CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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Gratidão de Claudia Pastor, ex-pivô da seleção, vai além das palavras

Em 2016, a ex-jogadora de basquete Claudia Pastor iniciou uma campanha nas redes sociais para conseguir recursos para o tratamento de seu filho, Maurílio. O problema eram crises diárias em que quase perdia a consciência e não sabia onde estava. Ela decidiu leiloar a medalha de prata que havia conquistado nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, ao lado de Magic Paula e Hortência.

Claudia arrecadou R$ 35 mil, contou com a ajuda de amigos – esportistas e anônimos – e conseguiu os cerca de R$ 100 mil de que precisava para a cirurgia na França. Aos 16 anos, o menino está praticamente curado. Claudia se tornou aluna de Direito e quer desenvolver um projeto de assistência jurídica para famílias que precisam de tratamento médico no exterior.

Essa é a trajetória recente dessa ex-pivô de 47 anos, sorridente e que disfarça a altura de 1,90 m sempre com sapatos rasteiros. Mas alguns detalhes da história merecem mais atenção. O primeiro é a doença de Maurílio.

Durante anos, o garoto passou por médicos, psicólogos, neurologistas e psiquiatras. Nenhum dele soube dizer a origem das crises. A resposta veio da Unicamp. O nome correto da doença é Hamartona Hipotalâmico. É um tumor benigno no hipotálamo, uma das mais importantes estruturas do sistema nervoso central e responsável pelo controle das emoções e comportamento. Desde pequeno, o menino sentia um mal-estar, rigidez muscular e confusão no raciocínio. Isso acontecia umas três vezes por dia. “Não sentia nenhuma dor, mas perdia minha consciência e perguntava: ‘mãe, onde estou?’”, diz o adolescente.

Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco), explica que a doença é rara e pode ser tratada clinicamente. “A cirurgia é delicada, pois envolve uma área de difícil acesso no cérebro”, explica o especialista. “Depois da cirurgia, eu me sinto uma pessoa normal. Antes, não andava sozinho e tinha medo de acontecer alguma coisa”, diz Maurílio.

A MEDALHA QUE SE FOI

Cláudia Pastor não tinha recursos financeiros para a cirurgia, que deveria ser realizada na França. Em 2016, o país era um dos poucos que oferecia a cirurgia robótica, ideal para corrigir o tumor em um local delicado como o hipotálamo. Para custear a viagem, ela fez um leilão da medalha de prata que havia conquistado na Olimpíada de 1996. “A medalha foi arrematada por R$ 35 mil. Mas o valor agregado por ela foi muito maior que esse, pois as pessoas se envolveram e se sensibilizaram”, conta.

Claudia conseguiu R$ 100 mil necessários para a cirurgia. “Não sinto falta da medalha. Eu fiz o que tinha de fazer. Não me arrependo. Faria novamente”, conta a ex-atleta.

RETRIBUIÇÃO

Após a cura do filho, Claudia voltou a estudar. Hoje, ela está no terceiro ano de Direito do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), no câmpus Americana. Um de seus projetos pretende retribuir, de certa forma, o apoio que teve para a cirurgia de Maurílio. Com a ajuda da universidade, ela vai desenvolver um projeto para que tratamentos médicos no exterior, como esse que ela vivenciou com o filho, possam ser garantidos e custeados pelo Estado. Hoje, as ações que pedem reembolso ou ajuda do poder público não conseguem êxito.

“Essa é uma área nova no Brasil. Devemos começar o projeto no ano que vem”, planeja o professor Flávio Rossi, coordenador da pós-graduação MBA em Gestão em Americana. “Tive a oportunidade de ter uma medalha olímpica e poder realizar a cirurgia do meu filho. Muitas famílias não têm essa oportunidade”, diz Claudia.

 

Acesse o link do Portal do jornal Estadão: https://esportes.estadao.com.br/noticias/basquete,gratidao-de-claudia-pastor-ex-pivo-da-selecao-vai-alem-das-palavras,70002797365

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Roda de Conversa: Palestra gratuita sobre “Bons sonhos”

RODA DE CONVERSA
Palestra gratuita sobre “Bons sonhos”.
Palestrante: Dra. Flávia Oliveira (pediatra)
Data: 12.04.19
Horário: 8h às 9h30
Local: Menia – Centro de Vacinação (Av. Nove de Julho, 4634 – São Paulo – SP
Inscrições: 11 3060-3020
Vagas limitadas!
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www.menia.com.br

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Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e câncer: qual a relação?

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são em um tema frequente entre jovens e adultos. A discussão gira em torno da prevenção e tratamento. Entretanto, pouco é divulgado sobre a relação de algumas destas doenças com o desenvolvimento de muitos tipos de câncer.

As principais DST que podem estar relacionadas com o câncer são as infecções causadas pelos vírus T-linfotrópico humano (HTLV), Papiloma vírus humano (HPV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

A contínua educação sobre higiene intima das crianças e jovens, e a vacinação das populações poderá vir a reduzir dramaticamente a incidência dos cânceres associados a DST.

HTLV-1

As infecções pelo HTLV-1 estão relacionadas com o desenvolvimento da leucemia e do linfoma de células T do adulto.

Além destas, pode causar a mielopatia associada ao HTLV-1, doença neurológica semelhante a outras doenças da medula nervosa, como a esclerose múltipla, e que apresenta elevado grau de sintomas incapacitantes. Este vírus ataca os linfócitos T, um tipo de célula responsável pela defesa do organismo.

As doenças causadas pelo HTLV-1 não tem tratamento especifico, exceto ao que se refere aos tratamentos oncológicos tradicionais da leucemia e dos linfomas, em que a quimioterapia e às vezes o transplante de medula óssea podem ser empregados com sucesso. Infelizmente, porém, mais de 80% dos pacientes com a forma aguda da leucemia morrem nos primeiros cinco anos após o diagnóstico.

HPV

Já o vírus HPV apresenta mais de 150 tipos diferentes que podem infectar a pele e as mucosas, sendo que pelo menos 13 tipos são considerados potenciais causadores de câncer.

Estimativas recentes sugerem que cerca de 5% de todos os cânceres são atribuídos ao HPV. Esta família de vírus induz infecções persistentes que frequentemente se associam a lesões precursoras de tumores.

Dentre os HPV de alto risco oncogênicos, os tipos 16 e 18 estão relacionados à maioria dos casos de câncer de colo do útero e até 90% dos demais tumores associados ao HPV, tais como os cânceres de orofaringe (18-90% dos casos), vulva (18-75% dos casos) e pênis (60% dos casos).

São impressionantes os resultados da vacinação em idade precoce contra o HPV. Em países em que a vacina já é aplicada há anos, foi observada redução entre 70-80% no número de infecções. Na Austrália, onde a vacina está disponibilizada desde 2007, houve redução de 80% das infecções; 90% no surgimento de verrugas genitais e 70% no número de lesões precursoras do câncer de colo de útero. Atualmente, o país relata a incidência de sete casos deste tipo de tumor a cada 100 mil mulheres, enquanto no Brasil estima-se 17 casos a cada 100 mil mulheres.

A vacina é quadrivalente, protegendo contra os quatro tipos mais comuns do vírus e está disponível em duas doses, que devem ser tomadas com intervalo de seis meses. É aplicada gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos, para meninos de 11 a 14 anos, para pessoas de 9 a 26 anos com HIV/AIDS e para pacientes oncológicos ou transplantados.

HIV

Sobre o vírus HIV, com certeza é o mais conhecido e é responsável pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, cuja evolução reconhecem-se alguns tipos de câncer associados, como sarcoma de Kaposi (4,4%), linfoma não Hodgkin (4,5%), além de outros.

A descoberta de um tratamento efetivo para o HIV produziu controle médico da doença, evitando o aparecimento destes tumores considerados específicos do HIV.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dst-e-cancer/

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Quer se aposentar? Veja como evitar as doenças que mais matam antes dos 60

Caso a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo de Jair Bolsonaro seja aprovada, os homens terão que esperar até os 65 anos para solicitar o benefício, enquanto a faixa etária mínima das mulheres será de 62 anos.

Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018, a expectativa de vida média do brasileiro passou de 75,8 para 76 anos — 72,5 para os homens e 79,6 para as mulheres. Então, após se aposentar, você ainda pode ter um bom tempo pela frente para aproveitar o benefício. Porém, para chegar até lá, não basta só trabalhar muito, também é importante cuidar da saúde. Por isso, preparamos uma lista com as doenças que mais matam os brasileiros e o que fazer para evitá-las.

Infarto e AVC

Segundo o Perfil da Morbimortalidade no Brasil, divulgado pelo Ministério da Saúde, em 2014 ocorreram 360 mil mortes no Brasil na faixa etária de 20 a 59 anos. Entre os homens, causas externas (como acidentes de trânsitos) foram a principal causa de óbitos (cerca de 91,5 mil mortes). Em segundo lugar vieram as mortes por doenças do aparelho circulatório –as mais comuns no país são infarto e AVC (acidente vascular cerebral) –, com 43,6 mil óbitos. E esta também foi a segunda causa de morte entre as mulheres, com 26,2 mil.

Como evitar o infarto e o AVC A prevenção destas e de praticamente todas as outras doenças cardiovasculares passa pelo controle do diabetes, do nível de colesterol e de triglicérides no sangue e da pressão arterial. Para isso, é muito importante manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente, o que reduz a oxidação de gorduras e evita a formação de placas que podem obstruir os vasos sanguíneos. Também é essencial diminuir o estresse, ter uma boa noite de sono e ficar atento ao histórico familiar, pois a carga genética influencia em problemas cardiovasculares.

Câncer

Neoplastias (tumores) aparecem como a principal causa de morte entre as mulheres com menos de 60 anos (são quase 31,8 mil óbitos por ano). Já entre os homens, o câncer é responsável por aproximadamente 29,8 mil mortes ao ano, e ocupa o terceiro lugar.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), com exceção do câncer de pele, o câncer mama e o câncer de próstata são os que mais afetam, respectivamente, mulheres e homens no Brasil. E entre os tumores mais letais estão o câncer de pulmão, o câncer de intestino e o câncer de estômago.

Como evitar o câncer A prevenção de boa parte dos cânceres também passa pela manutenção de um estilo de vida saudável. É importante evitar uma vida sedentária e fazer ao menos 150 minutos de atividade física semanal; manter uma dieta equilibrada, com baixo consumo de alimentos processados; não fumar e maneirar na ingestão de bebidas alcoólicas. Também é importante fazer os exames de rotina indicados para sua faixa etária, o que contribui para o diagnóstico precoce de um tumor e maior taxa de sobrevida.

Pneumonia

Doenças do aparelho são a quarta principal causa de morte entre as mulheres com menos de 60 anos (com quase 8 mil óbitos ao ano) –a título de curiosidade, a terceira causa são causas externas (acidentes, assassinato). Já entre os homens, o problema mata quase 13 mil indivíduos por ano.

A pneumonia é a doença mais mortal que ataca o sistema respiratório, e, no Brasil, só fica atrás no número de óbitos (em todas as idades) para doenças cerebrovasculares (AVC) e infarto. Entre as principais causas do problema em pessoas com faixa etária menor que 60 anos é a ação do vírus da gripe e outras doenças e hábitos que prejudicam a imunidade, como beber excessivamente e fumar.

Como evitar a pneumonia Além de manter todos os hábitos saudáveis já explicados nas outras doenças, recomenda-se tomar a vacina contra a gripe e sempre manter as mãos bem higienizadas –para evitar que, ao comer ou coçar o nariz, por exemplo, vírus e bactérias que podem prejudicar o sistema respiratório entrem no organismo. Também é importante evitar a exposição constante a ambientes com ar-condicionado sem manutenção e limpeza adequada, o que facilita a proliferação de germes.

Fontes: Artur Malzyner, doutor em oncologia pela USP (Universidade de São Paulo) e médico do Hospital Israelita Albert Einstein; Carla Andrade, oncologista do Hospital Fundação Câncer; Carlos André Freitas dos Santos, médico geriatra e coordenador do Ambulatório de Envelhecimento Ativo e Promoção à Saúde da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); César Augusto Pereira Jardim, médico cardiologista do HCor e do Hospital São Luiz Morumbi.

 

Acesse o link do Portal UOL – Viva Bem: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/03/14/quer-se-aposentar-veja-como-evitar-as-doencas-que-mais-matam-antes-dos-60.htm

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Cuidados alimentares reduzem risco de recaída do câncer

Muito já foi discutido sobre a importância de alimentação e hábitos saudáveis na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer. Estas informações são baseadas em conceitos teóricos ou experimentação animal, mas poucas foram extraídas de estudos em humanos. Claro que temos evidências baseadas em observações epidemiológicas que permitem certa associação com benefícios sugeridos.

A Medicina vive de informações mais precisas e estudos clínicos desenhados especificamente para demonstrar estes resultados são necessários. Poucos estudos clínicos foram estabelecidos para demonstrar a influência da alimentação sobre um tipo de câncer.

Vamos aqui comentar sobre os dois estudos importantes que para recomendar nossa orientação dietética a mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama.

Alimentação x recidiva câncer

O primeiro estudo, Chlebowski e colaboradores avaliaram o efeito de uma dieta baixa em teor de gorduras (menor que 20% comparada com a dieta considerada padrão com média de 32% de gorduras) em quase 50 mil mulheres saudáveis e observou-se a incidência de casos novos de câncer mama e mortalidade nas que vieram a desenvolver esta doença. Ainda que não se tenha observado uma redução importante no risco de desenvolver câncer de mama, as mulheres que vieram apresentá-lo tiveram menor mortalidade por câncer de mama e particularmente grande benefício na sobrevida.

Já o segundo estudo, Patterson e colaboradores observaram o comportamento de 2400 mulheres com câncer de mama em fase precoce em relação ao período de seu jejum noturno. Treze ou mais horas em jejum noturno permitiram uma redução no risco de recaída de 36% ou mais, sendo que o benefício foi progressivamente maior, da ordem de 20%, a cada adição de duas horas ao período de jejum. Além disso, os autores também concluíram que um aumento no tempo de jejum noturno reduz potencialmente o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros câncer.

Tentando-se abstrair uma orientação única de dois estudos heterogêneos como estes, é que passamos a recomendar a todas as mulheres, e particularmente aquelas que tiveram câncer de mama, uma alimentação com baixo teor de gorduras e um período de jejum noturno mais prolongado.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/alimentacao-x-recidiva-cancer/

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Sol faz bem ou mal? Veja cuidados

Além de emitir a energia necessária para o desenvolvimento de toda a cadeia alimentar, da qual nós dependemos, o sol é responsável por vários fenômenos biológicos no organismo humano, como a regulação do ritmo biológico, bem como a produção hormonal e de vitamina D.

Como muitos excessos, a exposição demasiada ao sol também pode causar danos à saúde, por exemplo queimaduras solares, febre, desidratação e risco elevado de desenvolvimento de queratoses – as quais podem evoluir para câncer de pele.

Assim como nos meses de outubro e novembro ocorrem movimentos sociais para conscientização dos canceres de mama (Outubro Rosa) e próstata (Novembro Azul), em dezembro acontece o movimento Dezembro Laranja que objetiva estimular a população na prevenção e no diagnóstico do câncer de pele, o tipo de tumor mais comum no País. Este movimento teve início em 2014 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e em 2018 o tema da campanha foi “Se exponha, mas não se queime”.

A campanha recomenda adoção de medidas básicas como a utilização diária de fotoprotetores com fator mínimo de 30, evitar os horários de maior incidência solar (das 10 às 16 horas), utilizar chapéus, óculos de sol com proteção UV, usar roupas que cubram boa parte do corpo, se manter hidratado e procurar locais com sombra.

Câncer de pele no Brasil

No Brasil, o câncer de pele corresponde a 30% de todos os tumores malignos e a estimativa para 2019 é mais de 165 mil novos casos de câncer da pele não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Causas

A doença surge pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele devido à exposição excessiva ao sol, provocando mutações nos genes.

Tipos

O câncer de pele é classificado em três tipos: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma.

O tipo carcinoma basocelular tem origem nas células basais, que são a camada mais profunda da epiderme, ocorrendo mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. É o tipo mais frequente e de baixa letalidade, com alta probabilidade de cura quando o diagnóstico é precoce.

O tipo carcinoma espinocelular acomete as células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. É o segundo mais prevalente, sendo mais frequente em homens do que mulheres, e pode ocorrer em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol.

O tipo melanoma é o menos frequente, entretanto, é o que apresenta pior prognóstico e maiores taxas de mortalidade. Tem origem nos melanócitos, que são as células produtoras da melanina, responsável pela pigmentação da pele. Pessoas de pele mais clara e que se queimam com facilidade a exposição solar, apresentam maior risco de desenvolvimento da doença, mas pode ocorrer em pessoas de pele negra, ainda que mais raramente.

Sintomas

As lesões podem se apresentar de formas inespecíficas como manchas brancas a róseas, feridas, verrugas, pintas até lesões que sangram com facilidade. É importante ter o conhecimento do seu tipo pele e ficar atenta a lesões novas que surjam e persistam.

O exame clínico simples, realizado por seu médico de família, dermatologista ou oncologista, pode permitir um diagnóstico suficientemente precoce para um tratamento efetivo.

Além de poder estar associado a mortes, o câncer de pele mais avançado frequentemente se associa ao risco de mutilações cirúrgicas e outros distúrbios funcionais provocados pelo risco do diagnóstico não ser suficientemente precoce.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/sol-faz-bem-ou-mal-veja-cuidados/

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Dia Mundial do Câncer: como surgiu campanha de combate à doença?

Com o controle crescente das moléstias infecciosas, redução das vítimas de trânsito e dramática redução das mortes causadas por doenças cardiorrespiratórias, o câncer emergiu como o grande mal dos últimos tempos.

Os conhecimentos trazidos da intensa e profunda pesquisa na área de prevenção, biologia e tratamento permitiram reduzir o abismo de conhecimento que se tinha em relação a esta temida doença. Um longo caminho se percorreu no controle do câncer, porem sabemos que ainda há longas distâncias a serem traçadas.

De alguma maneira semelhante a outras datas de conscientização popular, como Outubro Rosa, Novembro Azul e Dezembro Laranja, no dia 4 de fevereiro a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) estabeleceu o Dia Mundial do Câncer.

Origem do Dia Mundial do Câncer

A UICC é um órgão internacional que trabalha com a Organização Mundial de Saúde, incentivando pesquisa em oncologia, advogando os direitos dos pacientes e pressionando os governos a adotarem uma conduta humanizada e cientificamente atualizada com os pacientes com câncer de todo o mundo, disseminando também conceitos de prevenção.

A UICC é composta por membros de mais de mil organizações, pertencentes a mais de 160 países, que representam as principais sociedades de câncer, ministérios de saúde e grupos de pacientes do mundo. Ela inclui influentes formuladores de políticas, pesquisadores e especialistas em prevenção e controle do câncer.

Objetivos

O Dia Mundial do Câncer veio a ser a maneira como o UICC divulga seus campos de luta, o que se traduz em salvar milhões de mortes evitáveis a cada ano, aumentando a conscientização e a educação sobre a doença.

A UICC fornece apoio por meio do desenvolvimento de ferramentas e de orientações para encorajar os seus membros a realizarem campanhas locais de conscientização, alinhadas e adaptadas à mensagem global do Dia Mundial do Câncer. Além disso, trabalha para garantir e apoiar as oportunidades de mídia digital, tradicional e social sobre o dia.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dia-mundial-do-cancer/

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Sorvete e outras dicas para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia

A náusea é um dos sintomas mais comuns em pacientes que passam por quimioterapia ou radioterapia e muitas vezes são usados medicamentos para ajudar a atenuar o mal-estar. Agora um sorvete desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) ajuda a driblar os enjoos.

De acordo com a professora Francilene Graciele Kunradi Vieira, do Departamento de Nutrição da UFSC e coordenadora da pesquisa, a aceitação teve uma variação de 77% a 98%. “Esse resultado mostrou uma possibilidade terapêutica promissora na prevenção e recuperação do estado nutricional de indivíduos doentes”, comenta.

Ela conta que pacientes com câncer em processo de quimioterapia apresentam grande dificuldade de comer por causa dos efeitos colaterais provocados pelo tratamento, como náuseas, vômitos, inapetência alimentar, feridas na boca e sensação de boca seca. Há, ainda, o estresse metabólico ocasionado pela própria doença, o que as torna mais vulneráveis nutricional e emocionalmente.

Oferecido nos sabores chocolate, morango e limão siciliano, o sorvete é fonte de proteína e fibra, tem baixo teor de gordura e é isento de lactose. Por isso, também serve como um complemento alimentar.

Para o médico oncologista Artur Malzyner, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), são necessários mais estudos para garantir que o sorvete possa se tornar uma indicação oficial, mas concorda que a fórmula pode contribuir de fato para favorecer a recuperação de que passa por quimioterapia.

Atualmente, o produto vem sendo testado como sobremesa após o almoço e o jantar de pacientes internados para tratamento de câncer no Hospital Universitário da UFSC. “Não existe uma recomendação de consumo em relação a quantidade e tipo de câncer”, reforça Vieira.

Ao ser consumido, o sorvete favorece a salivação e pode auxiliar no alívio dos desconfortos na boca provocados pelo tratamento, como feridas, aftas, mucosite e sensação de boca seca e com gosto ruim. O alívio dos efeitos colaterais ocorre devido à temperatura gelada, e não à composição do produto.

A nutróloga Andréa Pereira, da oncologia e hematologia da Sociedade Beneficente Brasileira Israelita Albert Einstein, em São Paulo, detalha que o alimento gelado contrai os vasos sanguíneos da boca, o que diminui a irrigação local e a chegada de quimioterápicos na boca, reduzindo os incômodos. “No entanto, a técnica não deve ser usada quando o tumor primário for de boca e arredores, pois nesse caso é necessário que o remédio chegue ao local”, alerta.

Dicas para aliviar os sintomas da quimioterapia

A nutricionista Fernanda Bortolon, especialista em Nutrição Oncológica e Mestre em Ciências Pneumológicas, destaca que manter uma alimentação saudável durante o tratamento oncológico é fundamental para fortalecer o sistema imunológico.

Nessa fase, não é indicado consumir alimentos crus, como peixes, frutos do mar, produtos à base de ovos e verduras cruas (que podem estar mal lavadas). “Isso contribui para evitar contaminação pelos alimentos. Afinal, uma infecção durante o tratamento tende a ser mais difícil de combater por causa da queda da imunidade provocada pelos medicamentos”, esclarece.

Também é contraindicado realizar qualquer tipo de restrição alimentar sem orientação nutricional. Para facilitar a adesão e minimizar os desconfortos de quem passa por quimioterapia, listamos alguns hábitos alimentares que vale a pena adotar:

. Beber líquidos durante todo o dia;

. Ficar atento às proteínas consumidas (ovos, sorvetes, queijos);

. Adicionar calorias saudáveis nas preparações, como azeite de oliva, castanhas, pasta de amendoim e óleo de coco;

. Incluir alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, tomate, pimentão amarelo, entre outros);

. Aumentar o consumo de alimentos verde-escuros (brócolis, couve, espinafre);

Além disso, vale somar à rotina alimentar estas atitudes essenciais para uma boa recuperação pós-quimioterapia:

. Coma pouco em cada refeição, mas mantenha o fracionamento das refeições ao longo do dia;

. Evite odores fortes, como de perfumes e produtos de limpeza;

. Resista à tentação de deitar-se após as refeições;

. Não faça exercícios físicos após as refeições.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/26/cientistas-criam-sorvete-que-alivia-efeitos-colaterais-da-quimioterapia.htm

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Imunoterapia: nova modalidade revoluciona tratamento de câncer

Faremos uma revisão sobre uma terapêutica do câncer até certo ponto revolucionária dentre os tratamentos atualmente disponíveis.

Na evolução do câncer, a pluralidade de mutações genéticas que ocorrem pode gerar proteínas (antígenos) que, sendo reconhecidas como estranhas ao organismo humano, levam ao reconhecimento do sistema imunológico para serem eliminadas.

Entretanto, o tumor frequentemente burla este sistema de vigilância, tornando as células tumorais invisíveis para as células de defesa do organismo. Desde o século 19, se estuda as relações entre o câncer e os mecanismos de defesa, o que permitiu o desenvolvimento da imunoterapia como modalidade terapêutica.

Imunoterapia contra câncer

Muitas foram as fases históricas da imunoterapia – como na potencialização geral da imunidade pelo uso do BCG, interferon e interleucina –, porém as evidencias clínicas apontam que apenas agora tivemos a oportunidade de encontrar a correta percepção sobre seus mecanismos de ação, os recursos para estabelecimento de novas terapêuticas e que finalmente resultaram em beneficio clínico indiscutível.

Os pesquisadores James P. Allison e Tasuku Honjo descreveram mecanismos de inativação do ataque imunológico por meio de um processo em que o câncer ativa uma pausa funcional na capacidade de ataque das células de defesa (linfócitos), conhecida como checkpoint e usada em condições normais pelo sistema imunológico para dar certo tempo para reconhecer os tecidos que devam ou não ser atacados.

Muitas destas ativações de pausa funcional se dão pela síntese por parte do tumor de moléculas inibitórias.

Uma das estratégias desenvolvidas para bloquear este processo gerado pelo tumor são os anticorpos anti-PDL-1 (exemplos atezolizumabe e avelumabe) e anti-PD1 (exemplos pembrolizumabe e nivolumabe), que envolvem espacialmente as moléculas associadas com ativação da pausa imunológica.

Em pouco mais de três anos de uso clinico, esta modalidade terapêutica apresentou resultados surpreendentes em vários tipos de câncer, tendo-se tornado a modalidade principal em câncer de pulmão, melanoma, câncer renal e câncer de cabeça e pescoço.

Outro processo inibitório ativado também por muitos tumores é o CTLA-4, que também pode ser isolado por meio de anticorpos (exemplo ipilimumabe). Menos expressivo do que os anticorpos anti-PD-1, busca-se ainda um uso clínico mais relevante. Uma nova estratégia ainda experimental tem sido associar à terapêutica destas duas formas de pausa imunológica (checkpoints CTLA-4 e PD-1), que parece tornar a atividade anti-tumoral ainda mais expressiva.

Em muitas das doenças estudadas, a associação da imunoterapia com a quimioterapia se mostrou muito ativa e se tornou a pedra angular no tratamento, por exemplo, no câncer de pulmão.

Dado enorme campo de seu uso, a imunoterapia promete continuar uma revolução na forma de abordar o câncer.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/imunoterapia-contra-cancer/

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Johnson & Johnson sabia que talco tinha mineral cangerígeno, diz agência

Um relatório da agência de notícias Reuters divulgado nos últimos dias levantou preocupações ao afirmar que a Johnson & Johnson soube durante décadas que seu talco cosmético continha pequenas quantidades de amianto, mineral que pode provocar câncer se inalado. A agência teve acesso aos documentos que a empresa teve que compartilhar com os advogados de pacientes que alegam que o talco da fabricante, um dos mais famosos e consumidos do mundo, causou câncer neles.

Ao todo, são 11.700 pessoas processando a empresa sob essa alegação. Em julho deste ano, um júri nos Estados Unidos ordenou que a Johnson & Johnson pagasse uma indenização de US$ 4,69 bilhões a 22 mulheres portadoras de câncer no ovário. Elas argumentavam que a companhia sabia da presença de amianto no talco.

Para os pais e mães que usam talco nos filhos pequenos hoje em dia, segundo os estudos mais recentes, não há mais motivo de alerta. A empresa confirma em nota que seu talco é livre dessas substâncias — afirmação comprovada “por milhares de testes feitos por órgãos oficiais”. Em 2009, a FDA, departamento do governo que regula remédios e cosméticos nos Estados Unidos, testou 34 amostras de talco, incluindo as da marca agora na berlinda, e não encontrou resquícios de amianto.

O que é amianto?

Ele é um mineral finíssimo e afiado, com formato semelhante a uma agulha. Uma vez inalado, penetra pelos pulmões e se instala na parede do órgão. “Ali, ele produz uma inflamação crônica na pleura, camada que reveste os pulmões, que leva ao câncer”, explica Artur Malzyner, médico oncologista da Clinonco, em São Paulo.

Até os anos 1970, era comum que houvesse resquícios de amianto em cosméticos e talcos. Foi nessa década que as evidências ligando o mineral ao câncer começaram a ganhar corpo. Com o passar do tempo, ele foi banido dos produtos e até seu uso industrial foi proibido — os trabalhadores que inalavam a poeira eram os mais sujeitos a sofrerem os efeitos negativos do amianto.

Segundo a Reuters, desde 1950 os especialistas da Johnson & Johnson sabiam que o talco poderia conter resquícios de amianto. A empresa nega a afirmação em comunicado oficial e, nos processos judiciais que a agência investigou, se defendeu dizendo que alguns dos achados documentados diziam respeito ao talco de uso industrial.

“Com as informações que temos, a argumentação de que o talco causou câncer é um tanto incompleta, eu diria. Seriam precisos mais estudos, com um grande número de pessoas, para determinar a relação direta, como já se observou nos casos de exposição direta ao amianto nos trabalhadores da indústria e das minas”, comenta Malzyner.

Talco causa câncer de ovário?

Mesmo sem a presença do mineral sabidamente cancerígeno, essa é uma preocupação que vira e mexe reaparece na internet. Mas a Agência Internacional de Pesquisa Sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês, principal referência sobre o tema) diz que o talco corporal sem amianto não causa tumores em humanos.

O uso na região genital, contudo, é rotulado como possivelmente cancerígeno, classificação quando há evidências limitadas sobre o assunto. “Os estudos falam em um incremento muito pequeno, mas estamos falando de câncer, uma epidemia que não conseguimos compreender completamente de onde vem, então é algo que deveria ser estudado mais a fundo”, diz Malzyner.

Diante da falta de estudos mais robustos, não é possível afirmar que a criança que usa talco está em risco. “Fica a critério de cada um aplicar ou não o produto, baseado nas informações que temos até agora”.

Posicionamento da empresa

A Johnson & Johnson comentou o caso em um comunicado à imprensa:

“A matéria publicada pela Reuters nos Estados Unidos é unilateral e falsa. O talco para bebês da Johnson & Johnson é seguro e não contém amianto. Estudos com mais de 100 mil homens e mulheres mostram que o talco não causa câncer ou doenças relacionadas ao amianto. Milhares de testes independentes realizados por órgãos reguladores e laboratórios de pesquisa de referência mundial provam que nosso talco para bebês nunca conteve amianto.”

 

Acesse o link do Portal Bebe.com.br: https://bebe.abril.com.br/saude/fabricante-sabia-que-talco-infantil-tinha-mineral-cangerigeno-diz-agencia/

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