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Macarrão instantâneo é prático, mas pede cuidado: como comprar “menos pior”

A proposta é bem tentadora: bastam poucos minutos para ter à disposição um prato de massa. Mas o que muita gente não sabe é que dentro da embalagem se esconde um alimento que é bem prejudicial ao organismo. Para ficar pronta rapidamente, a massa é pré-frita em gordura vegetal. Além disso, o saquinho de tempero vem recheado de sal e realçadores de sabor.

O valor calórico médio desse tipo de alimento é 380 calorias. Como a ideia é substituir uma refeição, pode não parecer muito, mas, se pensarmos em hábitos alimentares saudáveis, esse tipo de macarrão não é indicado. Na versão convencional ele é apenas uma mistura de farinha branca e gordura vegetal, o que faz com que seja calórico e com baixas quantidades de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Isso sem falar que contém muita gordura saturada, aquela que é prejudicial ao coração.

Se compararmos apenas o macarrão instantâneo (sem tempero) com o macarrão com ovos e farinha refinada, o primeiro possui mais calorias, gorduras e sódio.

Como o macarrão tradicional demora entre 8 e 10 minutos para ficar pronto, será que vale a pena escolher esse tipo para ganhar entre 3 e 7 minutinhos na cozinha?

Se você achar que vale mesmo assim, veja as dicas para usar o macarrão instantâneo da melhor forma possível:

O tempero é uma bomba de sódio e aditivos

Aquele saquinho que vem dentro da embalagem é uma mistura de sal, açúcar e outros compostos para realçar o sabor. Em uma única unidade encontramos mais de 50% das recomendações diárias de sódio. Em excesso essa substância favorece a elevação da pressão arterial, leva à retenção de líquidos, aumenta o cansaço físico e mental, estimula negativamente o sistema imunológico e pode até aumentar o risco de algumas doenças autoimunes.

A versão integral é um pouco melhor

Como ela é feita com uma porção de farinha integral, a massa se torna um pouco mais saudável, mas a quantidade de gorduras e de sódio e substâncias artificiais no tempero se mantêm igual.

O mesmo vale para os lights

Eles apresentam uma quantidade de calorias menor, que é decorrente da redução de gordura na sua composição. Mas a falta de proteínas, vitaminas e minerais e o excesso de sódio continuam presentes.

Existem opções assadas

Em algumas versões no mercado, o macarrão é pré-assado e não frito, o que ajuda a melhorar seu valor nutricional. Normalmente essas versões também trazem temperos naturais.

Use o macarrão assado, light ou integral e tempere como quiser

O ideal é escolher as opções mais saudáveis, temperá-la com ingredientes naturais, como ervas, e incrementá-la com fontes de proteína, iscas de carne, peixe ou frango, camarões grelhados e mussarela de búfala, por exemplo. Veja como escolher a melhor opção para levar para casa.

Na embalagem estão os dados que devem ser considerados

Leia as informações com cuidado e procure expressões como: menos sódio, assado, integral, menos gordura, sem aditivos artificiais, entre outras que indiquem que o produto é mais saudável.

Não coloque no carrinho antes de checar a lista de ingredientes

Evite produtos que tenham algum tipo de gordura entre os três primeiros itens da lista ou que a farinha de trigo seja o primeiro ingrediente, o ideal é que a integral esteja antes, pois isso indica que está presente em maior quantidade. E mais um detalhe: prefira aqueles que não apresentam gordura vegetal hidrogenada.

A tabela nutricional também é importantíssima

Prefira os que tiverem menos sódio e gorduras e mais fibras.

Informação nutricional

Macarrão instantâneo convencional com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 369 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 15 g

. Gorduras saturadas: 6,9 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 1607 mg

Macarrão instantâneo light com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 248 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,3 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 2,9 g

. Sódio: 1222 mg

Macarrão instantâneo integral com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 250 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 7,6 g

. Sódio: 1000 mg

Macarrão instantâneo convencional sem tempero

. Porção de 84 g

. Valor energético: 270 kcal

. Carboidratos: 56 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,6 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 706 mg

Macarrão convencional seco

. Porção de 80 g

. Valor energético: 288 kcal

. Carboidratos: 61,36 g

. Proteínas: 8,32 g

. Gorduras totais: 1,57 g

. Gorduras saturadas: 0,43 g

. Fibras: 1,84 g

. Sódio: 11,84 mg

Macarrão convencional preparado

. Porção de 80 g

. Valor energético: 101 kcal

. Carboidratos: 21,52 g

. Proteínas: 2,9 g

. Gorduras totais: 0,5 g

. Gorduras saturadas: 0,15 g

. Fibras: 0,6 g

. Sódio: 2 mg

 

Fontes: Renata Bressan Pepe, nutricionista da Clínica Halpern, em São Paulo, e do Departamento de Nutrição da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica); Daniel Barreto de Melo, nutricionista da Clinonco, em São Paulo

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/13/macarrao-instantaneo-e-perigoso-veja-como-escolher-o-menos-prejudicial.htm

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Cuidados alimentares reduzem risco de recaída do câncer

Muito já foi discutido sobre a importância de alimentação e hábitos saudáveis na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer. Estas informações são baseadas em conceitos teóricos ou experimentação animal, mas poucas foram extraídas de estudos em humanos. Claro que temos evidências baseadas em observações epidemiológicas que permitem certa associação com benefícios sugeridos.

A Medicina vive de informações mais precisas e estudos clínicos desenhados especificamente para demonstrar estes resultados são necessários. Poucos estudos clínicos foram estabelecidos para demonstrar a influência da alimentação sobre um tipo de câncer.

Vamos aqui comentar sobre os dois estudos importantes que para recomendar nossa orientação dietética a mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama.

Alimentação x recidiva câncer

O primeiro estudo, Chlebowski e colaboradores avaliaram o efeito de uma dieta baixa em teor de gorduras (menor que 20% comparada com a dieta considerada padrão com média de 32% de gorduras) em quase 50 mil mulheres saudáveis e observou-se a incidência de casos novos de câncer mama e mortalidade nas que vieram a desenvolver esta doença. Ainda que não se tenha observado uma redução importante no risco de desenvolver câncer de mama, as mulheres que vieram apresentá-lo tiveram menor mortalidade por câncer de mama e particularmente grande benefício na sobrevida.

Já o segundo estudo, Patterson e colaboradores observaram o comportamento de 2400 mulheres com câncer de mama em fase precoce em relação ao período de seu jejum noturno. Treze ou mais horas em jejum noturno permitiram uma redução no risco de recaída de 36% ou mais, sendo que o benefício foi progressivamente maior, da ordem de 20%, a cada adição de duas horas ao período de jejum. Além disso, os autores também concluíram que um aumento no tempo de jejum noturno reduz potencialmente o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros câncer.

Tentando-se abstrair uma orientação única de dois estudos heterogêneos como estes, é que passamos a recomendar a todas as mulheres, e particularmente aquelas que tiveram câncer de mama, uma alimentação com baixo teor de gorduras e um período de jejum noturno mais prolongado.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/alimentacao-x-recidiva-cancer/

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Cuidados alimentares que reduzem risco de câncer de mama

Muito já foi discutido sobre a importância de alimentação e hábitos saudáveis na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer. Muitas destas informações são baseadas em conceitos teóricos ou experimentação animal, mas poucas evidências foram extraídas de estudos em humanos. Claro que há evidências baseadas em observações epidemiológicas que permitem certa associação com benefícios sugeridos.

Embora estudos clínicos sejam desenhados especificamente para demonstrar estes resultados, poucos trabalhos foram estabelecidos para demonstrar a influencia da alimentação sobre um tipo de câncer.

A seguir, entenda duas pesquisas importantes para recomendar nossa orientação dietética a mulheres que tiveram diagnostico de câncer de mama anteriormente:

Cuidados alimentares contra o câncer

Menos gorduras

No primeiro estudo, Chlebowski e colaboradores avaliaram o efeito de uma dieta baixa em teor de gorduras em quase 49 mil mulheres saudáveis.  Ainda que não se tenha observado uma redução importante no risco de desenvolver câncer de mama, as mulheres que vieram a apresentá-lo tiveram menor mortalidade pela doença e particularmente grande beneficio na sobrevida.

Jejum noturno

Já o segundo estudo, Patterson e colaboradores observaram o comportamento de 2.400 mulheres com câncer de mama em fase precoce. Treze ou mais horas em jejum noturno permitiu uma redução no risco de recaída de 36% ou mais, sendo que o beneficio foi progressivamente maior, da ordem de 20%, a cada adição de duas horas ao período de jejum.

Além disso, os autores também concluíram que um aumento no tempo de jejum noturno reduz potencialmente o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros cânceres.

Tentando-se abstrair uma orientação única de dois estudos heterogêneos como estes, passamos a recomendar a todas as mulheres, e particularmente àquelas que tiveram câncer de mama, uma alimentação com baixo teor de gorduras e um período de jejum noturno mais prolongado.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/cuidados-alimentares-cancer-de-mama/

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Obesidade e câncer colorretal: risco é elevado

A morbimortalidade associada ao sobrepeso e a obesidade tem sido estudada por profissionais de saúde há mais de 2000 anos. A definição de sobrepeso e obesidade é baseado no IMC (índice de massa corpórea), que é calculado pela divisão do Peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros), sendo que um IMC 25-29,9 Kg/m2 é considerado sobrepeso, IMC > 30: obesidade e IMC > 40 : obesidade mórbida.

A obesidade está associada a uma redução de expectativa de vida tanto em homens quanto em mulheres, além de estar relacionada a mais de 200 doenças. As principais doenças relacionadas ao excesso de peso são: cardiovasculares, infarto, AVC, diabetes, insuficiência renal, doença do refluxo gastroesofágico, apneia do sono e alguns tipos de câncer – como de endométrio, pâncreas, estômago, rim, mama e cólon.

Câncer colorretal e obesidade

Em relação ao câncer de colon e reto, em pacientes acima de 50 anos a associação da doença a hábitos de vida inadequados, como excesso de peso, diabetes, dieta rica em carnes vermelhas e processadas e sedentarismo, está bem documentada, porém tem se observado aumento do número de casos novos em pacientes jovens que merecem uma elucidação de possíveis fatores de risco.

Um estudo publicado no JAMA Oncology em 11 de outubro de 2018 tentou correlacionar o obesidade e o ganho de peso ao aumento do risco de câncer colorretal em pacientes jovens. No período de 1989 a 2011 foram acompanhadas 85.256 mulheres na faixa etária de 25 a 42 anos que não tinham historia previa de câncer intestinal ou doença inflamatória intestinal.

As mulheres com IMC aumentado ou com ganho de peso eram mais propensas a desenvolverem diabetes, praticavam menos atividades físicas e tinham maior consumo de carne vermelha.

No período estudado foram diagnosticados 114 casos de câncer cólon e reto. A obesidade era um fator de risco independente para o aumento destes tumores: quanto maior o índice de massa corpórea, maior era a chance de desenvolver a doença, sendo que nas mulheres de IMC >30 o risco era quase o dobro quando comparado com as de IMC 18,5 – 22,9.

Certamente serão necessários novos estudos para avaliar a influência do excesso de peso em homens jovens, além da investigação de outros fatores que possam estar contribuindo com o aumento dos casos novos de câncer de cólon e reto em pessoas jovens, porém a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis para evitar o sedentarismo e o excesso de peso devem ser incentivados para a prevenção não só do câncer, mas também de doenças cardiovasculares, osteoarticulares, renais, gastrointestinais, respiratórias e psicológicas.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Lilian Carrano Albuquerque, oncologista da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco)

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/obesidade-e-cancer-colorretal/

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Dieta cetogênica e câncer: qual é a relação?

Muitos sobreviventes de câncer são altamente motivados a buscar informações sobre escolhas alimentares, atividade física, uso de suplementos alimentares e terapias nutricionais complementares para melhorar sua resposta ao tratamento, acelerar a recuperação, reduzir o risco de recorrência e melhorar sua qualidade de vida.

Desde o início da década de 1970, diversas dietas foram publicadas com o objetivo primário de emagrecimento e manutenção de peso e utilizaram-se do conceito de ‘’cetogênicas” (baixo teor de carboidratos e elevada ingestão de gorduras sem a preocupação com a contagem de calorias) como pedra angular. Alguns exemplos são Dr Atikins, South Beach, Dukan, além de outras.

Dieta cetogênica e câncer: quais são os efeitos?

Há muita controvérsia em como estas dietas produzem emagrecimento, já que o alto consumo de gorduras as torna hipercalóricas. Muitos pesquisadores acreditam que o emagrecimento prove do fato de que estas dietas são altamente saciadoras e termina por fazer a pessoa reduzir drasticamente a quantidade final de alimentos. Além disto, o baixo teor de carboidratos leva a uma redução da secreção de insulina, hormônio necessário para a incorporação dos alimentos ingeridos.

Uma observação preliminar de que tais dietas eram capazes de reduzir o número de convulsões em pacientes epiléticos trouxe a modalidade ao interesse da medicina.

Muitos subsequentes foram publicados, particularmente em pacientes oncológicos, ainda que em áreas bastantes diversas da oncologia clínica, produzindo uma lista de evidências apenas moderada sobre a sua real capacidade terapêutica.

São reconhecidos os muitos distúrbios metabólicos com que as células cancerosas são geradas, visto que, diferentemente das normais, praticamente só conseguem utilizar os carboidratos como fonte de energia. As células cancerosas são incapazes de utilizar a gordura.

Além disso, a insulina é o hormônio interno que mais é capaz de estimular células cancerosas a se proliferarem e que a busca por uma dieta com baixo teor de secreção de insulina tem sido sempre recomendada por oncologistas.

Cuidados são imprescindíveis

Por isto que a grande maioria dos estudos identifica benefícios da relação dieta cetogênica e câncer.

Contudo, existem poucas, mas importantes instâncias em que a dieta low carb de fato foi nociva a pacientes com câncer, como foi visto no melanoma com mutação no gene BRAF, no qual estimulava a proliferação maligna, ainda que, após adequado bloqueio da mutação, voltou a ver beneficio do uso da dieta.

Isto nos ensina que os casos de câncer são diferentes uns dos outros e que o oncologista é o profissional a encabeçar o time de cuidadores e prescrever este tipo de abordagem.

Efeitos predominantemente satisfatórios foram obtidos no tratamento nos seguintes tipos de câncer: glioblastoma, astrocitoma, meduloblastoma, câncer de próstata, do intestino grosso, neuroblastoma, pâncreas, mama, pulmão, estomago e fígado. Estudos negativos em câncer renal e resultados mistos como já mencionado em melanoma BRAF mutado.

Julgamos o desenvolvimento cientifico das dietas como uma nova via de abordagem promissora do câncer muito pouco explorada até então.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dieta-cetogenica-e-cancer/

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