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Macarrão instantâneo é prático, mas pede cuidado: como comprar “menos pior”

A proposta é bem tentadora: bastam poucos minutos para ter à disposição um prato de massa. Mas o que muita gente não sabe é que dentro da embalagem se esconde um alimento que é bem prejudicial ao organismo. Para ficar pronta rapidamente, a massa é pré-frita em gordura vegetal. Além disso, o saquinho de tempero vem recheado de sal e realçadores de sabor.

O valor calórico médio desse tipo de alimento é 380 calorias. Como a ideia é substituir uma refeição, pode não parecer muito, mas, se pensarmos em hábitos alimentares saudáveis, esse tipo de macarrão não é indicado. Na versão convencional ele é apenas uma mistura de farinha branca e gordura vegetal, o que faz com que seja calórico e com baixas quantidades de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Isso sem falar que contém muita gordura saturada, aquela que é prejudicial ao coração.

Se compararmos apenas o macarrão instantâneo (sem tempero) com o macarrão com ovos e farinha refinada, o primeiro possui mais calorias, gorduras e sódio.

Como o macarrão tradicional demora entre 8 e 10 minutos para ficar pronto, será que vale a pena escolher esse tipo para ganhar entre 3 e 7 minutinhos na cozinha?

Se você achar que vale mesmo assim, veja as dicas para usar o macarrão instantâneo da melhor forma possível:

O tempero é uma bomba de sódio e aditivos

Aquele saquinho que vem dentro da embalagem é uma mistura de sal, açúcar e outros compostos para realçar o sabor. Em uma única unidade encontramos mais de 50% das recomendações diárias de sódio. Em excesso essa substância favorece a elevação da pressão arterial, leva à retenção de líquidos, aumenta o cansaço físico e mental, estimula negativamente o sistema imunológico e pode até aumentar o risco de algumas doenças autoimunes.

A versão integral é um pouco melhor

Como ela é feita com uma porção de farinha integral, a massa se torna um pouco mais saudável, mas a quantidade de gorduras e de sódio e substâncias artificiais no tempero se mantêm igual.

O mesmo vale para os lights

Eles apresentam uma quantidade de calorias menor, que é decorrente da redução de gordura na sua composição. Mas a falta de proteínas, vitaminas e minerais e o excesso de sódio continuam presentes.

Existem opções assadas

Em algumas versões no mercado, o macarrão é pré-assado e não frito, o que ajuda a melhorar seu valor nutricional. Normalmente essas versões também trazem temperos naturais.

Use o macarrão assado, light ou integral e tempere como quiser

O ideal é escolher as opções mais saudáveis, temperá-la com ingredientes naturais, como ervas, e incrementá-la com fontes de proteína, iscas de carne, peixe ou frango, camarões grelhados e mussarela de búfala, por exemplo. Veja como escolher a melhor opção para levar para casa.

Na embalagem estão os dados que devem ser considerados

Leia as informações com cuidado e procure expressões como: menos sódio, assado, integral, menos gordura, sem aditivos artificiais, entre outras que indiquem que o produto é mais saudável.

Não coloque no carrinho antes de checar a lista de ingredientes

Evite produtos que tenham algum tipo de gordura entre os três primeiros itens da lista ou que a farinha de trigo seja o primeiro ingrediente, o ideal é que a integral esteja antes, pois isso indica que está presente em maior quantidade. E mais um detalhe: prefira aqueles que não apresentam gordura vegetal hidrogenada.

A tabela nutricional também é importantíssima

Prefira os que tiverem menos sódio e gorduras e mais fibras.

Informação nutricional

Macarrão instantâneo convencional com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 369 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 15 g

. Gorduras saturadas: 6,9 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 1607 mg

Macarrão instantâneo light com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 248 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,3 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 2,9 g

. Sódio: 1222 mg

Macarrão instantâneo integral com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 250 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 7,6 g

. Sódio: 1000 mg

Macarrão instantâneo convencional sem tempero

. Porção de 84 g

. Valor energético: 270 kcal

. Carboidratos: 56 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,6 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 706 mg

Macarrão convencional seco

. Porção de 80 g

. Valor energético: 288 kcal

. Carboidratos: 61,36 g

. Proteínas: 8,32 g

. Gorduras totais: 1,57 g

. Gorduras saturadas: 0,43 g

. Fibras: 1,84 g

. Sódio: 11,84 mg

Macarrão convencional preparado

. Porção de 80 g

. Valor energético: 101 kcal

. Carboidratos: 21,52 g

. Proteínas: 2,9 g

. Gorduras totais: 0,5 g

. Gorduras saturadas: 0,15 g

. Fibras: 0,6 g

. Sódio: 2 mg

 

Fontes: Renata Bressan Pepe, nutricionista da Clínica Halpern, em São Paulo, e do Departamento de Nutrição da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica); Daniel Barreto de Melo, nutricionista da Clinonco, em São Paulo

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/13/macarrao-instantaneo-e-perigoso-veja-como-escolher-o-menos-prejudicial.htm

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Sorvete e outras dicas para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia

A náusea é um dos sintomas mais comuns em pacientes que passam por quimioterapia ou radioterapia e muitas vezes são usados medicamentos para ajudar a atenuar o mal-estar. Agora um sorvete desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) ajuda a driblar os enjoos.

De acordo com a professora Francilene Graciele Kunradi Vieira, do Departamento de Nutrição da UFSC e coordenadora da pesquisa, a aceitação teve uma variação de 77% a 98%. “Esse resultado mostrou uma possibilidade terapêutica promissora na prevenção e recuperação do estado nutricional de indivíduos doentes”, comenta.

Ela conta que pacientes com câncer em processo de quimioterapia apresentam grande dificuldade de comer por causa dos efeitos colaterais provocados pelo tratamento, como náuseas, vômitos, inapetência alimentar, feridas na boca e sensação de boca seca. Há, ainda, o estresse metabólico ocasionado pela própria doença, o que as torna mais vulneráveis nutricional e emocionalmente.

Oferecido nos sabores chocolate, morango e limão siciliano, o sorvete é fonte de proteína e fibra, tem baixo teor de gordura e é isento de lactose. Por isso, também serve como um complemento alimentar.

Para o médico oncologista Artur Malzyner, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), são necessários mais estudos para garantir que o sorvete possa se tornar uma indicação oficial, mas concorda que a fórmula pode contribuir de fato para favorecer a recuperação de que passa por quimioterapia.

Atualmente, o produto vem sendo testado como sobremesa após o almoço e o jantar de pacientes internados para tratamento de câncer no Hospital Universitário da UFSC. “Não existe uma recomendação de consumo em relação a quantidade e tipo de câncer”, reforça Vieira.

Ao ser consumido, o sorvete favorece a salivação e pode auxiliar no alívio dos desconfortos na boca provocados pelo tratamento, como feridas, aftas, mucosite e sensação de boca seca e com gosto ruim. O alívio dos efeitos colaterais ocorre devido à temperatura gelada, e não à composição do produto.

A nutróloga Andréa Pereira, da oncologia e hematologia da Sociedade Beneficente Brasileira Israelita Albert Einstein, em São Paulo, detalha que o alimento gelado contrai os vasos sanguíneos da boca, o que diminui a irrigação local e a chegada de quimioterápicos na boca, reduzindo os incômodos. “No entanto, a técnica não deve ser usada quando o tumor primário for de boca e arredores, pois nesse caso é necessário que o remédio chegue ao local”, alerta.

Dicas para aliviar os sintomas da quimioterapia

A nutricionista Fernanda Bortolon, especialista em Nutrição Oncológica e Mestre em Ciências Pneumológicas, destaca que manter uma alimentação saudável durante o tratamento oncológico é fundamental para fortalecer o sistema imunológico.

Nessa fase, não é indicado consumir alimentos crus, como peixes, frutos do mar, produtos à base de ovos e verduras cruas (que podem estar mal lavadas). “Isso contribui para evitar contaminação pelos alimentos. Afinal, uma infecção durante o tratamento tende a ser mais difícil de combater por causa da queda da imunidade provocada pelos medicamentos”, esclarece.

Também é contraindicado realizar qualquer tipo de restrição alimentar sem orientação nutricional. Para facilitar a adesão e minimizar os desconfortos de quem passa por quimioterapia, listamos alguns hábitos alimentares que vale a pena adotar:

. Beber líquidos durante todo o dia;

. Ficar atento às proteínas consumidas (ovos, sorvetes, queijos);

. Adicionar calorias saudáveis nas preparações, como azeite de oliva, castanhas, pasta de amendoim e óleo de coco;

. Incluir alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, tomate, pimentão amarelo, entre outros);

. Aumentar o consumo de alimentos verde-escuros (brócolis, couve, espinafre);

Além disso, vale somar à rotina alimentar estas atitudes essenciais para uma boa recuperação pós-quimioterapia:

. Coma pouco em cada refeição, mas mantenha o fracionamento das refeições ao longo do dia;

. Evite odores fortes, como de perfumes e produtos de limpeza;

. Resista à tentação de deitar-se após as refeições;

. Não faça exercícios físicos após as refeições.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/26/cientistas-criam-sorvete-que-alivia-efeitos-colaterais-da-quimioterapia.htm

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Câncer de pulmão: tosse com sangue, dor no tórax e falta de ar são sinais

Entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão é o mais frequente em todo o mundo, e também o que mais mata: são 1,76 milhão o número de vítimas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para 2018 mais de 31 mil novos casos, sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres. O tabagismo é a principal causa da doença: o hábito está envolvido em 90% de todos os casos.

Esse é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens e o quarto em mulheres no país, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o mais prevalente para ambos os sexos. Estão no grupo de maior risco indivíduos de 55 a 74 anos. Assim como em outros países, é o tumor maligno que causa mais mortes no Brasil, já que, infelizmente, costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados. Apesar de se tratar de uma doença grave e letal, muitos avanços foram conquistados nos últimos anos para aumentar a sobrevida dos pacientes, bem como melhorar sua qualidade de vida.

Como o câncer de pulmão aparece

Os pulmões são órgãos esponjosos que têm como principal função oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono do corpo. O lado direito é maior, e dividido em três lobos, enquanto o esquerdo é menor (por causa do coração) e possui apenas dois. Eles são formados por brônquios, que se ramificam a partir da traqueia, que fica entre os órgãos. Os brônquios se ramificam e se estreitam, formando os bronquíolos, que por sua vez chegam aos alvéolos, estruturas onde ocorre a troca gasosa. Os pulmões são cobertos por uma membrana fina, chamada pleura.

O câncer se desenvolve a partir do crescimento desordenado de células, deflagrado por mutações no DNA das células. Às vezes essas mutações são herdadas, mas, na maioria dos casos, são adquiridas ao longo da vida. Os diferentes tipos de tumores podem surgir em diferentes células do órgão.

Tipos de câncer de pulmão

O câncer de pulmão é uma doença bastante heterogênea, ou seja, há vários subtipos e cada um deles tem características e prognósticos distintos. Veja quais são:

Carcinoma de células não pequenas (CNPC), que representa de 80% a 85% dos casos e subdivide-se em:

. Adenocarcinoma Representa cerca de 50% dos casos e costuma se manifestar como nódulos isolados na periferia dos pulmões, que se iniciam nas células dos alvéolos. Tende a crescer mais lentamente, pode ocorrer em fumantes e não fumantes, mas é o tipo mais comum no segundo grupo;

. Carcinoma de células escamosas ou epidermoide Corresponde a 30% dos casos, frequentemente nas regiões centrais dos pulmões, como os brônquios maiores. Está relacionado ao tabagismo;

. Carcinomas de grandes células Pode surgir em qualquer célula grande do pulmão e tende a crescer de forma rápida.

Carcinoma de células pequenas (CPC), que representa de 10% a 15% de todos os cânceres de pulmão. Geralmente está associado ao tabagismo; quase sempre surge nos brônquios e costuma ter crescimento rápido. Um subtipo é o carcinoma neuroendócrino de grandes células.

Ainda há outros tipos mais raros, como tumores pulmonares neuroendócrinos –os tumores carcinoides típicos e atípicos e o carcinoma neuroendócrino de pequenas células, por exemplo –, linfomas e sarcomas.

Sintomas

As manifestações quase sempre aparecem quando a doença já alcançou estágios mais avançados, o que dificulta muito o tratamento. As principais são:

. Tosse (nos fumantes, o ritmo habitual é alterado e aparecem crises em horários incomuns);

. Presença de sangue no escarro;

. Dores no tórax (pioram ao tossir ou ao respirar fundo);

. Falta de ar;

. Rouquidão;

. Pneumonias ou bronquites de repetição;

. Perda de apetite ou de peso inexplicável;

. Fadiga ou cansaço.

É importante ressaltar que todos os sintomas acima também podem ter outras causas, por isso é importante procurar o médico.

Fatores de risco

– Tabagismo: de longe o principal fator, sendo responsável por 90% dos casos. Estima-se que mais de 28 mil ocorrências por ano poderiam ser evitadas se ninguém fumasse.

– Fumo passivo: o risco é pelo menos três vezes maior que o de uma pessoa não exposta à fumaça do cigarro, segundo a American Cancer Society.

– Poluição do ar: estima-se que, em todo o mundo, a poluição seja responsável por 5% dos casos.

– Fatores genéticos: familiares de pessoas que tiveram câncer de pulmão têm risco levemente aumentado, embora seja difícil estabelecer o quanto dessa probabilidade se deve à genética ou à fumaça do cigarro.

– Radioterapia: quem foi exposto à radiação na região do tórax pode ter risco mais alto de câncer de pulmão.

– Exposição a substâncias: agentes como asbesto (amianto), radônio (gás resultante da decomposição do urânio no solo e nas rochas) e arsênio (que pode estar presente na água), fuligem, cromo, níquel, sílica, produtos de carvão e escapamento de diesel, entre outros, também podem aumentar o risco. Segundo a American  Cancer  Society, a maconha e o talco (em sua forma natural, não confundir com o cosmético) têm efeitos incertos ou não comprovados em relação ao câncer de pulmão. A instituição também alerta que, de acordo com pelo menos dois grandes estudos, suplementos de betacaroteno podem aumentar o risco desse tipo de neoplasia em fumantes pesados.

Diagnóstico do câncer de pulmão

Muitas vezes, o problema é identificado em exames de rotina, ou quando se investiga outras doenças. Os principais exames que podem levar ao diagnóstico são a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada ou PET-CT, que permite determinar o tumor e sua localização. Ainda podem ser solicitados pelo médico exames de sangue, ressonância magnética, ultrassonografia, PETscan e cintilografia óssea, para pesquisar a possibilidade de metástases (disseminação para outras partes do corpo).

O câncer só pode ser confirmado por biópsia, que geralmente é realizada por meio de uma broncoscopia (endoscopia respiratória) ou com agulha guiada por tomografia ou ultrassom, e analisada por patologista. Testes moleculares ainda podem identificar mutações genéticas e proteínas no tumor que auxiliam na escolha de terapias específicas.

Com a análise do tumor e os resultados dos exames, é feito o estadiamento. No caso do câncer de pulmão de não pequenas células utiliza-se o sistema com letras (T, de tumor, N de linfonodos e M de metástase) e números (de 0 a 4) para determinar a extensão da doença e, então, determinar o melhor tratamento. Para o câncer de pequenas células, é mais comum o uso do sistema de duas fases: estágio limitado (a apenas um pulmão e seus gânglios linfáticos) e estágio extenso (disseminado para o outro pulmão, gânglios linfáticos e outros órgãos, inclusive a medula óssea).

Tratamento

Concluído o estadiamento, uma equipe multidisciplinar composta por oncologistas, radioterapeutas e cirurgião torácico podem decidir qual tratamento é mais adequado para cada situação, com base em fatores como o tipo de câncer de pulmão, o tamanho, a localização e a extensão dos tumores, bem como o estado geral de saúde do paciente. As terapias a seguir podem ser prescritas isoladamente ou em combinação:

Cirurgia Consiste na remoção das partes do pulmão afetadas e dos gânglios linfáticos envolvidos. Pode ser curativa nas situações em que o câncer de pulmão foi descoberto em fase inicial.

Radioterapia Aplicação de radiações ionizantes no local para destruir o tumor ou inibir seu crescimento. Pode ser usada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou depois, para destruir células restantes, tratar metástases ou, ainda, como tratamento paliativo. Há várias modalidades diferentes de radioterapia. O tratamento é indolor e os efeitos colaterais mais frequentes são irritação na pele e fadiga.

Quimioterapia Uso de medicamentos que são sabidamente eficientes em combater as células cancerosas. Podem ser usados juntos ou em combinação, e têm ação sistêmica, ou seja, células saudáveis também são afetadas. É feita em ciclos, em geral depois da cirurgia, mas também pode ser indicada antes para reduzir o tamanho do tumor. Alguns exemplos de drogas para esse tipo de câncer são: cisplatina, carboplatina, paclitaxel, nab-paclitaxel, docetaxel, gemcitabina, vinorelbina, irinotecano, etoposido e vinblastinaepemetrexede. Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos, perda de cabelo e infecções, entre outros.

Terapia-alvo Uso de medicamentos ou outras substâncias que impedem o crescimento e disseminação do tumor, causando pouco dano às células saudáveis. Há terapias para diversos tipos de câncer de pulmão com perfis moleculares específicos. É o caso do bevacizumabe e do ramucirumabe, que têm como foco o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF); oerlotinibe, gefitinibe, afarinibe e osimertinibe e necitumumabe, com alvo o gene do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR); e ocrizotinibe, ceritinibe e alectinibe, para pacientes que têm como alvo o gene ALK. Os efeitos colaterais variam para cada terapia.

Imunoterapia As células do câncer dispõem de mecanismos que confundem e freiam o sistema imunológico. Estudos do imunologista americano James P Allison e do japonês Tasuku Honjo (Nobel de Medicina 2018) proporcionaram, nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos que permitem que o sistema imune reconheça as células do câncer para combatê-las de forma mais eficaz. Segundo os médicos, as substâncias apresentaram resultados eficazes e duradouros com perfil baixo de toxicidade. Os inibidores de DP-1 e o inibidor de PD-L1 são exemplos de imunoterapia usados no câncer de pulmão de não pequenas células. O alto custo das drogas, porém, é um fator que limita o acesso.

Como prevenir o câncer de pulmão?

Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão, não fumar é o primeiro cuidado para evitar a doença. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão e também possuem menor sobrevida, uma vez diagnosticados. Fazer cumprir as leis que proíbem o fumo em locais fechados também ajuda a evitar o tabagismo passivo, outro fator de risco.

Ter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e rica em vegetais, prática de atividade física regular e moderação para beber são formas de inibir diversos tipos de câncer, inclusive o de pulmão. Evitar o excesso e a falta de vitamina A são outras medidas que têm sido destacadas na prevenção desse tipo de neoplasia. Também deve-se evitar, na medida do possível, viver em locais com muita poluição.

Por último, o Inca recomenda que as pessoas evitem a exposição a certos agentes químicos (como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente no ambiente ocupacional.

Detecção precoce

Não existe uma política pública para rastreamento do câncer de pulmão. Mas estudos recentes sugerem que fumantes e ex-fumantes com mais de 55 anos podem se beneficiar não apenas de raios-X regulares, como também de tomografias de tórax.

Como se ajudar?

Ter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável faz diferença na resposta ao tratamento. Nutricionistas podem ajudar bastante, inclusive com dicas para aliviar os efeitos colaterais das terapias. A prática de atividade física é importante, mas deve ser devidamente orientada.

Parar de fumar é sempre indicado, pois aumenta a expectativa de vida mesmo de quem já tem metástase. Pacientes com doenças respiratórias também devem seguir tratamentos específicos.

O suporte psicológico é muito importante para quem recebe o diagnóstico e durante todo o tratamento, que é muito estressante. Peça ajuda dos familiares e amigos, e converse com outras pessoas que têm ou já enfrentaram o câncer. Técnicas de relaxamento, meditação, ioga e práticas espirituais também podem contribuir para a qualidade de vida do paciente.

Como ajudar quem tem?

A melhor maneira de ajudar quem sofre de câncer de pulmão é garantir que o paciente tenha pleno acesso a informação, tanto sobre o tratamento usual quanto na busca por recursos experimentais por cura ou paliação. O apoio da família é fundamental para enfrentar o diagnóstico e o tratamento. É importante estar por perto e oferecer ajuda prática, como ir ao supermercado, cozinhar e cuidar da casa enquanto o paciente se recupera. Muitos médicos recomendam, inclusive, que algum parente participe das consultas médicas.

 

Fontes: Alexandre Palladino, médico e oncologista clínico do Instituto Nacional de Câncer; Artur Malzyner, médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Mauricio A. Muradian, médico oncologista da Clinonco; A. C. Camargo Cancer Center; American Cancer Society; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Instituto Oncoguia; e Organização Mundial da Saúde.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/10/16/cancer-de-pulmao-tosse-com-sangue-dor-no-torax-e-falta-de-ar-sao-sinais.htm

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Língua esbranquiçada e mau hálito podem ser sinal de câncer de boca

O câncer de boca está entre os mais comuns no Brasil. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que em 2018 a doença acometa 14.700 pessoas no país, sendo 11.200 homens e 3.500 mulheres. Os tumores da cavidade bucal e da língua atingem principalmente quem fuma e ingere álcool, além de estarem associados ao vírus HPV (papiloma vírus humano) –transmitido por meio do contato sexual. A prevenção do câncer inclui uma boa higiene e visitas periódicas ao dentista.

A detecção precoce do câncer de boca aumenta as chances de cura, que pode chegar a 80%. Nesse sentido, o autoexame pode detectar alguns sinais de alerta e deve ser feito pelo próprio paciente duas vezes ao ano, especialmente entre os que estão no grupo de risco.

Para realizar o exame, é preciso usar um espelho e observar com atenção cada parte da cavidade bucal, da língua e dos lábios. Se detectado algum dos sintomas listados abaixo, um médico ou dentista deve ser consultado.

1 – Lesão que não cicatriza

O principal sintoma do câncer de boca é o surgimento de feridas, algumas confundidas com aftas, que não cicatrizam. Para observar, abra bem a boca, afaste a língua, os lábios e verifique toda a extensão da gengiva. Segundo os médicos, se as lesões não desaparecerem após 15 dias, é preciso acender o sinal de alerta e marcar uma consulta.

2 – Placa esbranquiçada

Outro sintoma que pode estar associado ao tumor é o aparecimento de placas esbranquiçadas na língua, na gengiva, nos lábios ou na bochecha. Do mesmo modo que as feridas, é preciso ficar atento com o tempo de cicatrização: se demorar mais de 15 dias, é hora de procurar um especialista.

3 – Sangramento repentino

Esse sintoma pode estar associado a vários problemas na cavidade bucal, entre eles tumores malignos. Desse modo, o sangramento, mesmo que sem dor, deve sempre servir de alerta para o paciente.

4 – Nódulos e alterações na face

Em frente ao espelho, é importante observar se bochechas ou lábios apresentam inchaço, caroços perceptíveis ou alguma assimetria fora do normal. Além de alterações visuais, é importante passar o dedo nas gengivas e na parte interna das bochechas para verificar possíveis nódulos. Esses sintomas devem chamar a atenção mesmo que não sejam acompanhados de dor. Quem utiliza próteses dentárias também precisa ficar atento a qualquer incômodo durante o uso.

5 – Caroço no pescoço

Outro ponto necessário de observação são os gânglios no pescoço. Caroço e inchaço persistentes nessa região, mesmo que não haja dor, podem ser anúncio de algum problema na boca.

6 – Alterações na fala

Nos casos mais avançados, tumores na língua podem causar alterações na fala e dificuldade para engolir os alimentos. Além disso, esse é um sintoma importante de câncer na laringe, com maior incidência entre os fumantes.

7 – Mau hálito

Nesse caso, é importante perceber se há mudança repentina e persistente de hálito, sinal que pode estar associado a casos mais graves de câncer de boca. Nunca teve problemas e de repente tem sentido um cheiro forte e fétido na boca? Então, é hora de marcar uma consulta.

Fontes: Artur Malzyner, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica — e do Hospital Israelita Albert Einstein; Eduardo Johnson, médico oncologista e diretor da clínica Oncotek, em Brasília; Denise Abranches, coordenadora do serviço de odontologia do Hospital São Paulo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/14/ferida-que-nao-cicatriza-e-mau-halito-podem-ser-sinais-de-cancer-de-boca.htm

 

Artur Malzyner, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica

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