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Alimentação pode alcalinizar o sangue? Tire suas dúvidas sobre o assunto

Para que o nosso corpo se mantenha saudável e forte, é essencial que o sangue esteja com o nível de pH equilibrado, ou seja entre 7,35 a 7,45 – a escala pode variar entre 0 (mais ácido) até 14 (mais básico ou alcalino).

Caso o nível de acidez aumente muito –o que pode ocorrer por anos de alimentação errada e por fatores externos –, o organismo possui mecanismos para equilibrar esse pH, como por exemplo retirar cálcio dos ossos (em casos mais extremos de acidificação). “A manutenção do pH do sangue, na verdade, depende de uma série de mecanismos fisiológicos do nosso organismo, que inclui a função renal e trocas gasosas pela respiração”, explica Guilherme Perini, hematologista da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, em São Paulo.

Mas com a moda da dieta alcalina, de repente todos os problemas de saúde passaram a estar lugados a uma acidificação do sangue. Será mesmo?Para ajudar, o UOL VivaBem conversou com especialistas para tirar dúvidas e esclarecer o que faz sentido ou não:

Alimentação pode alcalinizar o sangue?

Hábitos como fumar, excesso de álcool, estresse emocional, o baixo consumo ao longo de anos de vegetais e a alta ingestão de alimentos fontes de proteína animal, produtos processados e leite de vaca, assim como refinados, açúcares, refrigerantes e frituras, contribuem para que o sangue se torne mais ácido.

E mesmo que o corpo equilibre o pH sanguíneo naturalmente, o ideal é modificar completamente a dieta ao diminuir o consumo de alimentos formadores de ácido e equilibrar a ingestão de nutrientes, ou seja, 60% de alcalinos e 40% de ácidos. Mas, além da alimentação, a mudança do estilo de vida também é um fator influente na mudança do pH sanguíneo. “Praticar exercícios físicos de forma regular e atividades que ajudem a aliviar o estresse físico e também mental, como yoga e meditação”, conclui Esthela Conde, nutróloga com especialização em bases da medicina integrativa pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE).

Os mecanismos responsáveis por esse equilíbrio só não ocorrem em caso de doenças como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), cânceres, em especial os do trato gastrointestinal, entre outros. Sem esquecer que é válido afirmar que a dieta alcalina não seria capaz de equilibrar o pH sanguíneo a curto prazo, e o que o ideal, sempre, é a reeducação alimentar.

Dieta alcalina emagrece?

A dieta alcalina prega que o pH equilibrado do sangue leva ao emagrecimento, mas não é bem por ai. “Nem sempre os indivíduos que possuem o sangue mais alcalinizado são magros ou possuem maior facilidade no emagrecimento”, aponta . Além disso, fatores genéticos, hábitos e comportamentos alimentares e o fator de atividade física relacionam-se mais fortemente com o emagrecimento do que com a alcalinização do sangue”, aponta Ana Carolina Mendes, nutricionista e pós-graduada em terapia do comportamento alimentar pela Faculdade Gaúcha (FG).

Já para Perini, a dieta alcalina pode ajudar a emagrecer pelo seu efeito restritivo em alimentos processados e álcool, além de uma dieta balanceada com vegetais, frutas, fibras etc. “Mas esta perda de peso nada tem a ver com o pH”, analisa.

Sangue alcalino previne alguns tipos de câncer?

De acordo com Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e consultor científico da CLINONCO (Clínica de Oncologia Médica), ambos em São Paulo e Daniel Gimenes, oncologista do Centro Paulista de Oncologia (CPO), faltam estudos específicos para comprovar que a dieta alcalina tem este poder de prevenir o câncer.

Eles apontam que vários dos alimentos desse plano estão elencados entre os que devemos incentivar na prevenção de muitas doenças como o câncer, síndromes metabólicas e doenças cardiovasculares, como por exemplo verduras e legumes. “Por outro lado, nem todos os alimentos reprovados pelos defensores da dieta alcalina, como peixes e aves, são necessariamente causadores desses problemas”, analisa Malzyner.

Gimenes acrescenta que o mais recomendado é seguir uma alimentação saudável e praticar esportes. “Tirando os casos hereditários, a alimentação pode sim interferir nesta doença, mas, neste caso, por ser uma dieta nova, não é possível dizer se ela impede a pessoa de ter o câncer”, complementa.

Sangue mais alcalino ajuda a ter um sono mais reparador?

De acordo com as fontes entrevistadas, não existem evidências científicas que demonstrem esse benefício. “Além disso, sabemos que pacientes obesos tendem a ter pior qualidade do sono. Então, a perda de peso, independentemente da causa – seja pela dieta alcalina ou outros meios –, tende a melhorar as noites dormidas”, esclarece Perini.

Dieta alcalina ajuda quem pratica atividades físicas?

As nossas células necessitam de oxigênio para produzir energia, que será utilizada pelo corpo em todas as atividades, como as basais (respiração, batimentos cardíacos e funcionamento dos órgãos) e as atividades físicas. “Então, quando o sangue está mais ácido, as células tendem a ter menos oxigênio e a consequência disso é menos energia para funções descritas”, afirma a nutricionista Mendes.

Ajuda a evitar gripes e resfriados?

O sangue “acidificado” interfere na absorção de vitaminas e minerais (diminuindo-as), além de favorecer o desequilíbrio imunológico. Então, quando o organismo está em equilíbrio ou alcalinizado, gripes e resfriados podem ter uma incidência menor.

Previne o envelhecimento precoce da pele?

O organismo mais ácido impede as células de se regenerarem adequadamente. “O que se sabe é que o envelhecimento está ligado à produção de EROS (Espécies Reativas de Oxigênio), que possuem uma relação com o pH sanguíneo. Porém não há evidências científicas que comprovem isso especificamente”, diz a nutricionista.

Evita doenças metabólicas como diabetes e hipertensão?

O diabetes –que ocorre quando há um excesso de glicose circulante no sangue e o pâncreas não consegue produzir insulina suficiente para diminuir os níveis desse elemento — tem como um dos causadores o consumo elevado de açúcar, que por sua vez é um alimento formador de ácido. “Por conta disso, existe a ideia de que, se alcalinizar o sangue, é possível evitar o diabetes tipo 2. Porém, a prevenção da doença está relacionada a outros fatores, como hábito alimentar saudável (que não inclui somente alimentos formadores de alcalinidade), exercícios físicos, fatores genéticos, obesidade, entre outros”, aponta Mendes.

Algo semelhante ocorre com a hipertensão: como a dieta alcalina possui baixo consumo de sódio, acaba por ajudar no controle da pressão arterial. “Portanto, a prevenção à hipertensão irá acontecer independentemente do pH sanguíneo estar ou não alcalinizado”, afirma Perini.

Reduz as chances de surgirem pedras nos rins?

Quando há excesso de ácidos no nosso corpo, para manter o pH do sangue (que é muito estável), existe uma maior excreção renal de ácidos e de cálcio. “No pH ácido é mais provável de haver a precipitação de cristais de ácido úrico, o que poderia levar a cálculos renais”, explica o hematologista.

 

Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e consultor científico da CLINONCO (Clínica de Oncologia Médica)

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/09/14/alimentacao-pode-alcalinizar-o-sangue-tire-suas-duvidas-sobre.htm

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Tabagismo e sua relação com o câncer

Segundo a OMS o tabagismo é responsável pela morte de 6 milhões de pessoas anualmente no mundo. O Dr. Victor Zia, oncologista da Clinonco, fala para o Brasil Notícia, da Rádio Record, sobre os cânceres causados pela prática de fumar que vão além daqueles que a população normalmente imagina, como por exemplo, no pulmão e boca.

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Como prevenir câncer? Adotes essas 7 atitudes importantes

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

Câncer é uma doença potencialmente grave e infelizmente muito frequente. Para se ter uma ideia, em 2016 aproximadamente 200 milhões de pessoas no mundo eram portadoras de tumores malignos. Portanto, é essencial adotar medidas para prevenir câncer. Entenda:

Causas de câncer

Muitas são as causas conhecidas do câncer, que estão frequentemente relacionadas com hábitos (sedentarismo, alcoolismo, tabagismo), alimentação (alimentos processados, defumados e carne vermelha grelhada), infecções (hepatites, HPV e HIV), poluição ambiental (radônio, poluição industrial, acidentes radioativos), exposições a substâncias particularmente tóxicas (radioatividade, amianto, tabaco, radiação ultravioleta solar e plástico) e herança familiar. Boa parte dos canceres, contudo, se inicia por erros celulares independentes de outras causas, isto é, pelo acaso.

Uma vez originado o câncer, inúmeros processos ocorrem que levam o tumor ao seu crescimento até ser sentido pelo paciente ou poder vir a ser detectável por exames.

Se não tratado, pode levar o paciente a morte. Sabemos que quanto mais longo for o tempo de evolução do câncer ou quanto maiores forem as dimensões que tiver atingido, em geral, menores são as probabilidades de sucesso do tratamento.

Como prevenir câncer?

Portanto, para uma pessoa não vir a sucumbir, as estratégias a serem empregadas para prevenir câncer incluem:

1. Atividade física regular e vigorosa, sempre adequada às condições de saúde e faixa etária;

2. Impedir que o estilo de vida ou o contato com substâncias tóxicas possam vir a iniciar um câncer;

3. Imunização ou isolamento contra os vírus causadores de câncer;

4. Fazer uso de protetores solares, alimentos protetores (frutas, legumes e verduras frescas) e eventualmente medicações;

5. Aconselhamento genético em casos de reconhecido histórico familiar de câncer;

6. Realizar consultas e exames anuais a médicos das principais especialidades;

7. Havendo o câncer, buscar tratamento precoce para aumentar a probabilidade de cura.

Um exemplo de muitos dos fatores acima citados é o caso do câncer do colo uterino, doença frequentemente provocada pelo vírus HPV. A higiene íntima, proteção durante o ato sexual e vacinação contra o HPV reduzem significantemente os riscos de desenvolvimento. Contudo, mesmo que a doença tenha se iniciado e evoluído, a realização de exames vaginais frequentes permite um diagnóstico suficientemente precoce a ponto de se obter sucesso terapêutico completo, usando as armas tradicionais de cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

Dentro do que a medicina reconhece hoje, a prevenção do câncer inclui todos os passos que citamos acima, isto é, evitar o câncer propriamente dito (assim chamada prevenção primária) ou diagnosticá-lo em momento precoce antes que as consequências de sua evolução sejam irreversíveis (prevenção secundária).

Uma atitude saudável deverá incluir uma discussão com seu médico, nutricionista e educador físico sobre o estilo de vida mais saudável, alimentação mais adequada e atividade física mais recomendável, bem como a possível inclusão de um oncologista ou geneticista se ficarem caracterizados riscos familiares elevados. Neste caso em particular, o uso de medicamentos também pode desempenhar papel de relevância para prevenir câncer.

 

Fonte: Dr. Artur Malzyner é médico Oncologista e Consultor Científico da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica, Médico Oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Acesse o link do Portal Ativo Saúde: https://www.ativosaude.com/especialistas/prevenir-cancer/

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Atividade física previne câncer e reduz risco de volta da doença

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

A observação clínica e os estudos epidemiológicos permitiram perceber que, de alguma maneira ainda não conhecida, a prática de atividade física previne câncer em indivíduos sadios, bem como a recidiva de tumores malignos em pacientes previamente tratados. Entenda:

Como atividade física previne câncer?

A prática de exercícios juntamente com a alimentação saudável e o controle de peso corpóreo, compõe a tríade, que hoje tanto se valoriza como o “estilo de vida saudável”, que parece ser essencial na redução de incidência e mortalidade das doenças modernas, entre as quais câncer, diabetes e problemas cardiovasculares.

Os exercícios físicos contribuem para a diminuição do estresse oxidativo — que é gerado pelos radicais livres acarretados, por exemplo, pelo consumo de frituras, álcool, tabaco, entre outros. Estes radicais provocam mutações no DNA das células, contribuindo para o desenvolvimento de câncer.

Além disso, exercícios ajudam a equilibrar diversos hormônios que estão envolvidos no crescimento de tecidos, como os sexuais e a insulina, bem como tendem a diminuir processos inflamatórios e o acúmulo da perigosa gordura abdominal.

Evidências epidemiológicas sugerem que pessoas ativas apresentam risco 30% menor de desenvolver câncer colorretal e 20% menor de desenvolver o tumor de mama.

Ajuda no tratamento

Existem também fortes evidencias que tanto a atividade física quanto a alimentação saudável tendem a influenciar o sucesso do tratamento de um tumor maligno.

Levantamentos mostram que pacientes seguidos após operação curativa de câncer de intestino grosso, que realizavam caminhadas de pelo menos cinco quilômetros cinco vezes por semana, reduziram pela metade a probabilidade de morrer do câncer.

Semelhantemente, pacientes que passaram por cirurgia de câncer de mama e que realizavam a mesma atividade física por 30 minutos de quatro a cinco vezes na semana apresentaram 60% de redução do risco de recidiva da doença.

Em suma, além de o exercício físico ajudar na profilaxia do câncer, ele também contribui para a cura de pacientes que tiveram a doença. Se lembrarmos que a qualidade de vida das pessoas poderá se enriquecida pelo exercício, teremos encontrado nele um adjunto formidável que a medicina e a sociedade até muito pouco tempo atrás não imaginava ser possível ou plausível.

 

Fonte: Dr. Artur Malzyner é médico Oncologista e Consultor Científico da CLINONCO – Clínica de Oncologia Médica, Médico Oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein.

 

Acesse o link do Portal Ativo Saúde: https://www.ativosaude.com/especialistas/atividade-fisica-previne-cancer/

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Clinonco faz 30 anos

A Clinonco completa 30 anos! Uma grande honra oferecer um serviço de alta qualidade para pacientes oncológicos. Valorizamos sempre um atendimento humanizado, em um ambiente acolhedor.
Parabéns ao nosso corpo clínico, nossa equipe de colaboradores e todos que contribuíram de alguma forma para que nos tornássemos referência em nossa área de atuação.

Agradecemos também aos nossos clientes pela confiança em nosso trabalho.

       

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Língua esbranquiçada e mau hálito podem ser sinal de câncer de boca

O câncer de boca está entre os mais comuns no Brasil. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que em 2018 a doença acometa 14.700 pessoas no país, sendo 11.200 homens e 3.500 mulheres. Os tumores da cavidade bucal e da língua atingem principalmente quem fuma e ingere álcool, além de estarem associados ao vírus HPV (papiloma vírus humano) –transmitido por meio do contato sexual. A prevenção do câncer inclui uma boa higiene e visitas periódicas ao dentista.

A detecção precoce do câncer de boca aumenta as chances de cura, que pode chegar a 80%. Nesse sentido, o autoexame pode detectar alguns sinais de alerta e deve ser feito pelo próprio paciente duas vezes ao ano, especialmente entre os que estão no grupo de risco.

Para realizar o exame, é preciso usar um espelho e observar com atenção cada parte da cavidade bucal, da língua e dos lábios. Se detectado algum dos sintomas listados abaixo, um médico ou dentista deve ser consultado.

1 – Lesão que não cicatriza

O principal sintoma do câncer de boca é o surgimento de feridas, algumas confundidas com aftas, que não cicatrizam. Para observar, abra bem a boca, afaste a língua, os lábios e verifique toda a extensão da gengiva. Segundo os médicos, se as lesões não desaparecerem após 15 dias, é preciso acender o sinal de alerta e marcar uma consulta.

2 – Placa esbranquiçada

Outro sintoma que pode estar associado ao tumor é o aparecimento de placas esbranquiçadas na língua, na gengiva, nos lábios ou na bochecha. Do mesmo modo que as feridas, é preciso ficar atento com o tempo de cicatrização: se demorar mais de 15 dias, é hora de procurar um especialista.

3 – Sangramento repentino

Esse sintoma pode estar associado a vários problemas na cavidade bucal, entre eles tumores malignos. Desse modo, o sangramento, mesmo que sem dor, deve sempre servir de alerta para o paciente.

4 – Nódulos e alterações na face

Em frente ao espelho, é importante observar se bochechas ou lábios apresentam inchaço, caroços perceptíveis ou alguma assimetria fora do normal. Além de alterações visuais, é importante passar o dedo nas gengivas e na parte interna das bochechas para verificar possíveis nódulos. Esses sintomas devem chamar a atenção mesmo que não sejam acompanhados de dor. Quem utiliza próteses dentárias também precisa ficar atento a qualquer incômodo durante o uso.

5 – Caroço no pescoço

Outro ponto necessário de observação são os gânglios no pescoço. Caroço e inchaço persistentes nessa região, mesmo que não haja dor, podem ser anúncio de algum problema na boca.

6 – Alterações na fala

Nos casos mais avançados, tumores na língua podem causar alterações na fala e dificuldade para engolir os alimentos. Além disso, esse é um sintoma importante de câncer na laringe, com maior incidência entre os fumantes.

7 – Mau hálito

Nesse caso, é importante perceber se há mudança repentina e persistente de hálito, sinal que pode estar associado a casos mais graves de câncer de boca. Nunca teve problemas e de repente tem sentido um cheiro forte e fétido na boca? Então, é hora de marcar uma consulta.

Fontes: Artur Malzyner, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica — e do Hospital Israelita Albert Einstein; Eduardo Johnson, médico oncologista e diretor da clínica Oncotek, em Brasília; Denise Abranches, coordenadora do serviço de odontologia do Hospital São Paulo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/14/ferida-que-nao-cicatriza-e-mau-halito-podem-ser-sinais-de-cancer-de-boca.htm

 

Artur Malzyner, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica

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Quais alimentos ajudam a curar a gripe? Vá de chás, sopa, laranja e alho

A garganta está “arranhando”, a cabeça dói, você está com febre e o nariz entupiu? É, parece que a gripe “pegou” você. Para se curar mais rapidamente, que tal ir para a cozinha? Aumentar a ingestão de calorias e líquidos ajuda a diminuir a sensação de cansaço e vai garantir que não falte energia para organismo lutar contra a doença.

Com a ajuda de Leonardo Weissmann, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia; do nutricionista clínico Ronaldo Sousa Oliveira Filho, que é mestrando pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo); e Adriana Piva, supervisora de nutrição do Hospital São Luiz Jabaquara (SP), mostramos quais alimentos ajudam a melhorar da gripe.

Coloque no cardápio

Sopas

Ajudam a deixar as secreções “mais líquidas” e a expectorá-las mais facilmente. Uma boa opção é a canja de galinha, que contém vitaminas A, C e E e proteínas. Esses nutrientes auxiliam o organismo a recuperar a força e ajudam a aumentar a resistência do sistema imune. Além disso, a sopa fornece sódio e potássio, que ajudam na regulação da temperatura corporal, sendo útil em caso de febre.

Chás

Além do poder hidratante, seu vapor ajuda a desentupir o nariz. Apeste no chá de camomila, equinácea, hortelã, ginseng e eucalipto. O chá de canela com mel também é uma boa, por conta de suas propriedades medicinais antissépticas e antibacterianas.

Laranja

Frutas cítricas reforçam a imunidade por serem fontes de água e fibras, além de terem vitaminas C, A e zinco. Todos esses nutrientes vão ajudar o corpo reagir melhor ao vírus. Além disso, a laranja é boa fonte de energia para o organismo, que está debilitado. Lembre apenas que, quando você está resfriado, a vitamina C não consegue amenizar os sintomas, pois o vírus já se instalou. Mas a ingestão regular do nutriente atua na defesa do organismo e pode encurtar a duração de uma futura gripe ou resfriado.

Cenoura

Fonte de betacaroteno, que atua contra infecções e estimula o sistema imune. A falta de apetite é um sintoma comum na gripe, o que costuma fazer com que a doença se prolongue. Por isso, consuma alimentos nutritivos, como a cenoura, que ajudam na recuperação. Couve e tomate também são boas opções.

Laticínios

Invista em iogurtes e leites fermentados com probióticos. Eles vão ajudar a melhorar a flora intestinal e fortalecer o sistema imune, pois ativam células de defesa do organismo, encurtando o tempo da gripe. Só há uma ressalva: para algumas pessoas, tomar leite ou consumir queijo e similares pode tornar o muco que já está em sua garganta ainda mais espesso e insuportável. Se este é o seu caso, evite até ficar melhor.

Alho

Seu grande destaque é a alicina, principal componente ativo encontrado no alimento, que tem propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias. O alho também ajuda a manter a flora intestinal saudável, o que auxilia o corpo a se livrar de toxinas. Faça um chá ou capriche no ingrediente na hora de temperar a sopa, por exemplo.

Carne

A carne bovina é uma boa fonte de zinco, mineral importante para a produção dos glóbulos brancos, que defendem seu corpo. Além disso, a proteína do alimento tem aminoácidos que ajudam o corpo a construir anticorpos e combater infecções. Que tal colocar um pedacinho de carne na sopa?

Tire do cardápio

Sorvete

A gripe é causada por vírus e não por diferenças na temperatura dos alimentos. Portanto, dizer que alimentos gelados causam gripe é mito. Mas a ingestão de alimentos com baixas temperaturas pode deixar a garganta mais sensível. Além disso, elas resfriam o corpo e podem causar tosses e espirros.

Doces

Alimentos com grande quantidade de açúcar e gordura tendem a gerar uma inflamação no organismo. Também podem piorar os sintomas de mal-estar e náuseas, já ocasionados pela doença.

Bebidas alcoólicas

Como o açúcar, o álcool provoca inflamação no organismo e enfraquece os glóbulos brancos. Também tem o duplo efeito de contribuir para a desidratação, o que vai deixar você pior ainda. Estar hidratado é fundamental quando estamos doentes, pois as mucosas nas cavidades nasais liberam as toxinas mais rapidamente se estão úmidas.

Alimentos gordurosos

Ruins pela possibilidade de causar inflamação, suprimindo o sistema imunológico, além de serem de difícil digestão, o que pode ser um problema quando o corpo está mais fraco e debilitado.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/06/01/alimentos-para-curar-a-gripe-mais-rapido-va-de-chas-sopa-e-de-alho.htm

 

Ronaldo Sousa Oliveira Filho, nutricionista clínico da Clinonco e mestrando pelo Departamento de Gastroenterologia da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo)

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Aprenda a preparar três receitas com coco

O coco , além de ser um alimento prático e versátil, é rico em proteínas, vitaminas, gorduras saturadas, ácido láurico, carboidratos e minerais. Diante disso, opções de receitas com coco não faltam para que você possa consumi-lo diariamente.

De acordo com o nutricionista clínico Ronaldo Sousa Oliveira Filho, o alimento, assim como qualquer outro in natura, traz mais benefícios quando inserido em uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis. Agora que você já sabe, que tal aprender a preparar receitas com coco ? Confira!

1. Mousse de coco fresco

Rendimento: 5 porções | Tempo de preparo: 1h20  | Dificuldade: fácil

Ingredientes

Para o mousse

1 lata de leite condensado

1 coco seco

500 ml de leite de coco

1 colher sopa ágar-ágar ou gelatina sem sabor

5 colheres sopa de água de coco

Para decorar

Coco queimado a gosto

Coco em lascas a gosto

Hortelã a gosto

Modo de preparo

Para o mousse

Abrir o coco seco e retirar somente a parte branca. Em um liquidificador, bater o leite condensado com o coco e o ¾ do leite de coco por, pelo menos, 5 minutos;

Dissolver o ágar-ágar ou a gelatina sem sabor na água de coco e ferver com ¼ do leite de coco mexendo sempre. Bater no liquidificador rapidamente com o restante do mousse;

Montar em taças ou em uma travessa, e resfriar por, pelo menos,1 hora;

Decorar com o coco queimado, coco em flocos e hortelã.

2. Bolo de mandioca e coco sem glúten

Rendimento: 1 bolo grande  | Tempo de preparo: 2h30  | Dificuldade: intermediário

Ingredientes

235 g de purê de mandioca

350 ml leite de coco

1 xícara de açúcar

100 g de farinha de arroz

2 colheres sopa de farinha de linhaça

50 g de coco ralado

1 colher de sopa de óleo de coco

1 ovo

1 colher de sopa de fermento químico

Leia também: Bolo de Coco com Baba de Moça

Modo de preparo

Em um bowl, misture todos os ingredientes secos, menos o fermento;

Em outro bowl, misture com um fouet o ovo, o óleo de coco, o leite de coco e o purê de mandioca;

Adicione o líquido pouco a pouco no bowl dos secos, mexendo delicadamente. Quando a massa ficar lisa, adicione o fermento e mexa;

Unte a forma com óleo de coco e asse no forno preaquecido a 180 ºC por, aproximadamente, 1 hora. Deixe descansar antes de servir

3. Mousse de tapioca e coco

Rendimento: 6 porções (6 taças) | Tempo de preparo: 2h30 | Dificuldade: fácil

Ingredientes

Para o mousse

250 g de tapioca granulada

50 g de linhaça

500 ml de leite de coco

150 ml de leite condensado

½ fava de baunilha

5 g de  ágar-ágar

30 ml de água mineral

40 g de coco queimado

20 g de flocos de coco

Modo de preparo

Para o mousse

Em um bowl, misturar a tapioca e a linhaça. Ferver o leite de coco com o leite condensado e a fava de baunilha o pó de dentro e a própria fava;

Com uma peneira hidratar pouco a pouco a tapioca, mexendo sempre, reservar um pouco do leite de coco quente;

Em um copo misturar o ágar-ágar em um pouco de água, e ferver novamente no restante do leite de coco;

Misturar metade do coco queimado e do coco em flocos;

Montar em taças, colocando primeiro o coco queimado, a tapioca e, por último, o coco em flocos. Levar a geladeira por pelo menos 2 horas.

 

Acesse o link do Portal iG: http://receitas.ig.com.br/2018-04-26/receitas-com-coco.html

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Zika destrói câncer em novo estudo e desponta como possível tratamento

Na semana passada, o período Cancer Research, um dos mais relevantes no mundo da oncologia, publicou uma notícia animadora: o vírus zika, geralmente associado a problemas de saúde, despontou como um possível tratamento contra alguns tipos de câncer que atingem o sistema nervoso central. Os achados vieram do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).

Tudo começou graças à afinidade já conhecida entre o zika e o cérebro, especialmente no início da vida. “Se o zika infecta a gestante logo após a fecundação, quando há um número maior de células-tronco no sistema nervoso do bebê, que está em formação, seu potencial destrutivo é maior”, explica Oswaldo Keith Okamoto, bioquímico da USP que conduziu o trabalho.

Ocorre que certos tipos de câncer também possuem suas próprias células-tronco, que fazem os tumores surgirem e se espalharem. “Sabendo disso e tendo em vista que as células-tronco tumorais que crescem no sistema nervoso têm semelhanças com as saudáveis, resolvemos investigar se o zika seria capaz de infectá-las também”, conta Okamoto.

Como foi feito o estudo

Primeiro era preciso saber como o vírus se comportava com tumores em geral. “Testamos em tipos frequentes na população e que também possuem células-tronco, como mama, próstata e intestino. Mas vimos que o zika só infectava os do sistema nervoso central”, relata Okamoto.

Depois, o grupo comparou a ação do vírus em células saudáveis do sistema nervoso e entre as que carregavam o câncer. “Vimos que zika possui uma afinidade maior pelas tumorais. O resultado é interessante, porque são essas unidades que estamos interessados em destruir”, comenta o pesquisador.

Aí chegou a hora de avaliar o efeito em animais. E eis que, na maioria dos roedores do laboratório, o câncer regrediu. Em alguns casos, até as metástases (focos da doença espalhados por outros cantos do corpo) foram embora. Mais: os ratinhos tratados não apresentaram efeitos colaterais pela presença deste agente no corpo.

O futuro do zika contra o câncer

Os cientistas brasileiros têm recebido e-mails de pacientes interessados em se tornarem voluntários das etapas do estudo com seres humanos. Contudo, ainda é cedo demais para isso.

“Entendemos que indivíduos com câncer em estágio avançado ficam esperançosos com notícias do tipo, mas não dá para colocar a carroça na frente dos bois”, comenta a geneticista Mayana Zatz, da USP e coordenadora do Centro de Pesquisa do Genoma Humano e Células-Tronco, que também assina o trabalho.

Isso porque estamos falando do primeiro empreendimento do tipo. Ou seja, não dá para dizer que o zika teria o mesmo benefício em nós. E devemos ser cautelosos, uma vez que seus estragos à saúde já são comprovados. “Embora até 80% dos humanos infectados não apresentem sintomas, sabemos que ele traz malefícios”, salienta Okamoto. De novo, o maior drama parece estar reservado a bebês infectados durante a gestação.

Para que o zika um dia se torne parte do tratamento, os pesquisadores terão de cumprir algumas etapas. O foco agora é revelar em qual apresentação o vírus seria mais eficaz e seguro.

Ele será atenuado, como é o caso da vacina contra a febre amarela? Ou inativado, como ocorre no imunizante da gripe? Ou, quem sabe, “usado vivo” mesmo? Será que alterações no código genético do vírus serão necessárias para potencializar seu efeito e minimizar seus danos? São muitas perguntas que exigem respostas.

“Só a partir daí poderemos começar os estudos clínicos em pacientes”, destaca Okamoto. Ou seja, estamos falando de anos até que alguma estratégia prática surja desta investigação.

Mesmo assim, a comunidade médica está animada – com boa dose de sentido. “É uma possibilidade que segue uma linha de tratamentos oncológicos baseados em vírus que atacam o sistema nervoso e vem sendo estudada há anos, com potencial para ser revolucionária”, aponta Artur Malzyner, oncologista da Clinonco, em São Paulo. “Mas, para isso, precisamos ter paciência e esperar o passo a passo de comprovação do benefício”, reforça Malzyner.

Vírus contra o câncer

Eles são chamados de vírus oncolíticos e geralmente passam por modificações genéticas feitas em laboratório para atacarem o inimigo sem atingir as células saudáveis. O primeiro tratamento do tipo foi aprovado em 2015 nos Estados Unidos – é uma versão alterada do vírus da família do herpes para tratar o melanoma, uma versão mais agressiva do câncer de pele.

Só que, no caso do protagonista do estudo brasileiro, houve uma habilidade natural em destruir somente as células cancerosas. “O zika se dirigiu preferencialmente a elas e não atacou outros órgãos”, revela Mayana. “Há ainda pesquisas semelhantes um pouco mais avançadas com o vírus da poliomielite em tumores do sistema nervoso”, completa Malzyner.

Tudo indica que, nos próximos anos, essa abordagem ganhará destaque especial nos periódicos científicos. Por ora, é esperar para ver.

 

Acesse o link do Portal da Revista Saúde: https://saude.abril.com.br/medicina/zika-destroi-cancer-em-novo-estudo-e-desponta-como-possivel-tratamento/

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Aditivos alimentares: saiba por que essas substâncias fazem mal ao corpo

Você sabe qual é a grande diferença dos alimentos industrializados comparados aos naturais? Os primeiros têm em sua composição ou preparo um grande número de substâncias químicas, que ajudam em sua conservação. “Os aditivos alimentares são substâncias adicionadas pela indústria aos alimentos com o objetivo de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades”, diz a nutricionista Fernanda de Campos Prudente Silva. O problema é que esses itens não agregam valor nutricional e ainda podem causar danos à saúde. Confira!

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