CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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Perda de peso rápida e sem dieta? Isso é sinal destas 6 doenças

Subir na balança e perceber que alguns pesos foram eliminados sem esforço. Isso é um sonho para muitas pessoas. Porém, na verdade, pode ser um sinal de que algo não vai bem no organismo e indicar alguma doença.

Como saber se os quilos estão indo embora rapidamente e o corpo necessita de atenção? Inicialmente, é preciso reparar se entre um a três meses a pessoa perdeu mais de 5% do seu peso sem ter mudado a alimentação ou aumentado a atividade física. A partir daí, identificar outros sintomas, como fraqueza, queda de cabelos, tonturas, tremores, batimentos cardíacos acelerados, sudorese, sentir muita sede, urinar demasiadamente, alteração no padrão das fezes, entre outros.

Caso algum desses sinais se apresentem juntamente com a perda de peso rápida, o ideal é buscar a ajuda de algum médico para identificar se não há a presença de algum problema de saúde, como os seis que listamos abaixo.

Hipertireoidismo

Ocorre quando a tireoide produz excessivamente os hormônios tireoidianos (T3 e T4), que são responsáveis por regular o metabolismo. No hipertireoidismo, o excesso hormonal pode levar a um aumento do gasto calórico, tremores, irritabilidade e rápida perda de peso.

O diagnóstico da doença acontece por meio de exames de sangue que apontam os hormônios tireoidianos elevados e o TSH (hormônio produzido pela hipófise, glândula localizada no cérebro que controla a função da tireoide) baixo. Após ser detectado o hipertireoidismo, é preciso descobrir sua causa, que em boa parte das vezes é a chamada doença de Graves. Nela, além de emagrecer, o paciente pode apresentar alterações nos olhos, que ficam mais “saltados”. Outras causas possíveis do hipertireoidismo são nódulos ou inflamação da tireoide.

Já o tratamento, claro, depende da causa do problema, mas geralmente é feito com medicamentos, administração de iodo radioativo ou, em alguns casos, cirurgia. O tratamento, seja ele qual for, irá encerrar a perda rápida de peso.

Diabetes

Existem diversos tipos de diabetes, os mais comuns são o 1, 2 e gestacional. A doença, independentemente do seu tipo, ocorre devido à falta, deficiência ou resistência da ação da insulina, que é um hormônio responsável por levar energia (glicose) para dentro da célula. Sem conseguir usar a glicose como “combustível”, as células passam a utilizar a gordura corporal como fonte de energia, o que leva à perda de peso descompensada.

O diagnóstico do diabetes é feito pela dosagem de glicose no sangue. Quando a doença é detectada, o tratamento irá focar de início no equilíbrio do nível de glicose no sangue, por meio de de medicamentos orais ou injetáveis que estimulam ou facilitam a ação da insulina e a mudança de hábitos (dieta e exercício), dependendo do tipo de diabetes e cada paciente, claro.

Câncer

A doença por si só pode levar à redução de quilos na balança. No entanto, isso é mais comum quando o câncer está em estágio avançado ou metastático (já atingiu outras partes do corpo), ou então quando o tumor está localizado no pulmão, cabeça e pescoço ou no trato gastrointestinal, como no câncer de estômago, pâncreas e de esôfago.

A perda rápida de peso, no caso dos estágios avançados e metastáticos, se dá porque nesta situação o tumor libera substâncias chamadas de citocinas pró-inflamatórias, que aumentam o gasto energético do corpo e a perda de massa muscular, além de estimular a saciedade precoce e a anorexia, em que o paciente não tem fome ou vontade de comer.

Já quando a pessoa é diagnosticada com câncer de cabeça e pescoço, o processo de mastigação e deglutição pode estar alterado devido à localização do tumor, fazendo com que o paciente consuma alimentos mais pastosos ou até mesmo líquidos e que fornecem menos energia e proteína necessária para o dia.

Pacientes com câncer do trato gastrintestinal alto, principalmente esôfago e estômago, apresentam a perda de peso também pela própria localização do tumor que, se for no esôfago, pode dificultar a passagem do alimento. No estômago, a saciedade precoce pode acontecer, o que leva o indivíduo a consumir uma quantidade menor de alimentos.

O tratamento com suplementos alimentares e uma dieta equilibrada e balanceada pode ajudar a diminuir a perda de peso relacionada à doença em estágio avançado, assim como por conta da quimioterapia, imunoterapia ou das chamadas terapias alvos, que podem reduzir o peso da pessoa. Nos casos em que há obstrução mecânica do trato digestivo ou da cavidade oral, alguns procedimentos com prótese ou radioterapia local paliativa também podem ajudar a facilitar a passagem dos alimentos.

Problemas na região intestinal

Intolerância à lactose, doença celíaca e doenças inflamatórias, como síndrome do cólon ou intestino irritável, doença de Crohn e retocolite ulcerativa, são os problemas mais comuns que podem levar à perda rápida de peso. Muitos desses quadros geralmente são acompanhados de diarreia, o que faz com que o corpo não consiga absorver a quantidade suficiente de nutrientes necessários, o que leva a um déficit de energia. Dor, distensão abdominal e febre também são sintomas de algumas dessas condições.

Os exames para diagnóstico e tratamento, obviamente, variam conforme a doença. Entre as principais soluções estão mudanças no cardápio –com restrição a nutrientes que geram o problema (lactose, glúten, gorduras etc.), bebidas gaseificadas, condimentos –; redução de estresse, uso de medicamentos anti-inflamatórios e cirurgia.

Depressão

O problema, que afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), pode causar a perda ou o aumento de apetite, dificuldade para realizar tarefas cotidianas, sentimentos de impotência e culpa e, em casos mais graves, até mesmo pensamentos e tentativas de suicídio.

O diagnóstico da depressão é clínico, ou seja, não necessita de exames, baseando-se no conjunto de sinais apresentados pela pessoa. Os principais sintomas que indicam o quadro de depressão são alterações no humor –que pode ser caracterizado por sensação de tristeza e de angustia quase todos os dias –, perda da capacidade de sentir prazer nas coisas, alteração do apetite com consequente mudança no peso, alterações do sono e dificuldade na capacidade de tomar decisões.

O tratamento depende da gravidade. Depressões leves, por exemplo, podem ser tratadas com psicoterapia e a prática de atividades físicas. A partir de depressões moderadas já pode ser necessário o uso de medicamentos que atuem no sistema nervoso central, como os antidepressivos, que agem na regulação de neurotransmissores (serotonina e noradrenalina). Conforme o paciente vai melhorando, o que ocorre em algumas semanas após o início do tratamento, os sintomas da doença melhoram como um todo, inclusive o apetite.

Doenças causadas por vermes

Alguns tipos específicos de parasitas, como ascaridíase, amebíase e giárdia, causam um processo infeccioso no organismo que resulta em desconfortos gastrointestinais e diarreia. Esses sintomas prejudicam a absorção de nutrientes e consomem muita energia do corpo, o que leva a perda de peso.

O diagnóstico é feito primeiramente por meio do histórico clinico do paciente, depois, são realizados exames laboratoriais das fezes para se chegar exatamente ao resultado preciso. O tratamento envolve, na maioria das vezes, o uso de remédios antivermes que eliminam os parasitas do corpo e contribuem para o processo de retomada do peso normal.

 

Fontes: Fabio Trujilho, vice-presidente do departamento de obesidade da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia); Giuliano Mendes, cirurgião do aparelho digestivo e cirurgião oncológico, diretor do ECMI (Equipe de Cirurgias Minimamente Invasivas) e do Hospital Leforte, em São Paulo; Henrique Bottura, psiquiatra da Clínica Psiquiatria Paulista e do Hospital das Clínicas de São Paulo; Lívia Beraldo de Lima Basseres, psiquiatra pela Faculdade de Medicina do ABC, assistente da enfermaria de controle de impulsos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo); Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, membro da Sbem e da SEE (Sociedade Europeia de Endocrinologia); Paulo Olzon, clínico Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Ramon De Mello, oncologista clínico da Clinonco, em São Paulo e doutor em oncologia molecular pela Universidade do Porto, em Portugal; Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo; e Thaís Manfrinato Miola, nutricionista e supervisora de nutrição clínica do A.C.Camargo Câncer Center, em São Paulo.

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09 de Junho – Dia Nacional da Imunização

As vacinas são essenciais para proteger o organismo contra doenças que ameaçam a saúde, em todas as idades.

Doenças altamente contagiosas e bastante comuns que costumavam matar milhares de pessoas no passado como Difteria, Tétano, Paralisia Infantil, Sarampo, Caxumba e Rubéola, praticamente já não existem mais no Brasil. Mas, mesmo estando sob controle hoje em dia, elas podem rapidamente voltar a se tornar uma epidemia caso as pessoas parem de se vacinar.

As doenças que podem ser prevenidas por vacina são transmitidas pelo contato com objetos contaminados por uma pessoa doente, quando espirra, tosse ou fala, pois ele expele pequenas gotículas que contém os agentes infecciosos. Outra forma de transmissão é quando se entra em contato diretamente com secreções de um indivíduo doente.

Assim, quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para o aumento da circulação de doenças.

Tomar vacinas é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte.

 

Dra. Elisa Maria Beirão – CRM 86.437

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Macarrão instantâneo é prático, mas pede cuidado: como comprar “menos pior”

A proposta é bem tentadora: bastam poucos minutos para ter à disposição um prato de massa. Mas o que muita gente não sabe é que dentro da embalagem se esconde um alimento que é bem prejudicial ao organismo. Para ficar pronta rapidamente, a massa é pré-frita em gordura vegetal. Além disso, o saquinho de tempero vem recheado de sal e realçadores de sabor.

O valor calórico médio desse tipo de alimento é 380 calorias. Como a ideia é substituir uma refeição, pode não parecer muito, mas, se pensarmos em hábitos alimentares saudáveis, esse tipo de macarrão não é indicado. Na versão convencional ele é apenas uma mistura de farinha branca e gordura vegetal, o que faz com que seja calórico e com baixas quantidades de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Isso sem falar que contém muita gordura saturada, aquela que é prejudicial ao coração.

Se compararmos apenas o macarrão instantâneo (sem tempero) com o macarrão com ovos e farinha refinada, o primeiro possui mais calorias, gorduras e sódio.

Como o macarrão tradicional demora entre 8 e 10 minutos para ficar pronto, será que vale a pena escolher esse tipo para ganhar entre 3 e 7 minutinhos na cozinha?

Se você achar que vale mesmo assim, veja as dicas para usar o macarrão instantâneo da melhor forma possível:

O tempero é uma bomba de sódio e aditivos

Aquele saquinho que vem dentro da embalagem é uma mistura de sal, açúcar e outros compostos para realçar o sabor. Em uma única unidade encontramos mais de 50% das recomendações diárias de sódio. Em excesso essa substância favorece a elevação da pressão arterial, leva à retenção de líquidos, aumenta o cansaço físico e mental, estimula negativamente o sistema imunológico e pode até aumentar o risco de algumas doenças autoimunes.

A versão integral é um pouco melhor

Como ela é feita com uma porção de farinha integral, a massa se torna um pouco mais saudável, mas a quantidade de gorduras e de sódio e substâncias artificiais no tempero se mantêm igual.

O mesmo vale para os lights

Eles apresentam uma quantidade de calorias menor, que é decorrente da redução de gordura na sua composição. Mas a falta de proteínas, vitaminas e minerais e o excesso de sódio continuam presentes.

Existem opções assadas

Em algumas versões no mercado, o macarrão é pré-assado e não frito, o que ajuda a melhorar seu valor nutricional. Normalmente essas versões também trazem temperos naturais.

Use o macarrão assado, light ou integral e tempere como quiser

O ideal é escolher as opções mais saudáveis, temperá-la com ingredientes naturais, como ervas, e incrementá-la com fontes de proteína, iscas de carne, peixe ou frango, camarões grelhados e mussarela de búfala, por exemplo. Veja como escolher a melhor opção para levar para casa.

Na embalagem estão os dados que devem ser considerados

Leia as informações com cuidado e procure expressões como: menos sódio, assado, integral, menos gordura, sem aditivos artificiais, entre outras que indiquem que o produto é mais saudável.

Não coloque no carrinho antes de checar a lista de ingredientes

Evite produtos que tenham algum tipo de gordura entre os três primeiros itens da lista ou que a farinha de trigo seja o primeiro ingrediente, o ideal é que a integral esteja antes, pois isso indica que está presente em maior quantidade. E mais um detalhe: prefira aqueles que não apresentam gordura vegetal hidrogenada.

A tabela nutricional também é importantíssima

Prefira os que tiverem menos sódio e gorduras e mais fibras.

Informação nutricional

Macarrão instantâneo convencional com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 369 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 15 g

. Gorduras saturadas: 6,9 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 1607 mg

Macarrão instantâneo light com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 248 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,3 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 2,9 g

. Sódio: 1222 mg

Macarrão instantâneo integral com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 250 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 7,6 g

. Sódio: 1000 mg

Macarrão instantâneo convencional sem tempero

. Porção de 84 g

. Valor energético: 270 kcal

. Carboidratos: 56 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,6 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 706 mg

Macarrão convencional seco

. Porção de 80 g

. Valor energético: 288 kcal

. Carboidratos: 61,36 g

. Proteínas: 8,32 g

. Gorduras totais: 1,57 g

. Gorduras saturadas: 0,43 g

. Fibras: 1,84 g

. Sódio: 11,84 mg

Macarrão convencional preparado

. Porção de 80 g

. Valor energético: 101 kcal

. Carboidratos: 21,52 g

. Proteínas: 2,9 g

. Gorduras totais: 0,5 g

. Gorduras saturadas: 0,15 g

. Fibras: 0,6 g

. Sódio: 2 mg

 

Fontes: Renata Bressan Pepe, nutricionista da Clínica Halpern, em São Paulo, e do Departamento de Nutrição da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica); Daniel Barreto de Melo, nutricionista da Clinonco, em São Paulo

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/13/macarrao-instantaneo-e-perigoso-veja-como-escolher-o-menos-prejudicial.htm

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Saúde emocional durante o tratamento oncológico

Tudo que é desconhecido ou aquilo que nunca passamos sempre causará um estranhamento ou nos trará uma ansiedade ou medo pelo desafio. O recebimento do diagnóstico de um câncer causa impacto e provoca um rompimento no ritmo de vida.

Após o diagnóstico de uma doença grave a vida costumeira é interrompida com idas ao hospital, realização de exames e mergulho no desconhecido, na vida do tratamento. O baque nos faz olhar para nós mesmos de uma forma diferente, não nos reconhecemos neste corpo doente que muitas vezes sofre transformações, emagrece e provoca tantas outras mudanças que nosso reflexo no espelho parece ser outro.

Hoje em dia temos acesso a diferentes tratamentos e estes se tornam cada vez mais individualizados. Os exames estão mais precisos e o diagnóstico é alcançado precocemente.

No entanto, enfrentar o diagnóstico emocionalmente é outro aspecto. O significado dado ao câncer estará relacionado a pessoa, estilo e fase da vida em que ela se encontra. Um homem recém-casado provavelmente encarará a doença diferente de um senhor de idade. A busca por ajuda pode ser nas diversas fases, seja ao diagnóstico, durante o tratamento, quando este termina e entra-se no controle da doença ou quando não há mais tratamentos possíveis. Muitas vezes a quimioterapia, a decisão de realizar a cirurgia, escolher outro protocolo podem trazer ansiedade. O receio dos efeitos colaterais e sequelas deixadas pela doença podem influenciar na aceitação do diagnóstico. Para alguns, o ajustamento a vida pós tratamento pode ser mais tortuoso do que o período anterior. É bom poder expressar o medo e ser acolhido para estar disposto a encarar a doença com tranquilidade e bem-estar. Muitas vezes isso significa a participação em novos grupos, busca por atividades originais que sejam possíveis de estabelecer durante este período, algo que respeite seu cansaço e disposição.

Quando o tratamento não é mais possível, cabe ao paciente e a família buscar qualidade de vida durante esta fase, visando o conforto e ausência de dor.  A família, amigos ou pessoas próximas podem ajudar, mas, em alguns casos, não compreendem as aflições e inseguranças sentidos. Afinal, eles podem também não saber lidar com esse momento. Nestes casos o auxilio de um psicólogo pode ser de grande valia. O atendimento psicológico pode durar por um período, podendo ser individual ou em grupo.

Nós podemos passar pela doença e ver o lado ruim ou o que não dá certo, mas provavelmente tornará tudo mais difícil. Lembre-se que toda a moeda tem dois lados e, portanto, mesmo uma noticia ruim, pode apresentar um outro lado que mostrará algo novo, surpreendente e que pode te ajudar neste momento. Escute-se, permita sentir as emoções que surjam e, quando precisar, reconheça que pode pedir ajuda.

 

Fonte: Marilia Zendron (Psicologia, Clinonco)

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Verão: 7 dicas para aproveitar ainda melhor esta estação!

Verão:  muito sol, calor, praia, piscina e uma exposição maior ao sol, você sabe como se proteger?

Seguem algumas dicas para que você possa aproveitar ainda melhor esta estação:

  • Evite exposição direta ao Sol das 10:00 as 16:00 horas;
  • Não se esqueça de aplicar protetor solar de 20 a 30min antes da exposição ao sol e reaplicar duas vezes ao dia ou a cada duas horas se entrar na água;
  • Hidrate a pele após tomar sol para evitar o ressecamento;
  • Utilize Chapéu ou Boné para proteger o couro cabeludo;
  • Tenha uma alimentação leve e saudável, dando preferencia aos alimentos que hidratam, nutrem e facilitam a digestão;
  • Se mantenha hidratado: a hidratação é fundamental para o bom funcionamento do organismo, evitando desmaios, tonturas, falta de força física e motivação. Recomendação: no mínimo 2 litros de água por dia.
  • Não se esqueça de proteger também a sua visão, opte por óculos com lentes que contenham fatores de proteção UV

Cristiane Masteguim

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Câncer de próstata – Fatores de risco

O câncer de próstata é o segundo câncer mais comum em homens, perdendo apenas para os tumores de pele não melanoma.  Segundo dados do INCA estima se que em 2018 sejam diagnosticados 68220 casos novos de câncer de próstata, sendo o risco estimado de 66,12 casos novos para cada 100 mil homens.

Os principais fatores de risco relacionados ao câncer de próstata são: idade, etnia, fatores genéticos, historia familiar e hábitos de vida.

  • Idade: a idade é o fator de risco mais importante para o desenvolvimento do câncer de próstata, sua incidência aumenta com o passar do anos e raramente ocorre antes dos 40 anos.
  • Etnia: o câncer de próstata é mais comum em homens negros quando comparados com homens brancos ou de outras etnia. Nesses indivíduos o câncer de próstata ocorre em idade mais precoce e com mais agressividade.
  • História Familiar: homens que tiveram pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos tem uma chance aumentada de desenvolver a doença quando comparado com a população geral.
  • Fatores Genéticos: algumas alterações genéticas como a mutação do BRCA2 ou síndrome de Lynch podem aumentar o risco de câncer de próstata em uma pequena porcentagem dos pacientes.
  • Hábitos de Vida: os estudos não são conclusivos ao relacionar o câncer de próstata a determinados hábitos de vida; porém acredita se que uma dieta com baixo índice de gordura animal e rica em vegetais e legumes seria um fator protetor. Outros estudos sugerem que homens obesos possuem maiores chances de desenvolver a doença.

 

Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM: 125.115

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O câncer de mama é  a principal causa de morte por câncer em mulheres  no Brasil

O câncer de mama é  a principal causa de morte por câncer em mulheres  no Brasil, quando diagnosticado precocemente as chances de cura ultrapassam 90% dos casos.

A  detecção da doença em suas fases iniciais propicia não só um aumento de sobrevida e possibilidade de cura, além de modalidades de tratamentos menos agressivas, minimizando os traumas físicos e psicológicos relacionados a terapêutica, e  um menor custo para o sistema de saúde.

A estratégia para o diagnostico do câncer de mama precoce é baseada nas recomendações do Ministério da Saude, de protocolos internacionais e de recomendações das sociedades médicas.

Primeiramente as mulheres devem estar atentas a qualquer alteração em seu corpo. Em relação ao câncer de mama os principais sinais são : aparecimento de nódulo ou caroço na mama ou axila,  mudança no formato do mamilo, pele avermelhada, irritada ou edemaciada e  saída de secreção pelo mamilo. Na presença de qualquer um desses sinais é importante procurar um médico para iniciar a investigação.

A recomendação de exames de rotina para o rastreamento do câncer de mama difere entre recomendações do ministério da saúde e das sociedades médicas e é baseado em fatores de risco para doença como idade, história pessoal e  familiar, presença de mutações genéticas.

A Sociedade Brasileira de Mastologia e a de Radiologia recomendam mamografia anual para todas as mulheres a partir dos 40 anos enquanto o Ministerio da Saude recomenda que a Mamografia seja realizada  na faixa etária dos  50 aos 69  e com periodicidade de 2 em 2 anos.

Mulheres com historia pessoal ou familiar de câncer de mama e ovário, predisposição genética como mutação do BRCA ou que realizaram radioterapia em região torácica devem realizar os exames mais precocemente .

A realização de exames não previne o aparecimento do câncer de mama;  porém é útil no diagnostico de um câncer em fase inicia reduzindo a morbimortalidade pela doença.

 

Fonte: Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM 125.115 SP

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Outubro Rosa: Câncer de mama – fatores de risco

O câncer de mama é o câncer mais frequente diagnosticado no mundo e lidera as causas de morte relacionadas ao câncer em mulheres.

Segundo dados do INCA estimam se 59700 casos novos de câncer de mama no
Brasil para o ano de 2018, com um risco estimado de 56,3 casos a cada 100 mil mulheres.

Os fatores de risco relacionados ao câncer de mama podem ser divididos em fatores que não podem ser modificados e fatores que são potencialmente modificáveis.

Os principais fatores de risco que não podem ser modificados são:

  • Sexo feminino: as mulheres têm 100 vezes mais chances de ter câncer de mama que os homens
  • Idade: o risco de câncer de mama aumenta com a Idade, tendo seu pico de incidência ao redor dos 55 anos
  • Etnia: mulheres brancas tem incidência aumentada de câncer de mama
  • Menarca precoce e menopausa tardia
  • Exposição a radiação ionizante previa no tórax
  • Lesões benignas da mama
  • Historia familiar e pessoal de câncer de mama ou presença de mutações genéticas como BRCA 1 ou BRCA 2: o risco pode ser aumentado pela numero de pessoas afetadas pelo câncer de mama na família e também pela idade do diagnostico inicial, além da presença de mutações genéticas.

Os principais fatores que são potencialmente modificáveis:

  • Obesidade: mulheres com IMC (índice de massa corpórea) aumentado tem uma maior propensão a desenvolver câncer de mama após a menopausa.
  • Atividade física: pessoas que praticam atividade física regularmente apresentam uma redução do risco de câncer de mama quando comparadas com pessoas sedentárias.
  • Álcool: o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama
  • Terapia de Reposição hormonal
  • Idade do primeiro filho e nuliparidade: mulheres que tiveram o primeiro filho após os 30 anos de idade tem risco aumentado quando comparado com mulheres que tiveram filhos antes dos 20 ou 25 anos.
  • Amamentação: mulheres que amamentam por 12 meses tem uma redução 4,3% do risco de desenvolver câncer de mama.

A maioria dos fatores de risco relacionados ao câncer de mama não podem ser modificados, isto torna difícil o desenvolvimento de estratégias efetivas para redução da incidência, porém medidas que priorizem o diagnostico precoce pode modificar a mortalidade relacionada a doença.

Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM: 125.115 SP

Referências: NCCN guidelines

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A importância dos cuidados orais no tratamento oncológico

A mucosite oral limita o tratamento do câncer e interfere no prognóstico de sua cura.

Por isso, seu tratamento é indispensável para o sucesso da terapia oncológica.

A manutenção da boa higiene oral, o controle da xerostomia (diminuição da saliva ) e o tratamento de infecções oportunistas, são essenciais para reduzir sua severidade.

O uso da Laserterapia profillática e terapêutica, associados a medicações de ação tópica, aceleram a cicatrização, ocasionando a diminuição da inflamação e da dor.

 

Dra. Juliana Brasil Arioli Nieto

CRO 71469

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Tabagismo e câncer

O tabaco é umas das principais causas de mortes evitáveis em todo mundo. Durante o século XX, aproximadamente cem milhões de pessoas faleceram devido ao seu consumo. A cada ano, cinco milhões de pessoas morrem por doenças relacionadas ao tabaco.

Na fumaça do cigarro há 7 mil compostos químicos, dentre eles 250 são sabidamente perigosos para a saúde, como cianeto de hidrogênio, monóxido de carbono e amônia.  Destes, 69 comprovadamente causam câncer, como por exemplo o benzeno, arsênico, níquel e cloreto de vinila. É importante ressaltar que muitas destas substâncias possuem efeitos desconhecidos no corpo humano, tornando-as ainda mais perigosas.

Sabe-se que grande parte das neoplasias são causadas por fatores ambientais modificáveis, sendo o tabagismo um destes fatores. A poluição, abuso de álcool, dieta pobre em frutas e vegetais, excesso de peso, sedentarismo, tabagismo e sexo desprotegido são outros exemplos de causas que podemos atuar a fim de diminuir a incidência de câncer na população.

O tabagismo ainda é uma das principais causas de câncer e isoladamente contribui para 21% do total de mortes por câncer no mundo. Aproximadamente metade dos tabagistas morre de causas relacionadas ao vício e as pessoas que fumam perdem em média 13 anos de suas vidas devido ao tabaco.

Quanto aos tipos de tumores causados pelo cigarro, estes são inúmeros. Alguns dos principais tumores são: colorretal, cabeça e pescoço, rim, pulmão, bexiga e estômago. Dentre estes, o câncer de pulmão e bexiga são os que têm grande associação com o hábito do tabagismo.

A cessação do vício traz benefícios imediatos, como melhora da capacidade cardiovascular e da qualidade de vida. Mesmo os pacientes em tratamento câncer são beneficiados quando interrompem o vício. O risco de morte diminui em 30 a 40%, o risco do câncer recorrer também diminui, assim como o surgimento de uma segunda neoplasia e a chance de que o paciente morra do câncer propriamente ou de outras causas. Além disso, há uma melhora na cicatrização de feridas e melhora na resposta à quimioterapia.

O indivíduo que para de fumar já apresenta benefícios em curto prazo. Estes benefícios surgem de horas a dia após a cessação do vício,  como por exemplo, a normalização da pressão arterial, frequência cardíaca, diminuição da tosse, melhora da função pulmonar e diminuição dos níveis de dióxido de carbono no sangue.

Nunca é tarde para interromper este vício tão maléfico à nossa saúde. Faça sua parte e incentive quem está próximo a você a parar de fumar.

 

Dr. Victor Andre de Almeida Zia – CRM: 151.458

Oncologista da CLINONCO

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