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Macarrão instantâneo é prático, mas pede cuidado: como comprar “menos pior”

A proposta é bem tentadora: bastam poucos minutos para ter à disposição um prato de massa. Mas o que muita gente não sabe é que dentro da embalagem se esconde um alimento que é bem prejudicial ao organismo. Para ficar pronta rapidamente, a massa é pré-frita em gordura vegetal. Além disso, o saquinho de tempero vem recheado de sal e realçadores de sabor.

O valor calórico médio desse tipo de alimento é 380 calorias. Como a ideia é substituir uma refeição, pode não parecer muito, mas, se pensarmos em hábitos alimentares saudáveis, esse tipo de macarrão não é indicado. Na versão convencional ele é apenas uma mistura de farinha branca e gordura vegetal, o que faz com que seja calórico e com baixas quantidades de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Isso sem falar que contém muita gordura saturada, aquela que é prejudicial ao coração.

Se compararmos apenas o macarrão instantâneo (sem tempero) com o macarrão com ovos e farinha refinada, o primeiro possui mais calorias, gorduras e sódio.

Como o macarrão tradicional demora entre 8 e 10 minutos para ficar pronto, será que vale a pena escolher esse tipo para ganhar entre 3 e 7 minutinhos na cozinha?

Se você achar que vale mesmo assim, veja as dicas para usar o macarrão instantâneo da melhor forma possível:

O tempero é uma bomba de sódio e aditivos

Aquele saquinho que vem dentro da embalagem é uma mistura de sal, açúcar e outros compostos para realçar o sabor. Em uma única unidade encontramos mais de 50% das recomendações diárias de sódio. Em excesso essa substância favorece a elevação da pressão arterial, leva à retenção de líquidos, aumenta o cansaço físico e mental, estimula negativamente o sistema imunológico e pode até aumentar o risco de algumas doenças autoimunes.

A versão integral é um pouco melhor

Como ela é feita com uma porção de farinha integral, a massa se torna um pouco mais saudável, mas a quantidade de gorduras e de sódio e substâncias artificiais no tempero se mantêm igual.

O mesmo vale para os lights

Eles apresentam uma quantidade de calorias menor, que é decorrente da redução de gordura na sua composição. Mas a falta de proteínas, vitaminas e minerais e o excesso de sódio continuam presentes.

Existem opções assadas

Em algumas versões no mercado, o macarrão é pré-assado e não frito, o que ajuda a melhorar seu valor nutricional. Normalmente essas versões também trazem temperos naturais.

Use o macarrão assado, light ou integral e tempere como quiser

O ideal é escolher as opções mais saudáveis, temperá-la com ingredientes naturais, como ervas, e incrementá-la com fontes de proteína, iscas de carne, peixe ou frango, camarões grelhados e mussarela de búfala, por exemplo. Veja como escolher a melhor opção para levar para casa.

Na embalagem estão os dados que devem ser considerados

Leia as informações com cuidado e procure expressões como: menos sódio, assado, integral, menos gordura, sem aditivos artificiais, entre outras que indiquem que o produto é mais saudável.

Não coloque no carrinho antes de checar a lista de ingredientes

Evite produtos que tenham algum tipo de gordura entre os três primeiros itens da lista ou que a farinha de trigo seja o primeiro ingrediente, o ideal é que a integral esteja antes, pois isso indica que está presente em maior quantidade. E mais um detalhe: prefira aqueles que não apresentam gordura vegetal hidrogenada.

A tabela nutricional também é importantíssima

Prefira os que tiverem menos sódio e gorduras e mais fibras.

Informação nutricional

Macarrão instantâneo convencional com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 369 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 15 g

. Gorduras saturadas: 6,9 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 1607 mg

Macarrão instantâneo light com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 248 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,3 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 2,9 g

. Sódio: 1222 mg

Macarrão instantâneo integral com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 250 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 7,6 g

. Sódio: 1000 mg

Macarrão instantâneo convencional sem tempero

. Porção de 84 g

. Valor energético: 270 kcal

. Carboidratos: 56 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,6 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 706 mg

Macarrão convencional seco

. Porção de 80 g

. Valor energético: 288 kcal

. Carboidratos: 61,36 g

. Proteínas: 8,32 g

. Gorduras totais: 1,57 g

. Gorduras saturadas: 0,43 g

. Fibras: 1,84 g

. Sódio: 11,84 mg

Macarrão convencional preparado

. Porção de 80 g

. Valor energético: 101 kcal

. Carboidratos: 21,52 g

. Proteínas: 2,9 g

. Gorduras totais: 0,5 g

. Gorduras saturadas: 0,15 g

. Fibras: 0,6 g

. Sódio: 2 mg

 

Fontes: Renata Bressan Pepe, nutricionista da Clínica Halpern, em São Paulo, e do Departamento de Nutrição da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica); Daniel Barreto de Melo, nutricionista da Clinonco, em São Paulo

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/13/macarrao-instantaneo-e-perigoso-veja-como-escolher-o-menos-prejudicial.htm

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Saúde emocional durante o tratamento oncológico

Tudo que é desconhecido ou aquilo que nunca passamos sempre causará um estranhamento ou nos trará uma ansiedade ou medo pelo desafio. O recebimento do diagnóstico de um câncer causa impacto e provoca um rompimento no ritmo de vida.

Após o diagnóstico de uma doença grave a vida costumeira é interrompida com idas ao hospital, realização de exames e mergulho no desconhecido, na vida do tratamento. O baque nos faz olhar para nós mesmos de uma forma diferente, não nos reconhecemos neste corpo doente que muitas vezes sofre transformações, emagrece e provoca tantas outras mudanças que nosso reflexo no espelho parece ser outro.

Hoje em dia temos acesso a diferentes tratamentos e estes se tornam cada vez mais individualizados. Os exames estão mais precisos e o diagnóstico é alcançado precocemente.

No entanto, enfrentar o diagnóstico emocionalmente é outro aspecto. O significado dado ao câncer estará relacionado a pessoa, estilo e fase da vida em que ela se encontra. Um homem recém-casado provavelmente encarará a doença diferente de um senhor de idade. A busca por ajuda pode ser nas diversas fases, seja ao diagnóstico, durante o tratamento, quando este termina e entra-se no controle da doença ou quando não há mais tratamentos possíveis. Muitas vezes a quimioterapia, a decisão de realizar a cirurgia, escolher outro protocolo podem trazer ansiedade. O receio dos efeitos colaterais e sequelas deixadas pela doença podem influenciar na aceitação do diagnóstico. Para alguns, o ajustamento a vida pós tratamento pode ser mais tortuoso do que o período anterior. É bom poder expressar o medo e ser acolhido para estar disposto a encarar a doença com tranquilidade e bem-estar. Muitas vezes isso significa a participação em novos grupos, busca por atividades originais que sejam possíveis de estabelecer durante este período, algo que respeite seu cansaço e disposição.

Quando o tratamento não é mais possível, cabe ao paciente e a família buscar qualidade de vida durante esta fase, visando o conforto e ausência de dor.  A família, amigos ou pessoas próximas podem ajudar, mas, em alguns casos, não compreendem as aflições e inseguranças sentidos. Afinal, eles podem também não saber lidar com esse momento. Nestes casos o auxilio de um psicólogo pode ser de grande valia. O atendimento psicológico pode durar por um período, podendo ser individual ou em grupo.

Nós podemos passar pela doença e ver o lado ruim ou o que não dá certo, mas provavelmente tornará tudo mais difícil. Lembre-se que toda a moeda tem dois lados e, portanto, mesmo uma noticia ruim, pode apresentar um outro lado que mostrará algo novo, surpreendente e que pode te ajudar neste momento. Escute-se, permita sentir as emoções que surjam e, quando precisar, reconheça que pode pedir ajuda.

 

Fonte: Marilia Zendron (Psicologia, Clinonco)

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Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e câncer: qual a relação?

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são em um tema frequente entre jovens e adultos. A discussão gira em torno da prevenção e tratamento. Entretanto, pouco é divulgado sobre a relação de algumas destas doenças com o desenvolvimento de muitos tipos de câncer.

As principais DST que podem estar relacionadas com o câncer são as infecções causadas pelos vírus T-linfotrópico humano (HTLV), Papiloma vírus humano (HPV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

A contínua educação sobre higiene intima das crianças e jovens, e a vacinação das populações poderá vir a reduzir dramaticamente a incidência dos cânceres associados a DST.

HTLV-1

As infecções pelo HTLV-1 estão relacionadas com o desenvolvimento da leucemia e do linfoma de células T do adulto.

Além destas, pode causar a mielopatia associada ao HTLV-1, doença neurológica semelhante a outras doenças da medula nervosa, como a esclerose múltipla, e que apresenta elevado grau de sintomas incapacitantes. Este vírus ataca os linfócitos T, um tipo de célula responsável pela defesa do organismo.

As doenças causadas pelo HTLV-1 não tem tratamento especifico, exceto ao que se refere aos tratamentos oncológicos tradicionais da leucemia e dos linfomas, em que a quimioterapia e às vezes o transplante de medula óssea podem ser empregados com sucesso. Infelizmente, porém, mais de 80% dos pacientes com a forma aguda da leucemia morrem nos primeiros cinco anos após o diagnóstico.

HPV

Já o vírus HPV apresenta mais de 150 tipos diferentes que podem infectar a pele e as mucosas, sendo que pelo menos 13 tipos são considerados potenciais causadores de câncer.

Estimativas recentes sugerem que cerca de 5% de todos os cânceres são atribuídos ao HPV. Esta família de vírus induz infecções persistentes que frequentemente se associam a lesões precursoras de tumores.

Dentre os HPV de alto risco oncogênicos, os tipos 16 e 18 estão relacionados à maioria dos casos de câncer de colo do útero e até 90% dos demais tumores associados ao HPV, tais como os cânceres de orofaringe (18-90% dos casos), vulva (18-75% dos casos) e pênis (60% dos casos).

São impressionantes os resultados da vacinação em idade precoce contra o HPV. Em países em que a vacina já é aplicada há anos, foi observada redução entre 70-80% no número de infecções. Na Austrália, onde a vacina está disponibilizada desde 2007, houve redução de 80% das infecções; 90% no surgimento de verrugas genitais e 70% no número de lesões precursoras do câncer de colo de útero. Atualmente, o país relata a incidência de sete casos deste tipo de tumor a cada 100 mil mulheres, enquanto no Brasil estima-se 17 casos a cada 100 mil mulheres.

A vacina é quadrivalente, protegendo contra os quatro tipos mais comuns do vírus e está disponível em duas doses, que devem ser tomadas com intervalo de seis meses. É aplicada gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos, para meninos de 11 a 14 anos, para pessoas de 9 a 26 anos com HIV/AIDS e para pacientes oncológicos ou transplantados.

HIV

Sobre o vírus HIV, com certeza é o mais conhecido e é responsável pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, cuja evolução reconhecem-se alguns tipos de câncer associados, como sarcoma de Kaposi (4,4%), linfoma não Hodgkin (4,5%), além de outros.

A descoberta de um tratamento efetivo para o HIV produziu controle médico da doença, evitando o aparecimento destes tumores considerados específicos do HIV.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dst-e-cancer/

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Dia Mundial do Câncer: como surgiu campanha de combate à doença?

Com o controle crescente das moléstias infecciosas, redução das vítimas de trânsito e dramática redução das mortes causadas por doenças cardiorrespiratórias, o câncer emergiu como o grande mal dos últimos tempos.

Os conhecimentos trazidos da intensa e profunda pesquisa na área de prevenção, biologia e tratamento permitiram reduzir o abismo de conhecimento que se tinha em relação a esta temida doença. Um longo caminho se percorreu no controle do câncer, porem sabemos que ainda há longas distâncias a serem traçadas.

De alguma maneira semelhante a outras datas de conscientização popular, como Outubro Rosa, Novembro Azul e Dezembro Laranja, no dia 4 de fevereiro a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) estabeleceu o Dia Mundial do Câncer.

Origem do Dia Mundial do Câncer

A UICC é um órgão internacional que trabalha com a Organização Mundial de Saúde, incentivando pesquisa em oncologia, advogando os direitos dos pacientes e pressionando os governos a adotarem uma conduta humanizada e cientificamente atualizada com os pacientes com câncer de todo o mundo, disseminando também conceitos de prevenção.

A UICC é composta por membros de mais de mil organizações, pertencentes a mais de 160 países, que representam as principais sociedades de câncer, ministérios de saúde e grupos de pacientes do mundo. Ela inclui influentes formuladores de políticas, pesquisadores e especialistas em prevenção e controle do câncer.

Objetivos

O Dia Mundial do Câncer veio a ser a maneira como o UICC divulga seus campos de luta, o que se traduz em salvar milhões de mortes evitáveis a cada ano, aumentando a conscientização e a educação sobre a doença.

A UICC fornece apoio por meio do desenvolvimento de ferramentas e de orientações para encorajar os seus membros a realizarem campanhas locais de conscientização, alinhadas e adaptadas à mensagem global do Dia Mundial do Câncer. Além disso, trabalha para garantir e apoiar as oportunidades de mídia digital, tradicional e social sobre o dia.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dia-mundial-do-cancer/

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Sorvete e outras dicas para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia

A náusea é um dos sintomas mais comuns em pacientes que passam por quimioterapia ou radioterapia e muitas vezes são usados medicamentos para ajudar a atenuar o mal-estar. Agora um sorvete desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) ajuda a driblar os enjoos.

De acordo com a professora Francilene Graciele Kunradi Vieira, do Departamento de Nutrição da UFSC e coordenadora da pesquisa, a aceitação teve uma variação de 77% a 98%. “Esse resultado mostrou uma possibilidade terapêutica promissora na prevenção e recuperação do estado nutricional de indivíduos doentes”, comenta.

Ela conta que pacientes com câncer em processo de quimioterapia apresentam grande dificuldade de comer por causa dos efeitos colaterais provocados pelo tratamento, como náuseas, vômitos, inapetência alimentar, feridas na boca e sensação de boca seca. Há, ainda, o estresse metabólico ocasionado pela própria doença, o que as torna mais vulneráveis nutricional e emocionalmente.

Oferecido nos sabores chocolate, morango e limão siciliano, o sorvete é fonte de proteína e fibra, tem baixo teor de gordura e é isento de lactose. Por isso, também serve como um complemento alimentar.

Para o médico oncologista Artur Malzyner, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), são necessários mais estudos para garantir que o sorvete possa se tornar uma indicação oficial, mas concorda que a fórmula pode contribuir de fato para favorecer a recuperação de que passa por quimioterapia.

Atualmente, o produto vem sendo testado como sobremesa após o almoço e o jantar de pacientes internados para tratamento de câncer no Hospital Universitário da UFSC. “Não existe uma recomendação de consumo em relação a quantidade e tipo de câncer”, reforça Vieira.

Ao ser consumido, o sorvete favorece a salivação e pode auxiliar no alívio dos desconfortos na boca provocados pelo tratamento, como feridas, aftas, mucosite e sensação de boca seca e com gosto ruim. O alívio dos efeitos colaterais ocorre devido à temperatura gelada, e não à composição do produto.

A nutróloga Andréa Pereira, da oncologia e hematologia da Sociedade Beneficente Brasileira Israelita Albert Einstein, em São Paulo, detalha que o alimento gelado contrai os vasos sanguíneos da boca, o que diminui a irrigação local e a chegada de quimioterápicos na boca, reduzindo os incômodos. “No entanto, a técnica não deve ser usada quando o tumor primário for de boca e arredores, pois nesse caso é necessário que o remédio chegue ao local”, alerta.

Dicas para aliviar os sintomas da quimioterapia

A nutricionista Fernanda Bortolon, especialista em Nutrição Oncológica e Mestre em Ciências Pneumológicas, destaca que manter uma alimentação saudável durante o tratamento oncológico é fundamental para fortalecer o sistema imunológico.

Nessa fase, não é indicado consumir alimentos crus, como peixes, frutos do mar, produtos à base de ovos e verduras cruas (que podem estar mal lavadas). “Isso contribui para evitar contaminação pelos alimentos. Afinal, uma infecção durante o tratamento tende a ser mais difícil de combater por causa da queda da imunidade provocada pelos medicamentos”, esclarece.

Também é contraindicado realizar qualquer tipo de restrição alimentar sem orientação nutricional. Para facilitar a adesão e minimizar os desconfortos de quem passa por quimioterapia, listamos alguns hábitos alimentares que vale a pena adotar:

. Beber líquidos durante todo o dia;

. Ficar atento às proteínas consumidas (ovos, sorvetes, queijos);

. Adicionar calorias saudáveis nas preparações, como azeite de oliva, castanhas, pasta de amendoim e óleo de coco;

. Incluir alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, tomate, pimentão amarelo, entre outros);

. Aumentar o consumo de alimentos verde-escuros (brócolis, couve, espinafre);

Além disso, vale somar à rotina alimentar estas atitudes essenciais para uma boa recuperação pós-quimioterapia:

. Coma pouco em cada refeição, mas mantenha o fracionamento das refeições ao longo do dia;

. Evite odores fortes, como de perfumes e produtos de limpeza;

. Resista à tentação de deitar-se após as refeições;

. Não faça exercícios físicos após as refeições.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/26/cientistas-criam-sorvete-que-alivia-efeitos-colaterais-da-quimioterapia.htm

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Imunoterapia: nova modalidade revoluciona tratamento de câncer

Faremos uma revisão sobre uma terapêutica do câncer até certo ponto revolucionária dentre os tratamentos atualmente disponíveis.

Na evolução do câncer, a pluralidade de mutações genéticas que ocorrem pode gerar proteínas (antígenos) que, sendo reconhecidas como estranhas ao organismo humano, levam ao reconhecimento do sistema imunológico para serem eliminadas.

Entretanto, o tumor frequentemente burla este sistema de vigilância, tornando as células tumorais invisíveis para as células de defesa do organismo. Desde o século 19, se estuda as relações entre o câncer e os mecanismos de defesa, o que permitiu o desenvolvimento da imunoterapia como modalidade terapêutica.

Imunoterapia contra câncer

Muitas foram as fases históricas da imunoterapia – como na potencialização geral da imunidade pelo uso do BCG, interferon e interleucina –, porém as evidencias clínicas apontam que apenas agora tivemos a oportunidade de encontrar a correta percepção sobre seus mecanismos de ação, os recursos para estabelecimento de novas terapêuticas e que finalmente resultaram em beneficio clínico indiscutível.

Os pesquisadores James P. Allison e Tasuku Honjo descreveram mecanismos de inativação do ataque imunológico por meio de um processo em que o câncer ativa uma pausa funcional na capacidade de ataque das células de defesa (linfócitos), conhecida como checkpoint e usada em condições normais pelo sistema imunológico para dar certo tempo para reconhecer os tecidos que devam ou não ser atacados.

Muitas destas ativações de pausa funcional se dão pela síntese por parte do tumor de moléculas inibitórias.

Uma das estratégias desenvolvidas para bloquear este processo gerado pelo tumor são os anticorpos anti-PDL-1 (exemplos atezolizumabe e avelumabe) e anti-PD1 (exemplos pembrolizumabe e nivolumabe), que envolvem espacialmente as moléculas associadas com ativação da pausa imunológica.

Em pouco mais de três anos de uso clinico, esta modalidade terapêutica apresentou resultados surpreendentes em vários tipos de câncer, tendo-se tornado a modalidade principal em câncer de pulmão, melanoma, câncer renal e câncer de cabeça e pescoço.

Outro processo inibitório ativado também por muitos tumores é o CTLA-4, que também pode ser isolado por meio de anticorpos (exemplo ipilimumabe). Menos expressivo do que os anticorpos anti-PD-1, busca-se ainda um uso clínico mais relevante. Uma nova estratégia ainda experimental tem sido associar à terapêutica destas duas formas de pausa imunológica (checkpoints CTLA-4 e PD-1), que parece tornar a atividade anti-tumoral ainda mais expressiva.

Em muitas das doenças estudadas, a associação da imunoterapia com a quimioterapia se mostrou muito ativa e se tornou a pedra angular no tratamento, por exemplo, no câncer de pulmão.

Dado enorme campo de seu uso, a imunoterapia promete continuar uma revolução na forma de abordar o câncer.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

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Câncer de pulmão: tosse com sangue, dor no tórax e falta de ar são sinais

Entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão é o mais frequente em todo o mundo, e também o que mais mata: são 1,76 milhão o número de vítimas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para 2018 mais de 31 mil novos casos, sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres. O tabagismo é a principal causa da doença: o hábito está envolvido em 90% de todos os casos.

Esse é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens e o quarto em mulheres no país, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o mais prevalente para ambos os sexos. Estão no grupo de maior risco indivíduos de 55 a 74 anos. Assim como em outros países, é o tumor maligno que causa mais mortes no Brasil, já que, infelizmente, costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados. Apesar de se tratar de uma doença grave e letal, muitos avanços foram conquistados nos últimos anos para aumentar a sobrevida dos pacientes, bem como melhorar sua qualidade de vida.

Como o câncer de pulmão aparece

Os pulmões são órgãos esponjosos que têm como principal função oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono do corpo. O lado direito é maior, e dividido em três lobos, enquanto o esquerdo é menor (por causa do coração) e possui apenas dois. Eles são formados por brônquios, que se ramificam a partir da traqueia, que fica entre os órgãos. Os brônquios se ramificam e se estreitam, formando os bronquíolos, que por sua vez chegam aos alvéolos, estruturas onde ocorre a troca gasosa. Os pulmões são cobertos por uma membrana fina, chamada pleura.

O câncer se desenvolve a partir do crescimento desordenado de células, deflagrado por mutações no DNA das células. Às vezes essas mutações são herdadas, mas, na maioria dos casos, são adquiridas ao longo da vida. Os diferentes tipos de tumores podem surgir em diferentes células do órgão.

Tipos de câncer de pulmão

O câncer de pulmão é uma doença bastante heterogênea, ou seja, há vários subtipos e cada um deles tem características e prognósticos distintos. Veja quais são:

Carcinoma de células não pequenas (CNPC), que representa de 80% a 85% dos casos e subdivide-se em:

. Adenocarcinoma Representa cerca de 50% dos casos e costuma se manifestar como nódulos isolados na periferia dos pulmões, que se iniciam nas células dos alvéolos. Tende a crescer mais lentamente, pode ocorrer em fumantes e não fumantes, mas é o tipo mais comum no segundo grupo;

. Carcinoma de células escamosas ou epidermoide Corresponde a 30% dos casos, frequentemente nas regiões centrais dos pulmões, como os brônquios maiores. Está relacionado ao tabagismo;

. Carcinomas de grandes células Pode surgir em qualquer célula grande do pulmão e tende a crescer de forma rápida.

Carcinoma de células pequenas (CPC), que representa de 10% a 15% de todos os cânceres de pulmão. Geralmente está associado ao tabagismo; quase sempre surge nos brônquios e costuma ter crescimento rápido. Um subtipo é o carcinoma neuroendócrino de grandes células.

Ainda há outros tipos mais raros, como tumores pulmonares neuroendócrinos –os tumores carcinoides típicos e atípicos e o carcinoma neuroendócrino de pequenas células, por exemplo –, linfomas e sarcomas.

Sintomas

As manifestações quase sempre aparecem quando a doença já alcançou estágios mais avançados, o que dificulta muito o tratamento. As principais são:

. Tosse (nos fumantes, o ritmo habitual é alterado e aparecem crises em horários incomuns);

. Presença de sangue no escarro;

. Dores no tórax (pioram ao tossir ou ao respirar fundo);

. Falta de ar;

. Rouquidão;

. Pneumonias ou bronquites de repetição;

. Perda de apetite ou de peso inexplicável;

. Fadiga ou cansaço.

É importante ressaltar que todos os sintomas acima também podem ter outras causas, por isso é importante procurar o médico.

Fatores de risco

– Tabagismo: de longe o principal fator, sendo responsável por 90% dos casos. Estima-se que mais de 28 mil ocorrências por ano poderiam ser evitadas se ninguém fumasse.

– Fumo passivo: o risco é pelo menos três vezes maior que o de uma pessoa não exposta à fumaça do cigarro, segundo a American Cancer Society.

– Poluição do ar: estima-se que, em todo o mundo, a poluição seja responsável por 5% dos casos.

– Fatores genéticos: familiares de pessoas que tiveram câncer de pulmão têm risco levemente aumentado, embora seja difícil estabelecer o quanto dessa probabilidade se deve à genética ou à fumaça do cigarro.

– Radioterapia: quem foi exposto à radiação na região do tórax pode ter risco mais alto de câncer de pulmão.

– Exposição a substâncias: agentes como asbesto (amianto), radônio (gás resultante da decomposição do urânio no solo e nas rochas) e arsênio (que pode estar presente na água), fuligem, cromo, níquel, sílica, produtos de carvão e escapamento de diesel, entre outros, também podem aumentar o risco. Segundo a American  Cancer  Society, a maconha e o talco (em sua forma natural, não confundir com o cosmético) têm efeitos incertos ou não comprovados em relação ao câncer de pulmão. A instituição também alerta que, de acordo com pelo menos dois grandes estudos, suplementos de betacaroteno podem aumentar o risco desse tipo de neoplasia em fumantes pesados.

Diagnóstico do câncer de pulmão

Muitas vezes, o problema é identificado em exames de rotina, ou quando se investiga outras doenças. Os principais exames que podem levar ao diagnóstico são a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada ou PET-CT, que permite determinar o tumor e sua localização. Ainda podem ser solicitados pelo médico exames de sangue, ressonância magnética, ultrassonografia, PETscan e cintilografia óssea, para pesquisar a possibilidade de metástases (disseminação para outras partes do corpo).

O câncer só pode ser confirmado por biópsia, que geralmente é realizada por meio de uma broncoscopia (endoscopia respiratória) ou com agulha guiada por tomografia ou ultrassom, e analisada por patologista. Testes moleculares ainda podem identificar mutações genéticas e proteínas no tumor que auxiliam na escolha de terapias específicas.

Com a análise do tumor e os resultados dos exames, é feito o estadiamento. No caso do câncer de pulmão de não pequenas células utiliza-se o sistema com letras (T, de tumor, N de linfonodos e M de metástase) e números (de 0 a 4) para determinar a extensão da doença e, então, determinar o melhor tratamento. Para o câncer de pequenas células, é mais comum o uso do sistema de duas fases: estágio limitado (a apenas um pulmão e seus gânglios linfáticos) e estágio extenso (disseminado para o outro pulmão, gânglios linfáticos e outros órgãos, inclusive a medula óssea).

Tratamento

Concluído o estadiamento, uma equipe multidisciplinar composta por oncologistas, radioterapeutas e cirurgião torácico podem decidir qual tratamento é mais adequado para cada situação, com base em fatores como o tipo de câncer de pulmão, o tamanho, a localização e a extensão dos tumores, bem como o estado geral de saúde do paciente. As terapias a seguir podem ser prescritas isoladamente ou em combinação:

Cirurgia Consiste na remoção das partes do pulmão afetadas e dos gânglios linfáticos envolvidos. Pode ser curativa nas situações em que o câncer de pulmão foi descoberto em fase inicial.

Radioterapia Aplicação de radiações ionizantes no local para destruir o tumor ou inibir seu crescimento. Pode ser usada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou depois, para destruir células restantes, tratar metástases ou, ainda, como tratamento paliativo. Há várias modalidades diferentes de radioterapia. O tratamento é indolor e os efeitos colaterais mais frequentes são irritação na pele e fadiga.

Quimioterapia Uso de medicamentos que são sabidamente eficientes em combater as células cancerosas. Podem ser usados juntos ou em combinação, e têm ação sistêmica, ou seja, células saudáveis também são afetadas. É feita em ciclos, em geral depois da cirurgia, mas também pode ser indicada antes para reduzir o tamanho do tumor. Alguns exemplos de drogas para esse tipo de câncer são: cisplatina, carboplatina, paclitaxel, nab-paclitaxel, docetaxel, gemcitabina, vinorelbina, irinotecano, etoposido e vinblastinaepemetrexede. Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos, perda de cabelo e infecções, entre outros.

Terapia-alvo Uso de medicamentos ou outras substâncias que impedem o crescimento e disseminação do tumor, causando pouco dano às células saudáveis. Há terapias para diversos tipos de câncer de pulmão com perfis moleculares específicos. É o caso do bevacizumabe e do ramucirumabe, que têm como foco o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF); oerlotinibe, gefitinibe, afarinibe e osimertinibe e necitumumabe, com alvo o gene do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR); e ocrizotinibe, ceritinibe e alectinibe, para pacientes que têm como alvo o gene ALK. Os efeitos colaterais variam para cada terapia.

Imunoterapia As células do câncer dispõem de mecanismos que confundem e freiam o sistema imunológico. Estudos do imunologista americano James P Allison e do japonês Tasuku Honjo (Nobel de Medicina 2018) proporcionaram, nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos que permitem que o sistema imune reconheça as células do câncer para combatê-las de forma mais eficaz. Segundo os médicos, as substâncias apresentaram resultados eficazes e duradouros com perfil baixo de toxicidade. Os inibidores de DP-1 e o inibidor de PD-L1 são exemplos de imunoterapia usados no câncer de pulmão de não pequenas células. O alto custo das drogas, porém, é um fator que limita o acesso.

Como prevenir o câncer de pulmão?

Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão, não fumar é o primeiro cuidado para evitar a doença. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão e também possuem menor sobrevida, uma vez diagnosticados. Fazer cumprir as leis que proíbem o fumo em locais fechados também ajuda a evitar o tabagismo passivo, outro fator de risco.

Ter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e rica em vegetais, prática de atividade física regular e moderação para beber são formas de inibir diversos tipos de câncer, inclusive o de pulmão. Evitar o excesso e a falta de vitamina A são outras medidas que têm sido destacadas na prevenção desse tipo de neoplasia. Também deve-se evitar, na medida do possível, viver em locais com muita poluição.

Por último, o Inca recomenda que as pessoas evitem a exposição a certos agentes químicos (como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente no ambiente ocupacional.

Detecção precoce

Não existe uma política pública para rastreamento do câncer de pulmão. Mas estudos recentes sugerem que fumantes e ex-fumantes com mais de 55 anos podem se beneficiar não apenas de raios-X regulares, como também de tomografias de tórax.

Como se ajudar?

Ter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável faz diferença na resposta ao tratamento. Nutricionistas podem ajudar bastante, inclusive com dicas para aliviar os efeitos colaterais das terapias. A prática de atividade física é importante, mas deve ser devidamente orientada.

Parar de fumar é sempre indicado, pois aumenta a expectativa de vida mesmo de quem já tem metástase. Pacientes com doenças respiratórias também devem seguir tratamentos específicos.

O suporte psicológico é muito importante para quem recebe o diagnóstico e durante todo o tratamento, que é muito estressante. Peça ajuda dos familiares e amigos, e converse com outras pessoas que têm ou já enfrentaram o câncer. Técnicas de relaxamento, meditação, ioga e práticas espirituais também podem contribuir para a qualidade de vida do paciente.

Como ajudar quem tem?

A melhor maneira de ajudar quem sofre de câncer de pulmão é garantir que o paciente tenha pleno acesso a informação, tanto sobre o tratamento usual quanto na busca por recursos experimentais por cura ou paliação. O apoio da família é fundamental para enfrentar o diagnóstico e o tratamento. É importante estar por perto e oferecer ajuda prática, como ir ao supermercado, cozinhar e cuidar da casa enquanto o paciente se recupera. Muitos médicos recomendam, inclusive, que algum parente participe das consultas médicas.

 

Fontes: Alexandre Palladino, médico e oncologista clínico do Instituto Nacional de Câncer; Artur Malzyner, médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Mauricio A. Muradian, médico oncologista da Clinonco; A. C. Camargo Cancer Center; American Cancer Society; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Instituto Oncoguia; e Organização Mundial da Saúde.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/10/16/cancer-de-pulmao-tosse-com-sangue-dor-no-torax-e-falta-de-ar-sao-sinais.htm

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Prêmio Nobel de Medicina 2018: entenda o tratamento que ajuda a eliminar câncer

O mundo foi despertado em 1 de outubro com a informação de que dois pesquisadores, que trabalharam independentemente em duas frentes de uma mesma batalha, foram premiados com o Nobel de Medicina de 2018.

Desde a década de 1990, Allison, da Universidade do Texa, e Honjo, da Universidade de Kyoto, estudaram como o sistema imune atua contra tumores malignos. Melhor dizendo, se interessaram no porquê as células imunológicas, chamadas linfócitos, deixam de atuar e terminam por permitir que um câncer evolua.

Seus conhecimentos permitiram entender que, muitas vezes, os tumores expressam substâncias que inibem a atividade que o sistema imunológico poderia exercer contra a eles. Estas substâncias se ligam aos receptores, chamados CTLA-4 e PD-1, das células de defesa do organismo, produzindo inibição de suas atividades contra o câncer.

A nova imunoterapia, cujos estudos clínicos ganharam vigor nestes últimos anos, tem o objetivo de bloquear com anticorpos as substâncias que produzem inibição das células de defesa.

Exemplos destas novas modalidades terapêuticas:

Anti CTLA-4 – Ipilimumabe: age no tratamento do melanoma.

Anti PD-1/PD-L1 – Pembrolizumabe, Nivolumabe e Atezolizumabe: agem no tratamento de câncer de pulmão, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer renal.

Estas drogas, particularmente as anti PD-1/PD-L1, apresentam baixos efeitos colaterais e ganho terapêutico surpreendentemente eficiente, o que para doença avançada se constitui em fato inédito e auspicioso.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/premio-nobel-de-medicina-2018/

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Mês Rosa: como o câncer de mama se desenvolve?

Outubro é conhecido mundialmente como o “Mês Rosa” devido ao movimento internacional voltado para a conscientização sobre o câncer de mama, o tumor mais frequente e fatal em mulheres.

Ainda que tipicamente voltado para o público feminino, o câncer de mama pode acometer também homens na razão de um caso masculino para cada 100 mulheres com a doença.

Como surgiu o mês rosa?

Outubro Rosa surgiu na década 1990 nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou em muitos outros países. Seu conceito é compartilhar informações sobre o câncer de mama de tal maneira a conseguir aumentar a demanda por exames que permitam diagnostico precoce como a mamografia, por exemplo, assim como novos conceitos sobre prevenção primária e avanços terapêuticos. Todos estes elementos buscam, em última análise, tornar possível a redução da mortalidade por esta temível doença.

Em capítulos anteriores, citamos a importância da dieta saudável, da abstinência ao álcool e a prática de exercícios físicos na prevenção de câncer em geral, isto se aplica de maneira superlativa na profilaxia do câncer de mama.

Incidência

Este câncer ataca mais frequentemente mulheres de 50 a 70 anos de idade. Ainda que muito mais raramente, o tumor de mama pode atingir jovens entre 20 e 30 anos, bem como aquelas mais idosas acima dos 80 anos.

Rastreamento

Os centros avançados que realizam triagem populacional para o diagnóstico precoce do câncer de mama recomendam mamografia anual ou a cada dois anos para a imensa maioria das mulheres entre 50 e 70 anos.

Já para um grupo menor com histórico familiar da doença ou de câncer de ovário, a recomendação mais frequente é a de iniciar os exames mais cedo, em geral entre 40 e 45 anos, e faze-los anualmente até os 75 anos.

Apesar de todas as recomendações coletivas citadas, muitas razões individuais podem aconselhar exames acima ou abaixo dos limites de idade mencionados e também a possibilidade de frequências distintas maiores ou menos do que está padronizado.

Como o câncer de mama se desenvolve?

O câncer de mama começa no tecido epitelial que reveste os ductos da glândula mamária e pode penetrar os vasos linfáticos que terminam nos gânglios da axila ou os vasos sanguíneos, podendo a vir a disseminar a outros órgãos.

Enquanto só na glândula mamária o tratamento cirúrgico seguido de radioterapia e muitas vezes por medicamentos é a situação clinica que mais enseja a cura definitiva. Uma vez comprometido os gânglios da axila, a quimioterapia pode desempenhar papel relevante quando somada aos tratamentos citados.

Prognóstico

Os tumores de mama que se espalharam para outros órgãos têm prognóstico mais reservado, porém novos tratamentos desenvolvidos para os diversos tipos biológicos e moleculares (anticorpos e outros inibidores anti-HER2, inibidores de aromatase, inibidores do mTOR, inibidores das ciclinas CDK4 e CDK6) de câncer de mama permitiram melhorar drasticamente a probabilidade de sucesso no tratamento.

Pelos conhecimentos adquiridos na prevenção primária, no diagnóstico precoce e no desenvolvimento de terapêuticas mais eficientes, tem sido para o oncologista uma tarefa a cada ano mais densa transmitir informações ao público, porém com uma alegria crescente de quem sabe que hoje é possível antecipar a meta de cura definitiva deste mal como uma realidade provável.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/mes-rosa/

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