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Sorvete e outras dicas para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia

A náusea é um dos sintomas mais comuns em pacientes que passam por quimioterapia ou radioterapia e muitas vezes são usados medicamentos para ajudar a atenuar o mal-estar. Agora um sorvete desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) ajuda a driblar os enjoos.

De acordo com a professora Francilene Graciele Kunradi Vieira, do Departamento de Nutrição da UFSC e coordenadora da pesquisa, a aceitação teve uma variação de 77% a 98%. “Esse resultado mostrou uma possibilidade terapêutica promissora na prevenção e recuperação do estado nutricional de indivíduos doentes”, comenta.

Ela conta que pacientes com câncer em processo de quimioterapia apresentam grande dificuldade de comer por causa dos efeitos colaterais provocados pelo tratamento, como náuseas, vômitos, inapetência alimentar, feridas na boca e sensação de boca seca. Há, ainda, o estresse metabólico ocasionado pela própria doença, o que as torna mais vulneráveis nutricional e emocionalmente.

Oferecido nos sabores chocolate, morango e limão siciliano, o sorvete é fonte de proteína e fibra, tem baixo teor de gordura e é isento de lactose. Por isso, também serve como um complemento alimentar.

Para o médico oncologista Artur Malzyner, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), são necessários mais estudos para garantir que o sorvete possa se tornar uma indicação oficial, mas concorda que a fórmula pode contribuir de fato para favorecer a recuperação de que passa por quimioterapia.

Atualmente, o produto vem sendo testado como sobremesa após o almoço e o jantar de pacientes internados para tratamento de câncer no Hospital Universitário da UFSC. “Não existe uma recomendação de consumo em relação a quantidade e tipo de câncer”, reforça Vieira.

Ao ser consumido, o sorvete favorece a salivação e pode auxiliar no alívio dos desconfortos na boca provocados pelo tratamento, como feridas, aftas, mucosite e sensação de boca seca e com gosto ruim. O alívio dos efeitos colaterais ocorre devido à temperatura gelada, e não à composição do produto.

A nutróloga Andréa Pereira, da oncologia e hematologia da Sociedade Beneficente Brasileira Israelita Albert Einstein, em São Paulo, detalha que o alimento gelado contrai os vasos sanguíneos da boca, o que diminui a irrigação local e a chegada de quimioterápicos na boca, reduzindo os incômodos. “No entanto, a técnica não deve ser usada quando o tumor primário for de boca e arredores, pois nesse caso é necessário que o remédio chegue ao local”, alerta.

Dicas para aliviar os sintomas da quimioterapia

A nutricionista Fernanda Bortolon, especialista em Nutrição Oncológica e Mestre em Ciências Pneumológicas, destaca que manter uma alimentação saudável durante o tratamento oncológico é fundamental para fortalecer o sistema imunológico.

Nessa fase, não é indicado consumir alimentos crus, como peixes, frutos do mar, produtos à base de ovos e verduras cruas (que podem estar mal lavadas). “Isso contribui para evitar contaminação pelos alimentos. Afinal, uma infecção durante o tratamento tende a ser mais difícil de combater por causa da queda da imunidade provocada pelos medicamentos”, esclarece.

Também é contraindicado realizar qualquer tipo de restrição alimentar sem orientação nutricional. Para facilitar a adesão e minimizar os desconfortos de quem passa por quimioterapia, listamos alguns hábitos alimentares que vale a pena adotar:

. Beber líquidos durante todo o dia;

. Ficar atento às proteínas consumidas (ovos, sorvetes, queijos);

. Adicionar calorias saudáveis nas preparações, como azeite de oliva, castanhas, pasta de amendoim e óleo de coco;

. Incluir alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, tomate, pimentão amarelo, entre outros);

. Aumentar o consumo de alimentos verde-escuros (brócolis, couve, espinafre);

Além disso, vale somar à rotina alimentar estas atitudes essenciais para uma boa recuperação pós-quimioterapia:

. Coma pouco em cada refeição, mas mantenha o fracionamento das refeições ao longo do dia;

. Evite odores fortes, como de perfumes e produtos de limpeza;

. Resista à tentação de deitar-se após as refeições;

. Não faça exercícios físicos após as refeições.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/26/cientistas-criam-sorvete-que-alivia-efeitos-colaterais-da-quimioterapia.htm

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Outubro Rosa: Câncer de mama – fatores de risco

O câncer de mama é o câncer mais frequente diagnosticado no mundo e lidera as causas de morte relacionadas ao câncer em mulheres.

Segundo dados do INCA estimam se 59700 casos novos de câncer de mama no
Brasil para o ano de 2018, com um risco estimado de 56,3 casos a cada 100 mil mulheres.

Os fatores de risco relacionados ao câncer de mama podem ser divididos em fatores que não podem ser modificados e fatores que são potencialmente modificáveis.

Os principais fatores de risco que não podem ser modificados são:

  • Sexo feminino: as mulheres têm 100 vezes mais chances de ter câncer de mama que os homens
  • Idade: o risco de câncer de mama aumenta com a Idade, tendo seu pico de incidência ao redor dos 55 anos
  • Etnia: mulheres brancas tem incidência aumentada de câncer de mama
  • Menarca precoce e menopausa tardia
  • Exposição a radiação ionizante previa no tórax
  • Lesões benignas da mama
  • Historia familiar e pessoal de câncer de mama ou presença de mutações genéticas como BRCA 1 ou BRCA 2: o risco pode ser aumentado pela numero de pessoas afetadas pelo câncer de mama na família e também pela idade do diagnostico inicial, além da presença de mutações genéticas.

Os principais fatores que são potencialmente modificáveis:

  • Obesidade: mulheres com IMC (índice de massa corpórea) aumentado tem uma maior propensão a desenvolver câncer de mama após a menopausa.
  • Atividade física: pessoas que praticam atividade física regularmente apresentam uma redução do risco de câncer de mama quando comparadas com pessoas sedentárias.
  • Álcool: o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama
  • Terapia de Reposição hormonal
  • Idade do primeiro filho e nuliparidade: mulheres que tiveram o primeiro filho após os 30 anos de idade tem risco aumentado quando comparado com mulheres que tiveram filhos antes dos 20 ou 25 anos.
  • Amamentação: mulheres que amamentam por 12 meses tem uma redução 4,3% do risco de desenvolver câncer de mama.

A maioria dos fatores de risco relacionados ao câncer de mama não podem ser modificados, isto torna difícil o desenvolvimento de estratégias efetivas para redução da incidência, porém medidas que priorizem o diagnostico precoce pode modificar a mortalidade relacionada a doença.

Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM: 125.115 SP

Referências: NCCN guidelines

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