CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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Perda de peso rápida e sem dieta? Isso é sinal destas 6 doenças

Subir na balança e perceber que alguns pesos foram eliminados sem esforço. Isso é um sonho para muitas pessoas. Porém, na verdade, pode ser um sinal de que algo não vai bem no organismo e indicar alguma doença.

Como saber se os quilos estão indo embora rapidamente e o corpo necessita de atenção? Inicialmente, é preciso reparar se entre um a três meses a pessoa perdeu mais de 5% do seu peso sem ter mudado a alimentação ou aumentado a atividade física. A partir daí, identificar outros sintomas, como fraqueza, queda de cabelos, tonturas, tremores, batimentos cardíacos acelerados, sudorese, sentir muita sede, urinar demasiadamente, alteração no padrão das fezes, entre outros.

Caso algum desses sinais se apresentem juntamente com a perda de peso rápida, o ideal é buscar a ajuda de algum médico para identificar se não há a presença de algum problema de saúde, como os seis que listamos abaixo.

Hipertireoidismo

Ocorre quando a tireoide produz excessivamente os hormônios tireoidianos (T3 e T4), que são responsáveis por regular o metabolismo. No hipertireoidismo, o excesso hormonal pode levar a um aumento do gasto calórico, tremores, irritabilidade e rápida perda de peso.

O diagnóstico da doença acontece por meio de exames de sangue que apontam os hormônios tireoidianos elevados e o TSH (hormônio produzido pela hipófise, glândula localizada no cérebro que controla a função da tireoide) baixo. Após ser detectado o hipertireoidismo, é preciso descobrir sua causa, que em boa parte das vezes é a chamada doença de Graves. Nela, além de emagrecer, o paciente pode apresentar alterações nos olhos, que ficam mais “saltados”. Outras causas possíveis do hipertireoidismo são nódulos ou inflamação da tireoide.

Já o tratamento, claro, depende da causa do problema, mas geralmente é feito com medicamentos, administração de iodo radioativo ou, em alguns casos, cirurgia. O tratamento, seja ele qual for, irá encerrar a perda rápida de peso.

Diabetes

Existem diversos tipos de diabetes, os mais comuns são o 1, 2 e gestacional. A doença, independentemente do seu tipo, ocorre devido à falta, deficiência ou resistência da ação da insulina, que é um hormônio responsável por levar energia (glicose) para dentro da célula. Sem conseguir usar a glicose como “combustível”, as células passam a utilizar a gordura corporal como fonte de energia, o que leva à perda de peso descompensada.

O diagnóstico do diabetes é feito pela dosagem de glicose no sangue. Quando a doença é detectada, o tratamento irá focar de início no equilíbrio do nível de glicose no sangue, por meio de de medicamentos orais ou injetáveis que estimulam ou facilitam a ação da insulina e a mudança de hábitos (dieta e exercício), dependendo do tipo de diabetes e cada paciente, claro.

Câncer

A doença por si só pode levar à redução de quilos na balança. No entanto, isso é mais comum quando o câncer está em estágio avançado ou metastático (já atingiu outras partes do corpo), ou então quando o tumor está localizado no pulmão, cabeça e pescoço ou no trato gastrointestinal, como no câncer de estômago, pâncreas e de esôfago.

A perda rápida de peso, no caso dos estágios avançados e metastáticos, se dá porque nesta situação o tumor libera substâncias chamadas de citocinas pró-inflamatórias, que aumentam o gasto energético do corpo e a perda de massa muscular, além de estimular a saciedade precoce e a anorexia, em que o paciente não tem fome ou vontade de comer.

Já quando a pessoa é diagnosticada com câncer de cabeça e pescoço, o processo de mastigação e deglutição pode estar alterado devido à localização do tumor, fazendo com que o paciente consuma alimentos mais pastosos ou até mesmo líquidos e que fornecem menos energia e proteína necessária para o dia.

Pacientes com câncer do trato gastrintestinal alto, principalmente esôfago e estômago, apresentam a perda de peso também pela própria localização do tumor que, se for no esôfago, pode dificultar a passagem do alimento. No estômago, a saciedade precoce pode acontecer, o que leva o indivíduo a consumir uma quantidade menor de alimentos.

O tratamento com suplementos alimentares e uma dieta equilibrada e balanceada pode ajudar a diminuir a perda de peso relacionada à doença em estágio avançado, assim como por conta da quimioterapia, imunoterapia ou das chamadas terapias alvos, que podem reduzir o peso da pessoa. Nos casos em que há obstrução mecânica do trato digestivo ou da cavidade oral, alguns procedimentos com prótese ou radioterapia local paliativa também podem ajudar a facilitar a passagem dos alimentos.

Problemas na região intestinal

Intolerância à lactose, doença celíaca e doenças inflamatórias, como síndrome do cólon ou intestino irritável, doença de Crohn e retocolite ulcerativa, são os problemas mais comuns que podem levar à perda rápida de peso. Muitos desses quadros geralmente são acompanhados de diarreia, o que faz com que o corpo não consiga absorver a quantidade suficiente de nutrientes necessários, o que leva a um déficit de energia. Dor, distensão abdominal e febre também são sintomas de algumas dessas condições.

Os exames para diagnóstico e tratamento, obviamente, variam conforme a doença. Entre as principais soluções estão mudanças no cardápio –com restrição a nutrientes que geram o problema (lactose, glúten, gorduras etc.), bebidas gaseificadas, condimentos –; redução de estresse, uso de medicamentos anti-inflamatórios e cirurgia.

Depressão

O problema, que afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), pode causar a perda ou o aumento de apetite, dificuldade para realizar tarefas cotidianas, sentimentos de impotência e culpa e, em casos mais graves, até mesmo pensamentos e tentativas de suicídio.

O diagnóstico da depressão é clínico, ou seja, não necessita de exames, baseando-se no conjunto de sinais apresentados pela pessoa. Os principais sintomas que indicam o quadro de depressão são alterações no humor –que pode ser caracterizado por sensação de tristeza e de angustia quase todos os dias –, perda da capacidade de sentir prazer nas coisas, alteração do apetite com consequente mudança no peso, alterações do sono e dificuldade na capacidade de tomar decisões.

O tratamento depende da gravidade. Depressões leves, por exemplo, podem ser tratadas com psicoterapia e a prática de atividades físicas. A partir de depressões moderadas já pode ser necessário o uso de medicamentos que atuem no sistema nervoso central, como os antidepressivos, que agem na regulação de neurotransmissores (serotonina e noradrenalina). Conforme o paciente vai melhorando, o que ocorre em algumas semanas após o início do tratamento, os sintomas da doença melhoram como um todo, inclusive o apetite.

Doenças causadas por vermes

Alguns tipos específicos de parasitas, como ascaridíase, amebíase e giárdia, causam um processo infeccioso no organismo que resulta em desconfortos gastrointestinais e diarreia. Esses sintomas prejudicam a absorção de nutrientes e consomem muita energia do corpo, o que leva a perda de peso.

O diagnóstico é feito primeiramente por meio do histórico clinico do paciente, depois, são realizados exames laboratoriais das fezes para se chegar exatamente ao resultado preciso. O tratamento envolve, na maioria das vezes, o uso de remédios antivermes que eliminam os parasitas do corpo e contribuem para o processo de retomada do peso normal.

 

Fontes: Fabio Trujilho, vice-presidente do departamento de obesidade da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia); Giuliano Mendes, cirurgião do aparelho digestivo e cirurgião oncológico, diretor do ECMI (Equipe de Cirurgias Minimamente Invasivas) e do Hospital Leforte, em São Paulo; Henrique Bottura, psiquiatra da Clínica Psiquiatria Paulista e do Hospital das Clínicas de São Paulo; Lívia Beraldo de Lima Basseres, psiquiatra pela Faculdade de Medicina do ABC, assistente da enfermaria de controle de impulsos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo); Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, membro da Sbem e da SEE (Sociedade Europeia de Endocrinologia); Paulo Olzon, clínico Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Ramon De Mello, oncologista clínico da Clinonco, em São Paulo e doutor em oncologia molecular pela Universidade do Porto, em Portugal; Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo; e Thaís Manfrinato Miola, nutricionista e supervisora de nutrição clínica do A.C.Camargo Câncer Center, em São Paulo.

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09 de Junho – Dia Nacional da Imunização

As vacinas são essenciais para proteger o organismo contra doenças que ameaçam a saúde, em todas as idades.

Doenças altamente contagiosas e bastante comuns que costumavam matar milhares de pessoas no passado como Difteria, Tétano, Paralisia Infantil, Sarampo, Caxumba e Rubéola, praticamente já não existem mais no Brasil. Mas, mesmo estando sob controle hoje em dia, elas podem rapidamente voltar a se tornar uma epidemia caso as pessoas parem de se vacinar.

As doenças que podem ser prevenidas por vacina são transmitidas pelo contato com objetos contaminados por uma pessoa doente, quando espirra, tosse ou fala, pois ele expele pequenas gotículas que contém os agentes infecciosos. Outra forma de transmissão é quando se entra em contato diretamente com secreções de um indivíduo doente.

Assim, quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para o aumento da circulação de doenças.

Tomar vacinas é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte.

 

Dra. Elisa Maria Beirão – CRM 86.437

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Macarrão instantâneo é prático, mas pede cuidado: como comprar “menos pior”

A proposta é bem tentadora: bastam poucos minutos para ter à disposição um prato de massa. Mas o que muita gente não sabe é que dentro da embalagem se esconde um alimento que é bem prejudicial ao organismo. Para ficar pronta rapidamente, a massa é pré-frita em gordura vegetal. Além disso, o saquinho de tempero vem recheado de sal e realçadores de sabor.

O valor calórico médio desse tipo de alimento é 380 calorias. Como a ideia é substituir uma refeição, pode não parecer muito, mas, se pensarmos em hábitos alimentares saudáveis, esse tipo de macarrão não é indicado. Na versão convencional ele é apenas uma mistura de farinha branca e gordura vegetal, o que faz com que seja calórico e com baixas quantidades de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Isso sem falar que contém muita gordura saturada, aquela que é prejudicial ao coração.

Se compararmos apenas o macarrão instantâneo (sem tempero) com o macarrão com ovos e farinha refinada, o primeiro possui mais calorias, gorduras e sódio.

Como o macarrão tradicional demora entre 8 e 10 minutos para ficar pronto, será que vale a pena escolher esse tipo para ganhar entre 3 e 7 minutinhos na cozinha?

Se você achar que vale mesmo assim, veja as dicas para usar o macarrão instantâneo da melhor forma possível:

O tempero é uma bomba de sódio e aditivos

Aquele saquinho que vem dentro da embalagem é uma mistura de sal, açúcar e outros compostos para realçar o sabor. Em uma única unidade encontramos mais de 50% das recomendações diárias de sódio. Em excesso essa substância favorece a elevação da pressão arterial, leva à retenção de líquidos, aumenta o cansaço físico e mental, estimula negativamente o sistema imunológico e pode até aumentar o risco de algumas doenças autoimunes.

A versão integral é um pouco melhor

Como ela é feita com uma porção de farinha integral, a massa se torna um pouco mais saudável, mas a quantidade de gorduras e de sódio e substâncias artificiais no tempero se mantêm igual.

O mesmo vale para os lights

Eles apresentam uma quantidade de calorias menor, que é decorrente da redução de gordura na sua composição. Mas a falta de proteínas, vitaminas e minerais e o excesso de sódio continuam presentes.

Existem opções assadas

Em algumas versões no mercado, o macarrão é pré-assado e não frito, o que ajuda a melhorar seu valor nutricional. Normalmente essas versões também trazem temperos naturais.

Use o macarrão assado, light ou integral e tempere como quiser

O ideal é escolher as opções mais saudáveis, temperá-la com ingredientes naturais, como ervas, e incrementá-la com fontes de proteína, iscas de carne, peixe ou frango, camarões grelhados e mussarela de búfala, por exemplo. Veja como escolher a melhor opção para levar para casa.

Na embalagem estão os dados que devem ser considerados

Leia as informações com cuidado e procure expressões como: menos sódio, assado, integral, menos gordura, sem aditivos artificiais, entre outras que indiquem que o produto é mais saudável.

Não coloque no carrinho antes de checar a lista de ingredientes

Evite produtos que tenham algum tipo de gordura entre os três primeiros itens da lista ou que a farinha de trigo seja o primeiro ingrediente, o ideal é que a integral esteja antes, pois isso indica que está presente em maior quantidade. E mais um detalhe: prefira aqueles que não apresentam gordura vegetal hidrogenada.

A tabela nutricional também é importantíssima

Prefira os que tiverem menos sódio e gorduras e mais fibras.

Informação nutricional

Macarrão instantâneo convencional com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 369 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 15 g

. Gorduras saturadas: 6,9 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 1607 mg

Macarrão instantâneo light com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 248 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,3 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 2,9 g

. Sódio: 1222 mg

Macarrão instantâneo integral com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 250 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 7,6 g

. Sódio: 1000 mg

Macarrão instantâneo convencional sem tempero

. Porção de 84 g

. Valor energético: 270 kcal

. Carboidratos: 56 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,6 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 706 mg

Macarrão convencional seco

. Porção de 80 g

. Valor energético: 288 kcal

. Carboidratos: 61,36 g

. Proteínas: 8,32 g

. Gorduras totais: 1,57 g

. Gorduras saturadas: 0,43 g

. Fibras: 1,84 g

. Sódio: 11,84 mg

Macarrão convencional preparado

. Porção de 80 g

. Valor energético: 101 kcal

. Carboidratos: 21,52 g

. Proteínas: 2,9 g

. Gorduras totais: 0,5 g

. Gorduras saturadas: 0,15 g

. Fibras: 0,6 g

. Sódio: 2 mg

 

Fontes: Renata Bressan Pepe, nutricionista da Clínica Halpern, em São Paulo, e do Departamento de Nutrição da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica); Daniel Barreto de Melo, nutricionista da Clinonco, em São Paulo

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/13/macarrao-instantaneo-e-perigoso-veja-como-escolher-o-menos-prejudicial.htm

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Gratidão de Claudia Pastor, ex-pivô da seleção, vai além das palavras

Em 2016, a ex-jogadora de basquete Claudia Pastor iniciou uma campanha nas redes sociais para conseguir recursos para o tratamento de seu filho, Maurílio. O problema eram crises diárias em que quase perdia a consciência e não sabia onde estava. Ela decidiu leiloar a medalha de prata que havia conquistado nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, ao lado de Magic Paula e Hortência.

Claudia arrecadou R$ 35 mil, contou com a ajuda de amigos – esportistas e anônimos – e conseguiu os cerca de R$ 100 mil de que precisava para a cirurgia na França. Aos 16 anos, o menino está praticamente curado. Claudia se tornou aluna de Direito e quer desenvolver um projeto de assistência jurídica para famílias que precisam de tratamento médico no exterior.

Essa é a trajetória recente dessa ex-pivô de 47 anos, sorridente e que disfarça a altura de 1,90 m sempre com sapatos rasteiros. Mas alguns detalhes da história merecem mais atenção. O primeiro é a doença de Maurílio.

Durante anos, o garoto passou por médicos, psicólogos, neurologistas e psiquiatras. Nenhum dele soube dizer a origem das crises. A resposta veio da Unicamp. O nome correto da doença é Hamartona Hipotalâmico. É um tumor benigno no hipotálamo, uma das mais importantes estruturas do sistema nervoso central e responsável pelo controle das emoções e comportamento. Desde pequeno, o menino sentia um mal-estar, rigidez muscular e confusão no raciocínio. Isso acontecia umas três vezes por dia. “Não sentia nenhuma dor, mas perdia minha consciência e perguntava: ‘mãe, onde estou?’”, diz o adolescente.

Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco), explica que a doença é rara e pode ser tratada clinicamente. “A cirurgia é delicada, pois envolve uma área de difícil acesso no cérebro”, explica o especialista. “Depois da cirurgia, eu me sinto uma pessoa normal. Antes, não andava sozinho e tinha medo de acontecer alguma coisa”, diz Maurílio.

A MEDALHA QUE SE FOI

Cláudia Pastor não tinha recursos financeiros para a cirurgia, que deveria ser realizada na França. Em 2016, o país era um dos poucos que oferecia a cirurgia robótica, ideal para corrigir o tumor em um local delicado como o hipotálamo. Para custear a viagem, ela fez um leilão da medalha de prata que havia conquistado na Olimpíada de 1996. “A medalha foi arrematada por R$ 35 mil. Mas o valor agregado por ela foi muito maior que esse, pois as pessoas se envolveram e se sensibilizaram”, conta.

Claudia conseguiu R$ 100 mil necessários para a cirurgia. “Não sinto falta da medalha. Eu fiz o que tinha de fazer. Não me arrependo. Faria novamente”, conta a ex-atleta.

RETRIBUIÇÃO

Após a cura do filho, Claudia voltou a estudar. Hoje, ela está no terceiro ano de Direito do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), no câmpus Americana. Um de seus projetos pretende retribuir, de certa forma, o apoio que teve para a cirurgia de Maurílio. Com a ajuda da universidade, ela vai desenvolver um projeto para que tratamentos médicos no exterior, como esse que ela vivenciou com o filho, possam ser garantidos e custeados pelo Estado. Hoje, as ações que pedem reembolso ou ajuda do poder público não conseguem êxito.

“Essa é uma área nova no Brasil. Devemos começar o projeto no ano que vem”, planeja o professor Flávio Rossi, coordenador da pós-graduação MBA em Gestão em Americana. “Tive a oportunidade de ter uma medalha olímpica e poder realizar a cirurgia do meu filho. Muitas famílias não têm essa oportunidade”, diz Claudia.

 

Acesse o link do Portal do jornal Estadão: https://esportes.estadao.com.br/noticias/basquete,gratidao-de-claudia-pastor-ex-pivo-da-selecao-vai-alem-das-palavras,70002797365

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Saúde emocional durante o tratamento oncológico

Tudo que é desconhecido ou aquilo que nunca passamos sempre causará um estranhamento ou nos trará uma ansiedade ou medo pelo desafio. O recebimento do diagnóstico de um câncer causa impacto e provoca um rompimento no ritmo de vida.

Após o diagnóstico de uma doença grave a vida costumeira é interrompida com idas ao hospital, realização de exames e mergulho no desconhecido, na vida do tratamento. O baque nos faz olhar para nós mesmos de uma forma diferente, não nos reconhecemos neste corpo doente que muitas vezes sofre transformações, emagrece e provoca tantas outras mudanças que nosso reflexo no espelho parece ser outro.

Hoje em dia temos acesso a diferentes tratamentos e estes se tornam cada vez mais individualizados. Os exames estão mais precisos e o diagnóstico é alcançado precocemente.

No entanto, enfrentar o diagnóstico emocionalmente é outro aspecto. O significado dado ao câncer estará relacionado a pessoa, estilo e fase da vida em que ela se encontra. Um homem recém-casado provavelmente encarará a doença diferente de um senhor de idade. A busca por ajuda pode ser nas diversas fases, seja ao diagnóstico, durante o tratamento, quando este termina e entra-se no controle da doença ou quando não há mais tratamentos possíveis. Muitas vezes a quimioterapia, a decisão de realizar a cirurgia, escolher outro protocolo podem trazer ansiedade. O receio dos efeitos colaterais e sequelas deixadas pela doença podem influenciar na aceitação do diagnóstico. Para alguns, o ajustamento a vida pós tratamento pode ser mais tortuoso do que o período anterior. É bom poder expressar o medo e ser acolhido para estar disposto a encarar a doença com tranquilidade e bem-estar. Muitas vezes isso significa a participação em novos grupos, busca por atividades originais que sejam possíveis de estabelecer durante este período, algo que respeite seu cansaço e disposição.

Quando o tratamento não é mais possível, cabe ao paciente e a família buscar qualidade de vida durante esta fase, visando o conforto e ausência de dor.  A família, amigos ou pessoas próximas podem ajudar, mas, em alguns casos, não compreendem as aflições e inseguranças sentidos. Afinal, eles podem também não saber lidar com esse momento. Nestes casos o auxilio de um psicólogo pode ser de grande valia. O atendimento psicológico pode durar por um período, podendo ser individual ou em grupo.

Nós podemos passar pela doença e ver o lado ruim ou o que não dá certo, mas provavelmente tornará tudo mais difícil. Lembre-se que toda a moeda tem dois lados e, portanto, mesmo uma noticia ruim, pode apresentar um outro lado que mostrará algo novo, surpreendente e que pode te ajudar neste momento. Escute-se, permita sentir as emoções que surjam e, quando precisar, reconheça que pode pedir ajuda.

 

Fonte: Marilia Zendron (Psicologia, Clinonco)

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Roda de Conversa: Palestra gratuita sobre “Bons sonhos”

RODA DE CONVERSA
Palestra gratuita sobre “Bons sonhos”.
Palestrante: Dra. Flávia Oliveira (pediatra)
Data: 12.04.19
Horário: 8h às 9h30
Local: Menia – Centro de Vacinação (Av. Nove de Julho, 4634 – São Paulo – SP
Inscrições: 11 3060-3020
Vagas limitadas!
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www.menia.com.br

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Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e câncer: qual a relação?

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são em um tema frequente entre jovens e adultos. A discussão gira em torno da prevenção e tratamento. Entretanto, pouco é divulgado sobre a relação de algumas destas doenças com o desenvolvimento de muitos tipos de câncer.

As principais DST que podem estar relacionadas com o câncer são as infecções causadas pelos vírus T-linfotrópico humano (HTLV), Papiloma vírus humano (HPV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

A contínua educação sobre higiene intima das crianças e jovens, e a vacinação das populações poderá vir a reduzir dramaticamente a incidência dos cânceres associados a DST.

HTLV-1

As infecções pelo HTLV-1 estão relacionadas com o desenvolvimento da leucemia e do linfoma de células T do adulto.

Além destas, pode causar a mielopatia associada ao HTLV-1, doença neurológica semelhante a outras doenças da medula nervosa, como a esclerose múltipla, e que apresenta elevado grau de sintomas incapacitantes. Este vírus ataca os linfócitos T, um tipo de célula responsável pela defesa do organismo.

As doenças causadas pelo HTLV-1 não tem tratamento especifico, exceto ao que se refere aos tratamentos oncológicos tradicionais da leucemia e dos linfomas, em que a quimioterapia e às vezes o transplante de medula óssea podem ser empregados com sucesso. Infelizmente, porém, mais de 80% dos pacientes com a forma aguda da leucemia morrem nos primeiros cinco anos após o diagnóstico.

HPV

Já o vírus HPV apresenta mais de 150 tipos diferentes que podem infectar a pele e as mucosas, sendo que pelo menos 13 tipos são considerados potenciais causadores de câncer.

Estimativas recentes sugerem que cerca de 5% de todos os cânceres são atribuídos ao HPV. Esta família de vírus induz infecções persistentes que frequentemente se associam a lesões precursoras de tumores.

Dentre os HPV de alto risco oncogênicos, os tipos 16 e 18 estão relacionados à maioria dos casos de câncer de colo do útero e até 90% dos demais tumores associados ao HPV, tais como os cânceres de orofaringe (18-90% dos casos), vulva (18-75% dos casos) e pênis (60% dos casos).

São impressionantes os resultados da vacinação em idade precoce contra o HPV. Em países em que a vacina já é aplicada há anos, foi observada redução entre 70-80% no número de infecções. Na Austrália, onde a vacina está disponibilizada desde 2007, houve redução de 80% das infecções; 90% no surgimento de verrugas genitais e 70% no número de lesões precursoras do câncer de colo de útero. Atualmente, o país relata a incidência de sete casos deste tipo de tumor a cada 100 mil mulheres, enquanto no Brasil estima-se 17 casos a cada 100 mil mulheres.

A vacina é quadrivalente, protegendo contra os quatro tipos mais comuns do vírus e está disponível em duas doses, que devem ser tomadas com intervalo de seis meses. É aplicada gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos, para meninos de 11 a 14 anos, para pessoas de 9 a 26 anos com HIV/AIDS e para pacientes oncológicos ou transplantados.

HIV

Sobre o vírus HIV, com certeza é o mais conhecido e é responsável pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, cuja evolução reconhecem-se alguns tipos de câncer associados, como sarcoma de Kaposi (4,4%), linfoma não Hodgkin (4,5%), além de outros.

A descoberta de um tratamento efetivo para o HIV produziu controle médico da doença, evitando o aparecimento destes tumores considerados específicos do HIV.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dst-e-cancer/

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Quer se aposentar? Veja como evitar as doenças que mais matam antes dos 60

Caso a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro seja aprovada, os homens terão que esperar até os 65 anos para solicitar o benefício, enquanto a faixa etária mínima das mulheres será de 62 anos.

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018, a expectativa de vida média do brasileiro passou de 75,8 para 76 anos — 72,5 para os homens e 79,6 para as mulheres. Então, após se aposentar, você ainda pode ter um bom tempo pela frente para aproveitar o benefício. Porém, para chegar até lá, não basta só trabalhar muito, também é importante cuidar da saúde. Por isso, preparamos uma lista com as doenças que mais matam os brasileiros e o que fazer para evitá-las.

Infarto e AVC

Segundo o Perfil da Morbimortalidade no Brasil, divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2014 ocorreram 360 mil mortes no Brasil na faixa etária de 20 a 59 anos. Entre os homens, causas externas (como acidentes de trânsitos) foram a principal causa de óbitos (cerca de 91,5 mil mortes). Em segundo lugar vieram as mortes por doenças do aparelho circulatório –as mais comuns no país são infarto e AVC (acidente vascular cerebral) –, com 43,6 mil óbitos. E esta também foi a segunda causa de morte entre as mulheres, com 26,2 mil.

Como evitar o infarto e o AVC A prevenção destas e de praticamente todas as outras doenças cardiovasculares passa pelo controle do diabetes, do nível de colesterol e de triglicérides no sangue e da pressão arterial. Para isso, é muito importante manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente, o que reduz a oxidação de gorduras e evita a formação de placas que podem obstruir os vasos sanguíneos. Também é essencial diminuir o estresse, ter uma boa noite de sono e ficar atento ao histórico familiar, pois a carga genética influencia em problemas cardiovasculares.

Câncer

Neoplastias (tumores) aparecem como a principal causa de morte entre as mulheres com menos de 60 anos (são quase 31,8 mil óbitos por ano). Já entre os homens, o câncer é responsável por aproximadamente 29,8 mil mortes ao ano, e ocupa o terceiro lugar.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), com exceção do câncer de pele, o câncer mama e o câncer de próstata são os que mais afetam, respectivamente, mulheres e homens no Brasil. E entre os tumores mais letais estão o câncer de pulmão, o câncer de intestino e o câncer de estômago.

Como evitar o câncer A prevenção de boa parte dos cânceres também passa pela manutenção de um estilo de vida saudável. É importante evitar uma vida sedentária e fazer ao menos 150 minutos de atividade física semanal; manter uma dieta equilibrada, com baixo consumo de alimentos processados; não fumar e maneirar na ingestão de bebidas alcoólicas. Também é importante fazer os exames de rotina indicados para sua faixa etária, o que contribui para o diagnóstico precoce de um tumor e maior taxa de sobrevida.

Pneumonia

Doenças do aparelho são a quarta principal causa de morte entre as mulheres com menos de 60 anos (com quase 8 mil óbitos ao ano) –a título de curiosidade, a terceira causa são causas externas (acidentes, assassinato). Já entre os homens, o problema mata quase 13 mil indivíduos por ano.

A pneumonia é a doença mais mortal que ataca o sistema respiratório, e, no Brasil, só fica atrás no número de óbitos (em todas as idades) para doenças cerebrovasculares (AVC) e infarto. Entre as principais causas do problema em pessoas com faixa etária menor que 60 anos é a ação do vírus da gripe e outras doenças e hábitos que prejudicam a imunidade, como beber excessivamente e fumar.

Como evitar a pneumonia Além de manter todos os hábitos saudáveis já explicados nas outras doenças, recomenda-se tomar a vacina contra a gripe e sempre manter as mãos bem higienizadas –para evitar que, ao comer ou coçar o nariz, por exemplo, vírus e bactérias que podem prejudicar o sistema respiratório entrem no organismo. Também é importante evitar a exposição constante a ambientes com ar-condicionado sem manutenção e limpeza adequada, o que facilita a proliferação de germes.

Fontes: Artur Malzyner, doutor em oncologia pela USP (Universidade de São Paulo) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein; Carla Andrade, oncologista do Hospital Fundação Câncer; Carlos André Freitas dos Santos, médico geriatra e coordenador do Ambulatório de Envelhecimento Ativo e Promoção à Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); César Augusto Pereira Jardim, médico cardiologista do HCor e do Hospital São Luiz Morumbi.

 

Acesse o link do Portal UOL – Viva Bem: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/14/quer-se-aposentar-veja-como-evitar-as-doencas-que-mais-matam-antes-dos-60.htm

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Cuidados alimentares reduzem risco de recaída do câncer

Muito já foi discutido sobre a importância de alimentação e hábitos saudáveis na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer. Estas informações são baseadas em conceitos teóricos ou experimentação animal, mas poucas foram extraídas de estudos em humanos. Claro que temos evidências baseadas em observações epidemiológicas que permitem certa associação com benefícios sugeridos.

A Medicina vive de informações mais precisas e estudos clínicos desenhados especificamente para demonstrar estes resultados são necessários. Poucos estudos clínicos foram estabelecidos para demonstrar a influência da alimentação sobre um tipo de câncer.

Vamos aqui comentar sobre os dois estudos importantes que para recomendar nossa orientação dietética a mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama.

Alimentação x recidiva câncer

O primeiro estudo, Chlebowski e colaboradores avaliaram o efeito de uma dieta baixa em teor de gorduras (menor que 20% comparada com a dieta considerada padrão com média de 32% de gorduras) em quase 50 mil mulheres saudáveis e observou-se a incidência de casos novos de câncer mama e mortalidade nas que vieram a desenvolver esta doença. Ainda que não se tenha observado uma redução importante no risco de desenvolver câncer de mama, as mulheres que vieram apresentá-lo tiveram menor mortalidade por câncer de mama e particularmente grande benefício na sobrevida.

Já o segundo estudo, Patterson e colaboradores observaram o comportamento de 2400 mulheres com câncer de mama em fase precoce em relação ao período de seu jejum noturno. Treze ou mais horas em jejum noturno permitiram uma redução no risco de recaída de 36% ou mais, sendo que o benefício foi progressivamente maior, da ordem de 20%, a cada adição de duas horas ao período de jejum. Além disso, os autores também concluíram que um aumento no tempo de jejum noturno reduz potencialmente o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros câncer.

Tentando-se abstrair uma orientação única de dois estudos heterogêneos como estes, é que passamos a recomendar a todas as mulheres, e particularmente aquelas que tiveram câncer de mama, uma alimentação com baixo teor de gorduras e um período de jejum noturno mais prolongado.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/alimentacao-x-recidiva-cancer/

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  • Hidrate a pele após tomar sol para evitar o ressecamento;
  • Utilize Chapéu ou Boné para proteger o couro cabeludo;
  • Tenha uma alimentação leve e saudável, dando preferencia aos alimentos que hidratam, nutrem e facilitam a digestão;
  • Se mantenha hidratado: a hidratação é fundamental para o bom funcionamento do organismo, evitando desmaios, tonturas, falta de força física e motivação. Recomendação: no mínimo 2 litros de água por dia.
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Cristiane Masteguim

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