CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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Todos os Posts com a Tag: Tratamento do câncer

Cuidados alimentares que reduzem risco de câncer de mama

Muito já foi discutido sobre a importância de alimentação e hábitos saudáveis na prevenção de diversas doenças, inclusive do câncer. Muitas destas informações são baseadas em conceitos teóricos ou experimentação animal, mas poucas evidências foram extraídas de estudos em humanos. Claro que há evidências baseadas em observações epidemiológicas que permitem certa associação com benefícios sugeridos.

Embora estudos clínicos sejam desenhados especificamente para demonstrar estes resultados, poucos trabalhos foram estabelecidos para demonstrar a influencia da alimentação sobre um tipo de câncer.

A seguir, entenda duas pesquisas importantes para recomendar nossa orientação dietética a mulheres que tiveram diagnostico de câncer de mama anteriormente:

Cuidados alimentares contra o câncer

Menos gorduras

No primeiro estudo, Chlebowski e colaboradores avaliaram o efeito de uma dieta baixa em teor de gorduras em quase 49 mil mulheres saudáveis.  Ainda que não se tenha observado uma redução importante no risco de desenvolver câncer de mama, as mulheres que vieram a apresentá-lo tiveram menor mortalidade pela doença e particularmente grande beneficio na sobrevida.

Jejum noturno

Já o segundo estudo, Patterson e colaboradores observaram o comportamento de 2.400 mulheres com câncer de mama em fase precoce. Treze ou mais horas em jejum noturno permitiu uma redução no risco de recaída de 36% ou mais, sendo que o beneficio foi progressivamente maior, da ordem de 20%, a cada adição de duas horas ao período de jejum.

Além disso, os autores também concluíram que um aumento no tempo de jejum noturno reduz potencialmente o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros cânceres.

Tentando-se abstrair uma orientação única de dois estudos heterogêneos como estes, passamos a recomendar a todas as mulheres, e particularmente àquelas que tiveram câncer de mama, uma alimentação com baixo teor de gorduras e um período de jejum noturno mais prolongado.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/cuidados-alimentares-cancer-de-mama/

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Novembro Azul: importância da campanha no combate ao câncer de próstata

Inspirado por campanhas públicas de saúde como o recém-terminado Outubro Rosa, o Novembro Azul surgiu com o objetivo de conscientizar o público sobre a saúde do homem e, em particular, sobre o câncer de próstata.

Este é considerado o tumor mais frequente e a principal causa de morte por câncer no sexo masculino. Saiba tudo sobre ele

Importância do Novembro Azul

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que produz parte do sêmen liberado durante o ato sexual e está localizada abaixo da bexiga e à frente do reto.

Devido à localização, para verificar consistência, tamanho e presença de lesões palpáveis na próstata, é realizado o exame de toque. Apesar dos preconceitos, a campanha Novembro Azul fez com que esse teste se tornasse parte rotineira da vida dos homens.

Simples, rápido e indolor, ele tem papel relevante entre os métodos atualmente disponíveis para o diagnóstico precoce da doença.

Diagnóstico precoce

O câncer de próstata é assintomático em muitos casos e evolui lentamente, portanto, quando sinais e sintomas aparecem, é possível que a doença tenha surgido há algum tempo e que esteja em estágio avançado.

Por isto, é de extrema importância à realização dos exames de prevenção para o diagnóstico precoce, possibilitando a identificação do tumor em fase inicial com maior taxa de cura.

Além disso, o diagnóstico precoce torna menor o índice de complicações pós-cirurgia ou pós-radioterapia.

Nestes casos, o tratamento curativo ainda radical proporciona menos complicações na qualidade de vida do que nos casos avançados, que requerem tratamentos mais complexos e com maior probabilidade de efeitos adversos.

Ainda que os congressos médicos da especialidade debatam sobre os riscos eventuais de tratamentos excessivos provenientes de muitos procedimentos realizados em decorrência dos eventuais alarmes falsos, já que a triagem é pouco especifica, o fato é que os métodos atuais podem produzir resultados efetivos na cura de pacientes assintomáticos com câncer de próstata.

Quando o rastreamento deve começar?

Considerada uma doença da terceira idade, a maioria dos casos de câncer de próstata ocorre a partir dos 65 anos.

Desta forma, recomenda-se que a prevenção se inicie a partir desta idade por meio da realização anual dos exames de toque, PSA e de imagem que se façam indicar por eventual anormalidade constatada naqueles.

O exame de toque e PSA são métodos imprecisos, mas até certo ponto complementares para detecção do câncer de próstata, dando alerta para a indicação de uma investigação mais aprofundada.

Em famílias com incidência elevada de câncer de próstata, recomenda-se que o rastreamento se inicie a partir dos 45 anos de idade.

Tratamento de câncer de próstata

O tratamento do câncer de próstata depende da extensão e do aspecto microscópico do tumor, idade e saúde geral do paciente, e pode incluir observação, cirurgia, radioterapia, criocirurgia, hormonoterapia e quimioterapia, além da possibilidade de combinar uma ou mais destas modalidades terapêuticas.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/novembro-azul/

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Obesidade e câncer colorretal: risco é elevado

A morbimortalidade associada ao sobrepeso e a obesidade tem sido estudada por profissionais de saúde há mais de 2000 anos. A definição de sobrepeso e obesidade é baseado no IMC (índice de massa corpórea), que é calculado pela divisão do Peso (em quilogramas) pela altura ao quadrado (em metros), sendo que um IMC 25-29,9 Kg/m2 é considerado sobrepeso, IMC > 30: obesidade e IMC > 40 : obesidade mórbida.

A obesidade está associada a uma redução de expectativa de vida tanto em homens quanto em mulheres, além de estar relacionada a mais de 200 doenças. As principais doenças relacionadas ao excesso de peso são: cardiovasculares, infarto, AVC, diabetes, insuficiência renal, doença do refluxo gastroesofágico, apneia do sono e alguns tipos de câncer – como de endométrio, pâncreas, estômago, rim, mama e cólon.

Câncer colorretal e obesidade

Em relação ao câncer de colon e reto, em pacientes acima de 50 anos a associação da doença a hábitos de vida inadequados, como excesso de peso, diabetes, dieta rica em carnes vermelhas e processadas e sedentarismo, está bem documentada, porém tem se observado aumento do número de casos novos em pacientes jovens que merecem uma elucidação de possíveis fatores de risco.

Um estudo publicado no JAMA Oncology em 11 de outubro de 2018 tentou correlacionar o obesidade e o ganho de peso ao aumento do risco de câncer colorretal em pacientes jovens. No período de 1989 a 2011 foram acompanhadas 85.256 mulheres na faixa etária de 25 a 42 anos que não tinham historia previa de câncer intestinal ou doença inflamatória intestinal.

As mulheres com IMC aumentado ou com ganho de peso eram mais propensas a desenvolverem diabetes, praticavam menos atividades físicas e tinham maior consumo de carne vermelha.

No período estudado foram diagnosticados 114 casos de câncer cólon e reto. A obesidade era um fator de risco independente para o aumento destes tumores: quanto maior o índice de massa corpórea, maior era a chance de desenvolver a doença, sendo que nas mulheres de IMC >30 o risco era quase o dobro quando comparado com as de IMC 18,5 – 22,9.

Certamente serão necessários novos estudos para avaliar a influência do excesso de peso em homens jovens, além da investigação de outros fatores que possam estar contribuindo com o aumento dos casos novos de câncer de cólon e reto em pessoas jovens, porém a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis para evitar o sedentarismo e o excesso de peso devem ser incentivados para a prevenção não só do câncer, mas também de doenças cardiovasculares, osteoarticulares, renais, gastrointestinais, respiratórias e psicológicas.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Lilian Carrano Albuquerque, oncologista da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco)

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/obesidade-e-cancer-colorretal/

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Dieta cetogênica e câncer: qual é a relação?

Muitos sobreviventes de câncer são altamente motivados a buscar informações sobre escolhas alimentares, atividade física, uso de suplementos alimentares e terapias nutricionais complementares para melhorar sua resposta ao tratamento, acelerar a recuperação, reduzir o risco de recorrência e melhorar sua qualidade de vida.

Desde o início da década de 1970, diversas dietas foram publicadas com o objetivo primário de emagrecimento e manutenção de peso e utilizaram-se do conceito de ‘’cetogênicas” (baixo teor de carboidratos e elevada ingestão de gorduras sem a preocupação com a contagem de calorias) como pedra angular. Alguns exemplos são Dr Atikins, South Beach, Dukan, além de outras.

Dieta cetogênica e câncer: quais são os efeitos?

Há muita controvérsia em como estas dietas produzem emagrecimento, já que o alto consumo de gorduras as torna hipercalóricas. Muitos pesquisadores acreditam que o emagrecimento prove do fato de que estas dietas são altamente saciadoras e termina por fazer a pessoa reduzir drasticamente a quantidade final de alimentos. Além disto, o baixo teor de carboidratos leva a uma redução da secreção de insulina, hormônio necessário para a incorporação dos alimentos ingeridos.

Uma observação preliminar de que tais dietas eram capazes de reduzir o número de convulsões em pacientes epiléticos trouxe a modalidade ao interesse da medicina.

Muitos subsequentes foram publicados, particularmente em pacientes oncológicos, ainda que em áreas bastantes diversas da oncologia clínica, produzindo uma lista de evidências apenas moderada sobre a sua real capacidade terapêutica.

São reconhecidos os muitos distúrbios metabólicos com que as células cancerosas são geradas, visto que, diferentemente das normais, praticamente só conseguem utilizar os carboidratos como fonte de energia. As células cancerosas são incapazes de utilizar a gordura.

Além disso, a insulina é o hormônio interno que mais é capaz de estimular células cancerosas a se proliferarem e que a busca por uma dieta com baixo teor de secreção de insulina tem sido sempre recomendada por oncologistas.

Cuidados são imprescindíveis

Por isto que a grande maioria dos estudos identifica benefícios da relação dieta cetogênica e câncer.

Contudo, existem poucas, mas importantes instâncias em que a dieta low carb de fato foi nociva a pacientes com câncer, como foi visto no melanoma com mutação no gene BRAF, no qual estimulava a proliferação maligna, ainda que, após adequado bloqueio da mutação, voltou a ver beneficio do uso da dieta.

Isto nos ensina que os casos de câncer são diferentes uns dos outros e que o oncologista é o profissional a encabeçar o time de cuidadores e prescrever este tipo de abordagem.

Efeitos predominantemente satisfatórios foram obtidos no tratamento nos seguintes tipos de câncer: glioblastoma, astrocitoma, meduloblastoma, câncer de próstata, do intestino grosso, neuroblastoma, pâncreas, mama, pulmão, estomago e fígado. Estudos negativos em câncer renal e resultados mistos como já mencionado em melanoma BRAF mutado.

Julgamos o desenvolvimento cientifico das dietas como uma nova via de abordagem promissora do câncer muito pouco explorada até então.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/dieta-cetogenica-e-cancer/

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Câncer de pulmão: tosse com sangue, dor no tórax e falta de ar são sinais

Entre todos os tumores malignos, o câncer de pulmão é o mais frequente em todo o mundo, e também o que mais mata: são 1,76 milhão o número de vítimas por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para 2018 mais de 31 mil novos casos, sendo 18.740 homens e 12.530 mulheres. O tabagismo é a principal causa da doença: o hábito está envolvido em 90% de todos os casos.

Esse é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens e o quarto em mulheres no país, excluindo-se o câncer de pele não melanoma, o mais prevalente para ambos os sexos. Estão no grupo de maior risco indivíduos de 55 a 74 anos. Assim como em outros países, é o tumor maligno que causa mais mortes no Brasil, já que, infelizmente, costuma ser diagnosticado em estágios mais avançados. Apesar de se tratar de uma doença grave e letal, muitos avanços foram conquistados nos últimos anos para aumentar a sobrevida dos pacientes, bem como melhorar sua qualidade de vida.

Como o câncer de pulmão aparece

Os pulmões são órgãos esponjosos que têm como principal função oxigenar o sangue e eliminar o dióxido de carbono do corpo. O lado direito é maior, e dividido em três lobos, enquanto o esquerdo é menor (por causa do coração) e possui apenas dois. Eles são formados por brônquios, que se ramificam a partir da traqueia, que fica entre os órgãos. Os brônquios se ramificam e se estreitam, formando os bronquíolos, que por sua vez chegam aos alvéolos, estruturas onde ocorre a troca gasosa. Os pulmões são cobertos por uma membrana fina, chamada pleura.

O câncer se desenvolve a partir do crescimento desordenado de células, deflagrado por mutações no DNA das células. Às vezes essas mutações são herdadas, mas, na maioria dos casos, são adquiridas ao longo da vida. Os diferentes tipos de tumores podem surgir em diferentes células do órgão.

Tipos de câncer de pulmão

O câncer de pulmão é uma doença bastante heterogênea, ou seja, há vários subtipos e cada um deles tem características e prognósticos distintos. Veja quais são:

Carcinoma de células não pequenas (CNPC), que representa de 80% a 85% dos casos e subdivide-se em:

. Adenocarcinoma Representa cerca de 50% dos casos e costuma se manifestar como nódulos isolados na periferia dos pulmões, que se iniciam nas células dos alvéolos. Tende a crescer mais lentamente, pode ocorrer em fumantes e não fumantes, mas é o tipo mais comum no segundo grupo;

. Carcinoma de células escamosas ou epidermoide Corresponde a 30% dos casos, frequentemente nas regiões centrais dos pulmões, como os brônquios maiores. Está relacionado ao tabagismo;

. Carcinomas de grandes células Pode surgir em qualquer célula grande do pulmão e tende a crescer de forma rápida.

Carcinoma de células pequenas (CPC), que representa de 10% a 15% de todos os cânceres de pulmão. Geralmente está associado ao tabagismo; quase sempre surge nos brônquios e costuma ter crescimento rápido. Um subtipo é o carcinoma neuroendócrino de grandes células.

Ainda há outros tipos mais raros, como tumores pulmonares neuroendócrinos –os tumores carcinoides típicos e atípicos e o carcinoma neuroendócrino de pequenas células, por exemplo –, linfomas e sarcomas.

Sintomas

As manifestações quase sempre aparecem quando a doença já alcançou estágios mais avançados, o que dificulta muito o tratamento. As principais são:

. Tosse (nos fumantes, o ritmo habitual é alterado e aparecem crises em horários incomuns);

. Presença de sangue no escarro;

. Dores no tórax (pioram ao tossir ou ao respirar fundo);

. Falta de ar;

. Rouquidão;

. Pneumonias ou bronquites de repetição;

. Perda de apetite ou de peso inexplicável;

. Fadiga ou cansaço.

É importante ressaltar que todos os sintomas acima também podem ter outras causas, por isso é importante procurar o médico.

Fatores de risco

– Tabagismo: de longe o principal fator, sendo responsável por 90% dos casos. Estima-se que mais de 28 mil ocorrências por ano poderiam ser evitadas se ninguém fumasse.

– Fumo passivo: o risco é pelo menos três vezes maior que o de uma pessoa não exposta à fumaça do cigarro, segundo a American Cancer Society.

– Poluição do ar: estima-se que, em todo o mundo, a poluição seja responsável por 5% dos casos.

– Fatores genéticos: familiares de pessoas que tiveram câncer de pulmão têm risco levemente aumentado, embora seja difícil estabelecer o quanto dessa probabilidade se deve à genética ou à fumaça do cigarro.

– Radioterapia: quem foi exposto à radiação na região do tórax pode ter risco mais alto de câncer de pulmão.

– Exposição a substâncias: agentes como asbesto (amianto), radônio (gás resultante da decomposição do urânio no solo e nas rochas) e arsênio (que pode estar presente na água), fuligem, cromo, níquel, sílica, produtos de carvão e escapamento de diesel, entre outros, também podem aumentar o risco. Segundo a American  Cancer  Society, a maconha e o talco (em sua forma natural, não confundir com o cosmético) têm efeitos incertos ou não comprovados em relação ao câncer de pulmão. A instituição também alerta que, de acordo com pelo menos dois grandes estudos, suplementos de betacaroteno podem aumentar o risco desse tipo de neoplasia em fumantes pesados.

Diagnóstico do câncer de pulmão

Muitas vezes, o problema é identificado em exames de rotina, ou quando se investiga outras doenças. Os principais exames que podem levar ao diagnóstico são a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada ou PET-CT, que permite determinar o tumor e sua localização. Ainda podem ser solicitados pelo médico exames de sangue, ressonância magnética, ultrassonografia, PETscan e cintilografia óssea, para pesquisar a possibilidade de metástases (disseminação para outras partes do corpo).

O câncer só pode ser confirmado por biópsia, que geralmente é realizada por meio de uma broncoscopia (endoscopia respiratória) ou com agulha guiada por tomografia ou ultrassom, e analisada por patologista. Testes moleculares ainda podem identificar mutações genéticas e proteínas no tumor que auxiliam na escolha de terapias específicas.

Com a análise do tumor e os resultados dos exames, é feito o estadiamento. No caso do câncer de pulmão de não pequenas células utiliza-se o sistema com letras (T, de tumor, N de linfonodos e M de metástase) e números (de 0 a 4) para determinar a extensão da doença e, então, determinar o melhor tratamento. Para o câncer de pequenas células, é mais comum o uso do sistema de duas fases: estágio limitado (a apenas um pulmão e seus gânglios linfáticos) e estágio extenso (disseminado para o outro pulmão, gânglios linfáticos e outros órgãos, inclusive a medula óssea).

Tratamento

Concluído o estadiamento, uma equipe multidisciplinar composta por oncologistas, radioterapeutas e cirurgião torácico podem decidir qual tratamento é mais adequado para cada situação, com base em fatores como o tipo de câncer de pulmão, o tamanho, a localização e a extensão dos tumores, bem como o estado geral de saúde do paciente. As terapias a seguir podem ser prescritas isoladamente ou em combinação:

Cirurgia Consiste na remoção das partes do pulmão afetadas e dos gânglios linfáticos envolvidos. Pode ser curativa nas situações em que o câncer de pulmão foi descoberto em fase inicial.

Radioterapia Aplicação de radiações ionizantes no local para destruir o tumor ou inibir seu crescimento. Pode ser usada antes da cirurgia, para reduzir o tumor, ou depois, para destruir células restantes, tratar metástases ou, ainda, como tratamento paliativo. Há várias modalidades diferentes de radioterapia. O tratamento é indolor e os efeitos colaterais mais frequentes são irritação na pele e fadiga.

Quimioterapia Uso de medicamentos que são sabidamente eficientes em combater as células cancerosas. Podem ser usados juntos ou em combinação, e têm ação sistêmica, ou seja, células saudáveis também são afetadas. É feita em ciclos, em geral depois da cirurgia, mas também pode ser indicada antes para reduzir o tamanho do tumor. Alguns exemplos de drogas para esse tipo de câncer são: cisplatina, carboplatina, paclitaxel, nab-paclitaxel, docetaxel, gemcitabina, vinorelbina, irinotecano, etoposido e vinblastinaepemetrexede. Os efeitos colaterais incluem náuseas, vômitos, perda de cabelo e infecções, entre outros.

Terapia-alvo Uso de medicamentos ou outras substâncias que impedem o crescimento e disseminação do tumor, causando pouco dano às células saudáveis. Há terapias para diversos tipos de câncer de pulmão com perfis moleculares específicos. É o caso do bevacizumabe e do ramucirumabe, que têm como foco o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF); oerlotinibe, gefitinibe, afarinibe e osimertinibe e necitumumabe, com alvo o gene do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR); e ocrizotinibe, ceritinibe e alectinibe, para pacientes que têm como alvo o gene ALK. Os efeitos colaterais variam para cada terapia.

Imunoterapia As células do câncer dispõem de mecanismos que confundem e freiam o sistema imunológico. Estudos do imunologista americano James P Allison e do japonês Tasuku Honjo (Nobel de Medicina 2018) proporcionaram, nos últimos anos, o desenvolvimento de medicamentos que permitem que o sistema imune reconheça as células do câncer para combatê-las de forma mais eficaz. Segundo os médicos, as substâncias apresentaram resultados eficazes e duradouros com perfil baixo de toxicidade. Os inibidores de DP-1 e o inibidor de PD-L1 são exemplos de imunoterapia usados no câncer de pulmão de não pequenas células. O alto custo das drogas, porém, é um fator que limita o acesso.

Como prevenir o câncer de pulmão?

Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão, não fumar é o primeiro cuidado para evitar a doença. Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão e também possuem menor sobrevida, uma vez diagnosticados. Fazer cumprir as leis que proíbem o fumo em locais fechados também ajuda a evitar o tabagismo passivo, outro fator de risco.

Ter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e rica em vegetais, prática de atividade física regular e moderação para beber são formas de inibir diversos tipos de câncer, inclusive o de pulmão. Evitar o excesso e a falta de vitamina A são outras medidas que têm sido destacadas na prevenção desse tipo de neoplasia. Também deve-se evitar, na medida do possível, viver em locais com muita poluição.

Por último, o Inca recomenda que as pessoas evitem a exposição a certos agentes químicos (como arsênico, asbesto, berílio, cromo, radônio, urânio, níquel, cádmio, cloreto de vinila, gás de mostarda e éter de clorometil), encontrados principalmente no ambiente ocupacional.

Detecção precoce

Não existe uma política pública para rastreamento do câncer de pulmão. Mas estudos recentes sugerem que fumantes e ex-fumantes com mais de 55 anos podem se beneficiar não apenas de raios-X regulares, como também de tomografias de tórax.

Como se ajudar?

Ter uma dieta equilibrada e um estilo de vida saudável faz diferença na resposta ao tratamento. Nutricionistas podem ajudar bastante, inclusive com dicas para aliviar os efeitos colaterais das terapias. A prática de atividade física é importante, mas deve ser devidamente orientada.

Parar de fumar é sempre indicado, pois aumenta a expectativa de vida mesmo de quem já tem metástase. Pacientes com doenças respiratórias também devem seguir tratamentos específicos.

O suporte psicológico é muito importante para quem recebe o diagnóstico e durante todo o tratamento, que é muito estressante. Peça ajuda dos familiares e amigos, e converse com outras pessoas que têm ou já enfrentaram o câncer. Técnicas de relaxamento, meditação, ioga e práticas espirituais também podem contribuir para a qualidade de vida do paciente.

Como ajudar quem tem?

A melhor maneira de ajudar quem sofre de câncer de pulmão é garantir que o paciente tenha pleno acesso a informação, tanto sobre o tratamento usual quanto na busca por recursos experimentais por cura ou paliação. O apoio da família é fundamental para enfrentar o diagnóstico e o tratamento. É importante estar por perto e oferecer ajuda prática, como ir ao supermercado, cozinhar e cuidar da casa enquanto o paciente se recupera. Muitos médicos recomendam, inclusive, que algum parente participe das consultas médicas.

 

Fontes: Alexandre Palladino, médico e oncologista clínico do Instituto Nacional de Câncer; Artur Malzyner, médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein; Mauricio A. Muradian, médico oncologista da Clinonco; A. C. Camargo Cancer Center; American Cancer Society; Instituto Nacional de Câncer (Inca); Instituto Oncoguia; e Organização Mundial da Saúde.

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/10/16/cancer-de-pulmao-tosse-com-sangue-dor-no-torax-e-falta-de-ar-sao-sinais.htm

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Outubro Rosa: Câncer de mama – fatores de risco

O câncer de mama é o câncer mais frequente diagnosticado no mundo e lidera as causas de morte relacionadas ao câncer em mulheres.

Segundo dados do INCA estimam se 59700 casos novos de câncer de mama no
Brasil para o ano de 2018, com um risco estimado de 56,3 casos a cada 100 mil mulheres.

Os fatores de risco relacionados ao câncer de mama podem ser divididos em fatores que não podem ser modificados e fatores que são potencialmente modificáveis.

Os principais fatores de risco que não podem ser modificados são:

  • Sexo feminino: as mulheres têm 100 vezes mais chances de ter câncer de mama que os homens
  • Idade: o risco de câncer de mama aumenta com a Idade, tendo seu pico de incidência ao redor dos 55 anos
  • Etnia: mulheres brancas tem incidência aumentada de câncer de mama
  • Menarca precoce e menopausa tardia
  • Exposição a radiação ionizante previa no tórax
  • Lesões benignas da mama
  • Historia familiar e pessoal de câncer de mama ou presença de mutações genéticas como BRCA 1 ou BRCA 2: o risco pode ser aumentado pela numero de pessoas afetadas pelo câncer de mama na família e também pela idade do diagnostico inicial, além da presença de mutações genéticas.

Os principais fatores que são potencialmente modificáveis:

  • Obesidade: mulheres com IMC (índice de massa corpórea) aumentado tem uma maior propensão a desenvolver câncer de mama após a menopausa.
  • Atividade física: pessoas que praticam atividade física regularmente apresentam uma redução do risco de câncer de mama quando comparadas com pessoas sedentárias.
  • Álcool: o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama
  • Terapia de Reposição hormonal
  • Idade do primeiro filho e nuliparidade: mulheres que tiveram o primeiro filho após os 30 anos de idade tem risco aumentado quando comparado com mulheres que tiveram filhos antes dos 20 ou 25 anos.
  • Amamentação: mulheres que amamentam por 12 meses tem uma redução 4,3% do risco de desenvolver câncer de mama.

A maioria dos fatores de risco relacionados ao câncer de mama não podem ser modificados, isto torna difícil o desenvolvimento de estratégias efetivas para redução da incidência, porém medidas que priorizem o diagnostico precoce pode modificar a mortalidade relacionada a doença.

Dra. Lilian Carrano de Albuquerque – CRM: 125.115 SP

Referências: NCCN guidelines

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Prêmio Nobel de Medicina 2018: entenda o tratamento que ajuda a eliminar câncer

O mundo foi despertado em 1 de outubro com a informação de que dois pesquisadores, que trabalharam independentemente em duas frentes de uma mesma batalha, foram premiados com o Nobel de Medicina de 2018.

Desde a década de 1990, Allison, da Universidade do Texa, e Honjo, da Universidade de Kyoto, estudaram como o sistema imune atua contra tumores malignos. Melhor dizendo, se interessaram no porquê as células imunológicas, chamadas linfócitos, deixam de atuar e terminam por permitir que um câncer evolua.

Seus conhecimentos permitiram entender que, muitas vezes, os tumores expressam substâncias que inibem a atividade que o sistema imunológico poderia exercer contra a eles. Estas substâncias se ligam aos receptores, chamados CTLA-4 e PD-1, das células de defesa do organismo, produzindo inibição de suas atividades contra o câncer.

A nova imunoterapia, cujos estudos clínicos ganharam vigor nestes últimos anos, tem o objetivo de bloquear com anticorpos as substâncias que produzem inibição das células de defesa.

Exemplos destas novas modalidades terapêuticas:

Anti CTLA-4 – Ipilimumabe: age no tratamento do melanoma.

Anti PD-1/PD-L1 – Pembrolizumabe, Nivolumabe e Atezolizumabe: agem no tratamento de câncer de pulmão, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer renal.

Estas drogas, particularmente as anti PD-1/PD-L1, apresentam baixos efeitos colaterais e ganho terapêutico surpreendentemente eficiente, o que para doença avançada se constitui em fato inédito e auspicioso.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/premio-nobel-de-medicina-2018/

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Mês Rosa: como o câncer de mama se desenvolve?

Outubro é conhecido mundialmente como o “Mês Rosa” devido ao movimento internacional voltado para a conscientização sobre o câncer de mama, o tumor mais frequente e fatal em mulheres.

Ainda que tipicamente voltado para o público feminino, o câncer de mama pode acometer também homens na razão de um caso masculino para cada 100 mulheres com a doença.

Como surgiu o mês rosa?

Outubro Rosa surgiu na década 1990 nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou em muitos outros países. Seu conceito é compartilhar informações sobre o câncer de mama de tal maneira a conseguir aumentar a demanda por exames que permitam diagnostico precoce como a mamografia, por exemplo, assim como novos conceitos sobre prevenção primária e avanços terapêuticos. Todos estes elementos buscam, em última análise, tornar possível a redução da mortalidade por esta temível doença.

Em capítulos anteriores, citamos a importância da dieta saudável, da abstinência ao álcool e a prática de exercícios físicos na prevenção de câncer em geral, isto se aplica de maneira superlativa na profilaxia do câncer de mama.

Incidência

Este câncer ataca mais frequentemente mulheres de 50 a 70 anos de idade. Ainda que muito mais raramente, o tumor de mama pode atingir jovens entre 20 e 30 anos, bem como aquelas mais idosas acima dos 80 anos.

Rastreamento

Os centros avançados que realizam triagem populacional para o diagnóstico precoce do câncer de mama recomendam mamografia anual ou a cada dois anos para a imensa maioria das mulheres entre 50 e 70 anos.

Já para um grupo menor com histórico familiar da doença ou de câncer de ovário, a recomendação mais frequente é a de iniciar os exames mais cedo, em geral entre 40 e 45 anos, e faze-los anualmente até os 75 anos.

Apesar de todas as recomendações coletivas citadas, muitas razões individuais podem aconselhar exames acima ou abaixo dos limites de idade mencionados e também a possibilidade de frequências distintas maiores ou menos do que está padronizado.

Como o câncer de mama se desenvolve?

O câncer de mama começa no tecido epitelial que reveste os ductos da glândula mamária e pode penetrar os vasos linfáticos que terminam nos gânglios da axila ou os vasos sanguíneos, podendo a vir a disseminar a outros órgãos.

Enquanto só na glândula mamária o tratamento cirúrgico seguido de radioterapia e muitas vezes por medicamentos é a situação clinica que mais enseja a cura definitiva. Uma vez comprometido os gânglios da axila, a quimioterapia pode desempenhar papel relevante quando somada aos tratamentos citados.

Prognóstico

Os tumores de mama que se espalharam para outros órgãos têm prognóstico mais reservado, porém novos tratamentos desenvolvidos para os diversos tipos biológicos e moleculares (anticorpos e outros inibidores anti-HER2, inibidores de aromatase, inibidores do mTOR, inibidores das ciclinas CDK4 e CDK6) de câncer de mama permitiram melhorar drasticamente a probabilidade de sucesso no tratamento.

Pelos conhecimentos adquiridos na prevenção primária, no diagnóstico precoce e no desenvolvimento de terapêuticas mais eficientes, tem sido para o oncologista uma tarefa a cada ano mais densa transmitir informações ao público, porém com uma alegria crescente de quem sabe que hoje é possível antecipar a meta de cura definitiva deste mal como uma realidade provável.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

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Língua esbranquiçada e mau hálito podem ser sinal de câncer de boca

O câncer de boca está entre os mais comuns no Brasil. Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que em 2018 a doença acometa 14.700 pessoas no país, sendo 11.200 homens e 3.500 mulheres. Os tumores da cavidade bucal e da língua atingem principalmente quem fuma e ingere álcool, além de estarem associados ao vírus HPV (papiloma vírus humano) –transmitido por meio do contato sexual. A prevenção do câncer inclui uma boa higiene e visitas periódicas ao dentista.

A detecção precoce do câncer de boca aumenta as chances de cura, que pode chegar a 80%. Nesse sentido, o autoexame pode detectar alguns sinais de alerta e deve ser feito pelo próprio paciente duas vezes ao ano, especialmente entre os que estão no grupo de risco.

Para realizar o exame, é preciso usar um espelho e observar com atenção cada parte da cavidade bucal, da língua e dos lábios. Se detectado algum dos sintomas listados abaixo, um médico ou dentista deve ser consultado.

1 – Lesão que não cicatriza

O principal sintoma do câncer de boca é o surgimento de feridas, algumas confundidas com aftas, que não cicatrizam. Para observar, abra bem a boca, afaste a língua, os lábios e verifique toda a extensão da gengiva. Segundo os médicos, se as lesões não desaparecerem após 15 dias, é preciso acender o sinal de alerta e marcar uma consulta.

2 – Placa esbranquiçada

Outro sintoma que pode estar associado ao tumor é o aparecimento de placas esbranquiçadas na língua, na gengiva, nos lábios ou na bochecha. Do mesmo modo que as feridas, é preciso ficar atento com o tempo de cicatrização: se demorar mais de 15 dias, é hora de procurar um especialista.

3 – Sangramento repentino

Esse sintoma pode estar associado a vários problemas na cavidade bucal, entre eles tumores malignos. Desse modo, o sangramento, mesmo que sem dor, deve sempre servir de alerta para o paciente.

4 – Nódulos e alterações na face

Em frente ao espelho, é importante observar se bochechas ou lábios apresentam inchaço, caroços perceptíveis ou alguma assimetria fora do normal. Além de alterações visuais, é importante passar o dedo nas gengivas e na parte interna das bochechas para verificar possíveis nódulos. Esses sintomas devem chamar a atenção mesmo que não sejam acompanhados de dor. Quem utiliza próteses dentárias também precisa ficar atento a qualquer incômodo durante o uso.

5 – Caroço no pescoço

Outro ponto necessário de observação são os gânglios no pescoço. Caroço e inchaço persistentes nessa região, mesmo que não haja dor, podem ser anúncio de algum problema na boca.

6 – Alterações na fala

Nos casos mais avançados, tumores na língua podem causar alterações na fala e dificuldade para engolir os alimentos. Além disso, esse é um sintoma importante de câncer na laringe, com maior incidência entre os fumantes.

7 – Mau hálito

Nesse caso, é importante perceber se há mudança repentina e persistente de hálito, sinal que pode estar associado a casos mais graves de câncer de boca. Nunca teve problemas e de repente tem sentido um cheiro forte e fétido na boca? Então, é hora de marcar uma consulta.

Fontes: Artur Malzyner, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica — e do Hospital Israelita Albert Einstein; Eduardo Johnson, médico oncologista e diretor da clínica Oncotek, em Brasília; Denise Abranches, coordenadora do serviço de odontologia do Hospital São Paulo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2018/07/14/ferida-que-nao-cicatriza-e-mau-halito-podem-ser-sinais-de-cancer-de-boca.htm

 

Artur Malzyner, médico oncologista da Clinonco – Clínica de Oncologia Médica

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