CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica

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Todos os Posts com a Tag: Câncer de próstata

Doenças congênitas, genéticas e hereditárias: sabe a diferença entre elas?

No meio da palavra “congênita” há um “gen” que pode nos remeter à palavra “genética”, que para muitos é sinônimo de algo “hereditário”. Em comum, estão relacionadas à natureza e concepção humana, por isso geram tanta confusão. Mas, embora pareçam ser a mesma coisa, doenças classificadas com esses termos não são iguais, as diferenças entre elas são grandes.

Claro que não cabe a ninguém que não tenha estudado medicina diagnosticar cada uma, isso é tarefa de um médico, mas vale saber o que individualmente representam para ter informação para conversar, ganhar tempo para tirar dúvidas em consultório, se preparar para resultados de exames, planejar uma eventual gravidez, tomar medidas preventivas e mudar hábitos de vida.

Congênita, ou desde o nascimento

Uma doença congênita é aquela que está presente na ocasião do nascimento, podendo ser decorrente de uma alteração nos genes e repassada de pais para filhos ou também causada por fatores externos ambientais, como infecções, consumo de drogas, medicações ou alguma interferência no útero, por exemplo.

Pablo de Nicola, geneticista pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, cita exemplos: “Os distúrbios congênitos (desde o nascimento) mais comuns são pé torto congênito, luxação congênita do quadril, criptorquidia (quando o testículo não desce), cardiopatia congênita (defeitos cardíacos), mielomeningocele (defeito em que a medula espinhal do bebê não se desenvolve adequadamente) e hidrocefalia (caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido dentro do crânio, levando a inchaço e aumento de pressão cerebral)”.

Mas há outros, como fenda labial e palatina, toxoplasmose congênita, síndrome alcoólica fetal, tetralogia de Fallot (condição rara causada por uma combinação de quatro defeitos cardíacos presentes no nascimento) e síndrome de Down.

Só que nem toda doença repassada de pais para filhos e/ou causada por alterações nos genes é congênita, e podem se manifestar tardiamente como Coreia de Huntington (em que as células nervosas do cérebro se rompem ao longo do tempo) e Alzheimer.

Genética tem a ver com DNA

Já uma doença ou desordem genética é causada por uma ou mais anomalias no material genético (DNA) por diversas causas (má alimentação, radiação solar, tabagismo, entre outras) e pode, ou não, ser transmitida adiante, dos ancestrais para os descendentes.

Em se tratando de câncer, todo tipo é genético, mas não significa que possa ser herdado. Renata Velame, oncologista e oncogeneticista do Hospital Português da Bahia, em Salvador, explica:

“O câncer é uma doença genética, pois envolve mutações em determinadas partes do DNA, levando as células a um processo descontrolado de multiplicação, além da capacidade de invadir outros órgãos e tecidos do corpo. Na maioria dos casos, é esporádico, ou seja, essas mutações são adquiridas ao longo da vida devido a fatores ambientais. Mas alguns casos de câncer, cerca de 5% a 10%, se desenvolvem devido a mutações genéticas patogênicas herdadas, em sua maioria, de um dos pais, o que chamamos de síndromes de câncer hereditário”.

Nesses casos, geralmente se observa surgimento de tumores mais precocemente, maior risco de aparecimento de novos tumores ao longo da vida e comumente história familiar de câncer.

Os principais tipos de neoplasias associadas a essas síndromes são os cânceres de mama, de ovário, de próstata e colorretal. Mas não significa 100% que uma pessoa com mutação patogênica terá câncer, há risco, mas vários outros fatores estão envolvidos na sua formação.

Hereditárias são transmitidas

Introduzidas brevemente na explicação sobre doenças genéticas, as doenças hereditárias são aquelas que podem ser herdadas de um ou ambos os pais e passadas para os descendentes. Assim, nem todas as doenças genéticas são hereditárias, porém todas as doenças hereditárias são genéticas e podem se manifestar desde o nascimento, ou não, somente ao longo dos anos.

“Como condições hereditárias que, mais uma vez, aumentam a chance de desenvolver câncer, estão as síndromes de Li-Fraumeni (caracterizada por múltiplos casos de tumores primários de início precoce), de Peutz-Jegher (múltiplos pólipos hamartomatosos aparecem no estômago, intestino delgado e colo) e de Cowden (surgem múltiplas lesões em pele, mamas e cérebro)”, informa Mariana Marcondes M. S. Pereira, médica pela Santa Casa de Misericórdia de Santos (SP) e oncologista da clínica Clinonco e do Hospital Municipal Dr. Mario Gatti, em Campinas (SP).

Para além de condições que predispõem câncer, também entram na lista, que não caberia inteira aqui, anemia falciforme (condição que provoca alteração anatômica nos glóbulos vermelhos), fibrose cística (afeta pulmões e sistema digestivo), hipercolesterolemia familiar (doença cardiovascular agressiva e prematura), osteogênese imperfeita (prejudica a formação correta dos ossos), hemofilia (compromete a formação de coágulos sanguíneos) e daltonismo (dificuldade em diferenciar certas cores).

Acesse o link do Portal UOL/VivaBem: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2021/08/23/doencas-congenitas-geneticas-e-hereditarias-voce-conhece-a-diferenca.htm

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Novembro Azul: importância da campanha no combate ao câncer de próstata

Inspirado por campanhas públicas de saúde como o recém-terminado Outubro Rosa, o Novembro Azul surgiu com o objetivo de conscientizar o público sobre a saúde do homem e, em particular, sobre o câncer de próstata.

Este é considerado o tumor mais frequente e a principal causa de morte por câncer no sexo masculino. Saiba tudo sobre ele

Importância do Novembro Azul

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que produz parte do sêmen liberado durante o ato sexual e está localizada abaixo da bexiga e à frente do reto.

Devido à localização, para verificar consistência, tamanho e presença de lesões palpáveis na próstata, é realizado o exame de toque. Apesar dos preconceitos, a campanha Novembro Azul fez com que esse teste se tornasse parte rotineira da vida dos homens.

Simples, rápido e indolor, ele tem papel relevante entre os métodos atualmente disponíveis para o diagnóstico precoce da doença.

Diagnóstico precoce

O câncer de próstata é assintomático em muitos casos e evolui lentamente, portanto, quando sinais e sintomas aparecem, é possível que a doença tenha surgido há algum tempo e que esteja em estágio avançado.

Por isto, é de extrema importância à realização dos exames de prevenção para o diagnóstico precoce, possibilitando a identificação do tumor em fase inicial com maior taxa de cura.

Além disso, o diagnóstico precoce torna menor o índice de complicações pós-cirurgia ou pós-radioterapia.

Nestes casos, o tratamento curativo ainda radical proporciona menos complicações na qualidade de vida do que nos casos avançados, que requerem tratamentos mais complexos e com maior probabilidade de efeitos adversos.

Ainda que os congressos médicos da especialidade debatam sobre os riscos eventuais de tratamentos excessivos provenientes de muitos procedimentos realizados em decorrência dos eventuais alarmes falsos, já que a triagem é pouco especifica, o fato é que os métodos atuais podem produzir resultados efetivos na cura de pacientes assintomáticos com câncer de próstata.

Quando o rastreamento deve começar?

Considerada uma doença da terceira idade, a maioria dos casos de câncer de próstata ocorre a partir dos 65 anos.

Desta forma, recomenda-se que a prevenção se inicie a partir desta idade por meio da realização anual dos exames de toque, PSA e de imagem que se façam indicar por eventual anormalidade constatada naqueles.

O exame de toque e PSA são métodos imprecisos, mas até certo ponto complementares para detecção do câncer de próstata, dando alerta para a indicação de uma investigação mais aprofundada.

Em famílias com incidência elevada de câncer de próstata, recomenda-se que o rastreamento se inicie a partir dos 45 anos de idade.

Tratamento de câncer de próstata

O tratamento do câncer de próstata depende da extensão e do aspecto microscópico do tumor, idade e saúde geral do paciente, e pode incluir observação, cirurgia, radioterapia, criocirurgia, hormonoterapia e quimioterapia, além da possibilidade de combinar uma ou mais destas modalidades terapêuticas.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/novembro-azul/

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Prêmio Nobel de Medicina 2018: entenda o tratamento que ajuda a eliminar câncer

O mundo foi despertado em 1 de outubro com a informação de que dois pesquisadores, que trabalharam independentemente em duas frentes de uma mesma batalha, foram premiados com o Nobel de Medicina de 2018.

Desde a década de 1990, Allison, da Universidade do Texa, e Honjo, da Universidade de Kyoto, estudaram como o sistema imune atua contra tumores malignos. Melhor dizendo, se interessaram no porquê as células imunológicas, chamadas linfócitos, deixam de atuar e terminam por permitir que um câncer evolua.

Seus conhecimentos permitiram entender que, muitas vezes, os tumores expressam substâncias que inibem a atividade que o sistema imunológico poderia exercer contra a eles. Estas substâncias se ligam aos receptores, chamados CTLA-4 e PD-1, das células de defesa do organismo, produzindo inibição de suas atividades contra o câncer.

A nova imunoterapia, cujos estudos clínicos ganharam vigor nestes últimos anos, tem o objetivo de bloquear com anticorpos as substâncias que produzem inibição das células de defesa.

Exemplos destas novas modalidades terapêuticas:

Anti CTLA-4 – Ipilimumabe: age no tratamento do melanoma.

Anti PD-1/PD-L1 – Pembrolizumabe, Nivolumabe e Atezolizumabe: agem no tratamento de câncer de pulmão, câncer de cabeça e pescoço, melanoma e câncer renal.

Estas drogas, particularmente as anti PD-1/PD-L1, apresentam baixos efeitos colaterais e ganho terapêutico surpreendentemente eficiente, o que para doença avançada se constitui em fato inédito e auspicioso.

Autor: Dr. Artur Malzyner, oncologista e consultor científico da Clinonco

Colaboração de Natalia Fernandes Garcia de Carvalho, mestre em Ciências

 

Acesse o link do Portal Ativo.com: https://www.ativosaude.com/especialistas/premio-nobel-de-medicina-2018/

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