CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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Novembro Azul: Saúde em primeiro lugar

Novembro é o mês mundial de combate ao câncer de próstata, tipo mais comum entre homens com mais de 50 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata representa 29% dos diagnósticos da doença entre a população masculina no país. A maioria dos casos são detectados em estágios iniciais e as chances de cura podem chegar a 98%. Entretanto, o câncer de próstata pode ser grave e é responsável por 16.000 óbitos por ano, a segunda causa de morte por câncer de homens brasileiros. Para entender melhor sobre o assunto e os fatores de risco envolvidos, conversamos com a médica oncologista Daniele Evaristo Alves e o médico e consultor científico Artur Malzyner, ambos da Clínica Médica CLINONCO, em São Paulo.

Fatores ligados ao risco para o câncer de próstata

Pelo fato da doença não possuir uma causa única, o câncer de próstata apresenta diferentes fatores que muitas vezes passam despercebidos pela falta de informação sobre o assunto. Segundo os especialistas, podem-se destacar como fatores de risco a idade, a hereditariedade, a etnia, a obesidade e a alimentação rica em gorduras.

“Pacientes acima do peso com câncer de próstata geralmente apresentam a forma mais agressiva da doença”, esclarece a médica oncologista. Ainda de acordo com Daniele, estar acima do peso afeta o sistema imunológico e gera inflamação do corpo, alterando os níveis de certos hormônios e proteínas e influenciando no processo de crescimento e divisão celular.

Outro ponto de atenção são as escolhas alimentares. “Estudos sugerem que dietas hipercalóricas, ricas em gorduras e pobres em fibras, frutas e vegetais aumentam o risco para o câncer de próstata”, explica o consultor científico.. A idade também aparece como um fator de risco importante, segundo os médicos, já que a maioria dos casos são diagnosticados por volta dos 65 anos. Em relação à etnia, o câncer de próstata chega a ser de 2 a 3 vezes mais frequente entre homens negros, além de ser identificado com mais gravidade na população negra.

Na lista de fatores de risco, há também a hereditariedade. “Ter mais de um familiar de 1º grau com diagnóstico de câncer de próstata ou ter outros familiares com histórico de câncer de mama, ovário ou pâncreas, sugere a necessidade de uma avaliação genética. O risco aumenta com o número de familiares afetados”, esclarece a oncologista.

Atividade física como prevenção

Praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada são extremamente importantes para a saúde e o bem-estar, principalmente no tratamento de pacientes com câncer de próstata.

Vale destacar que os benefícios do exercício físico não se acumulam ao longo da vida, ou seja, se uma pessoa sempre praticou exercícios durante a infância e adolescência, porém na vida adulta parou, sua saúde será afetada por conta do sedentarismo. Geralmente, como já foi dito, esse tipo de câncer atinge, especialmente, homens acima dos 50 anos, idade em que normalmente muitos deixam de praticar exercícios.

Como é feito o diagnóstico

“Após avaliar fatores de risco, é importante que o homem atente-se para possíveis sintomas. A doença pode ser silenciosa ou levar mais comumente a sintomas urinários como dificuldade para urinar, necessidade de urinar várias vezes ao longo do dia e da noite. Em fases mais avançadas, pode apresentar dores ósseas e até insuficiência renal”, explicam os médicos da CLINONCO. Em relação ao tratamento, a escolha do melhor tratamento é feita individualmente, por um médico oncologista, após definir os riscos, benefícios e resultados para cada paciente, de acordo com o estágio da doença e condições de saúde do paciente.

Segundo a médica Daniele Alves, diante da suspeita (associação de fatores de risco + sintomas), indica-se a realização de exames para a detecção precoce do câncer. O exame mais indicado, inicialmente solicitado, é a dosagem de PSA no sangue. Em algumas situações, o toque retal também é indicado, pois em associação com níveis elevados de PSA pode aumentar a probabilidade de diagnosticar o câncer e indicar necessidade de realizar outros exames como a biópsia da próstata.

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