neuroendócrinos –os tumores carcinoides típicos e atípicos e o carcinoma neuroendócrino de pequenas células, por exemplo –, linfomas e sarcomas.

Sintomas

As manifestações quase sempre aparecem quando a doença já alcançou estágios mais avançados, o que dificulta muito o tratamento. As principais são:

. Tosse (nos fumantes, o ritmo habitual é alterado e aparecem crises em horários incomuns);

. Presença de sangue no escarro;

. Dores no tórax (pioram ao tossir ou ao respirar fundo);

. Falta de ar;

. Rouquidão;

. Pneumonias ou bronquites de repetição;

. Perda de apetite ou de peso inexplicável;

. Fadiga ou cansaço.

É importante ressaltar que todos os sintomas acima também podem ter outras causas, por isso é importante procurar o médico.

Fatores de risco

– Tabagismo: de longe o principal fator, sendo responsável por 90% dos casos. Estima-se que mais de 28 mil ocorrências por ano poderiam ser evitadas se ninguém fumasse.

– Fumo passivo: o risco é pelo menos três vezes maior que o de uma pessoa não exposta à fumaça do cigarro, segundo a American Cancer Society.

– Poluição do ar: estima-se que, em todo o mundo, a poluição seja responsável por 5% dos casos.

– Fatores genéticos: familiares de pessoas que tiveram câncer de pulmão têm risco levemente aumentado, embora seja difícil estabelecer o quanto dessa probabilidade se deve à genética ou à fumaça do cigarro.

– Radioterapia: quem foi exposto à radiação na região do tórax pode ter risco mais alto de câncer de pulmão.

– Exposição a substâncias: agentes como asbesto (amianto), radônio (gás resultante da decomposição do urânio no solo e nas rochas) e arsênio (que pode estar presente na água), fuligem, cromo, níquel, sílica, produtos de carvão e escapamento de diesel, entre outros, também podem aumentar o risco. Segundo a American  Cancer  Society, a maconha e o talco (em sua forma natural, não confundir com o cosmético) têm efeitos incertos ou não comprovados em relação ao câncer de pulmão. A instituição também alerta que, de acordo com pelo menos dois grandes estudos, suplementos de betacaroteno podem aumentar o risco desse tipo de neoplasia em fumantes pesados.

Diagnóstico do câncer de pulmão

Muitas vezes, o problema é identificado em exames de rotina, ou quando se investiga outras doenças. Os principais exames que podem levar ao diagnóstico são a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada ou PET-CT, que permite determinar o tumor e sua localização. Ainda podem ser solicitados pelo médico exames de sangue, ressonância magnética, ultrassonografia, PETscan e cintilografia óssea, para pesquisar a possibilidade de metástases (disseminação para outras partes do corpo).

O câncer só pode ser confirmado por biópsia, que geralmente é realizada por meio de uma broncoscopia (endoscopia respiratória) ou com agulha guiada por tomografia ou ultrassom, e analisada por patologista. Testes moleculares ainda podem identificar mutações genéticas e proteínas no tumor que auxiliam na escolha de terapias específicas.

Com a análise do tumor e os resultados dos exames, é feito o estadiamento. No caso do câncer de pulmão de não pequenas células utiliza-se o sistema com letras (T, de tumor, N de linfonodos e M de metástase) e números (de 0 a 4) para determinar a extensão da doença e, então, determinar o melhor tratamento. Para o câncer de pequenas células, é mais comum o uso do sistema de duas fases: estágio limitado (a apenas um pulmão e seus gânglios linfáticos) e estágio extenso (disseminado para o outro pulmão, gânglios linfáticos e outros órgãos, inclusive a medula óssea).

Tratamento

Concluído o estadiamento, uma equipe multidisciplinar composta por oncologistas, radioterapeutas e cirurgião torácico podem decidir qual tratamento é mais adequado para cada situação, com base em fatores como o tipo de câncer de pulmão, o tamanho, a localização e a extensão dos tumores, bem como o estado geral de saúde do paciente. As terapias a seguir podem ser prescritas isoladamente ou em combinação:

Cirurgia Consiste na remoção das partes do pulmão afetadas e dos gânglios linfáticos envolvidos. Pode ser curativa nas situações em que o câncer de pulmão foi descoberto em fase inicial.

Radioterapia Aplicação de radiações ionizantes no local para destruir o tumor ou inibir seu crescimento. Pode ser usada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou depois, para destruir células restantes, tratar metástases ou, ainda, como tratamento paliativo. Há várias modalidades diferentes de radioterapia. O tratamento é indolor e os efeitos colaterais mais frequentes são irritação na pele e fadiga.

Quimioterapia Uso de medicamentos que são sabidamente eficientes em combater as células cancerosas. Podem ser usados juntos ou em combinação, e têm ação sistêmica, ou seja, células saudáveis também são afetadas. É feita em ciclos, em geral depois da cirurgia, mas também pode ser indicada antes para reduzir o tamanho do tumor. Alguns exemplos de drogas para esse tipo de câncer são: cisplatina, carboplatina, paclitaxel, nab-paclitaxel, docetaxel, gemcitabina, vinorelbina, irinotecano, etoposido e vinblastinaepemetrexede. Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos, perda de cabelo e infecções, entre outros.

Terapia-alvo Uso de medicamentos ou outras substâncias que impedem o crescimento e disseminação do tumor, causando pouco dano às células saudáveis. Há terapias para diversos tipos de câncer de pulmão com perfis moleculares específicos. É o caso do bevacizumabe e do ramucirumabe, que têm como foco o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF); oerlotinibe, gefitinibe, afarinibe e osimertinibe e necitumumabe, com alvo o gene do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR); e ocrizotinibe, ceritinibe e alectinibe, para pacientes que têm como alvo o gene ALK. Os efeitos colaterais variam para cada terapia.

Imunoterapia As células do câncer dispõem de mecanismos que confundem e freiam o sistema imunológico. Estudos do imunologista americano James P Allison e do japonês Tasuku Honjo (Nobel de Medicina 2018) proporcionaram, nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos que permitem que o sistema imune reconheça as células do câncer para combatê-las de forma mais eficaz. Segundo os médicos, as substâncias apresentaram resultados eficazes e duradouros com perfil baixo de toxicidade. Os inibidores de DP-1 e o inibidor de PD-L1 são exemplos de imunoterapia usados no câncer de pulmão de não pequenas células. O alto custo das drogas, porém, é um fator que limita o acesso.

Como prevenir o câncer de pulmão?

Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão, não fumar é o primeiro cuidado para evitar a doença. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão e também possuem menor sobrevida, uma vez diagnosticados. Fazer cumprir as leis que proíbem o fumo em locais fechados também ajuda a evitar o tabagismo passivo, outro fator de risco.

Ter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e rica em vegetais, prática de atividade física regular e moderação para beber são formas de inibir diversos tipos de câncer, inclusive o de pulmão. Evitar o excesso e a falta de vitamina A são outras medidas que têm sido destacadas na prevenção desse tipo de neoplasia. Também deve-se evitar, na medida do possível, viver em locais com muita poluição.

Por último, o Inca recomenda que as pessoas evitem a exposição a certos agentes químicos (como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente no ambiente ocupacional.

Detecção precoce

Não existe uma política pública para rastreamento do câncer de pulmão. Mas estudos recentes sugerem que fumantes e ex-fumantes com mais de 55 anos podem se beneficiar não apenas de raios-X regulares, como também de tomografias de tórax.

Como se ajudar?

Ter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável faz diferença na resposta ao tratamento. Nutricionistas podem ajudar bastante, inclusive com dicas para aliviar os efeitos colaterais das terapias. A prática de atividade física é importante, mas deve ser devidamente orientada.

Parar de fumar é sempre indicado, pois aumenta a expectativa de vida mesmo de quem já tem metástase. Pacientes com doenças respiratórias também devem seguir tratamentos específicos.

O suporte psicológico é muito importante para quem recebe o diagnóstico e durante todo o tratamento, que é muito estressante. Peça ajuda dos familiares e amigos, e converse com outras pessoas que têm ou já enfrentaram o câncer. Técnicas de relaxamento, meditação, ioga e práticas espirituais também podem contribuir para a qualidade de vida do paciente.

Como ajudar quem tem?

A melhor maneira de ajudar quem sofre de câncer de pulmão é garantir que o paciente tenha pleno acesso a informação, tanto sobre o tratamento usual quanto na busca por recursos experimentais por cura ou paliação. O apoio da família é fundamental para enfrentar o diagnóstico e o tratamento. É importante estar por perto e oferecer ajuda prática, como ir ao supermercado, cozinhar e cuidar da casa enquanto o paciente se recupera. Muitos médicos recomendam, inclusive, que algum parente participe das consultas médicas.

 

Fontes: Alexandre Palladino, médico e oncologista clínico do Instituto Nacional de Câncer; Artur Malzyner, médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Mauricio A. Muradian, médico oncologista da Clinonco; A. C. Camargo Cancer Center; American Cancer Society; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Instituto Oncoguia; e Organização Mundial da Saúde.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/10/16/cancer-de-pulmao-tosse-com-sangue-dor-no-torax-e-falta-de-ar-sao-sinais.htm

Leia Mais

Outubro Rosa: Câncer de mama – fatores de risco

O câncer de mama é o câncer mais frequente diagnosticado no mundo e lidera as causas de morte relacionadas ao câncer em mulheres.

Segundo dados do INCA estimam se 59700 casos novos de câncer de mama no
Brasil para o ano de 2018, com um risco estimado de 56,3 casos a cada 100 mil mulheres.

Os fatores de risco relacionados ao câncer de mama podem ser divididos em fatores que não podem ser modificados e fatores que são potencialmente modificáveis.

Os principais fatores de risco que não podem ser modificados são:

  • Sexo feminino: as mulheres têm 100 vezes mais chances de ter câncer de mama que os homens
  • Idade: o risco de câncer de mama aumenta com a Idade, tendo seu pico de incidência ao redor dos 55 anos
  • Etnia: mulheres brancas tem incidência aumentada de câncer de mama
  • Menarca precoce e menopausa tardia
  • Exposição a radiação ionizante previa no tórax
  • Lesões benignas da mama
  • Historia familiar e pessoal de câncer de mama ou presença de mutações genéticas como BRCA 1 ou BRCA 2: o risco pode ser aumentado pela numero de pessoas afetadas pelo câncer de mama na família e também pela idade do diagnostico inicial, além da presença de mutações genéticas.

Os principais fatores que são potencialmente modificáveis:

  • Obesidade: mulheres com IMC (índice de massa corpórea) aumentado tem uma maior propensão a desenvolver câncer de mama após a menopausa.
  • Atividade física: pessoas que praticam atividade física regularmente apresentam uma redução do risco de câncer de mama quando comparadas com pessoas sedentárias.
  • Álcool: o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama
  • Terapia de Reposição hormonal
  • Idade do primeiro filho e nuliparidade: mulheres que tiveram o primeiro filho após os 30 anos de idade tem risco aumentado quando comparado com mulheres que tiveram filhos antes dos 20 ou 25 anos.
  • Amamentação: mulheres que amamentam por 12 meses tem uma redução 4,3% do risco de desenvolver câncer de mama.

A maioria dos fatores de risco relacionados ao câncer de mama não podem ser modificados, isto torna difícil o desenvolvimento de estratégias efetivas para redução da incidência, porém medidas que priorizem o diagnostico precoce pode modificar a mortalidade relacionada a doença.

Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM: 125.115 SP

Referências: NCCN guidelines

Up to date

INCA

Leia Mais

Câncer de mama metastático: entenda como o câncer se torna doença crônica

Em 2007, aos 28 anos, Adriane Botelho foi diagnosticada com câncer de mama em estágio inicial. Passou por um tratamento com quimioterapia, sem necessidade de mastectomia (a retirada completa da mama). A recuperação foi um sucesso.

Tudo ia bem, até que, quatro anos depois, um exame acusou câncer de fígado em estágio inicial. “Eu não conseguia acreditar. Pensava: ‘Fui sorteada na pior loteria do mundo duas vezes?’ O que meu corpo tem para ‘atrair’ câncer?”, lembra.

Não se tratava de um novo câncer “atraído” por ela, mas de sua primeira ocorrência de câncer de mama metastático. Nestes casos, as células do câncer de mama migram pelo corpo e se alojam em outros órgãos, fazendo a doença se manifestar de uma nova forma.

Depois de curar o câncer de fígado, Adriane teve câncer de mama novamente. Já se tratou e atualmente está sem nenhum câncer. “Mas sei que em algum momento aparecerá outro, e a gente vai tratar e seguir a vida”, diz. Na vida da secretária bilíngue, o câncer é uma doença crônica, tal como o diabetes e as doenças autoimunes são nas vidas de tanta gente.

Prolongar a sobrevida mantendo a qualidade de vida

De acordo com o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de mama é o segundo mais prevalente entre as mulheres do Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele. A oncologista Emanuella Poyer, do Centro de Oncologia do Paraná, conta que cerca de 15% dos casos acabam se revelando cânceres de mama metastáticos.

“A doença se torna crônica porque são células tumorais circulantes que exigirão tratamento para o resto da vida”, explica. “Não tem como falar para a paciente que ela vai ficar livre do câncer. O que a gente consegue fazer quando ele se manifesta novamente é diminuir os sintomas da doença e do tratamento, mas não eliminar as células tumorais. O objetivo é prolongar a sobrevida mantendo a qualidade de vida. Há muitas mulheres que vivem assim há 10, 15 anos.”

O oncologista Artur Malzyner, consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein, relata que as linhas de tratamento são sempre escolhidas para superar o tratamento anterior tanto em eficácia quanto em conforto. “Mas algumas mulheres conseguem ficar muitos anos com o mesmo tratamento, com um bom grau de sucesso e controle da doença em médio e longo prazo”, conta.

Ou seja, independentemente de onde as células do câncer de mama se alojem, o tratamento ao qual a paciente já se adaptou continua funcionando, sem a necessidade de um ataque mais agressivo à doença. Isso, em termos de qualidade de vida, não tem preço.

Células tumorais diferentes, tratamentos diferentes

Uma dúvida bem comum, segundo Emanuella, vai na seguinte linha: “Mas qual é a diferença entre um câncer de pulmão e um câncer de mama metastático no pulmão?”. A resposta é: as células cancerígenas.

“As células do câncer de pulmão são diferentes das células do câncer de mama e das células do câncer de fígado e assim por diante. Quando o patologista faz a biópsia, identifica qual é essa célula”, esclarece. “Se a célula que originou o câncer de fígado, por exemplo, é originalmente uma célula de câncer de mama, o tratamento precisa ser diferente daquele para um câncer de fígado originado por célula do próprio órgão. As células se comportam e reagem de formas diferentes.”

Efeitos colaterais dos tratamentos de câncer de mama metastático

Queda de cabelos e pelos do corpo, enjoos, náuseas e secura vaginal são alguns dos efeitos adversos clássicos aos tratamentos quimioterápicos e radioterápicos contra o câncer. No caso do câncer de mama metastático, eles podem se repetir a cada ciclo novo de tratamento ou podem diminuir gradativamente nas reincidências – este é o objetivo das evoluções em relação a esta variação da doença.

Artur observa que as reações e mesmo a sobrevida da paciente dependem muito da etapa em que a metástase é descoberta e do órgão que é acometido. “Um caso de metástase no pulmão é muito diferente de um nos ossos; em órgãos vitais a evolução tende a ser mais tormentosa, porque a doença é mais grave. Mas, se for possível controlar como uma doença crônica, esta é sempre uma ótima notícia.”

Para finalizar, Emanuelle destaca a importância do autoexame mensal e da realização anual da mamografia de controle, que têm tudo a ver com esse quadro metastático de que estamos falando: “Se o câncer de mama é descoberto em um estágio bem inicial, se o tumor é menor e está na mama há pouco tempo, existe uma chance maior de cura e um risco menor de haver metástase. Mas, se mesmo assim a metástase acontecer, deve ficar muito claro que o diagnóstico não significa que a mulher vai morrer em breve. As terapias atuais dão uma sobrevida mais longa e garantem a qualidade de vida. Isso é o mais importante.”

Fonte: Artur Malzyner, consultor científico da Clinonco (Clínica de Oncologia Médica)

 

Acesse o link do Portal MdeMulher: https://mdemulher.abril.com.br/saude/cancer-de-mama-metastatico-entenda-como-o-cancer-se-torna-doenca-cronica/

Leia Mais

Ana Furtado toma tamoxifeno para evitar volta do câncer; remédio funciona?

Após anunciar a remissão de um câncer de mama, a apresentadora Ana Furtado postou hoje (27) em seu Instagram que está tomando pílulas de tamoxifeno, medicamento considerado um modulador seletivo do receptor de estrogênio, para evitar a volta da doença.

“Começo hoje mais um passo importante para a minha cura definitiva. A partir de hoje e por 5 anos tomarei tamoxifeno, que bloqueia o estrogênio nas células mamárias, e que por isso pode ser útil na redução do risco de câncer de mama. É usado principalmente para tratar câncer de mama positivo para receptor hormonal (câncer de mama com receptores de estrogênio e/ou progesterona). O que me “‘visitou’ era assim.”

Para alguns casos, o remédio é, sim, capaz de ajudar as pacientes em estado de remissão a terem chances ainda menores da volta da doença. Aproximadamente 60% dos tumores de câncer de mama apresentam receptores de hormônio, o que significa que na presença de estrogênio, os receptores são estimulados e fazem com que as células malignas cresçam e se multipliquem.

O tamoxifeno funciona justamente como um bloqueador desses receptores de estrogênio nas células. De acordo com os especialistas, o medicamento é um case de sucesso. Ele é indicado como tratamento adjuvante, na pós-cirurgia e após quimioterapia e radioterapia para os quadros que necessitaram. Após meio século de uso em pacientes, ele apresenta altos índices de eficácia.

Em comparação com outros que exercem a mesma função, ele ainda traz um benefício: bloqueia especialmente o estrogênio no tecido da mama, e não em outras áreas do organismo, evitando que as mulheres tenham, por exemplo, envelhecimento ósseo, possível durante o uso de outros remédios semelhantes.

No mesmo post, a apresentadora afirma que a droga antecipa a menopausa. É verdade que, por diminuir a recepção de hormônios, um dos efeitos colaterais são os sintomas da condição comum para mulheres de mais de 50 anos. Eles incluem ondas de calor, ressecamento vaginal e cutâneo, alterações na libido e possível perda de massa óssea.

No entanto, os sintomas podem ser melhorados com medidas de estilo de vida. A atividade física, por exemplo, ajuda nas ondas de calor, ganho de massa magra, prevenção de perda de massa óssea e do ganho de peso.

 

Fontes: Solange Moraes Sanches, médica oncologista clínica do A.C.Camargo Cancer Center e Artur Malzyner, médico oncologista da Hospital Israelita Albert Einstein, graduado em Medicina pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP).

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/27/ana-furtado-toma-tamoxifeno-para-evitar-volta-do-cancer-remedio-funciona.htm

Leia Mais

Alimentação pode alcalinizar o sangue? Tire suas dúvidas sobre o assunto

Para que o nosso corpo se mantenha saudável e forte, é essencial que o sangue esteja com o nível de pH equilibrado, ou seja entre 7,35 a 7,45 – a escala pode variar entre 0 (mais ácido) até 14 (mais básico ou alcalino).

Caso o nível de acidez aumente muito –o que pode ocorrer por anos de alimentação errada e por fatores externos –, o organismo possui mecanismos para equilibrar esse pH, como por exemplo retirar cálcio dos ossos (em casos mais extremos de acidificação). “A manutenção do pH do sangue, na verdade, depende de uma série de mecanismos fisiológicos do nosso organismo, que inclui a função renal e trocas gasosas pela respiração”, explica Guilherme Perini, hematologista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, em São Paulo.

Mas com a moda da dieta alcalina, de repente todos os problemas de saúde passaram a estar lugados a uma acidificação do sangue. Será mesmo?Para ajudar, o UOL VivaBem conversou com especialistas para tirar dúvidas e esclarecer o que faz sentido ou não:

Alimentação pode alcalinizar o sangue?

Hábitos como fumar, excesso de álcool, estresse emocional, o baixo consumo ao longo de anos de vegetais e a alta ingestão de alimentos fontes de proteína animal, produtos processados e leite de vaca, assim como refinados, açúcares, refrigerantes e frituras, contribuem para que o sangue se torne mais ácido.

E mesmo que o corpo equilibre o pH sanguíneo naturalmente, o ideal é modificar completamente a dieta ao diminuir o consumo de alimentos formadores de ácido e equilibrar a ingestão de nutrientes, ou seja, 60% de alcalinos e 40% de ácidos. Mas, além da alimentação, a mudança do estilo de vida também é um fator influente na mudança do pH sanguíneo. “Praticar exercícios físicos de forma regular e atividades que ajudem a aliviar o estresse físico e também mental, como yoga e meditação”, conclui Esthela Conde, nutróloga com especialização em bases da medicina integrativa pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE).

Os mecanismos responsáveis por esse equilíbrio só não ocorrem em caso de doenças como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), cânceres, em especial os do trato gastrointestinal, entre outros. Sem esquecer que é válido afirmar que a dieta alcalina não seria capaz de equilibrar o pH sanguíneo a curto prazo, e o que o ideal, sempre, é a reeducação alimentar.

Dieta alcalina emagrece?

A dieta alcalina prega que o pH equilibrado do sangue leva ao emagrecimento, mas não é bem por ai. “Nem sempre os indivíduos que possuem o sangue mais alcalinizado são magros ou possuem maior facilidade no emagrecimento”, aponta . Além disso, fatores genéticos, hábitos e comportamentos alimentares e o fator de atividade física relacionam-se mais fortemente com o emagrecimento do que com a alcalinização do sangue”, aponta Ana Carolina Mendes, nutricionista e pós-graduada em terapia do comportamento alimentar pela Faculdade Gaúcha (FG).

Já para Perini, a dieta alcalina pode ajudar a emagrecer pelo seu efeito restritivo em alimentos processados e álcool, além de uma dieta balanceada com vegetais, frutas, fibras etc. “Mas esta perda de peso nada tem a ver com o pH”, analisa.

Sangue alcalino previne alguns tipos de câncer?

De acordo com Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e consultor científico da CLINONCO (Clínica de Oncologia Médica), ambos em São Paulo e Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), faltam estudos específicos para comprovar que a dieta alcalina tem este poder de prevenir o câncer.

Eles apontam que vários dos alimentos desse plano estão elencados entre os que devemos incentivar na prevenção de muitas doenças como o câncer, síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares, como por exemplo verduras e legumes. “Por outro lado, nem todos os alimentos reprovados pelos defensores da dieta alcalina, como peixes e aves, são necessariamente causadores desses problemas”, analisa Malzyner.

Gimenes acrescenta que o mais recomendado é seguir uma alimentação saudável e praticar esportes. “Tirando os casos hereditários, a alimentação pode sim interferir nesta doença, mas, neste caso, por ser uma dieta nova, não é possível dizer se ela impede a pessoa de ter o câncer”, complementa.

Sangue mais alcalino ajuda a ter um sono mais reparador?

De acordo com as fontes entrevistadas, não existem evidências científicas que demonstrem esse benefício. “Além disso, sabemos que pacientes obesos tendem a ter pior qualidade do sono. Então, a perda de peso, independentemente da causa – seja pela dieta alcalina ou outros meios –, tende a melhorar as noites dormidas”, esclarece Perini.

Dieta alcalina ajuda quem pratica atividades físicas?

As nossas células necessitam de oxigênio para produzir energia, que será utilizada pelo corpo em todas as atividades, como as basais (respiração, batimentos cardíacos e funcionamento dos órgãos) e as atividades físicas. “Então, quando o sangue está mais ácido, as células tendem a ter menos oxigênio e a consequência disso é menos energia para funções descritas”, afirma a nutricionista Mendes.

Ajuda a evitar gripes e resfriados?

O sangue “acidificado” interfere na absorção de vitaminas e minerais (diminuindo-as), além de favorecer o desequilíbrio imunológico. Então, quando o organismo está em equilíbrio ou alcalinizado, gripes e resfriados podem ter uma incidência menor.

Previne o envelhecimento precoce da pele?

O organismo mais ácido impede as células de se regenerarem adequadamente. “O que se sabe é que o envelhecimento está ligado à produção de EROS (Espécies Reativas de Oxigênio), que possuem uma relação com o pH sanguíneo. Porém não há evidências científicas que comprovem isso especificamente”, diz a nutricionista.

Evita doenças metabólicas como diabetes e hipertensão?

O diabetes –que ocorre quando há um excesso de glicose circulante no sangue e o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente para diminuir os níveis desse elemento — tem como um dos causadores o consumo elevado de açúcar, que por sua vez é um alimento formador de ácido. “Por conta disso, existe a ideia de que, se alcalinizar o sangue, é possível evitar o diabetes tipo 2. Porém, a prevenção da doença está relacionada a outros fatores, como hábito alimentar saudável (que não inclui somente alimentos formadores de alcalinidade), exercícios físicos, fatores genéticos, obesidade, entre outros”, aponta Mendes.

Algo semelhante ocorre com a hipertensão: como a dieta alcalina possui baixo consumo de sódio, acaba por ajudar no controle da pressão arterial. “Portanto, a prevenção à hipertensão irá acontecer independentemente do pH sanguíneo estar ou não alcalinizado”, afirma Perini.

Reduz as chances de surgirem pedras nos rins?

Quando há excesso de ácidos no nosso corpo, para manter o pH do sangue (que é muito estável), existe uma maior excreção renal de ácidos e de cálcio. “No pH ácido é mais provável de haver a precipitação de cristais de ácido úrico, o que poderia levar a cálculos renais”, explica o hematologista.

 

Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e consultor científico da CLINONCO (Clínica de Oncologia Médica)

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/14/alimentacao-pode-alcalinizar-o-sangue-tire-suas-duvidas-sobre.htm

Leia Mais

Tabagismo e sua relação com o câncer

Segundo a OMS o tabagismo é responsável pela morte de 6 milhões de pessoas anualmente no mundo. O Dr. Victor Zia, oncologista da Clinonco, fala para o Brasil Notícia, da Rádio Record, sobre os cânceres causados pela prática de fumar que vão além daqueles que a população normalmente imagina, como por exemplo, no pulmão e boca.

Leia Mais

A importância dos cuidados orais no tratamento oncológico

A mucosite oral limita o tratamento do câncer e interfere no prognóstico de sua cura.

Por isso, seu tratamento é indispensável para o sucesso da terapia oncológica.

A manutenção da boa higiene oral, o controle da xerostomia (diminuição da saliva ) e o tratamento de infecções oportunistas, são essenciais para reduzir sua severidade.

O uso da Laserterapia profillática e terapêutica, associados a medicações de ação tópica, aceleram a cicatrização, ocasionando a diminuição da inflamação e da dor.

 

Dra. Juliana Brasil Arioli Nieto

CRO 71469

Leia Mais