CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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9 Hábitos saudáveis que precisa adotar

Mais do que nunca, estamos entendendo a importância de adotar hábitos positivos para a nossa saúde.

Com a pandemia, fomos restringidos de algumas atividades cotidianas e tivemos que nos adaptar a uma nova rotina.

Mas, você incluiu hábitos saudáveis no seu dia a dia?

Caso a resposta seja não, é bom conferir algumas sugestões que podem te ajudar a se manter saudável durante o isolamento social:

-Tenha uma alimentação saudável;
-Regularize o seu sono e durma o necessário;
-Alongue-se durante o dia;
-Faça pausas regulares e programadas durante suas atividades em casa;
-Mantenha contato com pessoas positivas;
-Exercite-se em casa;
-Medite e analise os seus propósitos de vida;
-Dê atenção à sua saúde mental;
-Beba água.

Esses hábitos parecem simples, mas podem fazer uma grande diferença na sua saúde física e emocional!

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Doenças congênitas, genéticas e hereditárias: sabe a diferença entre elas?

No meio da palavra “congênita” há um “gen” que pode nos remeter à palavra “genética”, que para muitos é sinônimo de algo “hereditário”. Em comum, estão relacionadas à natureza e concepção humana, por isso geram tanta confusão. Mas, embora pareçam ser a mesma coisa, doenças classificadas com esses termos não são iguais, as diferenças entre elas são grandes.

Claro que não cabe a ninguém que não tenha estudado medicina diagnosticar cada uma, isso é tarefa de um médico, mas vale saber o que individualmente representam para ter informação para conversar, ganhar tempo para tirar dúvidas em consultório, se preparar para resultados de exames, planejar uma eventual gravidez, tomar medidas preventivas e mudar hábitos de vida.

Congênita, ou desde o nascimento

Uma doença congênita é aquela que está presente na ocasião do nascimento, podendo ser decorrente de uma alteração nos genes e repassada de pais para filhos ou também causada por fatores externos ambientais, como infecções, consumo de drogas, medicações ou alguma interferência no útero, por exemplo.

Pablo de Nicola, geneticista pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, cita exemplos: “Os distúrbios congênitos (desde o nascimento) mais comuns são pé torto congênito, luxação congênita do quadril, criptorquidia (quando o testículo não desce), cardiopatia congênita (defeitos cardíacos), mielomeningocele (defeito em que a medula espinhal do bebê não se desenvolve adequadamente) e hidrocefalia (caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido dentro do crânio, levando a inchaço e aumento de pressão cerebral)”.

Mas há outros, como fenda labial e palatina, toxoplasmose congênita, síndrome alcoólica fetal, tetralogia de Fallot (condição rara causada por uma combinação de quatro defeitos cardíacos presentes no nascimento) e síndrome de Down.

Só que nem toda doença repassada de pais para filhos e/ou causada por alterações nos genes é congênita, e podem se manifestar tardiamente como Coreia de Huntington (em que as células nervosas do cérebro se rompem ao longo do tempo) e Alzheimer.

Genética tem a ver com DNA

Já uma doença ou desordem genética é causada por uma ou mais anomalias no material genético (DNA) por diversas causas (má alimentação, radiação solar, tabagismo, entre outras) e pode, ou não, ser transmitida adiante, dos ancestrais para os descendentes.

Em se tratando de câncer, todo tipo é genético, mas não significa que possa ser herdado. Renata Velame, oncologista e oncogeneticista do Hospital Português da Bahia, em Salvador, explica:

“O câncer é uma doença genética, pois envolve mutações em determinadas partes do DNA, levando as células a um processo descontrolado de multiplicação, além da capacidade de invadir outros órgãos e tecidos do corpo. Na maioria dos casos, é esporádico, ou seja, essas mutações são adquiridas ao longo da vida devido a fatores ambientais. Mas alguns casos de câncer, cerca de 5% a 10%, se desenvolvem devido a mutações genéticas patogênicas herdadas, em sua maioria, de um dos pais, o que chamamos de síndromes de câncer hereditário”.

Nesses casos, geralmente se observa surgimento de tumores mais precocemente, maior risco de aparecimento de novos tumores ao longo da vida e comumente história familiar de câncer.

Os principais tipos de neoplasias associadas a essas síndromes são os cânceres de mama, de ovário, de próstata e colorretal. Mas não significa 100% que uma pessoa com mutação patogênica terá câncer, há risco, mas vários outros fatores estão envolvidos na sua formação.

Hereditárias são transmitidas

Introduzidas brevemente na explicação sobre doenças genéticas, as doenças hereditárias são aquelas que podem ser herdadas de um ou ambos os pais e passadas para os descendentes. Assim, nem todas as doenças genéticas são hereditárias, porém todas as doenças hereditárias são genéticas e podem se manifestar desde o nascimento, ou não, somente ao longo dos anos.

“Como condições hereditárias que, mais uma vez, aumentam a chance de desenvolver câncer, estão as síndromes de Li-Fraumeni (caracterizada por múltiplos casos de tumores primários de início precoce), de Peutz-Jegher (múltiplos pólipos hamartomatosos aparecem no estômago, intestino delgado e colo) e de Cowden (surgem múltiplas lesões em pele, mamas e cérebro)”, informa Mariana Marcondes M. S. Pereira, médica pela Santa Casa de Misericórdia de Santos (SP) e oncologista da clínica Clinonco e do Hospital Municipal Dr. Mario Gatti, em Campinas (SP).

Para além de condições que predispõem câncer, também entram na lista, que não caberia inteira aqui, anemia falciforme (condição que provoca alteração anatômica nos glóbulos vermelhos), fibrose cística (afeta pulmões e sistema digestivo), hipercolesterolemia familiar (doença cardiovascular agressiva e prematura), osteogênese imperfeita (prejudica a formação correta dos ossos), hemofilia (compromete a formação de coágulos sanguíneos) e daltonismo (dificuldade em diferenciar certas cores).

Acesse o link do Portal UOL/VivaBem: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/08/23/doencas-congenitas-geneticas-e-hereditarias-voce-conhece-a-diferenca.htm

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Sarcopenia: como prevenir que pacientes oncológicos percam massa muscular?

O câncer pode afetar o estilo de vida e a composição corporal dos pacientes de várias formas.

A mais comum é a perda de massa magra e redução da massa proteica visceral. Esse processo é chamado de sarcopenia, sendo causado normalmente por:

– Ingestão inadequada de energia (carboidratos) e/ou proteínas;
– Má absorção intestinal de nutrientes;
– Distúrbios gastrointestinais;
– Uso de alguns medicamentos e anorexia.

A Sarcopenia está associada à diminuição da capacidade funcional, aumentando o risco de quedas e fraturas e ao aumento de infecções.

A melhor forma de prevenir a sarcopenia é exercitar-se fisicamente e seguir uma dieta equilibrada com orientação de um profissional adequado para ambas as funções.

Lembrando que qualquer atividade física deve ser avaliada pelo oncologista para autorizar apenas aquelas que irão oferecer benefícios sem riscos.

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Conhece as diferenças entre os tipos sanguíneos e a relação com doenças?

São muitos os tipos sanguíneos e quem os descobriu foi o médico e cientista austríaco Karl Landsteiner. No início do século 20, ele teve a ideia de misturar gotas de seu sangue e de outros colegas em laboratório, notando que as combinações causavam, ou não, a aglutinação dos glóbulos vermelhos. A partir daí obteve o sistema “ABO” e o Nobel de Medicina em 1930.

“Os grupos sanguíneos são classificados através da existência de proteínas específicas nas membranas das hemácias e que se expressam como antígenos ou aglutinogênios”, explica Ariette Luize Pires, hematologista do Hospital Português, em Salvador.

“Quando existe a presença dos antígenos A na superfície das hemácias, o sangue é classificado como tipo A. Quando existe a presença dos antígenos B, o sangue é tipo B. Quando presentes os antígenos A e B, o sangue é tipo AB. Agora, quando não existe a presença nem do antígeno A nem do antígeno B na superfície das hemácias, o sangue é classificado como tipo O ou zero”.

Por isso não se pode transfundir sangue em alguém sem saber seu tipo, as reações são graves. Para identificar é realizada uma tipagem sanguínea, processo de coleta e análise do sangue.

Sobre os sinais + ou – do tipo sanguíneo, a médica complementa que quando existe a presença de um outro antígeno no sangue, o D, esse é classificado como fator Rh positivo. Não estando presente, o sangue é fator Rh negativo. Rh vem de rhesus, macacos usados em testes iniciais.

Quem doa para e recebe de quem?

O sangue do tipo A é um dos mais comuns, sobretudo na Europa, onde está presente na maioria da população de países como Portugal, Suíça e Noruega, por exemplo. Sua maior frequência, porém, ocorre em algumas populações aborígenes da Austrália e de indígenas de Montana, nos Estados Unidos.

Se for A+ pode doar para AB+ e A+ e receber doação de A+, A-, O+ e O-. Já o tipo A- pode doar para A+, A-, AB+ e AB- e receber de A- e O-.

O segundo tipo de sangue, o B, ao contrário de A, é menos disseminado. “No Brasil é muito raro, não passa de 8% da população. No entanto, é mais comum na Ásia Central e em algumas regiões da Índia”, informa Fábio Pires dos Santos, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, esclarecendo que os tipos sanguíneos são determinados pelos genes e sua disseminação ocorreu com as migrações humanas pelo mundo por milhares de anos.

Por conter anticorpos contra A, B só pode receber doação de sangue de pessoas do tipo B ou O. Assim, B+ recebe de B+, B-, O+ e O- e doa para B+ e AB+. Quanto a B-, recebe de B- e O- e doa para quem é B+, B-, AB+ e AB-.

Se B é um sangue raro, AB é mais raro ainda. Paquistão, Japão e as duas Coreias são os países que mais o concentram, mesmo assim fica em torno de 10% de suas respectivas populações. Como não possui anticorpos em seu plasma, é compatível com sangue de qualquer tipo, mas com algumas limitações.

AB+ só doa para AB+ e recebe de todos (A+, A-, B+, B-, AB+, AB-, O+, O-). No entanto, AB- pode doar para AB+ e AB-, mas só aceita receber se for A-, B-, O- e AB-.

Quanto ao tipo O, ele lidera em praticamente todo o mundo. Em Chile, Egito, Mongólia, Zimbábue ultrapassa 50% entre as populações. Não à toa também seja o doador universal. Porém, possui anticorpos anti-A e anti-B, só podendo receber sangue do mesmo tipo.

O+ doa para A+, B+, O+ e AB+ e recebe de O+ e O-. Já O- doa para A+, B+, O+, AB+, A-, B-, O- e AB- (todos) e recebe de volta apenas O-.

Maneiras de descobrir o seu

Os exames básicos para se descobrir o tipo sanguíneo (tipagem sanguínea ABO e Rh) são realizados pela maioria dos laboratórios de análises clínicas, utilizando produtos reagentes que identificam a presença dos antígenos que definem se os glóbulos vermelhos são A, B ou AB, incluindo fator Rh. E na ausência de antígenos A e B, conclui-se que as hemácias são do tipo O.

“Deve sempre ser feita a tipagem das grávidas e dos bebês quando nascem, pois embora hoje em dia tenhamos medicações para prevenir a incompatibilidade sanguínea entre mãe e feto, esse problema pode levar a graves consequências [como aborto], se não detectado”, ressalta Carolina Kassab Wroclawski, hematologista pelo Hospital Israelita Albert Einstein e da clínica de oncologia médica Clinonco (SP).

É o teste do pezinho o exame que identifica o tipo sanguíneo de um recém-nascido. Mas em qualquer idade pode ser realizada uma tipagem, seja para detectar alguma doença ou em um check-up, por exemplo.

Em todos os testes é realizada a contraprova. Já nos bancos de doação de sangue há recursos mais avançados, para definir outros sistemas de grupos sanguíneos e incluir testes adicionais que têm por implicação aumentar a segurança das transfusões.

Correlações com doenças

Por falar em segurança, atualmente muitos estudos também tentam compreender a relação entre os tipos sanguíneos e doenças. Principalmente após cientistas europeus publicarem em 2020, no periódico científico The New England Journal of Medicine, que o tipo sanguíneo A pode elevar o risco de sintomas graves e complicações da covid-19.

O problema em si não seria o sangue, mas, sim, alterações genéticas contidas nele relacionadas a uma resposta inflamatória do organismo.

Mas o tema é recente e por isso mais estudos estão e devem ser desenvolvidos a respeito. De acordo com André Marinato, hematologista pelo HCFMRP-USP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo) e consultor da Central Nacional Unimed, também já foi relatado pela American Heart Association que em pessoas dos tipos A e B a frequência de tromboses e doenças cardiovasculares é maior quando comparada com o grupo sanguíneo O. Assim como também a probabilidade para ter câncer de estômago.

Em se tratando do grupo O, Ariette Pires complementa que, em escala populacional (quando se observa e compara entre milhares de pessoas) e em pequeno grau de magnitude, estaria relacionado a uma predisposição aumentada para úlceras gástricas, tumores gastrointestinais e risco acrescido a agentes infecciosos.

Em contrapartida, a proteção contra malária seria mais eficiente. Já no grupo B, câncer de ovário e pâncreas, assim como em AB, onde a propensão de se ter problemas de memória e AVC sugere também ser maior.

“No entanto, isso não comprova relação de causa e efeito, ou seja, não se pode afirmar que o tipo sanguíneo é protetor ou causador de doenças, apenas que existem correlações, e a origem delas ainda precisa ser descoberta”, aponta Marinato.

“Os grupos sanguíneos poderiam servir de triagem inicial para medidas personalizadas de promoção de saúde e prevenção de doenças. Porém, estamos no começo. Até lá, é importante ressaltar que controlar fatores de risco reduz a incidência de doenças, independente do tipo sanguíneo”, finaliza o hematologista do HC de Ribeirão Preto.

Doe sangue

A doação de sangue é um gesto solidário de doar uma pequena quantidade do próprio sangue para salvar a vida de pessoas que se submetem a tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, como transfusões, transplantes, procedimentos oncológicos e cirurgias.

Além desses casos, o sangue também é indispensável para que pacientes com doenças crônicas graves —como doença falciforme e talassemia— possam viver por mais tempo e com mais qualidade, além de ser de vital importância para tratar feridos em situações de emergência ou calamidades.

Uma única doação pode salvar até quatro vidas. Faça sua parte, independentemente de parentesco entre o doador e quem receberá a doação

Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos e que estejam pesando mais de 50 kg. Além disso, é preciso apresentar documento oficial com foto e menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis.

Pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporariamente. No caso de covid-19, o critério mundialmente aceito é 30 dias após a melhora dos sintomas.

O procedimento para doação de sangue é simples, rápido e totalmente seguro. Não há riscos para o doador, porque nenhum material usado na coleta do sangue é reutilizado, o que elimina qualquer possibilidade de contaminação.

Para doar sangue, basta procurar as unidades de coleta de sangue, como os Hemocentros da sua cidade, para checar se você atende aos requisitos necessários para a doação.

Existem impedimentos temporários e também impedimentos definitivos. No mais, basta estar imbuído pelo desejo de ajudar o próximo.

*Com informações do Ministério da Saúde

Acesse o link do Portal UOL/VivaBem: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/07/05/conhece-as-diferencas-entre-os-tipos-sanguineos-e-a-relacao-com-doencas.htm

 

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A Vida da Gente: Saiba qual é a causa da bexiga hiperativa de Laudelino

Laudelino (Stênio Garcia) tem preocupado Iná (Nicette Bruno) com suas idas frequentes ao banheiro em A Vida da Gente. A bexiga hiperativa, que faz o personagem acordar várias vezes durante a noite, pode significar problemas sérios. Depois de muita insistência da namorada, o marceneiro irá ao médico e descobrirá que o sintoma escondia um câncer de próstata.

A doença será desvendada após um exame de toque retal feito pelo médico do personagem teimoso. O câncer de próstata será encontrado tarde, já que a doença demora a dar sinais. “Numa fase muito inicial da doença, dificilmente os pacientes vão apresentar algum sintoma, uma vez que esse câncer é de crescimento lento”, pontua Simonne Quaglia, oncologista da Clinonco.

Além das idas frequentes ao banheiro, outros indícios de câncer de próstata são o fluxo da urina fraco ou interrompido, sangue na urina ou no sêmen e disfunção erétil. Em casos avançados, o câncer de próstata também causa fraqueza e dormência nas pernas ou pés, além de dores no quadril, costas, coxas ou ombros.

Como a doença demora a dar as caras, o melhor é fazer o exame de rastreio todo ano após os 50. A próstata é o órgão responsável por produzir o líquido do sêmen. Ela fica próxima à saída da bexiga dos homens, mas é melhor sentida pelo ânus. Por isso, é no toque retal que os médicos conseguem sentir algum nódulo ou aumento da estrutura.

O médico de Laudelino explicará que, por conta da demora em descobrir o problema, o câncer de próstata já tem uma agressividade média.

Os homens que têm histórico de câncer na família devem começar o acompanhamento ainda mais cedo, aos 45 anos. Para eles, também é pedido um exame de sangue chamado antígeno prostático específico, ou PSA, que detecta a quantidade da proteína produzida pelo órgão.

“Existem outros exames de imagem, como a ressonância multiparamétrica da próstata, que pode detectar alterações em fase muito precoce, porém a recomendação ainda é o exame de toque e o PSA, pois são mais acessíveis e também capazes de detectar a doença em fase inicial”, elucida a oncologista.

Para confirmar as alterações sentidas no exame de toque, o próximo passo é fazer uma biópsia. O exame é colhido com o paciente sedado, que recebe punções de uma agulha fina para extrair tecido da região. Com essa amostra, um laboratório analisa se as células são realmente cancerígenas.

Caso o diagnóstico seja positivo, o oncologista, médico especialista nessa doença, pedirá mais análises para determinar qual será o tratamento. Para Laudelino, o indicado será a extração do tumor com uma cirurgia. Além da operação, é comum que o combate ao câncer seja feito com radioterapia e tratamentos hormonais.

Disfunção erétil e retirada da próstata

A primeira preocupação de Laudelino ao descobrir o câncer de próstata será com as consequências da cirurgia para seu desempenho sexual. Ao sair da consulta, ele rejeitará o procedimento. “Eu não vou fazer a cirurgia e ponto final. Eu não vou perder a única coisa que me dá prazer na vida, que é o meu namoro”, exclamará ao colega Wilson (Luiz Serra).

De fato, a disfunção erétil é uma das possíveis consequências da cirurgia de retirada da próstata. Isso acontece principalmente por causa da lesão dos nervos da região, que são responsáveis pela ereção. Porém, existem tratamentos para a recuperação dessa função, com medicamentos, injeções e até o uso de bomba peniana.

Depois de ser convencido por Iná, Laudelino irá para a cirurgia, que será bem-sucedida.

 Acesse o link do Portal UOL/Notícias da TV: https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/vida-da-gente-bexiga-hiperativa-de-laudelino-esconde-doenca-grave-saiba-qual-e-58344

 

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“Quem não chora não liga”: mitos sobre luto que todo mundo deveria evitar

Infelizmente, a morte ainda é um tema tabu na sociedade. Universalmente, de modo consciente ou não, a maioria de nós a vê como uma ideia difícil de suportar. Por essa razão, é comum que o luto seja evitado, subestimado e até encarado com preconceito ou superficialidade —e isso envolve não só quem perde alguém, mas aqueles que precisam lidar com uma pessoa enlutada.

É preciso vencer essa resistência e olhar o luto como um processo inerente à vida. O primeiro passo é se livrar de alguns mitos limitantes. A seguir, veja 12 deles e como lidar.

1. É preciso ser forte nesse momento, certo?

Errado. Primeiro, porque luto não tem nada a ver com fraqueza emocional. Em segundo lugar, pedir para alguém que perdeu um ente querido algo como “você precisa ser forte” passa uma mensagem totalmente equivocada. Afinal de contas, toda pessoa é forte dentro de seus próprios limites. E, por fim, sofrer e manifestar o sofrimento por uma perda não significa fraqueza. Ninguém tem o direito de impedir uma pessoa de fazer o processo de luto adequado e mascarar sua dor.

2. Tocar no assunto com a pessoa enlutada não é uma boa ideia

Pelo contrário. Evitar falar sobre a perda pode levar a pessoa a se sentir mais sozinha, pois não encontra espaço para expressar seus sentimentos e necessidades. Não é preciso forçar nada, mas é importante mostrar disposição para escutar. Oferecer escuta ativa e livre de julgamentos é uma forma muito potente de ajuda, considerando, obviamente, a possibilidade de a pessoa não desejar falar sobre a perda. Essa escuta também precisa ser capaz de acolher os silêncios.

3. Quem enfrenta o luto precisa de distração para atenuar o sofrimento

Muita gente acredita que é preciso distrair ou “ocupar” a pessoa enlutada. Na prática, porém, esse “incentivo” às vezes atrapalha e até soa desrespeitoso. Ninguém deve impor aquilo que acha que é o melhor para aquela pessoa. Somente ela poderá saber o que lhe trará conforto naquelas circunstâncias. O ideal é deixar que a pessoa enlutada sinalize se uma “distração” é o que ela precisa. Geralmente, em um primeiro momento, isso não é habitual. E, quando ocorre, pode até mesmo ser uma negação, o que não seria adequado ao processo.

4. Existem estágios no processo de luto que devem ser cumpridos à risca

Mito. As reações mais comuns do processo de luto foram estudadas e listadas pela psiquiatra suíça Elizabeth Küler-Ross (1926-2004) em cinco estágios: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. Porém, nem todo mundo vivencia essas etapas de maneira linear. Uma questão importante é que algumas pessoas se fixam em determinadas fases, como a negação ou a raiva, o que as impede de conseguir elaborar emocionalmente aquilo que estão passando no momento, o que faz, inclusive, que fiquem paralisadas e não busquem ajuda. Além disso, é necessário considerar o chamado processo dual elaborado pelos psicólogo holandeses Margaret Stroebe e Henk Schut entre 1999 e 2001, que descreve o luto como uma experiência oscilatória: ora o enlutado está orientado para a perda, ora está orientado para restauração da vida.

5. O luto deve durar, em média, um ano e meio

Na prática, não é bem assim. Não há como definir um período aproximado, pois cada pessoa vivencia o luto de uma maneira. Há estudiosos que consideram um ciclo de 13 meses, porque após completar o primeiro ano da morte é comum acontecer a “reação de aniversário”: a pessoa revive a perda, mas pode evoluir em outros aspectos da sua vida. Quando a pessoa enlutada já vivenciou algumas datas comemorativas, percebe-se que a dor e o pesar tendem a ir diminuindo. Os especialistas em terapia do luto não o compreendem como um processo que termina, mas sim como uma experiência que se elabora e se integra à vida.

6. “O tempo cura tudo” é um consolo ao qual vale a pena se apegar

Esqueça esse conceito. O tempo não é o único parâmetro que caracteriza essa vivência. É um equívoco pensar no luto como algo que precisa ser curado, como se fosse uma doença. Vale ressaltar: o luto é um processo necessário para elaboração de uma perda. E, além do mais, não é o “tempo que cura”, mas o fato de a pessoa conseguir elaborar o ocorrido, integrando a ausência no cotidiano e preenchendo o vazio com novas experiências.

7. O luto uma hora passa, não há risco de se tornar um problema de saúde mental

Apesar de o termo “luto patológico” ter sido substituído por “luto complicado” entre os profissionais que lidam o tema, o que eliminou o viés de doença, algumas atitudes do enlutado merecem atenção. Viver em função do sofrimento, relutância em mexer nos pertences de quem morreu —ou, ao contrário, desfazer-se muito rapidamente das coisas —, sintomas físicos e/ou somáticos associados à perda, mudanças radicais de comportamento, impulsos autodestrutivos e presença de sintomas depressivos prévios são ações que exigem uma consulta com um psicoterapeuta e/ou ou psiquiatra.

8. Conversar com quem também enfrentou uma perda sempre é positivo

Não é bem assim. Participar de livre e espontânea vontade de um grupo de enlutados ou ter contato com alguém que tenha enfrentado uma perda pode ser muito benéfico, pois assim a pessoa se sente mais encorajada a compartilhar sua dor. No entanto, deve-se tomar cuidado, pois não dá para saber como o outro vivenciou o luto dele. Comparações, nesses casos, são inúteis, já que se trata de uma experiência única e particular para cada um.

9. Seguir em frente –casando-se de novo, por exemplo — é esquecer a perda

De forma nenhuma. Algumas pessoas precisam refazer sua vida para continuar a encontrar sentido nela, porém isso não reflete o apagamento da história compartilhada com quem morreu. Cada vínculo é único e singular e encontra o seu próprio lugar de realocação, podendo ser continuado e ressignificado sem, no entanto, impedir que novos laços se formem.

10. Quem não chora, não está triste; quem mais chora é quem mais sofre

Crença 100% errônea. Chorar pode ter diferentes significados, como remorso daquilo que não foi feito ou daquilo que se fez. Muita gente tem um padrão mais pragmático para lidar com a circunstância e se envolve com as questões práticas da perda. E, às vezes, pode bloquear a tristeza, o que não significa que ela não esteja ali. Não há uma métrica para o sentir, mas é fundamental que o enlutado encontre um espaço para sua expressão, seja com ou sem lágrimas.

11. Uma perda repentina dói mais do que uma perda já “anunciada”

Em muitos casos, mas não se trata de uma regra. O luto antecipatório —em que ao longo da enfermidade a família vai “trabalhando” a perda — ajuda, mas não isenta ninguém da dor. A realidade concreta pode trazer muito sofrimento, de qualquer forma, e o pesar depende muito de como cada um lida com a questão da morte.

12. Doar os pertences de quem faleceu é uma forma de não remoer dor e saudade

O fato de os pertences não estarem mais no armário, por exemplo, não significa que esses sentimentos serão evitados. Grandes mudanças como doações ou até trocar de casa logo após a perda podem vir a dificultar o luto, pois isso pode ser encarado como se quem morreu não tivesse nem existido, o que não é verdade. Para vivenciar o luto sem ser de forma complicada, é importante entrar em contato com o sofrimento para, assim, enfrentá-lo.

Fontes: Flávia Teixeira, psicóloga, mestre em saúde coletiva pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e docente na pós-graduação em psicologia hospitalar na mesma instituição; Marilia Zendron, psico-oncologista da Clinionco, mestre em ciências na área de oncologia pelo A.C. Camargo Cancer Center e especialista em teoria, pesquisa e intervenção em luto pelo Instituto 4 Estações, todos em São Paulo (SP); Nazaré Jacobucci, psicóloga especialista em psicologia hospitalar e teoria, pesquisa e intervenção em luto, membro da BPS (British Psychological Society), mestranda em cuidados paliativos na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, em Portugal, e coordenadora do site www.perdaseluto.com; Silvana Aquino, psico-oncologista, paliativista e membro do Comitê de Psicologia da ANCP (Academia Nacional de Cuidados Paliativos); Silvia Cury Ismael, gerente de psicologia do HCor, em São Paulo (SP).

Acesse o link do Portal UOL/VivaBem: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/05/25/luto-mitos-sobre-esse-processo-doloroso-que-todo-mundo-deveria-se-livrar.htm

 

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Teste genético para predisposição a câncer: devo fazer? Como?

Mais de 50 milhões de pessoas estão vivendo com câncer em todo o mundo, segundo a Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) e, apesar dos avanços nas pesquisas para o tratamento estarem avançando, a doença não espera. Para 2040, a IARC estima que 28,4 milhões de novos casos surjam. Um aumento de aproximadamente 47% em relação a 2020.

Em países com IDH média ou baixo, o crescimento é ainda mais expressivo: é esperado 96% de aumento na incidência de novos casos para 2040.

Segundo o Real Instituto de Oncologia, essa projeção reflete o envelhecimento populacional, exacerbado por aumento dos fatores de risco. Por isso, ainda segundo o instituto, é preciso se preparar para o impacto com adoção de medidas de prevenção, diagnóstico precoce e alocação de recurso para tratamento adequado.

Um dos métodos mais eficazes para prevenir e se preparar é o teste genético para detectar alterações no DNA.

DIGNO DE HOLLYWOOD

Alguns anos atrás, Angelina Jolie ganhou os holofotes por uma razão outra que grandes filmes: a atriz removeu o tecido mamário devido aos resultados de um teste de DNA que apontavam que ela tinha uma chance de 87% de desenvolver câncer de mama — contra 7% da população média.

A decisão, polêmica na época, foi uma maneira de cuidar não apenas da sua saúde física mas também da mental, já que o medo de desenvolver a doença pode ser paralisante. “Algumas mulheres já possuem um histórico familiar — ou tiveram contato com alguém que já recebeu o diagnóstico de câncer — e isso pode trazer medos e angústias muito graves”, aponta Marília Zendron, psico-oncologista da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco).

Segundo estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute, dos Estados Unidos, há evidências de aumento de ansiedade, depressão, suicídio, disfunções neurocognitivas e sexuais em mulheres com câncer de mama até mesmo após a cura, e isso se dá, em parte, pelo medo de desenvolver novamente a doença.

Por isso, fazer o teste pode ser a melhor maneira de cuidar da sua saúde mental e também da física, uma vez que tendo os resultados, você consegue adaptar seus hábitos para evitar a doença.

DEVO FAZER O TESTE?Foi o que eu me perguntei quando recebi o convite para realizar o mapeamento pelo laboratótio meuDNA. Minha avó materna morreu de câncer de mama e eu já removi um tumor benigno do seio direito aos 20 e poucos anos, então o pensamento “será que eu quero saber?” vem à cabeça.

Mas, após o emocional tomar conta, a conclusão racional é a que prevalece: é melhor saber. Saber te dá o poder de tomar decisões agora que podem salvar sua vida no futuro. Além disso, o teste detecta ainda sua pré-disposição a outros tipos de câncer e doenças que pode ser minimizada com a adoção de um estilo de vida mais saudável.
Pesquisadores descobriram que mutações em genes específicos tendem a levar não só a uma maior predisposição a câncer mas também a formas mais agressivas dele. E descobrir se você tem essa tendência ajuda não só você mas toda sua família. Se você tem uma marcação perigosa nesses genes, é encorajado que outros membros diretos de sua família também façam o teste para descobrir. Assim, você consegue tomar decisões para salvar não apenas você mas quem você ama.
O TESTE
O teste meuDNA Saúde utiliza a tecnologia Exoma, um mapeamento genético que lê todas as milhares de letras dos seus genes — apenas para câncer de mama, ovário e próstata, ele analisa mais de 15 mil letras nos genes BRCA1 e BRCA2.
Isso permite que ele determina sua pré-disposição genética para câncer de mama, de ovário, de próstata, colorretal, de endométrio, de pele melanoma (o mais comum no Brasil) e de estômago, além de pré-disposição a alto nível de colesterol ou de triglicerídeos e à doenças de Wilson (caracterizada pelo acúmulo de cobre no organismo, que causa alterações nos órgãos como fígado, cérebro, olhos e rins).

COMO FAZER

Os tempos de ir até um laboratório já passaram. Hoje, empresas como meuDNA enviam o kit na sua casa para que você mesmo possa fazer a coleta, com todas as instruções — uma medida que se mostra ainda mais necessária agora, com o isolamente social.

O “cotonete” do kit já vem preparado em uma solução para você apenas raspar por dentro da boca e devolver à solução. Depois, é só enviar um e-mail com seu endereço para a empresa fazer a retirada, enviar pelos correios gratuitamente com o código fornecido ou devolver você mesmo no laboratório (para quem está na capital de São Paulo).

Depois disso, é só aguardar os resultados (os meus saíram em cerca de duas semanas) que ficarão disponíveis na sua área dentro do site.

OS RESULTADOSOs meus apresentaram um alívio não só para mim, mas para toda minha família: eu não apresento pré-disposição a nenhum tipo de câncer ou outra doença detectada pelo teste.

O RESULTADO NÃO É UM DIAGNÓSTICOApesar de não apresentar nenhuma mutação nos meus genes, isso não significa que eu não desenvolverei as doenças.

Como alertado no próprio site do meuDNA: “Este teste identifica o risco de desenvolver certas doenças com base em análises genéticas específicas. Mesmo se o seu resultado não apontar mutações nos genes analisados, fatores externos e/ou alterações em genes não analisados ainda podem causar o aparecimento de doenças. Se o seu resultado mostrar um risco aumentado, tenha calma: isso não significa que você definitivamente terá a doença.”

Mutações em outros genes, não analisados neste teste, também podem aumentar o risco de desenvolvimento de câncer de mama e ovário. É possível que você tenha uma mutação ainda não descrita pela ciência ou em outros genes não investigados neste teste.Além das mutações genéticas, outros fatores, como histórico familiar, ambiente e estilo de vida, também estão envolvidos.

O que isso significa, em suma, é que não é porque você não tem uma mutação genética que você pode ter comportamentos de risco para o desenvolvimento, como uma vida sedentária, alimentação ruim ou fumar e beber com frequência.

O resultado negativo nas alterações genéticas não te dá carta branca para viver um estilo de vida ruim mas, com certeza, dá uma tranquilidade a mais e ajuda na saúde mental, diminuindo a ansiedade em relação a desenvolver essas doenças.

Por outro lado, um resultado positivo te dá o poder de decisão, junto a seu médico, sobre o que fazer para não desenvolver a doença, seja remover o tecido por inteiro ou apenas mudar os hábitos.

Nesse caso, conhecimento realmente é poder.

Acesse o link do Portal da Revista Boa Forma: https://boaforma.abril.com.br/equilibrio/teste-genetico-cancer/
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Uso de máscaras não provoca câncer de pulmão ou outros problemas

Desde que o uso das máscaras passou a ser recomendado para conter a Covid-19, muita desinformação sobre o tema apareceu. Mais recentemente, uma imagem divulgada nas redes sociais acusa o acessório de aumentar o risco de câncer de pulmão, por privar as células do órgão de oxigênio. Essa mentira cita inclusive um cientista que foi laureado com o Prêmio Nobel. Confira:

Mas fique tranquilo: isso é balela das grandes. Para os médicos que estudam tanto o câncer quanto o pulmão, a alegação não tem pé nem cabeça. Primeiro porque tumores não dependem de baixa oxigenação ou acidez para surgirem. Segundo porque a máscara não provoca nenhum desses efeitos no organismo.

No início do século 20, o cientista alemão Otto Warburg de fato viu que células malignas viviam em ambientes ácidos e com baixo suprimento de oxigênio. Logo, ele teorizou que as duas situações favoreceriam o aparecimento da doença. “Só que, desde então, nosso conhecimento sobre os tumores avançou muito. Hoje sabemos que o mecanismo real da doença não é esse”, explica Isabella Drumond Figueiredo, oncologista da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco).

Nos anos 1970, depois da morte de Warburg, ficou claro que o câncer nasce de mutações no DNA das células que levam à sua proliferação desenfreada. “Essas alterações genéticas acontecem por muitos fatores combinados, mas o nível de oxigênio não está entre eles”, completa Isabella.

Para o câncer de pulmão, que é o alvo desse boato, os gatilhos já são bem conhecidos. “As principais causas dessas mutações são a poluição atmosférica, o tabagismo e a inalação de material particulado oriundo da queima de matéria orgânica, como lixo ou queimadas”, explica José Tadeu Colares Monteiro, pneumologista coordenador da Comissão Científica de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia – SBPT. A herança genética também é relevante.

A acidificação e a hipóxia de algumas regiões do tumor são consequências da doença, e não sua causa. Ou seja, mesmo se houvesse uma falta de oxigenação decorrente da máscara, ela não deflagraria câncer. Só que essa notícia falsa não para por aí.

Máscaras não causam asfixia ou falta de oxigenação no sangue

A hipóxia é o nome técnico para uma queda preocupante do oxigênio em circulação. É provocada por quadros de insuficiência respiratória, afogamentos, inalação de fumaça ou doenças cardiovasculares e pulmonares crônicas.

Para que uma máscara provocasse algo do tipo, seria preciso usar um acessório hermeticamente fechado, de um material que impedisse de fato a passagem de ar, o que não é o caso do tecido.

“Os gases que participam do processo respiratório são muito menores do que as partículas de fluidos que carregam os vírus”, comenta Colares. Ou seja, boa parte dos agentes infecciosos é barrada, porém o oxigênio atravessa tranquilamente o espaço entre as fibras do tecido da máscara.

Colares destaca dois conceitos diferentes: ventilação e respiração. “A ventilação, que é a entrada e saída de ar, realmente é impactada com a máscara, mas isso não afeta a respiração, que são as trocas gasosas que ocorrem a nível celular”, diferencia.

Para afetar esse sistema, seria preciso um bloqueio exacerbado e prolongado, que interrompesse de verdade a entrada de oxigênio nos pulmões. Mesmo a máscara N95, a mais ligada ao bloqueio ventilatório, não é capaz disso. “Não há registro de danos causados por ela”, complementa.

 

Acesse o link da Revista Veja Saúde: https://saude.abril.com.br/blog/e-verdade-ou-fake-news/uso-de-mascaras-nao-provoca-cancer-de-pulmao-ou-outros-problemas/

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Associação americana elege o avanço do ano contra o câncer

Todo ano, a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco, na sigla em inglês) destaca algum progresso especialmente promissor no combate ao câncer. Em 2021, o título foi dado às avaliações personalizadas do perfil molecular de tumores gastrointestinais. Em resumo, são exames que os médicos fazem para achar traços específicos da doença de cada paciente, o que ajuda a definir o remédio mais ideal a cada caso. “A escolha do Asco está relacionada ao sonho de encontrar um modelo de tratamento ultraespecífico, de baixa toxicidade e alta especificidade. Ele seria capaz até de melhorar os resultados terapêuticos em áreas que hoje parecem estagnadas”, comenta o oncologista Artur Malzyner, consultor científico da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco), em São Paulo.

A decisão de valorizar os avanços do perfil molecular de cânceres que atacam o aparelho digestivo foi influenciada por estudos com o remédio trastuzumabe deruxtecan, do laboratório Daiichi Sankyo. Segundo as pesquisas, pacientes que têm um tumor gastrointestinal com uma mutação específica — que pode ser flagrada a partir dessas avaliações — se beneficiam bastante da medicação. Atualmente, essa doença costuma ser tratada com cirurgia, quimio e radioterapia. Só que, dependendo do tipo e da fase na qual é diagnosticada, essas técnicas trazem vantagens limitadas, além de reações adversas que podem ser bem desagradáveis.  Já o trastuzumabe deruxtecan é um composto feito de uma droga potente ligada a um anticorpo, que consegue se ligar ao câncer. Ele basicamente gruda na doença e, aí, libera uma substância altamente tóxica. Esse fármaco já está liberado contra o câncer de mama nos Estados Unidos desde o início de 2020. Só que essa medicação mira especificamente uma mutação no gene HER2.

Então os cientistas resolveram investigar se, em tumores gastrointestinais com essa alteração, ela também seria útil. Em um primeiro estudo, os experts selecionaram 187 voluntários com cânceres gastroesofágicos que exibiam essa mutação. Em todos os casos, a enfermidade havia resistido ao tratamento anterior. Então 125 receberam o trastuzumabe deruxtecan e 62, sessões de quimioterapia. O resultado mostrou que, em 51,3% dos participantes do primeiro grupo, o câncer diminuiu. O mesmo aconteceu com apenas 14,3% da segunda turma. É uma diferença enorme! Além disso, a sobrevida geral foi de 12,5 meses entre os que receberam a droga, em comparação com 8,4 meses na turma da quimioterapia.

A pesquisa levou à aprovação do medicamento nos Estados Unidos contra o câncer estomacal ou gastroesofágico em fases avançadas. Outro estudo com 90 indivíduos trouxe conclusões parecidas em tumores colorretais com aquela mutação no HER2. Artur Malzyner afirma que, apesar de ainda serem pequenas, essas análises revelaram um benefício expressivo. Lembrando que os tumores gastrointestinais são responsáveis por 26% da incidência global e por 35% de todas as mortes relacionadas a essa doença, segundo a Asco. “É um problema de saúde frequente e perigoso. Isso obviamente reforça a importância na busca de tratamentos eficientes”, finaliza o oncologista.

 

Acesse o link do portal da Revista Veja Saúde: https://saude.abril.com.br/medicina/associacao-americana-elege-o-avanco-do-ano-contra-o-cancer/

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