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Entenda o melanoma: câncer de pele agressivo que provocou a morte de Roberto Leal

RIO – O melanoma, causa da morte do cantor português Roberto Leal , é um tipo de câncer de pele menos comum, mas muito agressivo e que, na maioria dos casos, leva à metástase e depois à morte.

Existem dois grandes grupos de câncer de pele, muito diferentes entre si: o primeiro é o carcinoma de pele, que representa cerca de 90% dos casos. Ele aparece em decorrência do sol e tem crescimento local, lento, muito raramente emite metástase e tem muitas opções de resolução. O segundo grupo é o do melanoma, que representa cerca de 7 mil casos por ano, mas dos quais 2 mil, ou 30%, vão levar à morte.

— O motivo da estranheza é: como é que um câncer de pele, uma bobagenzinha que a gente vê, pode matar uma pessoa? É uma doença que teoricamente poderia ser caracterizada muito precocemente. Mas o melanoma é uma lesão de pele cujo maior problema é o aprofundamento. Continua sendo uma pintinha, mas vai penetrando feito uma escavadeira de metrô. Invade vasos linfáticos e vai se veiculando para outros órgãos, mesmo antes de ser uma pinta muito feia. Infelizmente às vezes quando é detectado, já é tarde — afirma o oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e consultor científico da Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo, Artur Malzyner.

A irradiação ultravioleta do sol é a principal causa do melanoma. Há indícios de que seja mais frequente nas áreas do globo onde a insolação é maior e no grupo de risco, pessoas de pele clara e origem europeia.

Um médico treinado, seja dermatologista, oncologista ou clínico-geral, pode identificar se uma pinta é uma lesão suspeita ou não. Por isso, segundo Malzyner, é importante que as pessoas façam revisões periódicas e, se possível, passem pela dermatoscopia, exame que não só detecta a malignidade das pintas, como compara sua evolução ao longo dos anos.

Se o melanoma foi diagnosticado e há metástase detectada ou alto risco de desenvolvê-la, a melhor opção é a imunoterapia.

— Esse tratamento revolucionou o melanoma. Era sistematicamente letal para todos que tinham metástase, mas hoje já se consegue regressão em número expressivo, de 30 a 45% dos casos. Infelizmente não é acessível para todos e menos da metade dos pacientes que vão ter acesso vão ficar bem. Os outros 55 a 70% vão ter evolução do câncer. É uma doença muito agressiva.

Pintas com nuances e tonalidades diversas dentro dela, que crescem de repente, sangram ou surgem de repente são alvo especial de atenção.

 

Acesse o link do Portal O Globo: https://oglobo.globo.com/sociedade/entenda-melanoma-cancer-de-pele-agressivo-que-provocou-morte-de-roberto-leal-23949996

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Saúde emocional durante o tratamento oncológico

Tudo que é desconhecido ou aquilo que nunca passamos sempre causará um estranhamento ou nos trará uma ansiedade ou medo pelo desafio. O recebimento do diagnóstico de um câncer causa impacto e provoca um rompimento no ritmo de vida.

Após o diagnóstico de uma doença grave a vida costumeira é interrompida com idas ao hospital, realização de exames e mergulho no desconhecido, na vida do tratamento. O baque nos faz olhar para nós mesmos de uma forma diferente, não nos reconhecemos neste corpo doente que muitas vezes sofre transformações, emagrece e provoca tantas outras mudanças que nosso reflexo no espelho parece ser outro.

Hoje em dia temos acesso a diferentes tratamentos e estes se tornam cada vez mais individualizados. Os exames estão mais precisos e o diagnóstico é alcançado precocemente.

No entanto, enfrentar o diagnóstico emocionalmente é outro aspecto. O significado dado ao câncer estará relacionado a pessoa, estilo e fase da vida em que ela se encontra. Um homem recém-casado provavelmente encarará a doença diferente de um senhor de idade. A busca por ajuda pode ser nas diversas fases, seja ao diagnóstico, durante o tratamento, quando este termina e entra-se no controle da doença ou quando não há mais tratamentos possíveis. Muitas vezes a quimioterapia, a decisão de realizar a cirurgia, escolher outro protocolo podem trazer ansiedade. O receio dos efeitos colaterais e sequelas deixadas pela doença podem influenciar na aceitação do diagnóstico. Para alguns, o ajustamento a vida pós tratamento pode ser mais tortuoso do que o período anterior. É bom poder expressar o medo e ser acolhido para estar disposto a encarar a doença com tranquilidade e bem-estar. Muitas vezes isso significa a participação em novos grupos, busca por atividades originais que sejam possíveis de estabelecer durante este período, algo que respeite seu cansaço e disposição.

Quando o tratamento não é mais possível, cabe ao paciente e a família buscar qualidade de vida durante esta fase, visando o conforto e ausência de dor.  A família, amigos ou pessoas próximas podem ajudar, mas, em alguns casos, não compreendem as aflições e inseguranças sentidos. Afinal, eles podem também não saber lidar com esse momento. Nestes casos o auxilio de um psicólogo pode ser de grande valia. O atendimento psicológico pode durar por um período, podendo ser individual ou em grupo.

Nós podemos passar pela doença e ver o lado ruim ou o que não dá certo, mas provavelmente tornará tudo mais difícil. Lembre-se que toda a moeda tem dois lados e, portanto, mesmo uma noticia ruim, pode apresentar um outro lado que mostrará algo novo, surpreendente e que pode te ajudar neste momento. Escute-se, permita sentir as emoções que surjam e, quando precisar, reconheça que pode pedir ajuda.

 

Fonte: Marilia Zendron (Psicologia, Clinonco)

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Cuidados alimentares reduzem risco de recaída do câncer

Muito já foi discutido sobre a importância de alimentação e hábitos saudáveis na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer. Estas informações são baseadas em conceitos teóricos ou experimentação animal, mas poucas foram extraídas de estudos em humanos. Claro que temos evidências baseadas em observações epidemiológicas que permitem certa associação com benefícios sugeridos.

A Medicina vive de informações mais precisas e estudos clínicos desenhados especificamente para demonstrar estes resultados são necessários. Poucos estudos clínicos foram estabelecidos para demonstrar a influência da alimentação sobre um tipo de câncer.

Vamos aqui comentar sobre os dois estudos importantes que para recomendar nossa orientação dietética a mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama.

Alimentação x recidiva câncer

O primeiro estudo, Chlebowski e colaboradores avaliaram o efeito de uma dieta baixa em teor de gorduras (menor que 20% comparada com a dieta considerada padrão com média de 32% de gorduras) em quase 50 mil mulheres saudáveis e observou-se a incidência de casos novos de câncer mama e mortalidade nas que vieram a desenvolver esta doença. Ainda que não se tenha observado uma redução importante no risco de desenvolver câncer de mama, as mulheres que vieram apresentá-lo tiveram menor mortalidade por câncer de mama e particularmente grande benefício na sobrevida.

Já o segundo estudo, Patterson e colaboradores observaram o comportamento de 2400 mulheres com câncer de mama em fase precoce em relação ao período de seu jejum noturno. Treze ou mais horas em jejum noturno permitiram uma redução no risco de recaída de 36% ou mais, sendo que o benefício foi progressivamente maior, da ordem de 20%, a cada adição de duas horas ao período de jejum. Além disso, os autores também concluíram que um aumento no tempo de jejum noturno reduz potencialmente o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros câncer.

Tentando-se abstrair uma orientação única de dois estudos heterogêneos como estes, é que passamos a recomendar a todas as mulheres, e particularmente aquelas que tiveram câncer de mama, uma alimentação com baixo teor de gorduras e um período de jejum noturno mais prolongado.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/alimentacao-x-recidiva-cancer/

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Sol faz bem ou mal? Veja cuidados

Além de emitir a energia necessária para o desenvolvimento de toda a cadeia alimentar, da qual nós dependemos, o sol é responsável por vários fenômenos biológicos no organismo humano, como a regulação do ritmo biológico, bem como a produção hormonal e de vitamina D.

Como muitos excessos, a exposição demasiada ao sol também pode causar danos à saúde, por exemplo queimaduras solares, febre, desidratação e risco elevado de desenvolvimento de queratoses – as quais podem evoluir para câncer de pele.

Assim como nos meses de outubro e novembro ocorrem movimentos sociais para conscientização dos canceres de mama (Outubro Rosa) e próstata (Novembro Azul), em dezembro acontece o movimento Dezembro Laranja que objetiva estimular a população na prevenção e no diagnóstico do câncer de pele, o tipo de tumor mais comum no País. Este movimento teve início em 2014 pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e em 2018 o tema da campanha foi “Se exponha, mas não se queime”.

A campanha recomenda adoção de medidas básicas como a utilização diária de fotoprotetores com fator mínimo de 30, evitar os horários de maior incidência solar (das 10 às 16 horas), utilizar chapéus, óculos de sol com proteção UV, usar roupas que cubram boa parte do corpo, se manter hidratado e procurar locais com sombra.

Câncer de pele no Brasil

No Brasil, o câncer de pele corresponde a 30% de todos os tumores malignos e a estimativa para 2019 é mais de 165 mil novos casos de câncer da pele não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Causas

A doença surge pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele devido à exposição excessiva ao sol, provocando mutações nos genes.

Tipos

O câncer de pele é classificado em três tipos: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e o melanoma.

O tipo carcinoma basocelular tem origem nas células basais, que são a camada mais profunda da epiderme, ocorrendo mais frequentemente em regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, couro cabeludo, ombros e costas. É o tipo mais frequente e de baixa letalidade, com alta probabilidade de cura quando o diagnóstico é precoce.

O tipo carcinoma espinocelular acomete as células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. É o segundo mais prevalente, sendo mais frequente em homens do que mulheres, e pode ocorrer em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol.

O tipo melanoma é o menos frequente, entretanto, é o que apresenta pior prognóstico e maiores taxas de mortalidade. Tem origem nos melanócitos, que são as células produtoras da melanina, responsável pela pigmentação da pele. Pessoas de pele mais clara e que se queimam com facilidade a exposição solar, apresentam maior risco de desenvolvimento da doença, mas pode ocorrer em pessoas de pele negra, ainda que mais raramente.

Sintomas

As lesões podem se apresentar de formas inespecíficas como manchas brancas a róseas, feridas, verrugas, pintas até lesões que sangram com facilidade. É importante ter o conhecimento do seu tipo pele e ficar atenta a lesões novas que surjam e persistam.

O exame clínico simples, realizado por seu médico de família, dermatologista ou oncologista, pode permitir um diagnóstico suficientemente precoce para um tratamento efetivo.

Além de poder estar associado a mortes, o câncer de pele mais avançado frequentemente se associa ao risco de mutilações cirúrgicas e outros distúrbios funcionais provocados pelo risco do diagnóstico não ser suficientemente precoce.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/sol-faz-bem-ou-mal-veja-cuidados/

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Dia Mundial do Câncer: como surgiu campanha de combate à doença?

Com o controle crescente das moléstias infecciosas, redução das vítimas de trânsito e dramática redução das mortes causadas por doenças cardiorrespiratórias, o câncer emergiu como o grande mal dos últimos tempos.

Os conhecimentos trazidos da intensa e profunda pesquisa na área de prevenção, biologia e tratamento permitiram reduzir o abismo de conhecimento que se tinha em relação a esta temida doença. Um longo caminho se percorreu no controle do câncer, porem sabemos que ainda há longas distâncias a serem traçadas.

De alguma maneira semelhante a outras datas de conscientização popular, como Outubro Rosa, Novembro Azul e Dezembro Laranja, no dia 4 de fevereiro a União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) estabeleceu o Dia Mundial do Câncer.

Origem do Dia Mundial do Câncer

A UICC é um órgão internacional que trabalha com a Organização Mundial de Saúde, incentivando pesquisa em oncologia, advogando os direitos dos pacientes e pressionando os governos a adotarem uma conduta humanizada e cientificamente atualizada com os pacientes com câncer de todo o mundo, disseminando também conceitos de prevenção.

A UICC é composta por membros de mais de mil organizações, pertencentes a mais de 160 países, que representam as principais sociedades de câncer, ministérios de saúde e grupos de pacientes do mundo. Ela inclui influentes formuladores de políticas, pesquisadores e especialistas em prevenção e controle do câncer.

Objetivos

O Dia Mundial do Câncer veio a ser a maneira como o UICC divulga seus campos de luta, o que se traduz em salvar milhões de mortes evitáveis a cada ano, aumentando a conscientização e a educação sobre a doença.

A UICC fornece apoio por meio do desenvolvimento de ferramentas e de orientações para encorajar os seus membros a realizarem campanhas locais de conscientização, alinhadas e adaptadas à mensagem global do Dia Mundial do Câncer. Além disso, trabalha para garantir e apoiar as oportunidades de mídia digital, tradicional e social sobre o dia.

 

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dia-mundial-do-cancer/

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Sorvete e outras dicas para aliviar os efeitos colaterais da quimioterapia

A náusea é um dos sintomas mais comuns em pacientes que passam por quimioterapia ou radioterapia e muitas vezes são usados medicamentos para ajudar a atenuar o mal-estar. Agora um sorvete desenvolvido no Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina (HU/UFSC) ajuda a driblar os enjoos.

De acordo com a professora Francilene Graciele Kunradi Vieira, do Departamento de Nutrição da UFSC e coordenadora da pesquisa, a aceitação teve uma variação de 77% a 98%. “Esse resultado mostrou uma possibilidade terapêutica promissora na prevenção e recuperação do estado nutricional de indivíduos doentes”, comenta.

Ela conta que pacientes com câncer em processo de quimioterapia apresentam grande dificuldade de comer por causa dos efeitos colaterais provocados pelo tratamento, como náuseas, vômitos, inapetência alimentar, feridas na boca e sensação de boca seca. Há, ainda, o estresse metabólico ocasionado pela própria doença, o que as torna mais vulneráveis nutricional e emocionalmente.

Oferecido nos sabores chocolate, morango e limão siciliano, o sorvete é fonte de proteína e fibra, tem baixo teor de gordura e é isento de lactose. Por isso, também serve como um complemento alimentar.

Para o médico oncologista Artur Malzyner, membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), são necessários mais estudos para garantir que o sorvete possa se tornar uma indicação oficial, mas concorda que a fórmula pode contribuir de fato para favorecer a recuperação de que passa por quimioterapia.

Atualmente, o produto vem sendo testado como sobremesa após o almoço e o jantar de pacientes internados para tratamento de câncer no Hospital Universitário da UFSC. “Não existe uma recomendação de consumo em relação a quantidade e tipo de câncer”, reforça Vieira.

Ao ser consumido, o sorvete favorece a salivação e pode auxiliar no alívio dos desconfortos na boca provocados pelo tratamento, como feridas, aftas, mucosite e sensação de boca seca e com gosto ruim. O alívio dos efeitos colaterais ocorre devido à temperatura gelada, e não à composição do produto.

A nutróloga Andréa Pereira, da oncologia e hematologia da Sociedade Beneficente Brasileira Israelita Albert Einstein, em São Paulo, detalha que o alimento gelado contrai os vasos sanguíneos da boca, o que diminui a irrigação local e a chegada de quimioterápicos na boca, reduzindo os incômodos. “No entanto, a técnica não deve ser usada quando o tumor primário for de boca e arredores, pois nesse caso é necessário que o remédio chegue ao local”, alerta.

Dicas para aliviar os sintomas da quimioterapia

A nutricionista Fernanda Bortolon, especialista em Nutrição Oncológica e Mestre em Ciências Pneumológicas, destaca que manter uma alimentação saudável durante o tratamento oncológico é fundamental para fortalecer o sistema imunológico.

Nessa fase, não é indicado consumir alimentos crus, como peixes, frutos do mar, produtos à base de ovos e verduras cruas (que podem estar mal lavadas). “Isso contribui para evitar contaminação pelos alimentos. Afinal, uma infecção durante o tratamento tende a ser mais difícil de combater por causa da queda da imunidade provocada pelos medicamentos”, esclarece.

Também é contraindicado realizar qualquer tipo de restrição alimentar sem orientação nutricional. Para facilitar a adesão e minimizar os desconfortos de quem passa por quimioterapia, listamos alguns hábitos alimentares que vale a pena adotar:

. Beber líquidos durante todo o dia;

. Ficar atento às proteínas consumidas (ovos, sorvetes, queijos);

. Adicionar calorias saudáveis nas preparações, como azeite de oliva, castanhas, pasta de amendoim e óleo de coco;

. Incluir alimentos ricos em vitamina C (frutas cítricas, tomate, pimentão amarelo, entre outros);

. Aumentar o consumo de alimentos verde-escuros (brócolis, couve, espinafre);

Além disso, vale somar à rotina alimentar estas atitudes essenciais para uma boa recuperação pós-quimioterapia:

. Coma pouco em cada refeição, mas mantenha o fracionamento das refeições ao longo do dia;

. Evite odores fortes, como de perfumes e produtos de limpeza;

. Resista à tentação de deitar-se após as refeições;

. Não faça exercícios físicos após as refeições.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/12/26/cientistas-criam-sorvete-que-alivia-efeitos-colaterais-da-quimioterapia.htm

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Imunoterapia: nova modalidade revoluciona tratamento de câncer

Faremos uma revisão sobre uma terapêutica do câncer até certo ponto revolucionária dentre os tratamentos atualmente disponíveis.

Na evolução do câncer, a pluralidade de mutações genéticas que ocorrem pode gerar proteínas (antígenos) que, sendo reconhecidas como estranhas ao organismo humano, levam ao reconhecimento do sistema imunológico para serem eliminadas.

Entretanto, o tumor frequentemente burla este sistema de vigilância, tornando as células tumorais invisíveis para as células de defesa do organismo. Desde o século 19, se estuda as relações entre o câncer e os mecanismos de defesa, o que permitiu o desenvolvimento da imunoterapia como modalidade terapêutica.

Imunoterapia contra câncer

Muitas foram as fases históricas da imunoterapia – como na potencialização geral da imunidade pelo uso do BCG, interferon e interleucina –, porém as evidencias clínicas apontam que apenas agora tivemos a oportunidade de encontrar a correta percepção sobre seus mecanismos de ação, os recursos para estabelecimento de novas terapêuticas e que finalmente resultaram em beneficio clínico indiscutível.

Os pesquisadores James P. Allison e Tasuku Honjo descreveram mecanismos de inativação do ataque imunológico por meio de um processo em que o câncer ativa uma pausa funcional na capacidade de ataque das células de defesa (linfócitos), conhecida como checkpoint e usada em condições normais pelo sistema imunológico para dar certo tempo para reconhecer os tecidos que devam ou não ser atacados.

Muitas destas ativações de pausa funcional se dão pela síntese por parte do tumor de moléculas inibitórias.

Uma das estratégias desenvolvidas para bloquear este processo gerado pelo tumor são os anticorpos anti-PDL-1 (exemplos atezolizumabe e avelumabe) e anti-PD1 (exemplos pembrolizumabe e nivolumabe), que envolvem espacialmente as moléculas associadas com ativação da pausa imunológica.

Em pouco mais de três anos de uso clinico, esta modalidade terapêutica apresentou resultados surpreendentes em vários tipos de câncer, tendo-se tornado a modalidade principal em câncer de pulmão, melanoma, câncer renal e câncer de cabeça e pescoço.

Outro processo inibitório ativado também por muitos tumores é o CTLA-4, que também pode ser isolado por meio de anticorpos (exemplo ipilimumabe). Menos expressivo do que os anticorpos anti-PD-1, busca-se ainda um uso clínico mais relevante. Uma nova estratégia ainda experimental tem sido associar à terapêutica destas duas formas de pausa imunológica (checkpoints CTLA-4 e PD-1), que parece tornar a atividade anti-tumoral ainda mais expressiva.

Em muitas das doenças estudadas, a associação da imunoterapia com a quimioterapia se mostrou muito ativa e se tornou a pedra angular no tratamento, por exemplo, no câncer de pulmão.

Dado enorme campo de seu uso, a imunoterapia promete continuar uma revolução na forma de abordar o câncer.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/imunoterapia-contra-cancer/

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Cuidados alimentares que reduzem risco de câncer de mama

Muito já foi discutido sobre a importância de alimentação e hábitos saudáveis na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer. Muitas destas informações são baseadas em conceitos teóricos ou experimentação animal, mas poucas evidências foram extraídas de estudos em humanos. Claro que há evidências baseadas em observações epidemiológicas que permitem certa associação com benefícios sugeridos.

Embora estudos clínicos sejam desenhados especificamente para demonstrar estes resultados, poucos trabalhos foram estabelecidos para demonstrar a influencia da alimentação sobre um tipo de câncer.

A seguir, entenda duas pesquisas importantes para recomendar nossa orientação dietética a mulheres que tiveram diagnostico de câncer de mama anteriormente:

Cuidados alimentares contra o câncer

Menos gorduras

No primeiro estudo, Chlebowski e colaboradores avaliaram o efeito de uma dieta baixa em teor de gorduras em quase 49 mil mulheres saudáveis.  Ainda que não se tenha observado uma redução importante no risco de desenvolver câncer de mama, as mulheres que vieram a apresentá-lo tiveram menor mortalidade pela doença e particularmente grande beneficio na sobrevida.

Jejum noturno

Já o segundo estudo, Patterson e colaboradores observaram o comportamento de 2.400 mulheres com câncer de mama em fase precoce. Treze ou mais horas em jejum noturno permitiu uma redução no risco de recaída de 36% ou mais, sendo que o beneficio foi progressivamente maior, da ordem de 20%, a cada adição de duas horas ao período de jejum.

Além disso, os autores também concluíram que um aumento no tempo de jejum noturno reduz potencialmente o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros cânceres.

Tentando-se abstrair uma orientação única de dois estudos heterogêneos como estes, passamos a recomendar a todas as mulheres, e particularmente àquelas que tiveram câncer de mama, uma alimentação com baixo teor de gorduras e um período de jejum noturno mais prolongado.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/cuidados-alimentares-cancer-de-mama/

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Novembro Azul: importância da campanha no combate ao câncer de próstata

Inspirado por campanhas públicas de saúde como o recém-terminado Outubro Rosa, o Novembro Azul surgiu com o objetivo de conscientizar o público sobre a saúde do homem e, em particular, sobre o câncer de próstata.

Este é considerado o tumor mais frequente e a principal causa de morte por câncer no sexo masculino. Saiba tudo sobre ele

Importância do Novembro Azul

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que produz parte do sêmen liberado durante o ato sexual e está localizada abaixo da bexiga e à frente do reto.

Devido à localização, para verificar consistência, tamanho e presença de lesões palpáveis na próstata, é realizado o exame de toque. Apesar dos preconceitos, a campanha Novembro Azul fez com que esse teste se tornasse parte rotineira da vida dos homens.

Simples, rápido e indolor, ele tem papel relevante entre os métodos atualmente disponíveis para o diagnóstico precoce da doença.

Diagnóstico precoce

O câncer de próstata é assintomático em muitos casos e evolui lentamente, portanto, quando sinais e sintomas aparecem, é possível que a doença tenha surgido há algum tempo e que esteja em estágio avançado.

Por isto, é de extrema importância à realização dos exames de prevenção para o diagnóstico precoce, possibilitando a identificação do tumor em fase inicial com maior taxa de cura.

Além disso, o diagnóstico precoce torna menor o índice de complicações pós-cirurgia ou pós-radioterapia.

Nestes casos, o tratamento curativo ainda radical proporciona menos complicações na qualidade de vida do que nos casos avançados, que requerem tratamentos mais complexos e com maior probabilidade de efeitos adversos.

Ainda que os congressos médicos da especialidade debatam sobre os riscos eventuais de tratamentos excessivos provenientes de muitos procedimentos realizados em decorrência dos eventuais alarmes falsos, já que a triagem é pouco especifica, o fato é que os métodos atuais podem produzir resultados efetivos na cura de pacientes assintomáticos com câncer de próstata.

Quando o rastreamento deve começar?

Considerada uma doença da terceira idade, a maioria dos casos de câncer de próstata ocorre a partir dos 65 anos.

Desta forma, recomenda-se que a prevenção se inicie a partir desta idade por meio da realização anual dos exames de toque, PSA e de imagem que se façam indicar por eventual anormalidade constatada naqueles.

O exame de toque e PSA são métodos imprecisos, mas até certo ponto complementares para detecção do câncer de próstata, dando alerta para a indicação de uma investigação mais aprofundada.

Em famílias com incidência elevada de câncer de próstata, recomenda-se que o rastreamento se inicie a partir dos 45 anos de idade.

Tratamento de câncer de próstata

O tratamento do câncer de próstata depende da extensão e do aspecto microscópico do tumor, idade e saúde geral do paciente, e pode incluir observação, cirurgia, radioterapia, criocirurgia, hormonoterapia e quimioterapia, além da possibilidade de combinar uma ou mais destas modalidades terapêuticas.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

 

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Obesidade e câncer colorretal: risco é elevado

A morbimortalidade associada ao sobrepeso e a obesidade tem sido estudada por profissionais de saúde há mais de 2000 anos. A definição de sobrepeso e obesidade é baseado no IMC (índice de massa corpórea), que é calculado pela divisão do Peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros), sendo que um IMC 25-29,9 Kg/m2 é considerado sobrepeso, IMC > 30: obesidade e IMC > 40 : obesidade mórbida.

A obesidade está associada a uma redução de expectativa de vida tanto em homens quanto em mulheres, além de estar relacionada a mais de 200 doenças. As principais doenças relacionadas ao excesso de peso são: cardiovasculares, infarto, AVC, diabetes, insuficiência renal, doença do refluxo gastroesofágico, apneia do sono e alguns tipos de câncer – como de endométrio, pâncreas, estômago, rim, mama e cólon.

Câncer colorretal e obesidade

Em relação ao câncer de colon e reto, em pacientes acima de 50 anos a associação da doença a hábitos de vida inadequados, como excesso de peso, diabetes, dieta rica em carnes vermelhas e processadas e sedentarismo, está bem documentada, porém tem se observado aumento do número de casos novos em pacientes jovens que merecem uma elucidação de possíveis fatores de risco.

Um estudo publicado no JAMA Oncology em 11 de outubro de 2018 tentou correlacionar o obesidade e o ganho de peso ao aumento do risco de câncer colorretal em pacientes jovens. No período de 1989 a 2011 foram acompanhadas 85.256 mulheres na faixa etária de 25 a 42 anos que não tinham historia previa de câncer intestinal ou doença inflamatória intestinal.

As mulheres com IMC aumentado ou com ganho de peso eram mais propensas a desenvolverem diabetes, praticavam menos atividades físicas e tinham maior consumo de carne vermelha.

No período estudado foram diagnosticados 114 casos de câncer cólon e reto. A obesidade era um fator de risco independente para o aumento destes tumores: quanto maior o índice de massa corpórea, maior era a chance de desenvolver a doença, sendo que nas mulheres de IMC >30 o risco era quase o dobro quando comparado com as de IMC 18,5 – 22,9.

Certamente serão necessários novos estudos para avaliar a influência do excesso de peso em homens jovens, além da investigação de outros fatores que possam estar contribuindo com o aumento dos casos novos de câncer de cólon e reto em pessoas jovens, porém a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis para evitar o sedentarismo e o excesso de peso devem ser incentivados para a prevenção não só do câncer, mas também de doenças cardiovasculares, osteoarticulares, renais, gastrointestinais, respiratórias e psicológicas.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Lilian Carrano Albuquerque, oncologista da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco)

 

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