CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

Endereço : Av. Nove de Julho. Nº4634/4644 - SP
  Contato : (11) 3068-0808

Todos os Posts nesta Categoria: Artigos

Consumir alimentos muito quentes pode provocar úlceras e até câncer

Se por um lado o ser humano ter aprendido a aquecer seu próprio alimento ajudou a espécie evoluir, por outro, com o passar do tempo, contribuiu para o aumento de problemas e doenças bucais e do sistema digestivo provocadas pelo uso extremo e excessivo do calor.

Esquentadas demais, bebidas, ou mesmo comidas sólidas, podem queimar o palato (céu da boca), a língua, causando sensação de dormência por um período curto, e mais, inchaços, inflamações e úlceras em mucosas e tecidos.

“O calor excessivo sobre a mucosa oral, por exemplo, provoca uma descamação, que, se for contínua, pode levar no longo prazo a uma lesão cancerígena. Seria o mesmo efeito do sol sobre a pele”, diz Marcos Moura, endodontista pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e membro da Associação Brasileira de Halitose.

Moura acrescenta que ardência contínua na região em que aconteceu a queimadura também é comum e no curto prazo as células descamadas da mucosa podem ainda se depositar sobre o dorso da língua, aumentando a saburra, uma secreção esbranquiçada ou amarelada, e com isso causar mau hálito (halitose), devido à fermentação das bactérias.

O hábito de se consumir alimentos muito quentes também pode causar câncer de esôfago. De acordo com um estudo científico publicado em 2019 no International Journal of Cancer, a ingestão diária de 700 mililitros de chá quente, a uma temperatura equivalente ou superior a 60ºC, eleva esse risco em cerca de 90%.

“Sabemos que na região sul do Brasil a incidência de câncer de garganta e esôfago é alta, e isso pode estar associado ao consumo de bebidas quentes, como o chimarrão”, observa Marcos Belotto, gastrocirurgião do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Esse tipo de consumo frequente causa lesões nos tecidos internos e, segundo o médico, pode se estender para o estômago também, embora o dano seja menor, pois a medida que o alimento passa de um órgão para outro, a temperatura diminui.

Durante um estágio inicial, pode não haver sintomas, mas as dores são sentidas em quadros mais avançados. Além disso, a associação da lesão ao tabagismo e ao alcoolismo pode agravar ainda mais a situação.

Certos alimentos são mais perigosos

Tudo que seja consumido a temperaturas extremas, para mais ou para menos, faz mal. Porém, alguns alimentos, quando superaquecidos podem provocar estragos maiores do que outros. São eles os líquidos, por entrarem e se espalharem mais rapidamente que os sólidos, e os alimentos condimentados, muito salgados e que fermentam e aumentam a acidez estomacal.

Na lista do que pode causar lesões por calor e, ao mesmo tempo, contribuir como fatores irritativos de órgãos não cicatrizados, ou inflamados estão: molhos industrializados, leite, café, frituras, vinho quente, certos tipos de chás, chocolate e sopas.

Às vezes, por causa da “queimação” frequente, a pessoa acaba recorrendo a medicamentos que combatem a produção de ácido, mas que por uso prolongado também podem favorecer a instalação de bactérias, como a Helicobacter pylori, que pode agravar gastrites, úlceras e levar ao câncer de estômago.

Frio também queima, mas menos

“Queimaduras pelo frio também podem ocorrer, mas o alimento gelado só chega a ‘queimar’ realmente se ficar muito tempo em contato com a pele ou a mucosa. Os danos não são os mesmos que os provocados pelos alimentos quentes, mas podem ocorrer”, acrescenta Daniela Balthazar, cirurgiã dentista e especialista em implantodontia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Em contato com comidas congeladas, é possível sentir desconfortos, como sensibilidade dentária (o que também pode ocorrer com o calor) em um ou mais dentes. Isso acontece quando a dentina (camada interna do dente) fica exposta, seja por desgaste, cárie, fratura, retração gengival, fazendo com que os estímulos de quente e frio atinjam o nervo, provocando dor.

Além disso, a queimadura por frio pode causar perda momentânea do paladar e atingir o esôfago e o estômago também, principalmente quando se toma água gelada em excesso.

Cuidados e tratamentos para lesões

A principal recomendação para evitar acidentes com alimentos quentes ou frios é esperar que eles fiquem em temperatura ambiente para poder consumi-los.

No caso dos líquidos, após a fervura é importante que sejam mantidos sobre uma superfície fria por cerca de cinco minutos antes de serem engolidos. Quanto menor seu volume, menor será o tempo de espera.

Fracionar as refeições também evita queimaduras extensivas, principalmente, se por um descuido, você não percebeu que o alimento estava “pelando” quando o colocou na boca.

Se deu o azar de se queimar, o tratamento indicado vai depender do grau da lesão. “Geralmente, a maioria dos casos é de queimaduras de primeiro grau e que não requerem ajuda especializada, melhorando após alguns dias. Ao sofrer uma queimadura de segundo ou terceiro graus, os tecidos sofrem danos mais sérios, portanto, precisam de cuidados clínicos específicos o quanto antes”, informa Juliana Brasil, dentista na clínica de oncologia médica Clinonco e especialista em estomatologia pelo Complexo Hospitalar Heliópolis, em São Paulo.

Na boca, caso a dor seja leve e não atrapalhe a fala nem a alimentação, manter uma dieta leve, isenta da ingestão de alimentos irritativos, e também os crocantes e os cítricos, evita grandes complicações e agiliza a recuperação natural.

Bochechar água fria por 2 a 3 minutos ou tomar sorvete ou iogurte não muito gelados também ameniza os sintomas. No momento da formação da lesão, não é indicado aplicar creme dental nem enxaguante bucal que contenha álcool, pois eles podem irritá-la ainda mais. Já a sensibilidade dentária pode ser tratada com cremes dentais específicos, mas, se persistente, deve ser investigada.

Queimaduras de segundo e terceiro graus, percebidas pela dor intensa e persistente e mudança de aspecto da mucosa, precisam de atendimento de emergência e tratamento com laserterapia infravermelha, analgésicos e outros medicamentos, com ação antibiótica, antisséptica e cicatrizante.

Independente do grau da lesão, a região precisa de higienização frequente para não haver contaminação, o que inclui dobrar a atenção com a escovação

Quanto ao esôfago e estômago, o cuidado principal, de acordo com Belotto, é evitar novas agressões para evitar doenças futuras e procurar um médico se houver sintomas frequentes, como dor e sensação de ardor.

“Existem remédios que ajudam na cicatrização desses órgãos, formando uma película de proteção. Geralmente, a recuperação leva até 30 dias”, diz.

Acesse o link do Portal Viva Bem (UOL): https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/12/07/consumir-alimentos-muito-quentes-pode-provocar-ulceras-e-ate-cancer.htm

 

Leia Mais

Abrir demais a boca pode desencaixá-la, sabia? Veja como e o que fazer

Imagine que cena desesperadora: você dá um bocejo com a boca bem estirada e, de repente, a parte inferior dela se solta e você não consegue mais fechá-la. Sim, isso é possível e pode acontecer com qualquer pessoa e em qualquer idade, sendo mais comum no início da fase adulta.

Chamado de “luxação de mandíbula”, esse quadro doloroso e repentino tem a ver com o desencaixar da mandíbula, a parte inferior do crânio que é móvel e fica presa em uma articulação chamada temporomandibular (ATM).

A ATM é uma “dobradiça” que conecta a mandíbula aos ossos temporais do crânio e que estão na frente de cada orelha. Ela permite que você mova a boca para cima e para baixo e de um lado para o outro, para que consiga falar, mastigar e bocejar.

“Existem pacientes com histórico de luxações de repetição, em especial aqueles que já têm uma frouxidão da mandíbula. Mas nada impede de se ter um desencaixe pela primeira vez e o mais comum é após um enorme bocejar”, esclarece Wendell Uguetto, cirurgião plástico da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) e do Hospital Israelita Albert Einstein (SP).

É que quando bocejamos, também fazemos um movimento involuntário de amplitude bucal que pode acabar distendendo a musculatura e a articulação para além do que estão preparadas.

Não queira bancar o Coringa

Em situações não tão comuns, mas possíveis, o desprendimento da mandíbula, de um ou ambos os lados, também pode dar o azar de ocorrer durante o ato de vomitar, em meio a um exame de garganta ou até procedimento dentário prolongado.

Há ainda relatos na literatura médica de deslocamentos decorrentes de tentativas fracassadas de morder alimentos maiores que a boca como sanduíches e de gargalhar excessivamente, com muita vontade.

“Vários fatores podem influenciar a luxação, cujos episódios podem ser agudos ou crônicos, a ponto de durar muitos anos”, afirma Marcus Yu Bin Pai, médico especialista em dor e acupuntura e pesquisador do departamento de neurologia do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

As chances são maiores principalmente em quem tem alguma disfunção na articulação ATM, que geralmente fica mais “mexida” (hipermobilidade). Estão propensos indivíduos que já sofreram algum trauma ou deslocamento nessa região, que apresentam alterações ou doenças inflamatórias articulares ou musculares, que rangem os dentes, roem unhas, estalam e usam a mandíbula excessivamente e geralmente de um lado só, ou cujos pais e avós já tiveram —e até mais de uma vez— a luxação mandibular, pois ela ainda pode ser genética e hereditária.

Podem contribuir ainda para o problema infecções no dente ou na região da face e condições anatômicas, como ter uma estrutura óssea mais alongada ou uma boca que abre mais que a da média da população. Até alguns medicamentos podem aumentar a pressão na ATM, como os antidepressivos tricíclicos.

“Por isso, as disfunções da ATM também têm relação com fatores emocionais, como estresse, ansiedade e tensão”, informa Juliana Brasil, dentista especializada em estomatologia pelo Hospital Heliópolis e da Clínica de Oncologia Médica Clinonco.

Se desencaixar, procure ajuda médica

Se não conseguir fechar a boca, não pense em tentar resolver a luxação sozinho, mesmo com alguém para auxiliar. O caso, embora não seja de vida ou morte, como asseguram os médicos, é uma urgência e precisa ser solucionado em poucas horas e no pronto-socorro.

“O risco maior é que o osso, uma vez fora da articulação, perca a vascularização e comece a necrosar. Há também probabilidade de infecção, que se não tratada pode piorar”, alerta Uguetto.

No aspecto, a boca pode ficar entreaberta (com o queixo para frente e até um pouco torcido de lado) ou fechada e travada. “O bloqueio aberto pode ocorrer quando a mandíbula é deslocada e pode requerer sedação para reposicioná-la. Um bloqueio fechado geralmente é causado por um problema com a mordida, quando os dentes superiores e inferiores se encontram, e pode ser corrigido com o uso de aparelhos, placas de mordida e exercícios específicos para essa região”, comenta Yu Bin Pai

Podem ocorrer também travamentos temporários. Por terem uma duração curta, de alguns minutos, a pessoa então passa a ignorar o problema, já que ele se resolveu sozinho, mas ainda assim os médicos alertam para a importância de se investigar a causa.

É caso de recolocar ou operar

No hospital, o paciente em caso de urgência então é avaliado por um dentista ou cirurgião crânio-maxilo-facial ou buco-maxilo-facial e submetido a uma manobra de recolocação da mandíbula.

“O médico sentado de frente para ele introduz dois dedos no interior de sua boca e com eles no fundo dela tracionam a mandíbula para baixo e depois para cima e para trás com força até que volte à posição original”, explica Juliana Brasil.

Quando não é possível fazer isso com o paciente acordado, pois ele nervoso e com muita dor acaba contraindo a musculatura da mordida, é preciso encaminhá-lo para o centro cirúrgico, onde o encaixe será realizado sob sedação.

“A frequência desses episódios também cria a necessidade de uma provável cirurgia. Se forem vários ao longo do ano e graves, essa é a única forma de tratar o problema e que se concentra em corrigir alterações anatômicas ou de doenças articulares”, informa Gabriel Pastore, coordenador do Serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Em algumas situações, com a mandíbula já restabelecida e sem cirurgia, os médicos podem querer ainda imobilizá-la com faixas de gaze em volta da cabeça (bandagem de Barton). O objetivo do procedimento é oferecer conforto, orientação postural e limitar provisoriamente os movimentos da boca para não causar outra luxação enquanto a inflamação não passa.

“Porém, as luxações não são tratadas com o bloqueio da abertura bucal. No início, tratamos com fisioterapia, exercícios para fortalecer a cápsula articular e toda a musculatura que envolve essa articulação e mudança de alimentação, que precisa ser mais macia e líquida para reabilitar a articulação sem correr riscos e evitar cargas excessivas”, completa Pastore.

Acesse o link do Portal Viva Bem (UOL): https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/11/30/abrir-demais-a-boca-pode-desencaixa-la-sabia-veja-como-e-o-que-fazer.htm

 

Leia Mais

Saúde mental no tratamento do câncer de mama

Segundo relatório do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), apenas no Brasil, são estimados 66.280 novos casos de câncer de mama para cada ano de 2020 a 2022 (aproximadamente 61 diagnósticos a cada 100 mil mulheres). Por isso, foi selecionado um mês (outubro) para conscientização sobre a doença. Mas, independente da data, é importante falarmos sobre câncer de mama, desde a prevenção até a cura. A seguir, especialistas explicam um pouco sobre a doença, como identificar de maneira precoce e a importância do cuidado com a saúde mental durante todo o tratamento — desde a descoberta.

Câncer de mama: Quebrando o tabu

Antes de mais nada, vamos relembrar o que é câncer de mama? Segundo informações do INCA, a doença surge da multiplicação desordenada de células da mama, o que resulta em células anormais que também se reproduzem e formam tumores.

A gente sabe que falar em doença, sobretudo câncer, pode assustar, mas é preciso quebrar esse tabu. Embora sua incidência seja alta, o volume de estudos é enorme, por isso a gama de tratamento também é maior. “O exame de prevenção muitas vezes detecta o câncer de mama em uma fase em que ele ainda nem formou o módulo, com isso as chances de cura são muito elevadas”, afirma Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e membro titular de mastologia do Hospital Sírio Libanês.

O problema é que muitas mulheres deixam de fazer esses exames. Uma pesquisa realizada pelo IBOPE a pedido da Pfizer mostrou que 72% das mulheres entrevistadas vão ao ginecologista ou ao mastologista pelo menos uma vez ao ano. Contudo, uma em cada quatro respondeu que não conversa com o médico sobre prevenção, nem recebe orientações sobre a importância do checkup anual e do autoexame. Além disso, com a pandemia do coronavírus, 62% deixaram de fazer exames de rotina para detecção de câncer de mama.

Autoexame

Você já olhou os seus seios hoje? Quanto melhor você conhece e observa o seu corpo, mas fácil fica perceber qualquer alteração.

    . Perceba as formas do seus seios;

    . Note o tamanho do seu seio (e isso pode mudar de acordo com a fase do ciclo menstrual);

    . Observe os seus mamilos (formato e textura);

    . Apalpe o seu seio até a região da axila, sentindo bem o seu corpo.

Então, preste atenção aos sinais de alerta apontados por Alexandre:

    . Nódulos endurecidos na mama, principalmente se forem fixos;

    . Deformidades na pele;

    . Inversão ou retração do mamilo;

    . Saída de secreção similar ao sangue;

    . Saída de líquido com aspecto cristalino.

Notou alguma coisa de diferente? Vá ao médico!

Diagnóstico precoce do câncer de mama

Embora o autoexame seja uma medida preventiva, a mamografia e o ultrassom das mamas são ainda mais indicados para o diagnóstico precoce da doença, pois podem mostrar que existe algo a dar atenção antes mesmo do tumor ser palpável. Por isso, lembre-se de marcar uma consulta para realizar os seus exames de rotina.

No Brasil, segundo o mastologista, os exames em pacientes de baixo risco começam aos 40 anos, sendo realizados uma vez por ano até os 70 ou 75 anos. Já, em pacientes com histórico familiar, sobretudo com casos em parentes de primeiro grau, o acompanhamento começa, via de regra, 10 anos antes do caso mais jovem de câncer na família. Ou seja, se a pessoa mais jovem a ter câncer foi diagnosticada aos 40 anos, o acompanhamento se inicia aos 30. Nesses casos, pode ser associada a ressonância magnética, para uma análise mais aprofundada.

“Quanto antes descobrirmos, melhor. Quando se trata de câncer de mama, falamos em 90% de cura em casos diagnosticados em fases iniciais”, ressalta Rafael Kaliks, oncologista do Hospital Albert Einstein e diretor científico do Oncoguia.

Tratamento e acompanhamento psicológico

“De forma geral, temos os tratamentos locais (cirurgia e radioterapia), que não afetam o resto do corpo, e os tratamentos sistêmicos (como quimioterapia e imunoterapia), que se referem ao uso de medicamentos administrados por via oral ou venosa a fim de atingir as células cancerígenas em qualquer parte do corpo”, explica Idam de Oliveira Junior, médico mastologista do Hospital do Amor, em Barretos. O que vai determinar quando será usado um ou outro são diversos fatores (como avanço da doença, por exemplo) e seu médico é quem vai saber indicar o melhor para você.

Mas é importante notar que o tratamento do câncer deve feito de maneira multidisciplinar, já que o diagnóstico da doença pode ter inúmeros impactos para a paciente, seus familiares e toda a sua rotina. Segundo estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute, dos Estados Unidos, há evidências de aumento de ansiedade, depressão, suicídio, disfunções neurocognitivas e sexuais em mulheres com câncer de mama até mesmo após a cura.  Por isso, o acompanhamento psicológico é tão importante quanto os demais, antes, durante e depois do tratamento.

“O psicólogo oncologista (psicólogo clínico com especialização na área de oncologia) vai poder acolher esse paciente e sua família, orientando, informando e usando todo o seu saber para que os momentos dessa travessia (entre diagnóstico, tratamento e estabilização da doença) transcorra de forma sustentável”, explica a psicóloga  com experiência na área de psicologia hospitalar e psicologia da saúde Sonia Maria Campos Pittigliani Ferreira, da clínica de psicoterapia online Telavita.

Saúde emocional no tratamento do câncer de mama

Desde o momento da descoberta da doença, o acompanhamento psicológico é importante para trabalhar o impacto emocional da condição. “O câncer pode ocasionar uma ruptura com o próprio corpo, baixa autoestima, medo de rejeição, comprometimento dos relacionamentos interpessoais e sociais, questionamento sobre a vida após a doença, além do medo da morte”, explica Kamila Panissi, psicóloga do Hospital do Amor. “Dessa forma, o psicólogo irá auxiliar a paciente a reestruturar-se e encontrar estratégias funcionais para enfrentar o estigma da doença e todo o seu tratamento.”

Segundo Marília Zendron, psico-oncologista da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco),  esse profissional buscará entender ainda o contexto em que a doença foi diagnosticada. “Algumas mulheres já possuem um histórico familiar — ou tiveram contato com alguém que já recebeu o diagnóstico de câncer — e isso pode trazer medos e angústias de repetir algo já vivido”, comenta a especialista.

Assim como o tratamento médico, ter tranquilidade para lidar com esse período é essencial, por isso faz parte desse processo verificar e entender os recursos de cada paciente para lidar com essa situação. “O paciente pode ter como recurso a troca de experiências com outras pessoas que já passaram por um tratamento, o suporte da família e de amigos, o apoio de uma crença ou religião, a leitura, ou, até mesmo, a busca de maior conhecimento sobre a doença. Em outros casos, no entanto, o especialista precisa apresentar novas alternativas para que ela possa lidar com os momentos difíceis dessa fase”, analisa Marília.

Ainda falando em suporte familiar, uma rede de apoio pode fazer toda diferença nesse processo. Uma pesquisa publicada no Journal of the Psychological, Social and Behavioral Dimensions of Cancer, mostrou que mulheres que contaram com o apoio do parceiro, filhos ou outros membros da família sofreram menos com ansiedade e depressão durante o tratamento do câncer de mama. “Não se trata de ‘ficar em cima’ o tempo todo, mas de estar à disposição, ajudar nas pequenas coisas, evitar que o câncer seja o tema constante das conversas e manter o resto da vida (entretenimento, intimidade, vida familiar, discussão de outros assuntos) ativa e presente”, explica o oncologista Rafael Kaliks.

A vida pós-câncer

Mesmo após o tratamento do câncer, muitas mulheres seguem com o medo do retorno da doença. Por isso, ainda é necessário manter o diálogo aberto e consciente sobre o assunto. “O término do tratamento e o período de controle da doença podem trazer sentimentos ambíguos à paciente, pois ao mesmo tempo em que ela fica feliz por não ter que fazer a quimioterapia e sentir os efeitos colaterais do tratamento, existe o receio da doença voltar e a preocupação da retomada da vida após o período em que esteve se cuidando”, comenta a psicóloga oncologista Marília Zendron.

Segundo a especialista, a paciente deve ter em mente que, realmente, os cuidados com a saúde devem aumentar, afinal ela estará mais atenta ao seu corpo. No entanto, é importante ressaltar que nem tudo será um sintoma de câncer. “A mulher continuará tendo dores de cabeça, dores de barriga, gripe e assim por diante”, acrescenta. “Por isso, quanto mais a ela enfrentar os sentimentos que surgirem d puder falar sobre eles, mais ela saberá lidar com essas questões e poderá ver estratégias para enfrentá-los de outra maneira”, finaliza Marília.

Acesse o link do Portal da Revista Boa Forma: https://boaforma.abril.com.br/especiais/saude-mental-no-tratamento-do-cancer-de-mama/

 

Leia Mais

Cada vez mais casos de câncer de tireoide são diagnosticados desnecessariamente, alerta OMS

A rápida aceleração do número de casos de sobrediagnóstico do câncer de tireoide no mundo já afeta a mais de 1 milhão de indivíduos em dezenas de países, aponta um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esse crescente aumento observado nas últimas décadas afeta mais diretamente mulheres de meia-idade e às expõem a males desnecessários, como a extração completa da glândula e a tratamentos permanentes.

Nos Estados Unidos, o câncer de tireoide está aumentando em incidência mais rapidamente do que qualquer outro câncer, com um número estimado de 65 mil indivíduos diagnosticados em 2016, de acordo com o National Cancer Institute. Até o final de 2020, o câncer de tireoide – que tende a afetar jovens e pessoas de meia idade – deverá se tornar o terceiro câncer mais comum entre as mulheres.

Câncer de tireoide

Publicado no The Lancet Diabetes & Endocrinology, o estudo envolveu 26 países e foi dirigido por cientistas do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (Circ/Iarc), com sede em Lyon, França, em colaboração com o Instituto Nacional do Câncer de Aviano, na Itália.

Mais de 1 milhão de indivíduos podem ter sido sobrediagnosticados com esse tipo de câncer entre 2008 e 2012 nesses 26 países.

A proporção estimada de casos de câncer de tireoide entre mulheres atribuível a um sobrediagnóstico entre 2008 e 2012 foi de 93% na Coreia do Sul, 91% em Belarus, 87% na China, 84% em Itália e Croácia e 83% em Eslováquia e França.

Entre 2008 e 2012, os sobrediagósticos entre as mulheres afetaram 390 mil na China, 140 mil na Coreia do Sul, 120 mil nos Estados Unidos, 31 mil na Itália e 25 mil na França.

Segundo o estudo, a incidência do câncer de tireoide seguiu aumentando entre 1998-2002 a 2008-2012 em todos os países estudados.

Segundo os pesquisadores, os resultados do estudo apontam fortemente que a grande maioria dos diagnósticos de câncer de tireoide no mundo se deve a um sobrediagnóstico.

O médico Salvatore Vaccarella, do Circ/Iarc, que conduziu o trabalho, destacou a necessidade urgente de acompanhar de perto a evolução mundial do sobrediagóstico, visto o seu alcance, e “o impacto das diretrizes recentes, que, agora, recomendam explicitamente que não se detecte este tipo de câncer em pessoas assintomáticas”.

Em estudo anterior, os pesquisadores do Circ/Iarc estimaram em mais de meio milhão o número de pessoas que teriam recebido um sobrediagnóstico de câncer de tireoide entre os anos de 1988 e 2007 em 12 países ricos.

O impacto do sobrediagnóstico

Este sobrediagnóstico resultante tem sido invariavelmente acompanhado por tratamentos excessivos e arriscados. De acordo com a Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos (USPSTF), os riscos associados à triagem do câncer de tireoide em adultos assintomáticos, provavelmente, superam os seus benefícios potenciais.

Além disso, ainda cresce o apoio a estratégias mais conservadoras e sob medida para os riscos de aparecimento individuais desta doença incluindo observação de indivíduos de maior risco por incidência de câncer de tireoide em familiares, exposição anormal pregressa aos raios X, entre outros fatores conhecidos.

Segundo o médico Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein e consultor científico da Clinonco, nas últimas três décadas foram observados aumentos constantes e mundiais na incidência de câncer de tireoide. Contudo, a mortalidade, segue em baixa.

“Tal como aconteceu com o câncer de próstata, a quase totalidade do crescimento de novos diagnósticos se deve a tumores pequenos e de baixo risco de morte, e que antigamente não eram identificáveis pelos métodos de diagnóstico. De fato, essas taxas de incidência crescentes parecem quase inteiramente devidas ao aumento do diagnóstico de câncer de tireoide diferenciado e, em particular, do tipo papilar. As taxas de incidência dos demais tipos câncer de tireoide permaneceram relativamente estáveis ​​nos últimos 30 anos, o que poderiam, eventualmente, ser responsáveis por prognósticos mais graves. Contudo, o uso crescente de técnicas de imagem, procedimentos de biópsia como, por exemplo, a aspiração por agulha fina (PAAF) e a observação médica mais cuidadosa, juntamente com o melhor acesso aos cuidados de saúde, facilitou a detecção dos tumores pequenos e menos graves”, explicou o especialista em entrevista ao Portal de Notícias da PEBMED.

Riscos

O câncer da tireoide é uma doença muito comum, porém apresenta baixa letalidade, particularmente nos subtipos de câncer bem diferenciados, que são as formas mais comuns. Contudo, o sobrediagnóstico que vem acontecendo pode levar a tratamentos, muitas vezes, desnecessários e também perigosos.

“As cirurgias que são indicadas no tratamento desta doença podem, com certa frequência, acarretar alterações permanentes no timbre da voz, câimbras, variações no peso, arritmias, entre outros. O fato de não termos conseguido modificar a mortalidade do câncer da tireoide, apesar de do maior número de diagnósticos de câncer, sugere que o mesmo ocorreu por encontrar formas não letais de câncer nestes exames de rotina, além de incentivarmos procedimentos médicos desnecessários. Esta discrepância sugere que devemos evitar realizar exames de rotina em pacientes assintomáticos”, alertou o oncologista Artur Malzyner.

Acesse o link do Portal PEBMED: https://pebmed.com.br/cada-vez-mais-casos-de-cancer-de-tireoide-sao-diagnosticados-desnecessariamente-alerta-oms/

 

Leia Mais

Entenda como remédios, genética e envelhecimento mudam a cor dos dentes

São várias as causas que levam os dentes a escurecer: traumas que provocam hemorragias internas, efeitos colaterais de alguns medicamentos, tratamentos, corantes presentes nos alimentos e má higiene bucal. Por isso, se você tem notado algum dente escurecido, o ideal é procurar um dentista o quanto antes para evitar danos que podem se tornar irreversíveis.

Quando o escurecimento está relacionado ao acúmulo de tártaro, geralmente a dentição adquire uma tonalidade amarelada. Porém, se o tártaro estiver mais perto da gengiva (subgengival) a cor dele pode mudar e ficar mais puxada para o preto, por conta de eventuais inflamações e sangramentos, causando a impressão de que o dente escureceu. Portanto, para recuperar a cor natural será necessária uma limpeza para a remoção dos resíduos petrificados.

“Por recobrir parte do esmalte do dente, proporcionando uma superfície rugosa e porosa, o tártaro também possibilita que os pigmentos e corantes dos alimentos que ingerimos, como café, refrigerante de cola e vinho tinto também se acumulem nele. O tempo que leva esse processo de escurecimento, porém, depende dos hábitos de higiene bucal e alimentares de cada pessoa”, explica Daniela Balthazar, cirurgiã dentista e especialista em implantodontia pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Ainda com relação à falta de cuidados, as cáries também podem representar um fator para que os dentes escureçam. As bactérias associadas ao seu aparecimento causam uma fermentação e liberam ácidos que amolecem a dentina (a mais interna das duas camadas calcificadas dos dentes), tornando-a porosa e manchada.

Mas vale lembrar que nem toda mancha é cárie e nem toda cárie apresenta manchas visíveis ou escuras. Inclusive a doença pode apresentar como primeiro sintoma uma mancha branca no dente e não escura.

Manchas escuras, de coloração acastanhada, também podem estar associadas à nicotina dos cigarros, ao excesso de flúor contido na água ou em alimentos e produtos industrializados que são consumidos durante o período de formação dos dentes.

Por que alguns dentes ficam acinzentados?

Existem pessoas que têm ainda dentes naturalmente acinzentados. Restaurações escuras como as de amálgama ou metálicas também podem deixar o esmalte ou a dentina com o aspecto mais puxado para essa cor, porque os metais presentes em sua composição sofrem corrosão com o passar dos anos.

“Quando o tom acinzentando tem relação com dentes que precisam ou já realizaram tratamento endodôntico (canal) isso se deve ao fato de eles não receberem mais nutrientes, uma vez que o nervo do dente morreu ou foi removido. O diagnóstico correto só pode ser feito após uma avaliação clínica e muitas vezes complementada com exames radiográficos”, conta Daniela Yano, cirurgiã dentista pela Unesp (Universidade Estadual Paulista).

A “morte” do nervo acontece devido ao agravamento de um processo inflamatório e infeccioso na polpa dentro do dente, uma região cheia de vasos e terminações nervosas que pode necrosar até a raiz. As principais causas desse quadro são as cáries não tratadas e também traumas, mesmo sem haver a fratura do dente. Vale lembrar, no entanto, que geralmente escurecimentos causados por traumas são mais homogêneos enquanto os causados por cáries são como manchas mais pontuais.

Medicamentos podem escurecer os dentes?

“Sim, principalmente na fase em que eles estão se formando”, adverte Marcos Moura, endodontista pela Unesp (Universidade Estadual Paulista) e membro da ABHA (Associação Brasileira de Halitose). O profissional acrescenta que os antibióticos são os medicamentos com maior potencial para causar esse tipo de dano.

O mais conhecido por escurecer a tonalidade dos dentes é a tetraciclina, indicada para combater diversos tipos de infecção como otite, pneumonia, sinusite e até acne e que se utilizado por gestantes ou crianças antes dos dez anos de idade e de forma contínua pode modificar o tecido dentário, causando manchas amareladas ou cinzentas permanentes.

O sulfato de salbutamol, um broncodilatador indicado para tratamentos de asma, também pode desencadear manchas desse tipo e erosões no esmalte e na dentina dos dentes de leite.

Menos piores, xaropes que contenham doses muito elevadas de açúcar na fórmula também podem contribuir para alguma modificação de cor nos dentes, mas não diretamente na estrutura deles como os medicamentos anteriormente citados, mas sim por favorecerem o aparecimento de cáries. Por isso, após sua ingestão, os dentistas aconselham escovar os dentes, pois com a remoção dos resíduos a incidência do problema é minimizada.

“Não há como não mencionar também o efeito da clorexidina 0,12%, presente em alguns enxaguatórios bucais usados por pacientes com doenças gengivais, como gengivites e periodontites e que por um longo período podem alterar a coloração dos dentes”, aponta Juliana Brasil, dentista na clínica de oncologia Clinonco e especialista em estomatologia pelo Complexo Hospitalar Heliópolis, em São Paulo.

Genética e envelhecimento natural

A coloração dos dentes também pode estar associada à herança genética e nesse caso sua gama é diversa, começando do branco, passando pelo amarelo, amarronzado claro até chegar aos cinzas esverdeado e rosado.

Com o passar dos anos, a tendência é que todos esses tons escureçam e isso tem a ver com um processo natural causado pelo atrofiamento da câmera pulpar (localizada dentro do dente) e pelo aumento da dentina somado com as pigmentações extrínsecas, provenientes de alimentos e bebidas.

Os dentes decíduos (de crianças) ao contrário, são sempre mais claros do que os dentes de adultos e até por isso são chamados de “leite”. Eles possuem a câmara pulpar aumentada e maior quantidade de esmalte, o que os deixa mais clarinhos.

Como reverter o escurecimento dos dentes?

Somente depois da avaliação e do diagnóstico do dentista é que um tratamento poderá ser indicado para cada quadro. O clareamento dental costuma ser a técnica mais utilizada e segura para reverter dentes escurecidos, mas nem sempre demonstra ser eficaz, sendo que em alguns casos ameniza o problema, enquanto em outros não surte efeito nenhum, como em se tratando das sequelas deixadas pela tetraciclina.

“Nesse caso de manchamento severo e também nos de deficiência estrutural e má-formação do esmalte ou de dentina muitas vezes é preciso planejar um desgaste do esmalte e a colocação de uma coroa ou um laminado produzidos artificialmente em laboratório e “cimentados” sobre o esmalte escurecido”, esclarece Daniela Balthazar.

Existe também a possibilidade de se fazer um clareamento interno em dentes que destoam dos demais por terem sido submetidos a tratamentos endodônticos com substâncias químicas, como a mistura de perborato de sódio e o peróxido de hidrogênio a 20%.

No entanto, em alguns casos, não se consegue corrigir esse escurecimento e a alternativa pode ser a correção estética por meio das já indicadas facetas laminadas e também lentes de contato. “Bicarbonato de sódio, carvão e outros produtos caseiros não clareiam os dentes e podem prejudicar o esmalte, causando danos irreversíveis”, lembra Marcos Moura.

A lição que fica, portanto, é cuidar bem da higiene bucal e visitar o dentista regularmente, assim, se houver algum problema a ser corrigido, o profissional poderá indicar o melhor tratamento para garantir um sorriso saudável e bonito. Às vezes, nem é preciso muito. Algumas técnicas, como sessões de LED e aplicações de gel clareadores, por exemplo, são rápidas de se fazer e rendem resultados eficientes no curto prazo.

 

Acesse o link do Portal UOL: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/06/05/entenda-como-remedios-genetica-e-envelhecimento-mudam-a-cor-dos-dentes.htm

Leia Mais

Eles estão na linha de frente. E têm medo

Na linha de frente no combate ao novo coronavírus, médicos e enfermeiros confessam medo, insegurança e apreensão com o avanço da doença. Eles não temem apenas o próprio contágio, mas também a transmissão para a família – o que faz mudar até a rotina dentro de casa. Além disso, os profissionais da saúde se queixam de falta de materiais, como luvas, máscaras e álcool em gel, em algumas unidades hospitalares.

Os índices de contaminação entre os profissionais de saúde é alto. A Federação das Ordens dos Médicos Cirurgiões e Dentistas da Itália, país com maior número de casos na Europa, criou um site em homenagem aos “mortos em combate”. Já são 17 os médicos mortos pela covid-19 no país europeu. No Brasil, não foram registrados óbitos de profissionais de saúde – há um caso em investigação em São Paulo.

O cirurgião de coluna Luiz Cláudio Rodrigues, do Hospital Santa Marcelina, também usa a metáfora da guerra. “Estamos em uma guerra e fomos convocados. Não temos opção de dizer ‘não’. A informação que a população recebe é a mesma que temos”, conta.

O Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira orientaram os profissionais que atuam com questões não urgentes, como cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais, a fecharem consultórios. Foi o que aconteceu com Marcus Yu Bin Pai, especialista em dor e acupuntura. “Existe desinformação e incerteza. Existe grande temor de contaminação entre os médicos que atuam nos prontos-socorros e hospitais.”

Quando é possível, os próprios médicos adotam para si uma espécie de quarentena. Aos 71 anos, o oncologista Artur Malzyner, consultor científico da Clínica de Oncologia Médica (Clinonco) e médico do Hospital Albert Einstein, afirma passar 90% do tempo em casa. “Temo a contaminação, sim.”

A preocupação também se estende a enfermeiros. “Nosso ambiente de trabalho está tenso, pois estamos tendo conflitos. Os médicos estão assustados e cobram mais de nós”, diz uma enfermeira que atua em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na zona leste de São Paulo. “O que mudou na nossa rotina foi trabalhar com medo.”

Rogério Medeiros, coordenador nacional da Rede Saúde Filantrópica, entidade que reúne as Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, afirma que a falta de materiais é parcial. “Ninguém trabalhava com estoque para esse tipo de demanda. Já existem programações de compra. A primeira semana é de desespero. O uso foi indiscriminado.”

Ao menos 43 denúncias de falta de proteção adequada para profissionais de saúde durante a pandemia do coronavírus foram registradas desde terça-feira, no Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). A entidade cogita procurar o Ministério Público e até entrar com ações na Justiça.

Einstein

Alguns hospitais estão adotando regras rígidas com a prevenção dos funcionários. No Albert Einstein, pioneiro na detecção de casos e com pacientes hospitalizados com coronavírus, os cuidados com profissionais foram intensificados. É preciso usar a máscara no momento em que o funcionário entra no hospital. Ela deve ser substituída a cada duas horas; a lavagem das mãos é constante. Casos com sintomas respiratórios evidentes são isolados imediatamente para avaliação. Em caso positivo para coronavírus ou influenza, quarentena de 14 dias. Não há dados sobre funcionários afastados.

Além do receio de contaminação, os profissionais de saúde também se preocupam em não levar o vírus para casa. Quando volta para casa, Luiz Cláudio Lacerda Rodrigues tira os sapatos e passa direto para a lavanderia. O médico de 42 anos coloca para lavar toda a roupa que usou durante o dia. Tudo separado das outras peças. Em seguida, vai tomar banho. Só depois, ele abraça e beija a mulher Glayce e os filhos, Luiz Felipe, de 18 anos, e Julia, de 9 anos. Antes não era assim. O abraço na família era obrigatório logo na chegada.

Já uma enfermeira do Hospital Nove de Julho tomou uma atitude radical: decidiu usar as economias para alugar um apartamento e ficar longe dos pais por dois meses. Ela está indo para o Jabaquara enquanto o pai, de 62 anos, e a mãe, 56, vão continuar na zona norte.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

https://www.istoedinheiro.com.br/eles-estao-na-linha-de-frente-e-tem-medo/

Leia Mais

Existe relação entre doenças sexualmente transmissíveis (DST) e câncer?

Doenças sexualmente transmissíveis (DST) constituem-se em um tema frequente entre jovens e adultos. A discussão frequentemente é focada em torno da prevenção e tratamento. Entretanto, pouco é divulgado sobre a relação de algumas destas doenças com o desenvolvimento de muitos tipos de câncer. As principais DST que podem estar relacionadas com o câncer são as infecções causadas pelos vírus T-linfotrópico humano (HTLV), Papiloma vírus humano (HPV) e o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

As infecções pelo HTLV-1 estão relacionadas com o desenvolvimento da leucemia e do linfoma de células T do adulto, doenças estas graves. Além destas, pode causar a mielopatia associada ao HTLV-1, doença neurológica semelhante a outras doenças da medula nervosa, como a esclerose múltipla, e que apresenta elevado grau de sintomas incapacitantes.  Este vírus ataca os linfócitos T, um tipo de célula responsável pela defesa do organismo.

As doenças causadas pelo HTLV- 1 não tem tratamento especifico, exceto ao que se refere aos tratamentos oncológicos tradicionais da leucemia e dos linfomas, em que a quimioterapia e às vezes o transplante de medula óssea podem ser empregados com sucesso. Infelizmente, porém, mais de 80% dos pacientes com a forma aguda da leucemia morrem nos primeiros cinco anos após o diagnóstico.

Já o vírus HPV apresenta mais de 150 tipos diferentes que podem infectar a pele e mucosas, sendo que pelo menos 13 tipos são considerados potenciais causadores de câncer. Estimativas recentes sugerem que cerca de 5% de todos os cânceres são atribuídos ao HPV. Esta família de vírus induz infecções persistentes que frequentemente se associam a lesões precursoras do câncer. Dentre os HPV de alto risco oncogênicos, os tipos 16 e 18 estão relacionados à maioria dos casos de câncer do colo do útero e até 90% dos demais tumores associados ao HPV, tais como os cânceres de orofaringe (18-90% dos casos), vulva (18-75% dos casos) e pênis (60% dos casos).

São impressionantes os efeitos da vacinação em idade precoce contra o HPV. Em países em que a vacina já é aplicada há anos, foi observada uma redução entre 70-80% no número de infecções pelo HPV. Na Austrália, onde a vacina está disponibilizada desde 2007, houve redução de 80% das infecções; 90% no surgimento de verrugas genitais e 70% no número de lesões precursoras do câncer de colo de útero. Atualmente, o país relata a incidência de sete casos deste tipo de câncer a cada 100.000 mulheres, enquanto que no Brasil estima-se a incidência de 17 casos a cada 100.000 mulheres. Porém, estes números não revelam necessariamente todo potencial de benefício da vacina.

A vacina é quadrivalente, protegendo contra os quatro tipos mais comuns do vírus e está disponível em duas doses, que devem ser tomadas com intervalo de seis meses. É aplicada gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos, para meninos de 11 a 14 anos, para pessoas de 9 a 26 anos com HIV/AIDS e para pacientes oncológicos ou transplantados.

Sobre o vírus HIV, com certeza é o mais conhecido e é responsável pela Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, cuja evolução reconhecem-se alguns tipos de câncer associados, como sarcoma de Kaposi (4,4%), linfoma não Hodgkin (4,5%), além de outros. A descoberta de um tratamento efetivo para o HIV produziu controle médico da doença, evitando o aparecimento destes tumores considerados específicos do HIV.

A higiene e prevenção das DST são a pedra angular da prevenção de um enorme numero de casos de câncer observados na nossa sociedade. A contínua educação sobre higiene intima das crianças e jovens, e a vacinação das populações poderá vir a reduzir dramaticamente a incidência dos cânceres associados a DST.

 

Fonte: Artur Malzyner, oncologista no Hospital Israelita Albert Einstein e Clinonco, e Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

Leia Mais

Dieta anticâncer: as principais fake news que circulam na internet

Todo santo dia surge um boato envolvendo alimentos e a cura do câncer. Os personagens variam, mas as histórias compartilhadas seguem um roteiro semelhante, com toque maniqueísta. De um lado, destacam-se heróis, caso da graviola, e, na outra ponta, há os ditos vilões, como o açúcar. O cenário também é batido. Quase sempre as descobertas se passam no laboratório da “melhor universidade do mundo”.

Já a divulgação se dá de muitas formas. Pode surgir pela boca da vizinha, pelo grupo do WhatsApp ou pelas redes sociais. Os desfechos, infelizmente, são desastrosos. O fato é que as fake news são perigosas — especialmente quando se trata de saúde. Com o objetivo de combater a disseminação de informações equivocadas, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou uma cartilha.

“De uns anos pra cá, notamos um aumento no número de pacientes que passaram a excluir o carboidrato do cardápio”, exemplifica a nutricionista Gabriela Villaça, coautora da publicação. Tal movimento, observado nos quatro cantos do país, preocupa os especialistas. Afinal, esse tipo de radicalismo desencadeia déficits nutricionais e interfere no sucesso terapêutico.

Em um momento tão delicado da vida, diante de tantos temores, há quem veja certos alimentos como tábua de salvação. “Basta um indício do poder anticâncer, revelado em uma célula no microscópio, para surgir a esperança”, relata Thaís Manfrinato Miola, nutricionista do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo, e coorganizadora do 3º Simpósio de Nutrição em Oncologia, que aconteceu há pouco e, entre vários assuntos, discutiu dietas polêmicas.

Mas o caminho da ciência vai muito além das lâminas microscópicas. Antes de bater o martelo sobre a eficácia de qualquer substância, são necessárias diversas etapas de análise, em uma longa jornada. Outra coisa: o câncer é uma doença complexa. Ainda que a alimentação saudável seja parceira, não dá para generalizar as estratégias de combate.

“É preciso levar em conta o tipo de tumor, a terapia adotada e, ainda, a maneira como o organismo reage”, ensina o oncologista Ulysses Ribeiro Júnior, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp.

Uma pessoa que passou por uma cirurgia requer certos cuidados; já aquela que faz quimio ou radioterapia precisa de outro tipo de atenção. O cardápio é ajustado de acordo com todos esses detalhes.

“Desde os itens mais apropriados para compor a dieta até a consistência e a temperatura, há minúcias a serem consideradas”, descreve a nutricionista Carolina Rebouças Clara, que também trabalha no Icesp.

Ela ressalta a importância cultural e social da comida. “O paciente não deve fazer as refeições sozinho. É importante estar junto da família”, sugere. E ainda que adaptações sejam necessárias, todos podem apreciar as mesmas receitas.

A regra de ouro é garantir variedade, com espaço para todos os nutrientes. Isso vale para quem está em tratamento, para aqueles que já o concluíram e até para reduzir a probabilidade de a doença aparecer.

Na seara da prevenção, cabe frisar, não faltam evidências científicas robustas sobre o papel de frutas, verduras e legumes. Nesses alimentos dá para apostar sem receio, como reforça um estudo recém-publicado no periódico Plos One. Foram avaliados dados de 1 740 moradores de São Paulo, Goiânia e Vitória.

“Compostos antioxidantes diminuem o risco de tumores de cabeça e pescoço”, revela a epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo e um dos líderes do trabalho, fazendo menção às substâncias esbanjadas pelos vegetais.

Banana, couve, laranja, cenoura, maçã e brócolis estão, portanto, entre os verdadeiros defensores do corpo. Dentro de um contexto de equilíbrio e junto do plano terapêutico traçado, santos da horta podem, sim, fazer a diferença.

O mesmo não é possível dizer sobre as recomendações infundadas e combatidas na cartilha preparada pelo Inca. Desnudamos esses mitos a seguir:

  1. “Carboidrato alimenta o câncer”

Eis o nutriente mais abordado pelo documento do Inca. A fama de mau tem relação com teorias de que o açúcar serve de combustível para o câncer. Ora, se partirmos da lógica de que o carboidrato é a principal fonte energética para todas as células do corpo, essa associação até faz certo sentido. Daí a adotar regimes de exclusão, caso da dieta cetogênica, que privilegia gorduras, só traz prejuízos.

“O organismo vai buscar glicose em outros locais, caso dos músculos”, explica o nutricionista Ronaldo Sousa Oliveira, da Clínica de Oncologia Médica, Clinonco, na capital paulista.

Resultado: a perda de peso se acentua e sintomas como desânimo e dor de cabeça vão dar as caras. Não custa lembrar que nosso cérebro é ávido por glicose.

A sugestão dos profissionais é reduzir doces e farinha refinada, sempre considerando hábitos culturais e dentro do equilíbrio. Abaixo, veja algumas fontes de carboidrato que são bem-vindas:

Cereais: arroz, trigo, aveia e milho são pedidas bacanas. Grãos sem refinamento merecem lugar privilegiado no prato.

Integrais: além de garantirem energia, massas, pães e bolos preparados com a farinha integral oferecem mais fibras, vitaminas e minerais.

Raízes e tubérculos: que tal variar a batata do dia a dia? Incremente o menu com batata-doce, mandioca, inhame…

Frutas: ricas em substâncias protetoras, caso dos antioxidantes, devem surgir em qualquer cardápio. O consumo in natura é o melhor.

Mas o caminho da ciência vai muito além das lâminas microscópicas. Antes de bater o martelo sobre a eficácia de qualquer substância, são necessárias diversas etapas de análise, em uma longa jornada. Outra coisa: o câncer é uma doença complexa. Ainda que a alimentação saudável seja parceira, não dá para generalizar as estratégias de combate.

“É preciso levar em conta o tipo de tumor, a terapia adotada e, ainda, a maneira como o organismo reage”, ensina o oncologista Ulysses Ribeiro Júnior, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp.

Uma pessoa que passou por uma cirurgia requer certos cuidados; já aquela que faz quimio ou radioterapia precisa de outro tipo de atenção. O cardápio é ajustado de acordo com todos esses detalhes.

“Desde os itens mais apropriados para compor a dieta até a consistência e a temperatura, há minúcias a serem consideradas”, descreve a nutricionista Carolina Rebouças Clara, que também trabalha no Icesp.

Ela ressalta a importância cultural e social da comida. “O paciente não deve fazer as refeições sozinho. É importante estar junto da família”, sugere. E ainda que adaptações sejam necessárias, todos podem apreciar as mesmas receitas.

A regra de ouro é garantir variedade, com espaço para todos os nutrientes. Isso vale para quem está em tratamento, para aqueles que já o concluíram e até para reduzir a probabilidade de a doença aparecer.

Na seara da prevenção, cabe frisar, não faltam evidências científicas robustas sobre o papel de frutas, verduras e legumes. Nesses alimentos dá para apostar sem receio, como reforça um estudo recém-publicado no periódico Plos One. Foram avaliados dados de 1 740 moradores de São Paulo, Goiânia e Vitória.

“Compostos antioxidantes diminuem o risco de tumores de cabeça e pescoço”, revela a epidemiologista Maria Paula Curado, do A.C.Camargo e um dos líderes do trabalho, fazendo menção às substâncias esbanjadas pelos vegetais.

Banana, couve, laranja, cenoura, maçã e brócolis estão, portanto, entre os verdadeiros defensores do corpo. Dentro de um contexto de equilíbrio e junto do plano terapêutico traçado, santos da horta podem, sim, fazer a diferença.

O mesmo não é possível dizer sobre as recomendações infundadas e combatidas na cartilha preparada pelo Inca. Desnudamos esses mitos a seguir:

  1. “A químio não vai funcionar se você comer carboidratos”

Outro mito que merece ser desfeito. A verdade é que banir pães, macarrão, arroz e outras fontes de carboidrato costuma atrapalhar o tratamento. Veja: é justamente o contrário do que ditam as fake news.

“Ao excluir esse nutriente, o paciente tende a ficar mais fraco e, assim, a quimioterapia pode ser suspensa até ele se recuperar”, conta Carolina, do Icesp.

Quando o corpo está debilitado, o tratamento leva mais tempo para trazer resultados. Seja qual for a estratégia de combate adotada, é essencial garantir que o organismo esteja em dia com todos os nutrientes, sem distinção. Dessa forma, os efeitos colaterais das medicações acabam atenuados.

As quantidades de carboidratos, gorduras e proteínas são ajustadas de acordo com condições individuais. Excessos nunca são bem-vindos, em nenhuma circunstância.

No entanto, ao tratar o câncer, é verdade que alguns sintomas abalam a vontade de comer e se hidratar. Veja algumas formas de driblar isso:

Consistência: lançar mão de pratos mais cremosos é crucial para pessoas com tumores na área da cabeça. Capriche em cores e sabores.

Aroma: alguns medicamentos geram aversão a cheiros. Areje a cozinha ou opte por ambientes inodoros na hora das refeições.

Hidratação: distribuir os copos de água ao longo do dia ajuda a proteger os rins e limita a toxicidade dos quimioterápicos.

Temperatura: náuseas e vômitos? Vá de itens gelados. Picolés de frutas cítricas são aliados, desde que não haja lesões na boca.

  1. “Proteína de fonte animal faz o tumor crescer”

Mais um nutriente injustiçado pela boataria que rola solta nas redes. Carne vermelha, ovos, queijos e leite têm sido excluídos pelo mesmo motivo que os fornecedores de carboidrato: há rumores de que esses ingredientes figurem entre os pratos prediletos do tumor, isto é, facilitariam a proliferação de células malignas. E outra vez o radicalismo chega para trazer prejuízos, especialmente à massa muscular e ao sistema imune.

A sugestão é intercalar as fontes proteicas no menu, sem se esquecer de incluir os pescados. Quanto maior a variedade, mais sabores e nutrientes no prato.

Sobre as proteínas de origem vegetal, caso das leguminosas, as quantidades costumam ser maiores para suprir as demandas, o que requer o apoio de um nutricionista. Pensando na recuperação de músculos, é essencial que a proteína seja de alto valor biológico, e, nesse caso, carnes, peixes e ovos ganham destaque.

  1. “Esse alimento ajuda a curar o câncer”

Eis o embuste dos ingredientes milagrosos. Ainda que muitos dos componentes dos fármacos sejam derivados de substâncias vegetais, não dá para extrapolar e dizer que aquele suco ou chá têm as mesmas propriedades. A ciência leva muito tempo para definir as dosagens seguras e eficazes para tratar uma doença. Por isso, nenhum alimento pode ser visto como panaceia.

E jamais se deve confiar em quem sugere a troca da terapia convencional por soluções fáceis demais. “Essas atitudes podem comprometer seriamente a estratégia terapêutica e colocar em risco o paciente”, alerta Andrea Pereira, nutróloga do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Examinamos as plantas e alimentos mais compartilhados por aí:

Noni: apesar do gosto amargo, o fruto asiático se tornou popular no país. Seus poderes de cura são atribuídos aos antioxidantes. Mas não há confirmação científica e já foram relatados efeitos tóxicos ao fígado. Não à toa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe, desde 2007, a comercialização de produtos com o noni no Brasil.

Cogumelo do sol: alçou fama na década de 1990, época em que estrelava comerciais de TV sob a forma de pó ou em cápsulas. O alimento, de nome oficial Agaricus blazei, oferta vitaminas do complexo B, minerais e uma substância conhecida como betaglucana, que atua em prol das defesas. Reúne compostos preciosos, mas está longe, bem longe, de curar o câncer.

Babosa: a espécie suculenta de nome científico Aloe vera contém taninos, substâncias capazes de auxiliar na cicatrização. Daí por que costuma ser aconselhada para atenuar queimaduras nos pacientes de radioterapia. Entretanto, a ingestão é contraindicada, já que pode causar irritação gástrica, entre outros desconfortos. Não caia no conto do vigário.

Chá-verde: até é opção para ajudar a reduzir o risco dos tumores (junto a um estilo de vida equilibrado). Um dos destaques da bebida milenar é a epigalocatequina, de ação antioxidante e anti-inflamatória. Agora, para quem está em tratamento, a história muda. É que alguns compostos interagem com fármacos e podem atrapalhar a quimioterapia.

Óleo de coco orgânico: recentemente começou a circular a notícia de que a versão orgânica do alimento faz o tumor desaparecer. O mesmo atributo teria um suco quente feito com flocos de coco. Só que não há evidências que sustentem tais afirmações. A sugestão é beber a água de coco geladinha, que ajuda a hidratar e não tem contraindicação.

Limão: rico em vitamina C, fibras, potássio e tantas outras substâncias que zelam pela saúde, o limão é parceiro contra os enjoos da quimioterapia, desde que o paciente não apresente lesões na boca. Apesar de o fruto colecionar benefícios, a limonada quente não faz as células malignas sumirem, como se lê na internet e em certos grupos de WhatsApp.

Graviola: ss folhas e sementes concentram uma substância chamada acetogenina, que estaria por trás de uma suposta ação antitumoral. De olho nisso, muita gente toma litros do chá. Um perigo. Além de não acabar com o tumor, em excesso sobrecarrega rins e fígado. Para quem gosta, tudo bem saborear a fruta in natura ou em forma de suco — sem abusos.

Hora da prevenção

Para evitar tumores, há balelas e informações úteis. Veja exemplos

Menu fechado: embora os vegetais reúnam substâncias protetoras, não existe um cardápio específico capaz de afugentar o câncer.

Café não é vilão: especula-se que ele favoreceria alguns tumores. Mas, sem exagero nas xícaras e na temperatura, não há o que temer.

O modo de preparo importa: evite esturricar as carnes. Esse método leva à formação de compostos nocivos à saúde.

Cápsulas não salvam a pátria: os alimentos de verdade dão prazer e têm substâncias que agem em sinergia. Cuidado com o milagre das pílulas.

Não precisa ser tudo orgânico: eles seriam melhores, mas nem sempre acessíveis. Ainda assim, o essencial é comer vegetais.

 

Acesse o link do Portal da Revista Saúde: https://saude.abril.com.br/alimentacao/dieta-anticancer-as-principais-fake-news-que-circulam-na-internet/

Leia Mais

Bolinha na boca foi primeiro sinal do câncer de Heloisa Périssé: quando desconfiar

Em luta contra um câncer nas glândulas salivares, Heloisa Périssé contou qual foi o primeiro sinal que a doença manifestou em seu corpo.

Em conversa com o Dr. Dráuzio Varella para o “Fantástico”, a atriz revelou que a presença de uma bolinha na boca a fez começar sua jornada contra a atual doença.

Câncer de Heloísa Périssé: bolinha na boca foi 1º sinal

Em agosto deste ano, Heloisa veio a público noticiar a descoberta de um tumor nas glândulas salivares.

Desde então, a atriz tem falado abertamente sobre a doença, com posts nas redes sociais e mesmo entrevistas sobre o assunto.

Ao falar sobre o tumor ao Dr. Dráuzio, Heloisa contou que o início de sua luta contra a doença começou com a detecção de uma bolinha na boca.

Em visita ao dentista para um clareamento de dentes, a atriz aproveitou para comentar que estava com a dita bolinha.

Uma médica que trabalhava com o dentista aproveitou a ida da atriz ao consultório e removeu a bolinha e encaminhou o material para biópsia – um procedimento padrão, segundo informou a profissional à artista.

“Ela disse que tinha só 1% de chance de ser alguma coisa”, disse Heloisa sobre o que lhe foi explicado a respeito da possibilidade da bolinha indicar um quadro grave.

O resultado da biópsia da bolinha da boca, porém, encaixou-se precisamente na exceção. “’Lembra daquele 1%? Caiu pra você. Vamos fazer uma raspagem para garantir que não vai ter mais células malignas’, a médica disse para mim.”

Posteriormente, Heloisa descobriu outra bolinha no pescoço, material relacionado também com a doença.

Para o tratamento do câncer, Heloisa foi submetida a cirurgia de remoção do nódulo maligno e sessões de radioterapia e quimioterapia, as duas ao mesmo tempo.

Tumor nas glândulas salivares

As glândulas salivares são estruturas responsáveis pela produção e secreção de saliva no corpo.

A saliva é uma secreção importante do corpo por conter enzimas que dão início ao processo de digestão dos alimentos, além de conter anticorpos necessários para a proteção do corpo.

Formadas por dois tipos, as maiores e menores, ambas as glândulas salivares podem desenvolver tumores benignos ou malignos.

Segundo informações do Hospital A.C.Camargo, o câncer nas glândulas salivares correspondem a 5% a 7% dos cânceres de cabeça e pescoço, com estimativa no Brasil de 1 a 2 casos para cada 100.000 habitantes.

Dentre os tumores malignos, os carcinomas epidermoides são os que mais atingem as glândulas salivares. De acordo com o hospital, eles tendem a se desenvolver de forma lenta e costumam reagir muito bem ao tratamento.

Bolinha na boca: é comum em câncer glandular?

Notar a presença de “bolinhas” na boca não é algo incomum para casos de câncer de glândulas salivares.

De acordo com Artur Malzyner, oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, os tumores da cabeça e do pescoço, particularmente o câncer de glândulas salivares, com frequência se manifestam através do aparecimento de nódulos ou carocinhos seja na boca, na língua, no assoalho da boca, no céu da boca, nas têmporas entre o queixo e o pomo de Adão e nas laterais ou no pescoço ou atrás das orelhas.

“Estes caroços, em geral, são o próprio conjunto de células cancerosas que inicialmente crescem no local onde se inicia [o câncer] antes de invadir os gânglios linfáticos das proximidades ou mesmo outros órgãos”, diz Malzyner.

Quando desconfiar da gravidade das “bolinhas”

Geralmente, essas bolinhas costumam ter crescimento lento e gradual, além de não manifestarem dor ou mesmo provocarem sangramento.

Por não chamarem tanta atenção, vale observar qualquer aumento de volume em órgãos ou região do pescoço – especialmente nódulos que aparecem nas primeiras semanas de maneira indolor e sigam crescendo em duas ou mais semanas de maneira progressiva.

“Sangramento é também um sinal suspeito para câncer, ainda que muito mais raro”, alerta Malzyner.

Porém, isso só acontece em casos de metástase, que é o quadro de câncer se espalha para outras partes do corpo para além da inicial.

Outros sintomas do câncer das glândulas salivares

Além da presença de nódulos, outros sintomas ajudam a identificar o câncer nas glândulas salivares. São eles:

. Dor constante na boca, bochecha, mandíbula, ouvido ou pescoço

. Assimetria entre os lados direito e esquerdo da face ou pescoço

. Perda de sensibilidade em parte do rosto

. Fraqueza dos músculos de um lado da face

. Dificuldade para engolir

Tratamento

A cirurgia é o tratamento mais comumente usado nas fases iniciais do câncer, quando a doença ainda se encontra limitada à região onde se iniciou, segundo Malzyner. É possível, ainda, o uso da radioterapia e quimioterapia.

“O câncer de glândulas salivares é uma doença curável no seu início mas de difícil controle quando a doença já se disseminou”, pontua Malzyner.

 

Acesse o link do Portal Vix.com: https://www.vix.com/pt/saude/580452/bolinha-na-boca-foi-primeiro-sinal-do-cancer-de-heloisa-perisse-quando-desconfiar?amp

Leia Mais

Outubro Rosa – Prevenção é ação!

Quando o assunto é o câncer, a prevenção e o diagnóstico precoce são os nossos maiores aliados. Ao falarmos no câncer de mama é importante lembrarmos a necessidade de consultas médicas e realização de exames preventivos de rotina.
Além disso, não podemos esquecer a importância do autoexame das mamas que é fácil de ser realizado, porém não é um método diagnóstico e não substitui os exames nem o acompanhamento regular com o médico.
Ele deve ser realizado uma vez por mês de preferência na semana seguinte ao término da menstruação.
A mulher deve ficar em frente ao espelho com uma mão atrás da nuca, usando a outra para apalpar a mama suavemente com os dedos a fim de identificar a presença de nódulo além de observar se há alguma alteração visível, como por exemplo, alteração na pele ou no formato da mama.
O diagnóstico precoce, ou seja, quando o câncer é diagnosticado no início é fundamental para o sucesso do tratamento e sua cura!

Converse com seu médico e realize seus exames!

Dra. Alessandra Pontalti
CRM 139.464

Leia Mais