CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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Entenda como remédios, genética e envelhecimento mudam a cor dos dentes

São várias as causas que levam os dentes a escurecer: traumas que provocam hemorragias internas, efeitos colaterais de alguns medicamentos, tratamentos, corantes presentes nos alimentos e má higiene bucal. Por isso, se você tem notado algum dente escurecido, o ideal é procurar um dentista o quanto antes para evitar danos que podem se tornar irreversíveis.

Quando o escurecimento está relacionado ao acúmulo de tártaro, geralmente a dentição adquire uma tonalidade amarelada. Porém, se o tártaro estiver mais perto da gengiva (subgengival) a cor dele pode mudar e ficar mais puxada para o preto, por conta de eventuais inflamações e sangramentos, causando a impressão de que o dente escureceu. Portanto, para recuperar a cor natural será necessária uma limpeza para a remoção dos resíduos petrificados.

“Por recobrir parte do esmalte do dente, proporcionando uma superfície rugosa e porosa, o tártaro também possibilita que os pigmentos e corantes dos alimentos que ingerimos, como café, refrigerante de cola e vinho tinto também se acumulem nele. O tempo que leva esse processo de escurecimento, porém, depende dos hábitos de higiene bucal e alimentares de cada pessoa”, explica Daniela Balthazar, cirurgiã dentista e especialista em implantodontia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Ainda com relação à falta de cuidados, as cáries também podem representar um fator para que os dentes escureçam. As bactérias associadas ao seu aparecimento causam uma fermentação e liberam ácidos que amolecem a dentina (a mais interna das duas camadas calcificadas dos dentes), tornando-a porosa e manchada.

Mas vale lembrar que nem toda mancha é cárie e nem toda cárie apresenta manchas visíveis ou escuras. Inclusive a doença pode apresentar como primeiro sintoma uma mancha branca no dente e não escura.

Manchas escuras, de coloração acastanhada, também podem estar associadas à nicotina dos cigarros, ao excesso de flúor contido na água ou em alimentos e produtos industrializados que são consumidos durante o período de formação dos dentes.

Por que alguns dentes ficam acinzentados?

Existem pessoas que têm ainda dentes naturalmente acinzentados. Restaurações escuras como as de amálgama ou metálicas também podem deixar o esmalte ou a dentina com o aspecto mais puxado para essa cor, porque os metais presentes em sua composição sofrem corrosão com o passar dos anos.

“Quando o tom acinzentando tem relação com dentes que precisam ou já realizaram tratamento endodôntico (canal) isso se deve ao fato de eles não receberem mais nutrientes, uma vez que o nervo do dente morreu ou foi removido. O diagnóstico correto só pode ser feito após uma avaliação clínica e muitas vezes complementada com exames radiográficos”, conta Daniela Yano, cirurgiã dentista pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A “morte” do nervo acontece devido ao agravamento de um processo inflamatório e infeccioso na polpa dentro do dente, uma região cheia de vasos e terminações nervosas que pode necrosar até a raiz. As principais causas desse quadro são as cáries não tratadas e também traumas, mesmo sem haver a fratura do dente. Vale lembrar, no entanto, que geralmente escurecimentos causados por traumas são mais homogêneos enquanto os causados por cáries são como manchas mais pontuais.

Medicamentos podem escurecer os dentes?

“Sim, principalmente na fase em que eles estão se formando”, adverte Marcos Moura, endodontista pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e membro da ABHA (Associação Brasileira de Halitose). O profissional acrescenta que os antibióticos são os medicamentos com maior potencial para causar esse tipo de dano.

O mais conhecido por escurecer a tonalidade dos dentes é a tetraciclina, indicada para combater diversos tipos de infecção como otite, pneumonia, sinusite e até acne e que se utilizado por gestantes ou crianças antes dos dez anos de idade e de forma contínua pode modificar o tecido dentário, causando manchas amareladas ou cinzentas permanentes.

O sulfato de salbutamol, um broncodilatador indicado para tratamentos de asma, também pode desencadear manchas desse tipo e erosões no esmalte e na dentina dos dentes de leite.

Menos piores, xaropes que contenham doses muito elevadas de açúcar na fórmula também podem contribuir para alguma modificação de cor nos dentes, mas não diretamente na estrutura deles como os medicamentos anteriormente citados, mas sim por favorecerem o aparecimento de cáries. Por isso, após sua ingestão, os dentistas aconselham escovar os dentes, pois com a remoção dos resíduos a incidência do problema é minimizada.

“Não há como não mencionar também o efeito da clorexidina 0,12%, presente em alguns enxaguatórios bucais usados por pacientes com doenças gengivais, como gengivites e periodontites e que por um longo período podem alterar a coloração dos dentes”, aponta Juliana Brasil, dentista na clínica de oncologia Clinonco e especialista em estomatologia pelo Complexo Hospitalar Heliópolis, em São Paulo.

Genética e envelhecimento natural

A coloração dos dentes também pode estar associada à herança genética e nesse caso sua gama é diversa, começando do branco, passando pelo amarelo, amarronzado claro até chegar aos cinzas esverdeado e rosado.

Com o passar dos anos, a tendência é que todos esses tons escureçam e isso tem a ver com um processo natural causado pelo atrofiamento da câmera pulpar (localizada dentro do dente) e pelo aumento da dentina somado com as pigmentações extrínsecas, provenientes de alimentos e bebidas.

Os dentes decíduos (de crianças) ao contrário, são sempre mais claros do que os dentes de adultos e até por isso são chamados de “leite”. Eles possuem a câmara pulpar aumentada e maior quantidade de esmalte, o que os deixa mais clarinhos.

Como reverter o escurecimento dos dentes?

Somente depois da avaliação e do diagnóstico do dentista é que um tratamento poderá ser indicado para cada quadro. O clareamento dental costuma ser a técnica mais utilizada e segura para reverter dentes escurecidos, mas nem sempre demonstra ser eficaz, sendo que em alguns casos ameniza o problema, enquanto em outros não surte efeito nenhum, como em se tratando das sequelas deixadas pela tetraciclina.

“Nesse caso de manchamento severo e também nos de deficiência estrutural e má-formação do esmalte ou de dentina muitas vezes é preciso planejar um desgaste do esmalte e a colocação de uma coroa ou um laminado produzidos artificialmente em laboratório e “cimentados” sobre o esmalte escurecido”, esclarece Daniela Balthazar.

Existe também a possibilidade de se fazer um clareamento interno em dentes que destoam dos demais por terem sido submetidos a tratamentos endodônticos com substâncias químicas, como a mistura de perborato de sódio e o peróxido de hidrogênio a 20%.

No entanto, em alguns casos, não se consegue corrigir esse escurecimento e a alternativa pode ser a correção estética por meio das já indicadas facetas laminadas e também lentes de contato. “Bicarbonato de sódio, carvão e outros produtos caseiros não clareiam os dentes e podem prejudicar o esmalte, causando danos irreversíveis”, lembra Marcos Moura.

A lição que fica, portanto, é cuidar bem da higiene bucal e visitar o dentista regularmente, assim, se houver algum problema a ser corrigido, o profissional poderá indicar o melhor tratamento para garantir um sorriso saudável e bonito. Às vezes, nem é preciso muito. Algumas técnicas, como sessões de LED e aplicações de gel clareadores, por exemplo, são rápidas de se fazer e rendem resultados eficientes no curto prazo.

 

Acesse o link do Portal UOL: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/06/05/entenda-como-remedios-genetica-e-envelhecimento-mudam-a-cor-dos-dentes.htm

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Eles estão na linha de frente. E têm medo

Na linha de frente no combate ao novo coronavírus, médicos e enfermeiros confessam medo, insegurança e apreensão com o avanço da doença. Eles não temem apenas o próprio contágio, mas também a transmissão para a família – o que faz mudar até a rotina dentro de casa. Além disso, os profissionais da saúde se queixam de falta de materiais, como luvas, máscaras e álcool em gel, em algumas unidades hospitalares.

Os índices de contaminação entre os profissionais de saúde é alto. A Federação das Ordens dos Médicos Cirurgiões e Dentistas da Itália, país com maior número de casos na Europa, criou um site em homenagem aos “mortos em combate”. Já são 17 os médicos mortos pela covid-19 no país europeu. No Brasil, não foram registrados óbitos de profissionais de saúde – há um caso em investigação em São Paulo.

O cirurgião de coluna Luiz Cláudio Rodrigues, do Hospital Santa Marcelina, também usa a metáfora da guerra. “Estamos em uma guerra e fomos convocados. Não temos opção de dizer ‘não’. A informação que a população recebe é a mesma que temos”, conta.

O Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira orientaram os profissionais que atuam com questões não urgentes, como cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais, a fecharem consultórios. Foi o que aconteceu com Marcus Yu Bin Pai, especialista em dor e acupuntura. “Existe desinformação e incerteza. Existe grande temor de contaminação entre os médicos que atuam nos prontos-socorros e hospitais.”

Quando é possível, os próprios médicos adotam para si uma espécie de quarentena. Aos 71 anos, o oncologista Artur Malzyner, consultor científico da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco) e médico do Hospital Albert Einstein, afirma passar 90% do tempo em casa. “Temo a contaminação, sim.”

A preocupação também se estende a enfermeiros. “Nosso ambiente de trabalho está tenso, pois estamos tendo conflitos. Os médicos estão assustados e cobram mais de nós”, diz uma enfermeira que atua em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na zona leste de São Paulo. “O que mudou na nossa rotina foi trabalhar com medo.”

Rogério Medeiros, coordenador nacional da Rede Saúde Filantrópica, entidade que reúne as Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, afirma que a falta de materiais é parcial. “Ninguém trabalhava com estoque para esse tipo de demanda. Já existem programações de compra. A primeira semana é de desespero. O uso foi indiscriminado.”

Ao menos 43 denúncias de falta de proteção adequada para profissionais de saúde durante a pandemia do coronavírus foram registradas desde terça-feira, no Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). A entidade cogita procurar o Ministério Público e até entrar com ações na Justiça.

Einstein

Alguns hospitais estão adotando regras rígidas com a prevenção dos funcionários. No Albert Einstein, pioneiro na detecção de casos e com pacientes hospitalizados com coronavírus, os cuidados com profissionais foram intensificados. É preciso usar a máscara no momento em que o funcionário entra no hospital. Ela deve ser substituída a cada duas horas; a lavagem das mãos é constante. Casos com sintomas respiratórios evidentes são isolados imediatamente para avaliação. Em caso positivo para coronavírus ou influenza, quarentena de 14 dias. Não há dados sobre funcionários afastados.

Além do receio de contaminação, os profissionais de saúde também se preocupam em não levar o vírus para casa. Quando volta para casa, Luiz Cláudio Lacerda Rodrigues tira os sapatos e passa direto para a lavanderia. O médico de 42 anos coloca para lavar toda a roupa que usou durante o dia. Tudo separado das outras peças. Em seguida, vai tomar banho. Só depois, ele abraça e beija a mulher Glayce e os filhos, Luiz Felipe, de 18 anos, e Julia, de 9 anos. Antes não era assim. O abraço na família era obrigatório logo na chegada.

Já uma enfermeira do Hospital Nove de Julho tomou uma atitude radical: decidiu usar as economias para alugar um apartamento e ficar longe dos pais por dois meses. Ela está indo para o Jabaquara enquanto o pai, de 62 anos, e a mãe, 56, vão continuar na zona norte.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

https://www.istoedinheiro.com.br/eles-estao-na-linha-de-frente-e-tem-medo/

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Existe relação entre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e câncer?

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) constituem-se em um tema frequente entre jovens e adultos. A discussão frequentemente é focada em torno da prevenção e tratamento. Entretanto, pouco é divulgado sobre a relação de algumas destas doenças com o desenvolvimento de muitos tipos de câncer. As principais DST que podem estar relacionadas com o câncer são as infecções causadas pelos vírus T-linfotrópico humano (HTLV), Papiloma vírus humano (HPV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

As infecções pelo HTLV-1 estão relacionadas com o desenvolvimento da leucemia e do linfoma de células T do adulto, doenças estas graves. Além destas, pode causar a mielopatia associada ao HTLV-1, doença neurológica semelhante a outras doenças da medula nervosa, como a esclerose múltipla, e que apresenta elevado grau de sintomas incapacitantes.  Este vírus ataca os linfócitos T, um tipo de célula responsável pela defesa do organismo.

As doenças causadas pelo HTLV- 1 não tem tratamento especifico, exceto ao que se refere aos tratamentos oncológicos tradicionais da leucemia e dos linfomas, em que a quimioterapia e às vezes o transplante de medula óssea podem ser empregados com sucesso. Infelizmente, porém, mais de 80% dos pacientes com a forma aguda da leucemia morrem nos primeiros cinco anos após o diagnóstico.

Já o vírus HPV apresenta mais de 150 tipos diferentes que podem infectar a pele e mucosas, sendo que pelo menos 13 tipos são considerados potenciais causadores de câncer. Estimativas recentes sugerem que cerca de 5% de todos os cânceres são atribuídos ao HPV. Esta família de vírus induz infecções persistentes que frequentemente se associam a lesões precursoras do câncer. Dentre os HPV de alto risco oncogênicos, os tipos 16 e 18 estão relacionados à maioria dos casos de câncer do colo do útero e até 90% dos demais tumores associados ao HPV, tais como os cânceres de orofaringe (18-90% dos casos), vulva (18-75% dos casos) e pênis (60% dos casos).

São impressionantes os efeitos da vacinação em idade precoce contra o HPV. Em países em que a vacina já é aplicada há anos, foi observada uma redução entre 70-80% no número de infecções pelo HPV. Na Austrália, onde a vacina está disponibilizada desde 2007, houve redução de 80% das infecções; 90% no surgimento de verrugas genitais e 70% no número de lesões precursoras do câncer de colo de útero. Atualmente, o país relata a incidência de sete casos deste tipo de câncer a cada 100.000 mulheres, enquanto que no Brasil estima-se a incidência de 17 casos a cada 100.000 mulheres. Porém, estes números não revelam necessariamente todo potencial de benefício da vacina.

A vacina é quadrivalente, protegendo contra os quatro tipos mais comuns do vírus e está disponível em duas doses, que devem ser tomadas com intervalo de seis meses. É aplicada gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos, para meninos de 11 a 14 anos, para pessoas de 9 a 26 anos com HIV/AIDS e para pacientes oncológicos ou transplantados.

Sobre o vírus HIV, com certeza é o mais conhecido e é responsável pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, cuja evolução reconhecem-se alguns tipos de câncer associados, como sarcoma de Kaposi (4,4%), linfoma não Hodgkin (4,5%), além de outros. A descoberta de um tratamento efetivo para o HIV produziu controle médico da doença, evitando o aparecimento destes tumores considerados específicos do HIV.

A higiene e prevenção das DST são a pedra angular da prevenção de um enorme numero de casos de câncer observados na nossa sociedade. A contínua educação sobre higiene intima das crianças e jovens, e a vacinação das populações poderá vir a reduzir dramaticamente a incidência dos cânceres associados a DST.

 

Fonte: Artur Malzyner, oncologista no Hospital Israelita Albert Einstein e Clinonco, e Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

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Dieta anticâncer: as principais fake news que circulam na internet

Todo santo dia surge um boato envolvendo alimentos e a cura do câncer. Os personagens variam, mas as histórias compartilhadas seguem um roteiro semelhante, com toque maniqueísta. De um lado, destacam-se heróis, caso da graviola, e, na outra ponta, há os ditos vilões, como o açúcar. O cenário também é batido. Quase sempre as descobertas se passam no laboratório da “melhor universidade do mundo”.

Já a divulgação se dá de muitas formas. Pode surgir pela boca da vizinha, pelo grupo do WhatsApp ou pelas redes sociais. Os desfechos, infelizmente, são desastrosos. O fato é que as fake news são perigosas — especialmente quando se trata de saúde. Com o objetivo de combater a disseminação de informações equivocadas, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou uma cartilha.

“De uns anos pra cá, notamos um aumento no número de pacientes que passaram a excluir o carboidrato do cardápio”, exemplifica a nutricionista Gabriela Villaça, coautora da publicação. Tal movimento, observado nos quatro cantos do país, preocupa os especialistas. Afinal, esse tipo de radicalismo desencadeia déficits nutricionais e interfere no sucesso terapêutico.

Em um momento tão delicado da vida, diante de tantos temores, há quem veja certos alimentos como tábua de salvação. “Basta um indício do poder anticâncer, revelado em uma célula no microscópio, para surgir a esperança”, relata Thaís Manfrinato Miola, nutricionista do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e coorganizadora do 3º Simpósio de Nutrição em Oncologia, que aconteceu há pouco e, entre vários assuntos, discutiu dietas polêmicas.

Mas o caminho da ciência vai muito além das lâminas microscópicas. Antes de bater o martelo sobre a eficácia de qualquer substância, são necessárias diversas etapas de análise, em uma longa jornada. Outra coisa: o câncer é uma doença complexa. Ainda que a alimentação saudável seja parceira, não dá para generalizar as estratégias de combate.

“É preciso levar em conta o tipo de tumor, a terapia adotada e, ainda, a maneira como o organismo reage”, ensina o oncologista Ulysses Ribeiro Júnior, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp.

Uma pessoa que passou por uma cirurgia requer certos cuidados; já aquela que faz quimio ou radioterapia precisa de outro tipo de atenção. O cardápio é ajustado de acordo com todos esses detalhes.

“Desde os itens mais apropriados para compor a dieta até a consistência e a temperatura, há minúcias a serem consideradas”, descreve a nutricionista Carolina Rebouças Clara, que também trabalha no Icesp.

Ela ressalta a importância cultural e social da comida. “O paciente não deve fazer as refeições sozinho. É importante estar junto da família”, sugere. E ainda que adaptações sejam necessárias, todos podem apreciar as mesmas receitas.

A regra de ouro é garantir variedade, com espaço para todos os nutrientes. Isso vale para quem está em tratamento, para aqueles que já o concluíram e até para reduzir a probabilidade de a doença aparecer.

Na seara da prevenção, cabe frisar, não faltam evidências científicas robustas sobre o papel de frutas, verduras e legumes. Nesses alimentos dá para apostar sem receio, como reforça um estudo recém-publicado no periódico Plos One. Foram avaliados dados de 1 740 moradores de São Paulo, Goiânia e Vitória.

“Compostos antioxidantes diminuem o risco de tumores de cabeça e pescoço”, revela a epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo e um dos líderes do trabalho, fazendo menção às substâncias esbanjadas pelos vegetais.

Banana, couve, laranja, cenoura, maçã e brócolis estão, portanto, entre os verdadeiros defensores do corpo. Dentro de um contexto de equilíbrio e junto do plano terapêutico traçado, santos da horta podem, sim, fazer a diferença.

O mesmo não é possível dizer sobre as recomendações infundadas e combatidas na cartilha preparada pelo Inca. Desnudamos esses mitos a seguir:

  1. “Carboidrato alimenta o câncer”

Eis o nutriente mais abordado pelo documento do Inca. A fama de mau tem relação com teorias de que o açúcar serve de combustível para o câncer. Ora, se partirmos da lógica de que o carboidrato é a principal fonte energética para todas as células do corpo, essa associação até faz certo sentido. Daí a adotar regimes de exclusão, caso da dieta cetogênica, que privilegia gorduras, só traz prejuízos.

“O organismo vai buscar glicose em outros locais, caso dos músculos”, explica o nutricionista Ronaldo Sousa Oliveira, da Clínica de Oncologia Médica, Clinonco, na capital paulista.

Resultado: a perda de peso se acentua e sintomas como desânimo e dor de cabeça vão dar as caras. Não custa lembrar que nosso cérebro é ávido por glicose.

A sugestão dos profissionais é reduzir doces e farinha refinada, sempre considerando hábitos culturais e dentro do equilíbrio. Abaixo, veja algumas fontes de carboidrato que são bem-vindas:

Cereais: arroz, trigo, aveia e milho são pedidas bacanas. Grãos sem refinamento merecem lugar privilegiado no prato.

Integrais: além de garantirem energia, massas, pães e bolos preparados com a farinha integral oferecem mais fibras, vitaminas e minerais.

Raízes e tubérculos: que tal variar a batata do dia a dia? Incremente o menu com batata-doce, mandioca, inhame…

Frutas: ricas em substâncias protetoras, caso dos antioxidantes, devem surgir em qualquer cardápio. O consumo in natura é o melhor.

Mas o caminho da ciência vai muito além das lâminas microscópicas. Antes de bater o martelo sobre a eficácia de qualquer substância, são necessárias diversas etapas de análise, em uma longa jornada. Outra coisa: o câncer é uma doença complexa. Ainda que a alimentação saudável seja parceira, não dá para generalizar as estratégias de combate.

“É preciso levar em conta o tipo de tumor, a terapia adotada e, ainda, a maneira como o organismo reage”, ensina o oncologista Ulysses Ribeiro Júnior, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp.

Uma pessoa que passou por uma cirurgia requer certos cuidados; já aquela que faz quimio ou radioterapia precisa de outro tipo de atenção. O cardápio é ajustado de acordo com todos esses detalhes.

“Desde os itens mais apropriados para compor a dieta até a consistência e a temperatura, há minúcias a serem consideradas”, descreve a nutricionista Carolina Rebouças Clara, que também trabalha no Icesp.

Ela ressalta a importância cultural e social da comida. “O paciente não deve fazer as refeições sozinho. É importante estar junto da família”, sugere. E ainda que adaptações sejam necessárias, todos podem apreciar as mesmas receitas.

A regra de ouro é garantir variedade, com espaço para todos os nutrientes. Isso vale para quem está em tratamento, para aqueles que já o concluíram e até para reduzir a probabilidade de a doença aparecer.

Na seara da prevenção, cabe frisar, não faltam evidências científicas robustas sobre o papel de frutas, verduras e legumes. Nesses alimentos dá para apostar sem receio, como reforça um estudo recém-publicado no periódico Plos One. Foram avaliados dados de 1 740 moradores de São Paulo, Goiânia e Vitória.

“Compostos antioxidantes diminuem o risco de tumores de cabeça e pescoço”, revela a epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo e um dos líderes do trabalho, fazendo menção às substâncias esbanjadas pelos vegetais.

Banana, couve, laranja, cenoura, maçã e brócolis estão, portanto, entre os verdadeiros defensores do corpo. Dentro de um contexto de equilíbrio e junto do plano terapêutico traçado, santos da horta podem, sim, fazer a diferença.

O mesmo não é possível dizer sobre as recomendações infundadas e combatidas na cartilha preparada pelo Inca. Desnudamos esses mitos a seguir:

  1. “A químio não vai funcionar se você comer carboidratos”

Outro mito que merece ser desfeito. A verdade é que banir pães, macarrão, arroz e outras fontes de carboidrato costuma atrapalhar o tratamento. Veja: é justamente o contrário do que ditam as fake news.

“Ao excluir esse nutriente, o paciente tende a ficar mais fraco e, assim, a quimioterapia pode ser suspensa até ele se recuperar”, conta Carolina, do Icesp.

Quando o corpo está debilitado, o tratamento leva mais tempo para trazer resultados. Seja qual for a estratégia de combate adotada, é essencial garantir que o organismo esteja em dia com todos os nutrientes, sem distinção. Dessa forma, os efeitos colaterais das medicações acabam atenuados.

As quantidades de carboidratos, gorduras e proteínas são ajustadas de acordo com condições individuais. Excessos nunca são bem-vindos, em nenhuma circunstância.

No entanto, ao tratar o câncer, é verdade que alguns sintomas abalam a vontade de comer e se hidratar. Veja algumas formas de driblar isso:

Consistência: lançar mão de pratos mais cremosos é crucial para pessoas com tumores na área da cabeça. Capriche em cores e sabores.

Aroma: alguns medicamentos geram aversão a cheiros. Areje a cozinha ou opte por ambientes inodoros na hora das refeições.

Hidratação: distribuir os copos de água ao longo do dia ajuda a proteger os rins e limita a toxicidade dos quimioterápicos.

Temperatura: náuseas e vômitos? Vá de itens gelados. Picolés de frutas cítricas são aliados, desde que não haja lesões na boca.

  1. “Proteína de fonte animal faz o tumor crescer”

Mais um nutriente injustiçado pela boataria que rola solta nas redes. Carne vermelha, ovos, queijos e leite têm sido excluídos pelo mesmo motivo que os fornecedores de carboidrato: há rumores de que esses ingredientes figurem entre os pratos prediletos do tumor, isto é, facilitariam a proliferação de células malignas. E outra vez o radicalismo chega para trazer prejuízos, especialmente à massa muscular e ao sistema imune.

A sugestão é intercalar as fontes proteicas no menu, sem se esquecer de incluir os pescados. Quanto maior a variedade, mais sabores e nutrientes no prato.

Sobre as proteínas de origem vegetal, caso das leguminosas, as quantidades costumam ser maiores para suprir as demandas, o que requer o apoio de um nutricionista. Pensando na recuperação de músculos, é essencial que a proteína seja de alto valor biológico, e, nesse caso, carnes, peixes e ovos ganham destaque.

  1. “Esse alimento ajuda a curar o câncer”

Eis o embuste dos ingredientes milagrosos. Ainda que muitos dos componentes dos fármacos sejam derivados de substâncias vegetais, não dá para extrapolar e dizer que aquele suco ou chá têm as mesmas propriedades. A ciência leva muito tempo para definir as dosagens seguras e eficazes para tratar uma doença. Por isso, nenhum alimento pode ser visto como panaceia.

E jamais se deve confiar em quem sugere a troca da terapia convencional por soluções fáceis demais. “Essas atitudes podem comprometer seriamente a estratégia terapêutica e colocar em risco o paciente”, alerta Andrea Pereira, nutróloga do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Examinamos as plantas e alimentos mais compartilhados por aí:

Noni: apesar do gosto amargo, o fruto asiático se tornou popular no país. Seus poderes de cura são atribuídos aos antioxidantes. Mas não há confirmação científica e já foram relatados efeitos tóxicos ao fígado. Não à toa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe, desde 2007, a comercialização de produtos com o noni no Brasil.

Cogumelo do sol: alçou fama na década de 1990, época em que estrelava comerciais de TV sob a forma de pó ou em cápsulas. O alimento, de nome oficial Agaricus blazei, oferta vitaminas do complexo B, minerais e uma substância conhecida como betaglucana, que atua em prol das defesas. Reúne compostos preciosos, mas está longe, bem longe, de curar o câncer.

Babosa: a espécie suculenta de nome científico Aloe vera contém taninos, substâncias capazes de auxiliar na cicatrização. Daí por que costuma ser aconselhada para atenuar queimaduras nos pacientes de radioterapia. Entretanto, a ingestão é contraindicada, já que pode causar irritação gástrica, entre outros desconfortos. Não caia no conto do vigário.

Chá-verde: até é opção para ajudar a reduzir o risco dos tumores (junto a um estilo de vida equilibrado). Um dos destaques da bebida milenar é a epigalocatequina, de ação antioxidante e anti-inflamatória. Agora, para quem está em tratamento, a história muda. É que alguns compostos interagem com fármacos e podem atrapalhar a quimioterapia.

Óleo de coco orgânico: recentemente começou a circular a notícia de que a versão orgânica do alimento faz o tumor desaparecer. O mesmo atributo teria um suco quente feito com flocos de coco. Só que não há evidências que sustentem tais afirmações. A sugestão é beber a água de coco geladinha, que ajuda a hidratar e não tem contraindicação.

Limão: rico em vitamina C, fibras, potássio e tantas outras substâncias que zelam pela saúde, o limão é parceiro contra os enjoos da quimioterapia, desde que o paciente não apresente lesões na boca. Apesar de o fruto colecionar benefícios, a limonada quente não faz as células malignas sumirem, como se lê na internet e em certos grupos de WhatsApp.

Graviola: ss folhas e sementes concentram uma substância chamada acetogenina, que estaria por trás de uma suposta ação antitumoral. De olho nisso, muita gente toma litros do chá. Um perigo. Além de não acabar com o tumor, em excesso sobrecarrega rins e fígado. Para quem gosta, tudo bem saborear a fruta in natura ou em forma de suco — sem abusos.

Hora da prevenção

Para evitar tumores, há balelas e informações úteis. Veja exemplos

Menu fechado: embora os vegetais reúnam substâncias protetoras, não existe um cardápio específico capaz de afugentar o câncer.

Café não é vilão: especula-se que ele favoreceria alguns tumores. Mas, sem exagero nas xícaras e na temperatura, não há o que temer.

O modo de preparo importa: evite esturricar as carnes. Esse método leva à formação de compostos nocivos à saúde.

Cápsulas não salvam a pátria: os alimentos de verdade dão prazer e têm substâncias que agem em sinergia. Cuidado com o milagre das pílulas.

Não precisa ser tudo orgânico: eles seriam melhores, mas nem sempre acessíveis. Ainda assim, o essencial é comer vegetais.

 

Acesse o link do Portal da Revista Saúde: https://saude.abril.com.br/alimentacao/dieta-anticancer-as-principais-fake-news-que-circulam-na-internet/

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Bolinha na boca foi primeiro sinal do câncer de Heloisa Périssé: quando desconfiar

Em luta contra um câncer nas glândulas salivares, Heloisa Périssé contou qual foi o primeiro sinal que a doença manifestou em seu corpo.

Em conversa com o Dr. Dráuzio Varella para o “Fantástico”, a atriz revelou que a presença de uma bolinha na boca a fez começar sua jornada contra a atual doença.

Câncer de Heloísa Périssé: bolinha na boca foi 1º sinal

Em agosto deste ano, Heloisa veio a público noticiar a descoberta de um tumor nas glândulas salivares.

Desde então, a atriz tem falado abertamente sobre a doença, com posts nas redes sociais e mesmo entrevistas sobre o assunto.

Ao falar sobre o tumor ao Dr. Dráuzio, Heloisa contou que o início de sua luta contra a doença começou com a detecção de uma bolinha na boca.

Em visita ao dentista para um clareamento de dentes, a atriz aproveitou para comentar que estava com a dita bolinha.

Uma médica que trabalhava com o dentista aproveitou a ida da atriz ao consultório e removeu a bolinha e encaminhou o material para biópsia – um procedimento padrão, segundo informou a profissional à artista.

“Ela disse que tinha só 1% de chance de ser alguma coisa”, disse Heloisa sobre o que lhe foi explicado a respeito da possibilidade da bolinha indicar um quadro grave.

O resultado da biópsia da bolinha da boca, porém, encaixou-se precisamente na exceção. “’Lembra daquele 1%? Caiu pra você. Vamos fazer uma raspagem para garantir que não vai ter mais células malignas’, a médica disse para mim.”

Posteriormente, Heloisa descobriu outra bolinha no pescoço, material relacionado também com a doença.

Para o tratamento do câncer, Heloisa foi submetida a cirurgia de remoção do nódulo maligno e sessões de radioterapia e quimioterapia, as duas ao mesmo tempo.

Tumor nas glândulas salivares

As glândulas salivares são estruturas responsáveis pela produção e secreção de saliva no corpo.

A saliva é uma secreção importante do corpo por conter enzimas que dão início ao processo de digestão dos alimentos, além de conter anticorpos necessários para a proteção do corpo.

Formadas por dois tipos, as maiores e menores, ambas as glândulas salivares podem desenvolver tumores benignos ou malignos.

Segundo informações do Hospital A.C.Camargo, o câncer nas glândulas salivares correspondem a 5% a 7% dos cânceres de cabeça e pescoço, com estimativa no Brasil de 1 a 2 casos para cada 100.000 habitantes.

Dentre os tumores malignos, os carcinomas epidermoides são os que mais atingem as glândulas salivares. De acordo com o hospital, eles tendem a se desenvolver de forma lenta e costumam reagir muito bem ao tratamento.

Bolinha na boca: é comum em câncer glandular?

Notar a presença de “bolinhas” na boca não é algo incomum para casos de câncer de glândulas salivares.

De acordo com Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, os tumores da cabeça e do pescoço, particularmente o câncer de glândulas salivares, com frequência se manifestam através do aparecimento de nódulos ou carocinhos seja na boca, na língua, no assoalho da boca, no céu da boca, nas têmporas entre o queixo e o pomo de Adão e nas laterais ou no pescoço ou atrás das orelhas.

“Estes caroços, em geral, são o próprio conjunto de células cancerosas que inicialmente crescem no local onde se inicia [o câncer] antes de invadir os gânglios linfáticos das proximidades ou mesmo outros órgãos”, diz Malzyner.

Quando desconfiar da gravidade das “bolinhas”

Geralmente, essas bolinhas costumam ter crescimento lento e gradual, além de não manifestarem dor ou mesmo provocarem sangramento.

Por não chamarem tanta atenção, vale observar qualquer aumento de volume em órgãos ou região do pescoço – especialmente nódulos que aparecem nas primeiras semanas de maneira indolor e sigam crescendo em duas ou mais semanas de maneira progressiva.

“Sangramento é também um sinal suspeito para câncer, ainda que muito mais raro”, alerta Malzyner.

Porém, isso só acontece em casos de metástase, que é o quadro de câncer se espalha para outras partes do corpo para além da inicial.

Outros sintomas do câncer das glândulas salivares

Além da presença de nódulos, outros sintomas ajudam a identificar o câncer nas glândulas salivares. São eles:

. Dor constante na boca, bochecha, mandíbula, ouvido ou pescoço

. Assimetria entre os lados direito e esquerdo da face ou pescoço

. Perda de sensibilidade em parte do rosto

. Fraqueza dos músculos de um lado da face

. Dificuldade para engolir

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais comumente usado nas fases iniciais do câncer, quando a doença ainda se encontra limitada à região onde se iniciou, segundo Malzyner. É possível, ainda, o uso da radioterapia e quimioterapia.

“O câncer de glândulas salivares é uma doença curável no seu início mas de difícil controle quando a doença já se disseminou”, pontua Malzyner.

 

Acesse o link do Portal Vix.com: https://www.vix.com/pt/saude/580452/bolinha-na-boca-foi-primeiro-sinal-do-cancer-de-heloisa-perisse-quando-desconfiar?amp

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Outubro Rosa – Prevenção é ação!

Quando o assunto é o câncer, a prevenção e o diagnóstico precoce são os nossos maiores aliados. Ao falarmos no câncer de mama é importante lembrarmos a necessidade de consultas médicas e realização de exames preventivos de rotina.
Além disso, não podemos esquecer a importância do autoexame das mamas que é fácil de ser realizado, porém não é um método diagnóstico e não substitui os exames nem o acompanhamento regular com o médico.
Ele deve ser realizado uma vez por mês de preferência na semana seguinte ao término da menstruação.
A mulher deve ficar em frente ao espelho com uma mão atrás da nuca, usando a outra para apalpar a mama suavemente com os dedos a fim de identificar a presença de nódulo além de observar se há alguma alteração visível, como por exemplo, alteração na pele ou no formato da mama.
O diagnóstico precoce, ou seja, quando o câncer é diagnosticado no início é fundamental para o sucesso do tratamento e sua cura!

Converse com seu médico e realize seus exames!

Dra. Alessandra Pontalti
CRM 139.464

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Entenda o melanoma: câncer de pele agressivo que provocou a morte de Roberto Leal

RIO – O melanoma, causa da morte do cantor português Roberto Leal , é um tipo de câncer de pele menos comum, mas muito agressivo e que, na maioria dos casos, leva à metástase e depois à morte.

Existem dois grandes grupos de câncer de pele, muito diferentes entre si: o primeiro é o carcinoma de pele, que representa cerca de 90% dos casos. Ele aparece em decorrência do sol e tem crescimento local, lento, muito raramente emite metástase e tem muitas opções de resolução. O segundo grupo é o do melanoma, que representa cerca de 7 mil casos por ano, mas dos quais 2 mil, ou 30%, vão levar à morte.

— O motivo da estranheza é: como é que um câncer de pele, uma bobagenzinha que a gente vê, pode matar uma pessoa? É uma doença que teoricamente poderia ser caracterizada muito precocemente. Mas o melanoma é uma lesão de pele cujo maior problema é o aprofundamento. Continua sendo uma pintinha, mas vai penetrando feito uma escavadeira de metrô. Invade vasos linfáticos e vai se veiculando para outros órgãos, mesmo antes de ser uma pinta muito feia. Infelizmente às vezes quando é detectado, já é tarde — afirma o oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e consultor científico da Clínica de Oncologia Médica, em São Paulo, Artur Malzyner.

A irradiação ultravioleta do sol é a principal causa do melanoma. Há indícios de que seja mais frequente nas áreas do globo onde a insolação é maior e no grupo de risco, pessoas de pele clara e origem europeia.

Um médico treinado, seja dermatologista, oncologista ou clínico-geral, pode identificar se uma pinta é uma lesão suspeita ou não. Por isso, segundo Malzyner, é importante que as pessoas façam revisões periódicas e, se possível, passem pela dermatoscopia, exame que não só detecta a malignidade das pintas, como compara sua evolução ao longo dos anos.

Se o melanoma foi diagnosticado e há metástase detectada ou alto risco de desenvolvê-la, a melhor opção é a imunoterapia.

— Esse tratamento revolucionou o melanoma. Era sistematicamente letal para todos que tinham metástase, mas hoje já se consegue regressão em número expressivo, de 30 a 45% dos casos. Infelizmente não é acessível para todos e menos da metade dos pacientes que vão ter acesso vão ficar bem. Os outros 55 a 70% vão ter evolução do câncer. É uma doença muito agressiva.

Pintas com nuances e tonalidades diversas dentro dela, que crescem de repente, sangram ou surgem de repente são alvo especial de atenção.

 

Acesse o link do Portal O Globo: https://oglobo.globo.com/sociedade/entenda-melanoma-cancer-de-pele-agressivo-que-provocou-morte-de-roberto-leal-23949996

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Perda de peso rápida e sem dieta? Isso é sinal destas 6 doenças

Subir na balança e perceber que alguns pesos foram eliminados sem esforço. Isso é um sonho para muitas pessoas. Porém, na verdade, pode ser um sinal de que algo não vai bem no organismo e indicar alguma doença.

Como saber se os quilos estão indo embora rapidamente e o corpo necessita de atenção? Inicialmente, é preciso reparar se entre um a três meses a pessoa perdeu mais de 5% do seu peso sem ter mudado a alimentação ou aumentado a atividade física. A partir daí, identificar outros sintomas, como fraqueza, queda de cabelos, tonturas, tremores, batimentos cardíacos acelerados, sudorese, sentir muita sede, urinar demasiadamente, alteração no padrão das fezes, entre outros.

Caso algum desses sinais se apresentem juntamente com a perda de peso rápida, o ideal é buscar a ajuda de algum médico para identificar se não há a presença de algum problema de saúde, como os seis que listamos abaixo.

Hipertireoidismo

Ocorre quando a tireoide produz excessivamente os hormônios tireoidianos (T3 e T4), que são responsáveis por regular o metabolismo. No hipertireoidismo, o excesso hormonal pode levar a um aumento do gasto calórico, tremores, irritabilidade e rápida perda de peso.

O diagnóstico da doença acontece por meio de exames de sangue que apontam os hormônios tireoidianos elevados e o TSH (hormônio produzido pela hipófise, glândula localizada no cérebro que controla a função da tireoide) baixo. Após ser detectado o hipertireoidismo, é preciso descobrir sua causa, que em boa parte das vezes é a chamada doença de Graves. Nela, além de emagrecer, o paciente pode apresentar alterações nos olhos, que ficam mais “saltados”. Outras causas possíveis do hipertireoidismo são nódulos ou inflamação da tireoide.

Já o tratamento, claro, depende da causa do problema, mas geralmente é feito com medicamentos, administração de iodo radioativo ou, em alguns casos, cirurgia. O tratamento, seja ele qual for, irá encerrar a perda rápida de peso.

Diabetes

Existem diversos tipos de diabetes, os mais comuns são o 1, 2 e gestacional. A doença, independentemente do seu tipo, ocorre devido à falta, deficiência ou resistência da ação da insulina, que é um hormônio responsável por levar energia (glicose) para dentro da célula. Sem conseguir usar a glicose como “combustível”, as células passam a utilizar a gordura corporal como fonte de energia, o que leva à perda de peso descompensada.

O diagnóstico do diabetes é feito pela dosagem de glicose no sangue. Quando a doença é detectada, o tratamento irá focar de início no equilíbrio do nível de glicose no sangue, por meio de de medicamentos orais ou injetáveis que estimulam ou facilitam a ação da insulina e a mudança de hábitos (dieta e exercício), dependendo do tipo de diabetes e cada paciente, claro.

Câncer

A doença por si só pode levar à redução de quilos na balança. No entanto, isso é mais comum quando o câncer está em estágio avançado ou metastático (já atingiu outras partes do corpo), ou então quando o tumor está localizado no pulmão, cabeça e pescoço ou no trato gastrointestinal, como no câncer de estômago, pâncreas e de esôfago.

A perda rápida de peso, no caso dos estágios avançados e metastáticos, se dá porque nesta situação o tumor libera substâncias chamadas de citocinas pró-inflamatórias, que aumentam o gasto energético do corpo e a perda de massa muscular, além de estimular a saciedade precoce e a anorexia, em que o paciente não tem fome ou vontade de comer.

Já quando a pessoa é diagnosticada com câncer de cabeça e pescoço, o processo de mastigação e deglutição pode estar alterado devido à localização do tumor, fazendo com que o paciente consuma alimentos mais pastosos ou até mesmo líquidos e que fornecem menos energia e proteína necessária para o dia.

Pacientes com câncer do trato gastrintestinal alto, principalmente esôfago e estômago, apresentam a perda de peso também pela própria localização do tumor que, se for no esôfago, pode dificultar a passagem do alimento. No estômago, a saciedade precoce pode acontecer, o que leva o indivíduo a consumir uma quantidade menor de alimentos.

O tratamento com suplementos alimentares e uma dieta equilibrada e balanceada pode ajudar a diminuir a perda de peso relacionada à doença em estágio avançado, assim como por conta da quimioterapia, imunoterapia ou das chamadas terapias alvos, que podem reduzir o peso da pessoa. Nos casos em que há obstrução mecânica do trato digestivo ou da cavidade oral, alguns procedimentos com prótese ou radioterapia local paliativa também podem ajudar a facilitar a passagem dos alimentos.

Problemas na região intestinal

Intolerância à lactose, doença celíaca e doenças inflamatórias, como síndrome do cólon ou intestino irritável, doença de Crohn e retocolite ulcerativa, são os problemas mais comuns que podem levar à perda rápida de peso. Muitos desses quadros geralmente são acompanhados de diarreia, o que faz com que o corpo não consiga absorver a quantidade suficiente de nutrientes necessários, o que leva a um déficit de energia. Dor, distensão abdominal e febre também são sintomas de algumas dessas condições.

Os exames para diagnóstico e tratamento, obviamente, variam conforme a doença. Entre as principais soluções estão mudanças no cardápio –com restrição a nutrientes que geram o problema (lactose, glúten, gorduras etc.), bebidas gaseificadas, condimentos –; redução de estresse, uso de medicamentos anti-inflamatórios e cirurgia.

Depressão

O problema, que afeta 350 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), pode causar a perda ou o aumento de apetite, dificuldade para realizar tarefas cotidianas, sentimentos de impotência e culpa e, em casos mais graves, até mesmo pensamentos e tentativas de suicídio.

O diagnóstico da depressão é clínico, ou seja, não necessita de exames, baseando-se no conjunto de sinais apresentados pela pessoa. Os principais sintomas que indicam o quadro de depressão são alterações no humor –que pode ser caracterizado por sensação de tristeza e de angustia quase todos os dias –, perda da capacidade de sentir prazer nas coisas, alteração do apetite com consequente mudança no peso, alterações do sono e dificuldade na capacidade de tomar decisões.

O tratamento depende da gravidade. Depressões leves, por exemplo, podem ser tratadas com psicoterapia e a prática de atividades físicas. A partir de depressões moderadas já pode ser necessário o uso de medicamentos que atuem no sistema nervoso central, como os antidepressivos, que agem na regulação de neurotransmissores (serotonina e noradrenalina). Conforme o paciente vai melhorando, o que ocorre em algumas semanas após o início do tratamento, os sintomas da doença melhoram como um todo, inclusive o apetite.

Doenças causadas por vermes

Alguns tipos específicos de parasitas, como ascaridíase, amebíase e giárdia, causam um processo infeccioso no organismo que resulta em desconfortos gastrointestinais e diarreia. Esses sintomas prejudicam a absorção de nutrientes e consomem muita energia do corpo, o que leva a perda de peso.

O diagnóstico é feito primeiramente por meio do histórico clinico do paciente, depois, são realizados exames laboratoriais das fezes para se chegar exatamente ao resultado preciso. O tratamento envolve, na maioria das vezes, o uso de remédios antivermes que eliminam os parasitas do corpo e contribuem para o processo de retomada do peso normal.

 

Fontes: Fabio Trujilho, vice-presidente do departamento de obesidade da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia); Giuliano Mendes, cirurgião do aparelho digestivo e cirurgião oncológico, diretor do ECMI (Equipe de Cirurgias Minimamente Invasivas) e do Hospital Leforte, em São Paulo; Henrique Bottura, psiquiatra da Clínica Psiquiatria Paulista e do Hospital das Clínicas de São Paulo; Lívia Beraldo de Lima Basseres, psiquiatra pela Faculdade de Medicina do ABC, assistente da enfermaria de controle de impulsos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo); Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP, membro da Sbem e da SEE (Sociedade Europeia de Endocrinologia); Paulo Olzon, clínico Unifesp (Universidade Federal de São Paulo); Ramon De Mello, oncologista clínico da Clinonco, em São Paulo e doutor em oncologia molecular pela Universidade do Porto, em Portugal; Renato Zilli, endocrinologista do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo; e Thaís Manfrinato Miola, nutricionista e supervisora de nutrição clínica do A.C.Camargo Câncer Center, em São Paulo.

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09 de Junho – Dia Nacional da Imunização

As vacinas são essenciais para proteger o organismo contra doenças que ameaçam a saúde, em todas as idades.

Doenças altamente contagiosas e bastante comuns que costumavam matar milhares de pessoas no passado como Difteria, Tétano, Paralisia Infantil, Sarampo, Caxumba e Rubéola, praticamente já não existem mais no Brasil. Mas, mesmo estando sob controle hoje em dia, elas podem rapidamente voltar a se tornar uma epidemia caso as pessoas parem de se vacinar.

As doenças que podem ser prevenidas por vacina são transmitidas pelo contato com objetos contaminados por uma pessoa doente, quando espirra, tosse ou fala, pois ele expele pequenas gotículas que contém os agentes infecciosos. Outra forma de transmissão é quando se entra em contato diretamente com secreções de um indivíduo doente.

Assim, quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para o aumento da circulação de doenças.

Tomar vacinas é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte.

 

Dra. Elisa Maria Beirão – CRM 86.437

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Macarrão instantâneo é prático, mas pede cuidado: como comprar “menos pior”

A proposta é bem tentadora: bastam poucos minutos para ter à disposição um prato de massa. Mas o que muita gente não sabe é que dentro da embalagem se esconde um alimento que é bem prejudicial ao organismo. Para ficar pronta rapidamente, a massa é pré-frita em gordura vegetal. Além disso, o saquinho de tempero vem recheado de sal e realçadores de sabor.

O valor calórico médio desse tipo de alimento é 380 calorias. Como a ideia é substituir uma refeição, pode não parecer muito, mas, se pensarmos em hábitos alimentares saudáveis, esse tipo de macarrão não é indicado. Na versão convencional ele é apenas uma mistura de farinha branca e gordura vegetal, o que faz com que seja calórico e com baixas quantidades de proteínas, vitaminas, minerais e fibras. Isso sem falar que contém muita gordura saturada, aquela que é prejudicial ao coração.

Se compararmos apenas o macarrão instantâneo (sem tempero) com o macarrão com ovos e farinha refinada, o primeiro possui mais calorias, gorduras e sódio.

Como o macarrão tradicional demora entre 8 e 10 minutos para ficar pronto, será que vale a pena escolher esse tipo para ganhar entre 3 e 7 minutinhos na cozinha?

Se você achar que vale mesmo assim, veja as dicas para usar o macarrão instantâneo da melhor forma possível:

O tempero é uma bomba de sódio e aditivos

Aquele saquinho que vem dentro da embalagem é uma mistura de sal, açúcar e outros compostos para realçar o sabor. Em uma única unidade encontramos mais de 50% das recomendações diárias de sódio. Em excesso essa substância favorece a elevação da pressão arterial, leva à retenção de líquidos, aumenta o cansaço físico e mental, estimula negativamente o sistema imunológico e pode até aumentar o risco de algumas doenças autoimunes.

A versão integral é um pouco melhor

Como ela é feita com uma porção de farinha integral, a massa se torna um pouco mais saudável, mas a quantidade de gorduras e de sódio e substâncias artificiais no tempero se mantêm igual.

O mesmo vale para os lights

Eles apresentam uma quantidade de calorias menor, que é decorrente da redução de gordura na sua composição. Mas a falta de proteínas, vitaminas e minerais e o excesso de sódio continuam presentes.

Existem opções assadas

Em algumas versões no mercado, o macarrão é pré-assado e não frito, o que ajuda a melhorar seu valor nutricional. Normalmente essas versões também trazem temperos naturais.

Use o macarrão assado, light ou integral e tempere como quiser

O ideal é escolher as opções mais saudáveis, temperá-la com ingredientes naturais, como ervas, e incrementá-la com fontes de proteína, iscas de carne, peixe ou frango, camarões grelhados e mussarela de búfala, por exemplo. Veja como escolher a melhor opção para levar para casa.

Na embalagem estão os dados que devem ser considerados

Leia as informações com cuidado e procure expressões como: menos sódio, assado, integral, menos gordura, sem aditivos artificiais, entre outras que indiquem que o produto é mais saudável.

Não coloque no carrinho antes de checar a lista de ingredientes

Evite produtos que tenham algum tipo de gordura entre os três primeiros itens da lista ou que a farinha de trigo seja o primeiro ingrediente, o ideal é que a integral esteja antes, pois isso indica que está presente em maior quantidade. E mais um detalhe: prefira aqueles que não apresentam gordura vegetal hidrogenada.

A tabela nutricional também é importantíssima

Prefira os que tiverem menos sódio e gorduras e mais fibras.

Informação nutricional

Macarrão instantâneo convencional com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 369 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 15 g

. Gorduras saturadas: 6,9 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 1607 mg

Macarrão instantâneo light com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 248 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,3 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 2,9 g

. Sódio: 1222 mg

Macarrão instantâneo integral com tempero

. Porção 1 unidade (80 g)

. Valor energético: 250 kcal

. Carboidratos: 50 g

. Proteínas: 9 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,4 g

. Fibras: 7,6 g

. Sódio: 1000 mg

Macarrão instantâneo convencional sem tempero

. Porção de 84 g

. Valor energético: 270 kcal

. Carboidratos: 56 g

. Proteínas: 8,4 g

. Gorduras totais: 1,5 g

. Gorduras saturadas: 0,6 g

. Fibras: 2,1 g

. Sódio: 706 mg

Macarrão convencional seco

. Porção de 80 g

. Valor energético: 288 kcal

. Carboidratos: 61,36 g

. Proteínas: 8,32 g

. Gorduras totais: 1,57 g

. Gorduras saturadas: 0,43 g

. Fibras: 1,84 g

. Sódio: 11,84 mg

Macarrão convencional preparado

. Porção de 80 g

. Valor energético: 101 kcal

. Carboidratos: 21,52 g

. Proteínas: 2,9 g

. Gorduras totais: 0,5 g

. Gorduras saturadas: 0,15 g

. Fibras: 0,6 g

. Sódio: 2 mg

 

Fontes: Renata Bressan Pepe, nutricionista da Clínica Halpern, em São Paulo, e do Departamento de Nutrição da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica); Daniel Barreto de Melo, nutricionista da Clinonco, em São Paulo

 

Acesse o link do Portal Viva Bem – UOL: https://vivabem.uol.com.br/noticias/redacao/2019/05/13/macarrao-instantaneo-e-perigoso-veja-como-escolher-o-menos-prejudicial.htm

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